Férias II
Ouviu-se um grito ressoar pelas águas calmas do lago. Foi Jean que gritou o nome do filho tragado pelas águas. Rachel assustou-se com o berro da mãe.
Jean atirou-se na água a procura do filho. Encontrou-o na escuridão, puxou-o para cima, ele conseguiu respirar por alguns segundos, mas foi puxado de novo! Ela mal conseguiu berrar seu nome novamente, pois um tentáculo entrou em sua boca e puxou-a para baixo d'água. Agora eram mãe e filho que estavam submersos.
A
audição apurada de Wolverine fê-lo escutar essa grito a uma distância
considerável. Ele correu o máximo que pôde. Ao chegar na margem do rio e ver sua
ruiva indo e vindo numa confusão de tentáculos, ondas, bebê e gritos sufocados
por água bem no meu do rio, ele pulou direto na água e nadou muito.
Wolverine: Meu guri!
Ao chegar a uma distância própria para enfiar as garras na Mulher-Polvo, Jean teve medo que Christian fosse perfurado pelas garras do pai. Nesse instante, uma força mais poderosa que o próprio medo de queimar o filho, surgiu de suas entranhas: A Fênix!
Jean ergueu-se sobre as águas como uma mulher em chamas! Em suas mãos um bebê! Seu medo de queimar o próprio filho revelou-se uma tolice. A Fênix sabia como segurar o bebê, e exatamente onde o encostava não emitia fogo. Porém, assim mesmo o calor era terrível para Christian. Jean teve que deixá-lo no deck ao lado de Rachel, não podia mais segurá-lo. A Mulher-Polvo que se embolava no fundo do rio com Wolverine, ao ver o menino sozinho no deck, lançou um de seus tentáculos para capturá-lo novamente!
Wolverine: AHHHHHHHH! *SNIKT*
Mas esse tentáculo foi decepado pelas garras do pai! O sangue roxo voou no rosto de Jean, Rachel e Christian. O pedaço de tentáculo ficou se remexendo sozinho como uma cobra morrendo, até parar sem forças bem perto das crianças. A água do rio tingiu-se de roxo. Wolverine ergueu a Mulher-Polvo acima de sua cabeça e jogou-a contra o deck como alguém que joga um grande pescado no barco. Levou o braço para trás e preparou o golpe final que mataria aquele estranho ser!
Jean: Não!
Já calma e serena, por já estar fora da água e com seus dois filhos nos braços, Jean pôde usar sua telecinésia com maestria. Paralisou a mão de Wolverine, impedindo que matasse a Mulher-Polvo, mas paralisou-a também, impedindo que fugisse.
Wolverine: Jeannie, liberte meu braço! Essa coisa quis matar nosso filho!
Jean: Não! Não vou deixar que ela morra sem antes dizer por que quis fazer essa monstruosidade contra um bebê!
Wolverine: Porque ela é uma filha da p...
Antes que ele pudesse terminar de xingá-la, a Mulher-Polvo gritou um nome:
Mulher-Polvo: Bruna!
Jean não entendeu grandes coisas...
Mulher-Polvo: O que você fez com Bruna não tem perdão, Wolverine...
Wolverine: O que você fez com ela é que não tem perdão! Onde ela está? O que aconteceu com ela afinal, sua aberração?!
Mulher-Polvo: Não fui eu quem a seqüestrou junto com uma transmorfa azul que começou a passar-se por ela e fazer de tudo com sua imagem e semelhança! Roubar informações, trair antigos patrões, transar com Deus e o mundo, acabar com amizades, acabar com a vida dela!
Wolverine: Foi por um bem maior!
Mulher-Polvo: Frase babaca! Você acabou com ela! E depois que a deixou sem vida, resolveu dar uma nova vida a ela! Como se ela tivesse outra alternativa que aceitar suas migalhas! ... E por te conhecer, ela acabou naquela prisão como se fosse uma mutante: e não era! E esperando de você um mínimo de compaixão, um mínimo de consideração, um mínimo de atenção: você passou por ela e salvou essa ruiva branquela! Deixou ela lá, largada! Justo ela que por causa de você perdeu tudo!
Wolverine: Mais uma vez eu digo que foi por um bem maior!
Mulher-Polvo: Conversa fiada! E por um "bem maior" é sempre a mesma babaca que leva porrada da vida! Da vida não, de você! Não se passa por cima de ninguém por nada nesse mundo!
Wolverine: Como você ia passar por cima de um bebê!
Mulher-Polvo: Ela queria se vingar, Wolverine... Ela queria se vingar dessa traição. Ela queria que você sofresse ao menos um décimo do que ela sofreu desde o dia que te conheceu, por isso a idéia de matar o bebê. Bruna era alguém que merecia mais respeito seu, mais consideração... Mas você só soube bater...
Jean: Diga para ela se vingar tirando minha vida. Eu faço parte da história de sofrimentos dela, não o meu filho inocente de tudo isso.
Nesse instante, Jean parou de usar seus poderes paralisantes. A garra de Wolverine foi com toda força em direção da Mulher-Polvo, mas ela se desviou, fazendo com que as garras só conseguissem arrancar mais um de seus tentáculos! Ela gritou, agora só tinha quatro tentáculos restantes. Reuniu forças para fazer exatamente o que Jean pediu, vingar-se dela ao invés do bebê. Seus tentáculos restantes puxaram a ruiva para dentro do rio.
Wolverine: Jeannie, não!!!
A
Mulher-Polvo ainda tentou afogar a telepata enquanto lutava com Wolverine, mas
percebendo que perderia essa luta em vista de seus machucados, desistiu e nadou
o mais rápido que pôde para bem longe.
Wolverine tirou Jean pelos braços daquela água roxa.
Wolverine: Ruiva, por que você deixou ela fazer isso com você?!
Ela tossiu água.
Jean: Não ando muito feliz com a vida ultimamente, Logan... Achei que o sofrimento de Bruna deve ter sido realmente enorme.... Quis recompensá-la de alguma forma.
Wolverine: Não, guria. ... Tu quis fugir de mim... Tu quis fugir da vida que você ta levando agora. ... Entendo tua fossa, não era nada disso o que cê tinha planejado pra tua vida. ... Essa não é a sua casa. Eu não sou o cara! Esse não é o lugar! Teu filho não tem o pai que você queria...
Jean: ...
Wolverine: Teu silêncio diz tudo. Mas você ainda vai ficar muito viva e por muito tempo, seus filhos precisam de você. ... E eu também...
Jean: ...
Wolverine: Acho que suas férias acabaram de vez, Jeannie. O jeito é nós dois recomeçarmos...
Enquanto isso na Mansão X, os x-men se dispersavam de uma rápida reunião com Magneto e Xavier. Magneto trouxera fotos dos cadáveres e dos esqueletos incinerados na prisão mutante. Muitos não conseguiram jantar naquela noite. Scott e Emma Frost foram os únicos que não viram as fotos, pois saíram do escritório ao ouvir o nome de Jean. O chefe da equipe subiu para o seu quarto, Emma ao vê-lo triste, foi para o jardim.
E assim ficaram os dois por mais de meia hora. Scott ainda chegou a passar pela janela do quarto, dando um murro de raiva no parapeito de mármore. Emma viu tudo do gramado e estremeceu com a dor que ele deveria ter sentido. Scott percebeu que ela estava lá em baixo, ficou sem graça e foi para longe da janela.
Dez minutos depois, Emma viu Scott descer as escadas da mansão brigando com Magneto.
Scott: Não interessa as monstruosidades que existam nessas fotos. Isso não vai me fazer mudar de idéia. Sou contra a vingança pelas próprias mãos.
Magneto: Admira-me muito! Um homem que perde um filho agir dessa forma...
Scott: Não pense que eu não quero que eles paguem pelo o que fizeram... Mas vão pagar de uma forma diferente da planejada por você.
Magneto: Seu professor já lhe moldou a cabeça. A lavagem cerebral de Xavier é eficiente...
Fera: Leia O Leviatã de Hobbes, meu caro Eric Lensherr. Veja o que ele pensava de um estado da humanidade em que todos pudessem ter a liberdade de usar a força das próprias mãos contra os adversários. - Disse Fera enquanto subiu as escadas em sentido contrário, ia ler um livro de neurologia.
Magneto: A barbárie do "Estado de Natureza"... Quem diria que Hank Mckoy iria citar um absolutista do século XVII para justificar sua covardia em não se vingar daqueles que urinaram nele... que atiraram nele para matar...
Fera: Não se trata de covardia. Trata-se de...
Magneto: ... de um contrato social!
Fera: Exatamente!
Magneto: Então passe de Hobbes para Rousseau e continue com sua covardia... Continue acreditando em seu contrato... continue entregando sua liberdade de ação para o Estado, esperando que ele lhe proteja! Eu já perdi minha família assassinada pelo próprio Estado! Vá para o inferno você com sua covardia e o seu contrato!
Fera: Um Estado nazista, Magneto! ... Não o nosso Estado!
Magneto: Sonhador! Um homem tão inteligente e tão infantilizado pelo sonho de Xavier! Que Estado? Que leis? Que proteção? Não vivemos em um Estado nazista... mas esse fecha os olhos para o que aconteceu , acontece e ainda acontecerá conosco!
Os três se dispersaram. Fera continuou subindo as escadas reclamando da insistência de Magneto, enquanto que o próprio rei do magnetismo foi para a sala de vídeos lamentando aquilo que ele chamava de "infantilização" de mutantes tão poderosos. Já Scott olhou para Emma no jardim e foi ao seu encontro. Ela estava caminhando em direção à antiga casa japonesa de Wolverine. Scott correu e conseguiu alcançá-la no meu do caminho. Emma levou um pequeno susto ao ver Scott correndo em sua direção, depois sorriu.
Scott: Onde vai?
Emma: Lugar nenhum... Ouvi vocês três discutindo e resolvi ir para bem longe.
Scott: Por que? Magneto te irrita? Ele também nos irrita muito. Não sei porque Xavier ainda mantém contato com ele. É um homem muito perigoso, já nos fez muito mal...
Emma: Não... não é por isso. Na verdade, saí de perto porque não queria te irritar.
Scott: Você? Por que irritaria?
Ela sorriu levemente, quase revirou os olhos azuis ao ouvir isso. Mas Emma sabia ser fria e não demonstraria nada.
Emma: Porque eu concordo com Magneto.
Silêncio entre os dois.
Emma: ... É... Eu não sou doce como uma certa ruiva... Eu sou...
Scott: Vingativa.
Emma: É. Sou mesmo. Sei que vocês não gostam de mim aqui. Mas se Magneto realmente montar esse exército da vingança, eu faço parte dele.
Scott: ...
Emma mexeu no cabelo com a sensualidade própria de sua pessoa. Ela sentiu pingos de chuva caindo nas mechas loiras.
Emma: Não pense que eu seria a única. ... Aposto que até mesmo a idiota da Vampira entraria nesse exército.
Scott: Ela não...
Emma: Tenho minhas dúvidas. ... Ela também é esquentada como eu. Só que eu não sou tapada, caipira, burra e pobre como ela...
Scott: Mas Vampira aprendeu com os X-Men a como domar sua raiva.
Emma: Não foi isso que eu vi hoje... Ela roubou meus poderes e me atacou com minha própria telepatia!
Scott: Você deve ter feito por merecer, Emma... Vampira não é má.
Emma: Sei... Entendo que você goste das boas ovelhinhas... Mas algumas são lobos que se vestem com pele de ovelha sonsa e idiota. No fundo são as ovelhas mais espertas!
Scott: Você está falando de...
Emma: É! Da própria: Jean!
Scott
segurou o braço de Emma com força.
Scott: Não fale assim da minha mulher!
Emma: E você ainda defende! Aquela vaca! ... Te enganou direitinho! Mas a mim ela nunca enganou!
Scott: Pára, Emma!
Emma: Corno!
Scott ia ficando cada vez mais irado com ela! Ela chegou a transformar o braço em diamante para que ele não a machucasse mais!
Scott: Já mandei parar!
Emma: Fraco! Apaixonado fraco!
Scott: Olha quem fala! Quem é fraca aqui? Quem é que está apaixonada por um corno, por um fraco, por um homem tão cheio de defeitos?!
Emma: Pois é... meu único defeito.
Scott agarrou Emma e deu nela um daqueles beijos de cinema. Durou longos segundos e quando os dois se desgrudaram, ela quase não acreditou! E voou para cima dele de novo!
Emma: Eu sabia que você estava louco para ficar comigo.
Scott: Claro... Alguém que só tem um único defeito é praticamente a perfeição em pessoa.
Emma: Obrigada.
Os dois se beijaram de novo.
Scott: Principalmente quando esse defeitinho é estar apaixonada por mim.
Emma: Um nerd bonitão como você não é de se jogar fora.
Scott: Nerd?
Emma: Humm... Um cara certinho como você... Se bem que hoje eu nem posso te chamar de nerd, você agiu diferente do que costuma agir. Nunca pensei que em tão pouco tempo que aquela falsa fugiu daqui com Wolverine, você fosse ceder aos meus encantos.
Scott: Ceder a sua falta de defeitos... - Ele sorri.
Emma: Ai, pára com isso! Vai me chamar de metida.
Scott: E precisa?!
Vampira: Caraca! Não pensei que você fosse sugar o cara tão cedo, Emma! É tão cedo que eu ainda sinto o cheiro do perfume da Jean quando eu passo na frente do quarto do Scott! Vaca!
Emma deu um pulo de susto típico de gato amedrontado. Vampira chegou sorrateira pelas sombras da noite do jardim.
Emma: Nada que eu não possa mudar mandando desinfetar o quarto, tolinha.
Scott: O quê que você está fazendo aqui, Vampira?
Vampira: Ih... Scott! Tá me tratando na grosseria também? É a convivência com certas pessoas...
Emma: Evapora, Vampira. Some... Sai... Xô... Morre. Não percebeu que está atrapalhando?
Vampira: Infelizmente eu vim chamar o "pessoal" do jardim para o jantar. Xavier disse que faz questão de todos à mesa. E é bom vocês virem logo que eu ainda tenho que chamar o pessoal nos quartos.
Scott e Emma se entreolharam e foram seguindo Vampira até a mansão. Os três entraram na sala. Tempestade e Jubileu olharam para os dois com um estranho olhar. Emma Frost resolveu ir para cozinha, Scott a seguiu.
Vampira subiu as escadas para chamar os demais X-men dos quartos. Passou pelo quarto de Fera...
Vampira: Aí, Hank! Xavier tá chamando lá em baixo, fofo!
Continuou andando...
Vampira: Bobby, vou chamar duas vezes não!
Passou pelo próprio quarto.
Vampira: Remy, o professor tá chamando, lindo.
Gambit: Já vou, cherrie.
E ela já ia dando meia volta pois tinha chamados todos. Mas algo estranho chamou sua atenção. Viu a porta do quarto de Scott e Jean entreaberta e por ela passou Scott. Foi andando, deu dois toquinhos com a mão e perguntou se podia entrar. Ouviu um "sim". Quando abriu a porta, viu Ciclope com o uniforme de Jean na mão.
Vampira: Você não tava lá em baixo?!
Scott: ... Hein?
Vampira: Lembra que eu te disse que Xavier nos chamou para jantar?
Scott: Não Vampira. Eu não saí do quarto desde aquela reunião com Magneto.
Vampira: Ah, não?!
Scott: Por que? Algum problema lá em baixo?
Vampira: Não nada... Dá
mais 15 minutinhos e desce.
Vampira desceu as escadas correndo e rindo... Encontrou Gambit no caminho.
Gambit: Minha flor risonha... Do que ri, mon amour?!
Vampira: Estou rindo da Emma.
Gambit: Pourquoi?
Vampira: Porque ela se acha o máximo mas se deu mal... Mística já ficou com Scott.
Gambit: E depois ficou com Jean!
Vampira: E agora está com Emma! - Ela gargalhou.
Gambit: Amour... E você está rindo disso?
Vampira: Ela merece...
Gambit: Non... cherrie... Non... Temos que evitar que ela machuque Emma Frost.
Vampira: Remy!
Gambit: Você não gostaria que fosse com você...
Vampira: Tá certo... Eu vou lá em baixo dar um jeito nisso.
Chegando na cozinha, Vampira pegou Scott beijando Emma Frost já com a mão em seus seios.
Vampira: Nossa, desculpa interromper, mas é que eu nunca vi Scott tão fogoso assim em toda a minha vida!
Emma: Vai te catar, Vampira...
Vampira: Para ele estar assim tão de fogo aceso, é porque deve estar com saudades de Jean... Está pensando nela com certeza!
Scott: Não!
Emma: Invejosa...
Vampira: Tira isso a limpo, Emma! Lê a mente dele...
Scott: Não faça isso, Emma.
Emma: Não faça, por que? Você está mesmo pensando naquela espiga de milho seco?!
Scott: Não, Emma... É que eu... está muito cedo ainda para eu de fato esquecê-la e...
Emma não pensou duas vezes. Como ela mesma costumava dizer, não era doce como Jean Grey. Invadiu a mente de Scott naquele mesmo instante. Queria saber o que ele pensava. Ouviu-se um grito na cozinha.
Emma: Mística! Sua desgraçada!
Vampira: Tá me devendo uma, hein Emma... Te livrei de uma boa.
Scott transformou-se na mulher azul.
Vampira: O verdadeiro Scott não saiu do quarto desde a hora da reunião de magneto e Xavier.
Mística correu para o jardim o mais rápido que pôde e sumiu na noite. Todos escutaram Emma Frost gritando o nome dela e prometendo matá-la quando a visse de novo. Ninguém entendeu nada, só Gambit e Vampira... Todos já estavam jantando quando Emma Frost desistiu de procurar Mística no jardim e voltou para sala. Ela fez questão de sentar ao lado de Vampira.
Emma: Você se divertiu, eu aposto... - Disse baixinho.
Vampira: Claro. ... Mas não sou igual a você, tive a decência de te ajudar. ... Se bem que você teria amado ir para a cama com Scott, mesmo sendo um falso Scott. - Respondeu baixinho.
Emma: Você tem inveja de mim, que posso me divertir com verdadeiros e falsos Scotts, com verdadeiros e falsos qualquer um... Enquanto você... você mais uma vez não toca ninguém.
Vampira: Cala boca....
Emma: Não dormiu com Remy ontem... não vai dormir hoje... Forge apareceu des-me-mo-ri-a-do. Nada de pulseiras... Rachel está com Jean só Deus sabe onde...
O jantar foi amargo para Vampira, enquanto Emma manteve um risinho nobre no rosto por todo o jantar.
Duas horas depois... Gambit fumava perto da piscina enquanto seu sobretudo voava com o vento frio da madrugada. Vampira estava no solar da porta sentada abraçando os joelhos. Olhava para ele com olhos úmidos. Achava-o lindo. Mas ela estava intocável mais uma vez.
Gambit olhou para ela, sorriu e jogou o cigarro para trás. Mexeu naquele cabelo e ficou ainda mais gato.
Gambit: Vem aqui, mon amour!
Vampira: Não dá, gato... Não dá...
Ela deu meia volta e subiu as escadas em direção ao quarto. Gambit suspirou. Não sabia o que fazer. Queria encontrar Rachel para que ela voltasse a controlar os poderes de Vampira. Mas não sabia ao certo onde ela estava... Só sabia que estavam na Ásia, em algum lugar do Pacífico. E Forge... Forge estava desmemoriado...
Naquele momento calmo e solitário de madrugada escura no jardim, um acontecimento Sinistro lhe chamou a atenção. As sombras se transformaram em alguém conhecido.
Gambit: Sinistro!
Ele rapidamente pegou as cartas do baralho.
Sinistro: Não faça estardalhaço... Sei que Rachel não está aqui... Mas eu vou encontrá-la...
Gambit: Eu vou te matar!
Sinistro: Sem estardalhaço, eu já disse... Se não, vai ser pior para você...
Gambit: Some!
Sinistro: Vou precisar de sua ajuda de traíra e assassino.
Gambit: Cala a boca! Eu não sou nada disso!
Sinistro: É sim... Dessa vez é uma promessa que vou cumprir. Ou você me ajuda a capturar Rachel, ou eu conto a todos sua participação em um certo genocídio de mutantes ocorrido há muito tempo...
Gambit gelou.
Sinistro: Que foi? O gato perdeu a língua?
Gambit: Por favor, não faça isso...
Sinistro: Nossa! Eu estou ouvindo um "por favor"... Meu assassino está me implorando como uma Madre Teresa de Calcutá...
Gambit: Sinistro...
Sinistro: Em breve entro em contato com você de novo. Vou usar seus serviços como eu quiser e na hora que eu bem quiser para conseguir Rachel para mim.
Gambit: E se eu me recusar?
Sinistro: Você já sabe...
Gambit: Se eu aceito, eu não ganho nada... Se eu me recuso, eu perco tudo?
Sinistro: O interesseiro de sempre. ... Talvez eu te dê um presente... Quem sabe uma espécie de inibidor de poderes para uma certa pessoa...
Gambit: ...
Sinistro: Sabia que você ia gostar... Esteja atento, Gambit. Suas férias acabaram.
FIM