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Sento-me frente à janela ouvindo o vento que uiva lá fora como espírito em tormento - meu lobo interior - porque não entendo as forças tanto do vento quanto do tormento. Sento-me frente à janela e percebo a tempestade que ruge ao teu redor em potestade - teu lobo interior - porque não entendes as forças tanto do que me restringe quanto do que te cinge. Fal então, voz do vento - eu calo. Escute então a tempestade - eu falo. E que desta trégua fugaz surja enfim, mesmo efêmera nossa paz.