Férias II
A casa era bem pequena e isolada no meio do lago. Estranhamente, algumas árvores estavam vivendo muito bem há séculos dentro daquelas águas. O local era realmente calmo, barulho só da movimentação aquática, do vento nas árvores da floresta que rodeavam o lago e de pequenos passarinhos que davam rasantes para beber água. Chegando ao local, Jean viu que havia uma enorme porta oriental no meio do lago. Nesse local o barco podia parar, as pessoas andavam em uma ponte submersa há alguns centímetros sob a água, passavam pela porta para pegar um outro barquinho até a casa. Jean viu Wolverine sair do barco, andar na ponte submersa molhando os pés e pegar um outro barco amarrado a uma árvore.
Wolverine: Vem, Jean!
Jean: Sair do barco para pegar outro logo adiante?
Wolverine: É, Ruiva. Vem!
Jean: Você está louco, Logan? Por que eu sairia do barco para passar por essa porta e pegar outro barco??!!??!! Não existe muro nem parede! É só uma porta no meio do lago! Posso muito bem continuar nesse barco até a casa.
Wolverine:
Não, Jeannie. Isso é uma forma de adentrar o local. É necessário que se passe
pela porta, mesmo que não existam paredes! Cultura oriental! ... Sem contar que
essa ponte submersa na frente da porta é uma forma das pessoas "lavarem os pés"
antes de entrarem no centro do lago...
Jean: Por que? É só um lago, Logan...
Wolverine: É um lago sagrado. Nós vamos viver na casa onde antes morou um monge.
Jean: Eu estou com duas crianças aqui, não vou fazê-las molhar os pés.
Percebendo a insistência de Wolverine, Jean notou que aquilo deveria ser algo sério. Usou sua telecinésia e fez o barco flutuar sobre o lago! Os olhos de Rachel brilharam! Ela tirou a chupeta da boca e disse: "barco voando"! O barco passou pela porta sem encostar na água, assim, ela não teve que fazer a troca dos barcos.
Jean: E então? Gostou?
Rachel: Barco passô pela pota glande!
Wolverine: Tudo certo, gata. Ao menos você passou pela porta. - Ele sorriu.
Chegando na casa, os dois foram recebidos por uma senhora de meia-idade que vestia roupas orientais brancas. Era a tal ninja, sobre a qual Wolverine já havia comentado. Ela iria ajudá-los caso alguma ameaça surgisse, desde pequenas ameaças, até possíveis ataques do Senhor Sinistro!
Wolverine: Essa é Yuki, Jean. Ela não fala inglês. Vocês duas vão passar um tempo sem se entender, mas eu posso fazer a tradução.
Jean: Ela vai morar aqui?
Wolverine: Não, Ruiva. Essa casa é só... nossa.
Jean abaixou os olhos. Não queria estar ali, muito menos ouvindo coisas como "nossa casa", "nosso filho", "nossa vida"; ela voltou a sentir a dor de Scott. Definitivamente, não estava feliz.
Wolverine: Yuki vai morar em uma casa no meio da floresta, mas virá pelas manhãs nos ajudar com as crianças.
Jean: Não é perigoso ter alguém por perto? Sinistro pode usá-la para roubar as crianças, ele é muito poderoso. Sinistro pode se metamorfosear nela, como já usou a forma de muitas outras pessoas!
Wolverine: Não tenha medo. Esse local é um esconderijo, ele não irá nos encontrar. E Yuki percebe tudo. Se algum intruso chegar, ela o mata facilmente. ... E ela também irá te ensinar muitos golpes, manejos de corpo e até usar espada!
Jean: Por que isso?! Eu já fui muito bem treinada pelos X-Men em inúmeras sessões da Sala de Perigo.
Wolverine sorriu...
Wolverine: Sala de Perigo?!... Essa mulher vai te ensinar a realmente lutar, guria... Vai por mim!
Logan cumprimentou Yuki com um inclinar de corpo oriental. Os dois começaram a falar japonês.
Yuki: Recebi seu recado, arrumei a casa. ... Faz muito tempo que você não aparece.
Wolverine: Valeu, Yuki.
Yuki: É sua mulher e seus filhos?
Wolverine parou para pensar um pouco.
Wolverine: É. Minha mulher Jean e meus filhos Christian e Rachel.
Yuki: O garoto parece com você, já a menina...
Wolverine: Parece com a mãe!
Yuki: ... É... Parece. ... Se precisarem de mim é só tocarem um pequeno sino da casa, eu escuto tudo!
Yuki pegou o barco e sumiu no meio da floresta.
Jean: Sobre o quê vocês falavam?
Wolverine: Nada demais. Ela te desejou boas vindas e disse que arrumou a casa.
Enquanto isso na mansão, Scott
também sofria em silêncio. Passava horas e horas da madrugada sentado em um
banco do jardim jogando pedrinhas na piscina. Emma observava tudo de longe, da
janela de seu quarto. Todos os amigos que se aproximavam, Scott pedia para
voltarem para a mansão. Emma teria que esperar um pouco mais até ele se abrir
para que ela fizesse sua aproximação.
Passando pelo corredor dos quartos, Vampira viu Emma dentro do quarto olhando para o escuro jardim.
Vampira: Vaca! Na certa tá olhando pra cara de enterro do Scott plantado no jardim! - Disse Vampira baixinho para si mesma. - Mas essa barata descascada vai se ver comigo hoje! Quem ela pensa que é para fazer todos sofrerem? Como ela pôde invadir minha mente e relembrar tudo o que ocorreu comigo naquela prisão e ir mais além: fazendo com que eu passasse por sofrimentos que me livrei por pouco!
Era difícil pegar Emma desprevenida, ela era muito sagaz e ardilosa. Mas assim, olhando fixamente para o jardim, de costas para Vampira... Bom, assim talvez até desse certo!
Vampira foi se aproximando sorrateiramente de Emma. A sulista se aproveitou de uma tristeza que acabara de ter para poder se vingar de Emma: com a distância de Rachel no Japão, Vampira voltou a sugar todas as pessoas! Ela foi se aproximando lentamente, tirou as luvas e agarrou a testa de Emma!!!
A telepata começou a gritar e a se contorcer!
Vampira: Bem feito, sua covarde! Agora você provar do seu próprio veneno!
Emma: Me solta!
Vampira: Usa! Usa seus poderes agora que você não tem!
A sulista solta a loira telepata antes que ela desmaie! Agora sim iniciaria sua verdadeira vingança: também controlaria a mente de Emma.
Vampira: Você é sádica, má, odeia a todos. Vou te fazer sentir um pouco do seu veneno, cobra peçonhenta! Por que fez Jubileu ver o que não viu? Por que me fez passar pelo o que eu não passei? Por que aumentou nossas lembranças sofridas daquela prisão, que já eram amargas o suficiente?! Por que?
Emma: Vai para o inferno! - Ela tentou usar seus poderes contra Vampira, mas foi inútil.
Jubileu ouviu vozes exaltadas vindas do quarto de Emma Frost, curiosa, foi ver o que era. Em poucos segundos entendeu tudo e passou a incentivar Vampira.
Jubileu: Isso mesmo, Vampira! Dá uma lição nessa metida!
A própria Jubileu soltou seus plasmas coloridos em cima de Emma, que acabou se queimando um pouco!
Emma: Ah! Piveta mal educada!
Emma nem teve muito tempo para xingar Jubileu, Vampira logo começou aquilo com sua vingança!
Vampira: Eu não vou te fazer ver o que você não viu, nem passar pelo que não passou! Vou só reavivar sua memória, Emma!
A
sulista fez com que Emma lembrasse e revivesse os horrores da prisão: o quanto
apanhou, a insuportável sensação de ser dominada e humilhada quando sempre
dominou e humilhou os outros. E o horror pior: ter visto inúmeros mutantes
morrerem enquanto era estuprada por vários guardas.
A loira se contorcia no chão chorando.
Vampira: Que tal? Foi isso que você fez com todos nós!
Emma: Pára!
Jubileu: Chega, Vampira! Pára! Ninguém merece isso, nem mesmo ela...
Vampira: Que isso, fofinha?! Você tá defendendo a barata descascada?!
Jubileu: Não... Eu só queria que ninguém mais sofresse assim, não queria que ninguém mais lembrasse daquela prisão.
Vendo Jubileu esboçar um ar de choro, Vampira foi parando de mexer com a memória de Emma Frost. Logo sentiu que os poderes telepáticos foram deixando seu corpo. Emma conseguiu sentar no chão e se levantar apoiando em um móvel. Ainda tremia.
Vampira: Fraca? Em choque? Traumatizada?! Pimenta nos olhos dos outros é refresco, né, Emma?!
Emma: Isso que você fez, ... não se faz.
Vampira: Lembra disso da próxima vez, então!
Emma: Mas sabe de uma coisa que me conforta nisso tudo?!?!
Vampira: Não, o quê?
Emma: Saber que você não pode mais tocar ninguém. - Emma consegue esboçar um sorriso. - Vai lá fazeer um carinho no seu marido.
Vampira: Cobra!
As duas saem do quarto e Emma desfaz o sorriso. Também resolveu ir para o jardim e sofrer no escuro.
O dia amanhece, os primeiros raios de Sol vão iluminando o gramado, fazendo a água da piscina brilhar. E de repente, era possível ver que Scott dormiu no banco do jardim e que Emma dormiu na beira da piscina. Eles abriram os olhos e não entenderam nada direito.
Scott: Emma?
Ela logo ajeitou o cabelo e jogou água da piscina no rosto.
Emma: Oi.
Scott: Dormiu aqui fora também? Por que?
Emma: Sei lá...

Scott: Isso não combina com você... dormir assim largada na beira da piscina!
Emma: É... eu sei... Não tive uma boa noite dentro da mansão.
Scott: Você também não parece estar com uma cara boa. Aconteceu alguma coisa?
Emma: Aconteceu... Lembranças daquela maldita prisão! - Era raro ver tristeza nos olhos azuis de Emma, mas Scott viu.
Scott entendia bem o que significava para cada mutante lembrar daquela prisão. Ele é que não sabia mais o que lhe foi trauma maior nos últimos meses: a prisão ou saber que Jean teve um filho de Wolverine.
Emma: Por mais que eu tenha feito aqueles soldados sofrerem, nada apaga o que fizeram comigo e o que fizeram com todos os demais.
Os dois olham para a colina ao longe ao ao fundo da propriedade. Viram as cruzes.
Scott: Sam morreu e nós nem o pudemos enterrar.
Emma: Fera foi baleado e humilhado. Urinaram nele!
Scott: Meu filho morreu dentro da barriga de... ...
Emma: Jean.
Ele olhou para o chão, não queria falar da esposa.
Scott: Todos nus como animais sem identidade e sentimentos.
Emma: Noturno e Forge sumiram. Na certa foram mortos e vocês nunca irão encontrar corpos.
Scott: Vampira foi abusada e quase estuprada por Edward Northon!
Emma: Vampira que se dane! - Emma quase disse que Vampira merecia ter sofrido mais. Porém, talvez porque tivesse um pingo de compaixão pelos outros ou porque não queria assustar Scott, que tanto queria conquistar, resolveu não dizer nada pior.
Scott: Por que Vampira que se dane?
Emma virou o rosto para a piscina. Scott acha que a frase da loira. Vampira quase foi, já Emma de fato foi. Assim como Ângela e tantas outras e até outros!
Scott: Você foi... ...
Emma: É. ... E ter feito os soldados acharem que mataram as próprias mães, que bateram em paraplégicos, que estupraram as irmãs... isso não apaga nada!
Scott saiu do banco e sentou ao lado dela.
Scott: E tudo porque somos diferentes. ... Só por isso.
Emma ia dizer alguma coisa reconfortante a Scott sobre a separação, mas o alarme da mansão foi mais rápido do que ela.
Alarme: Atenção! Mutantes identificados como Magneto e Mística se aproximam da mansão. Atenção! Todos aos seus postos!
Tempestade
era a única que já estava de pé há algum tempo. Ela cuidava de suas plantas na
estufa de vidro da mansão, no último andar. Assustou-se com o alarme. Mas acima
de tudo, teve um pressentimento estranho. Colocou a mão no peito e percebeu o
quanto estava ansiosa. Ela tinha certeza que algo de bom ia acontecer.
Tempestade: Pela Deusa, por que estou assim?!
Antes de descer até o jardim, olhou pela estufa o portão da mansão. Lá em baixo viu Magneto e Mística acompanhados de duas pessoas cobertas por capas pretas. Quem seriam?
Tempestade: Forge?! - Ela esboçou um sorriso que há muito tempo não dava.
Vários X-men foram saindo da mansão com as caras amassadas de sono. Ainda estava muito cedo. Scott foi correndo para o portão com a mão nos óculos, estava pronto para acabar com os dois caso fosse necessário. Gambit foi atrás.
Professor: Gambit, Scott! Parem! Deixe que os dois entrem! Fui eu quem os chamou!
Tempestade chegou ao jardim vinda pelos ares. Aterrissou suavemente e perguntou:
Tempestade: Por que, professor?
Professor: Porque depois de muita procura no Cérebro, eu finalmente consegui encontrar as ondas cerebrais de dois desaparecidos, Ororo. Acho que você vai gostar da surpresa. Acho que todos vão.
Os portões se abrem, Mística e Magneto tiram o capuz de Forge e Noturno. Vampira levou a mão na boca. Jubileu deu um gritinho. Os olhos de Tempestade encheram-se de lágrimas. Gambit soltou um palavrão e um sorriso.
Tempestade correu e abraçou Forge! Ele ficou um pouco assustado, mas acabou abraçando-a depois de um tempo. Vampira correu e abraçou Noturno.
Magneto: Não se espantem... Os dois foram espancados demais na prisão e perderam a memória. Por isso Xavier não os encontrava.
Mística: Procuramos os corpos em todos os Institutos Médicos Legais, até em cemitérios clandestinos.
Scott: Nós achávamos que eles tinham sofrido o mesmo que Sam e que nunca os encontraríamos! Isso é fantástico! - Scott sorriu.
Professor: Jean Grey e Logan estariam muito contentes se vissem isso!
Ciclope desfez o sorriso.
Magneto: Quando Xavier conseguiu captar pequenas ondas cerebrais, pudemos investigar todos os hospitais e casas de repouso.
Mística: Eles estavam em um manicômio. Manicômio de presos!
Professor: Ainda não sabemos se a perda de memória é fruto de forte espancamento, ou se eles foram vítimas de alguma experiência sádica... Talvez as duas coisas juntas. A estupidez e a perversidade humana são grandes, eu não duvidaria de nada.
Tempestade: Experiência?
Fera: Cerebral, minha cara. Algo como lobotomia ou coisa parecida. ... Talvez tenham tentado "apagar" a mutação dos dois com alguma retirada de parte do cérebro.
Jubileu: Mas Forge não é exatamente um mutante! Ele é uma pessoa normal, mas com muitos conhecimentos tecnológicos e amizades mutantes e intergalácticas!
Vampira: Por muito menos até Bruna foi presa, Jubileu! ... Ela era só uma secretária de caso com Wolverine.
Os sorrisos de todos ao ver os dois de volta foram se transformando em ares de preocupação. Tempestade olhou para Forge.
Tempestade: Você lembra de mim, Forge?
Ele balançou a cabeça em negativo. A felicidade de Ororo Munroe diminuiu bastante.
Todos os x-men entram na mansão, Warren leva os dois desmemoriados até os seus antigos quartos.
Professor: Fera, vamos precisar muito de você. Precisamos de todos os aparelhos do Lab Med para saber se algo foi mexido no cérebro dos dois.
Fera: Conte comigo, Xavier.
Magneto: Charles, eu e Mística não
viemos aqui só entregar seus dois aluninhos desmemoriados.
Gambit: Nós já imaginávamos que sua bondade não chegaria a tanto! - Remy puxou Vampira para o seu lado.
Vampira: Remy! Cuidado! Você sabe que eu não posso mais ... te encostar.
Magneto: Conseguimos inúmeras fotos que comprovam as mais de 400 mortes por câmara de gás e incineração dos corpos. Eu quero vingança!
Scott: Lá vem você com essa história de novo!
Professor: A vingança virá pelas mãos da Justiça! Adicione essas fotos ao processo. Você sabe que inúmeros deles já foram presos.
Magneto: Só os pequenos! Os mandantes, os cabeças do governo continuam livres e sem processo nas costas!
Mística: Eu também voto por uma vingança pessoal, fazendo uso de nossas próprias mãos!
Professor: Não!
Magneto: 400 pessoas foram mortas! Entre elas, um de seus alunos! Fera foi baleado! Scott perdeu um filho! ... E por falar nisso... onde está a sua aluna predileta e aquele troglodita descerebrado?
Scott saiu da sala, subiu as escadas em direção aos quartos. Vendo-o dessa forma, Emma resolveu ir para o jardim. Ela sabia que ainda teria que esperar muito para conseguir alguma coisa com ele. Mas ela não desistiria nunca
Professor: Eles não moram mais aqui, Eric.
Mística: Ah, não?
Jubileu: Jean teve um filho com Wolverine!
Mística: Que máximo! Eu sempre soube que aquela bonitinha não era assim tão certinha! Adorei!
Sem se importar com esses casos conjugais, Magneto abriu o envelope com as fotos e as jogou em cima da mesa.
Magneto: Olha! Olha! Um desses pode ser o seu inocente Sam! Um desses poderia ser até mesmo você, Charles, que também foi preso e humilhado! Por que? Porque somos mutantes! Porque somos superiores e eles têm medo disso!
Professor: Nós não somos superiores! Nunca repita isso! Somos apenas diferentes!
Magneto: Somos superiores!
Professor: São afirmações como essa que fazem eles odiarem ainda mais os mutantes! Não podemos alimentar o ódio e a competição! Nada de superioridade e inferioridade! Isso não existe! O que existe são as diferenças e o mundo tem que viver com diferenças!
Magneto: Já conheço suas convicções Charles e você conhece as minhas. Só quero saber se você vai se juntar a mim, a Mística e a outros mutantes que estou arregimentando.
Professor: É claro que não. Mas quero suas fotos, que só Deus sabe como você conseguiu, para adicioná-las aos processos que têm como autores centenas de mutantes corajosos que pedem por Justiça!
Mística: Corajosos?! Mutantes corajosos usam seus poderes contra gentinha como essa! Temos que acabar com eles antes que eles nos peguem desprevenidos de novo!
Magneto: Antes de outro chip inibidor de poderes, Charles!
Professor: Não vou apoiar sua guerra contra os humanos, Eric. Você sabe que eu acredito na convivência pacífica entre mutantes e humanos. Suas ações só fazem meu sonho ficar ainda mais distante.
Magneto:
Dessa vez não será contra a humanidade. Será apenas contra um grupo determinado
de pessoas.
Professor: Não, Eric. Nem mesmo contra um grupo de pessoas. ... Deixe as fotos aí e ... obrigado por ter trazido Noturno e Forge aqui como eu pedi.
Jubileu se aproximou da mesa e viu as fotos. Elas desmaiou!
Tempestade: Jubileu?! Pela Deusa, Fera, faça alguma coisa!
As fotos eram de um enorme forno que incinerou os mais de 400 corpos. Um daqueles esqueletos transformados em cinzas poderia ser Sam. A foto era horrível. Nem mesmo Magneto agüentava olhá-las por muito tempo. Ele sabia que seus pais tinham sidos mortos da mesmo forma em campos de concentração nos anos 40.
Professor: Alguém, guarde essas fotos, por favor! Já chega tudo o que sofremos!
Antes que Warren guardasse as fotos novamente no envelope, Vampira também foi vê-las de perto. A sulista não desmaiou, mas apertou a foto com força contra o peito e chorou, como se ali estivesse Sam. Mas não era Sam. Na verdade, era impossível saber quem era. Sam tinha uma chance entre mais de 400 para ser exatamente um daqueles esqueletos transformados em cinzas das fotos.
Sem ver esse tipo de horror, uma ruiva
descansava na beirada da casa japonesa. Ela estava deitada de barriga para baixo
olhando e mexendo na água com as mãos. Ainda tinha um olhar melancólico. Rachel
estava andando de um lado para o outros com um pauzinho na mão. Ela sentava e
mexia com o pauzinho na água. Às vezes molhava a mãe. Christian estava dormindo
dentro de um cestinho de palha todo acolchoadinho de azul.

Rachel pegou a mamadeira de leite do irmão, que estava próxima do cestinho de palha, deitou do lado da mãe e ficou tomando a mamadeira sozinha! Era linda!
Jean: Não posso negar que esse lugar é bonito...
Jean suspirou. Apesar de toda sua tristeza, ao menos a beleza e a calma do local dava ao seu coração um mínimo de bem estar. Mas era muito pouco, seu sofrimento lhe consumia o tempo inteiro. Ficava olhando aquela enorme árvores centenária que surgia do meio do lago.
Yuki já tinha ajudado com a casa e voltado para o meio da floresta. Wolverine também tinha ido para floresta buscar ervas e comidas que acompanhariam os pratos principais de peixe cru. Jean estava sozinha com os filhos, pensando em Scott.
Ali, naquela calma, naquele suave barulhinho de água, surge um enorme tentáculo de Polvo que agarra Christian e o puxa violentamente para dentro do lago!!!
Jean: Christian!