Lobos Interiores
(Wolves Within)
 
(30/03/00)
 
© Dalva Agne Lynch
 
 

 
 
Sento-me frente à janela ouvindo o vento
que uiva lá fora como espírito em tormento
- meu lobo interior -
porque não entendo as forças
tanto do vento
quanto do tormento.
Sento-me frente à janela e percebo a tempestade
que ruge ao teu redor em potestade
- teu lobo interior -
porque não entendes as forças
tanto do que me restringe
quanto do que te cinge.
Fal então, voz do vento - eu calo.
Escute então a tempestade - eu falo.
E que desta trégua fugaz
surja enfim, mesmo efêmera
nossa paz.
 
 
 
         

 

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