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Uma sessão real de gravação - a masterização
Quando terminamos uma mixagem por melhor que nos pareça no momento, há sempre alguma coisa a ser melhorada, quem faz isso é uma boa masterização, particularmente prefiro fazer alguns dias após a mixagem evitando aqueles finais de gravação quando todos estão cansados e loucos para debandar.
É a última oportunidade que temos de corrigir alguns problemas e ter um ganho de praticamente o dobro de qualidade após a mixagem (volume, força e brilho). Uma boa masterização inclui entre outras as seguintes etapas:audição de todas as composições meticulosamente para se detectar possíveis falhas e se definir soluções. Acerto dos níveis de todas as faixas para que o ouvinte não tenha ele próprio que ajustar o seu aparelho de som quando estiver ouvindo, isso pode ser feito com adição de volume ou se necessário uso de compressão para ressaltar os sons fracos e diminuir os picos que se formaram após a mixagem pela soma de todos os instrumentos em dois canais. Ajustes de equalização, que podem ser feitos usando programas para se detectar as frequências faltantes (análise espectral) ou simplesmente ouvindo e usando presets de programas que incluem equalização, de qualquer maneira teremos que testar vários deles de diversas maneiras e tentar chegar a uma situação de equilíbrio nem com agudos estourando nem com graves duros ou sobrando, o ideal é tentar prever isso na fase de captação para que quando chegarmos a esse ponto tenhamos as frequências mais ou memos equilibradas.
Compressão, já li que a compressão nem sempre é necessária, mas é quase impossível não usá-la quando sentimos que com o seu uso ganhamos alguns decibéis de volume e fazemos mais presente sons que seriam imperceptíveis, não podemos esquecer que além de volume a compressão pode distorcer o som ou "achatá-lo" a ponto de causar um efeitor bem interessante quando proposital. Porque além do controle de volume ela permite controlarmos outros fatores, que envolvem tempo (milissegundos) e fazem com que a onda se modifique. Na masterização podemos utilizar praticamente todos os processos que usamos na edição das trilhas separadas, podemos dar volume, compressão, efeitos e fades somente que aqui nós faremos isso em estéreo.
Podemos reduzir ruídos com programas inteligentes de redução, acrescentar efeitos, só que nesta fase eles serão adicionados à música inteira ou em partes dela mas não em instrumentos separados, fazer os fades-in/out no início e fim das faixas respectivamente
Por exemplo para uma gravação muito fosca podemos acrescentar reverb na múscia inteira e obter uma exelente ambiência. Se supostamente, você tem um estalo no meio de uma das faixas que não foi detectado durante a mixagem, pode-se nesta etapa minimizá-lo ou redesenhar a sua forma de onda para que suma ou se misture à mùsica e se torne imperceptível, basta para isso pegarmos um pequeno lápis que alguns programas nos fornecem e redesenhar a forma de onda, onde aparece o problema e resolvê-lo de uma maneira que jamais alguém irá imaginar que ali houve um estalo.
Se houver a necessidade de alguma conversão de padrão de amostragem ou bits per sample é aqui a hora de se fazer a conversão antes de gravar o cd master. Hoje podemos gravar no estúdio com uma resolução de 96 KHz e 24 bits, mas o padrão usado para a gravação do cd é de 44 KHz e 16 bits, porque todos os leitores de cd usam esse padrão, mas não se assuste isso não vai fazer a sua música perder qualidade, todos os cds usam esse padrão e devemos converter antes de gravar, mesmo porque o gravador não aceita gravarmos fora dele. Nesta etapa também aproveita-se para definir a ordenação das faixas de preferência com a opinião dos músicos e/ou banda.