ORDEM DOS HOSPITALÁRIOS
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Ordem de São João do Hospital (na cidade de Acre) ou Hospitalários por terem a sua sede num hospital por eles construído em Jerusalém. Começou como uma Ordem Beneditina fundada no século XI, mas que rapidamente se tornaria uma ordem militar cristã uma congregação de regra própria. Cerca de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência; desligou-se da igreja de Santa Maria e passou a formar uma congregação especial, sob o nome de S. João Baptista.

    Em 1113 nomeou-a o Papa congregação, sob o título de S. João, e deu-lhe regra própria. Em 1120 o francês Raimundo de Puy, nomeado grão-mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.

    Os Hospitalários surgiram algumas décadas antes dos Templários e seus propósitos iniciais, como o nome indica, era dar assistência médica e espiritual aos peregrinos, doentes e feridos que chegavam à Terra Santa ou aloja-los no Hospital de São João de Jerusalém (dai o nome). Com o problema da insegurança, porém, ela passou a oferecer também outro serviço: escolta pelos caminhos da Palestina. De forma similar aos Templários, foi ganhando controle de fortalezas e castelos. Não é à toa que as duas ordens tenham sido rivais e "batido cabeça" de vez em quando.

    Era uma Ordem de aristocratas, nunca teve entre os seus cavaleiros pessoas que não pertencessem à fidalguia. O hábito regular consistia numa túnica e num grande manto negro, no qual traziam, pregada no lado esquerdo, uma cruz de ouro, com esmalte branco.

    Face às derrotas e conseqüente perda desse território, a Ordem passou a operar a partir da ilha de Rodes, onde era soberana, e mais tarde desde Malta, como estado vassalo do Reino da Sicília, durante até o começo do séc. XIX, sendo hoje designada por "Ordem de Malta", a partir de 1530, por ter a sua sede nesta ilha do Mediterrâneo, doada por Carlos V. A ordem foi extinta em 1834 e os bens incorporados na Fazenda Pública. Hoje nos Estados Unidos e alguns países, as ambulâncias do St. John's Hospital e a famosa Cruz-Vermelha são descendências dessa ordem.
 


Brasão da Ordem de Malta.

    A possessão mediterrânica de Malta foi capturada por Napoleão em 1798 durante a sua expedição para o Egito. Este teria pedido aos cavaleiros um porto-salvo para reabastecer os seus navios e, uma vez em segurança em Valetta, virou-se contra os anfitriões. O Grão-Metre Ferdinand von Hompesch, apanhado de surpresa, não soube antecipar ou precaver-se deste ataque, rapidamente capitulando para Napoleão. Este sucedido representou uma afronta para os restantes cavaleiros que se predispunham a defender a sua possessão e soberania.

    A Ordem continuou a existir, compactuando com os governos por uma retoma de poder. O Imperador da Rússia doou-lhes o maior abrigo de Cavaleiros Hospitalários em São Petersburgo, o que marcou o início da Tradição russa dos Cavaleiros do Hospital e posterior reconhecimento pelas Ordens Imperiais Russas.

    No início da década de 1800, a Ordem encontrava-se severamente enfraquecida pela perda de Priores em toda a Europa. Apenas 10% dos lucros chegavam das fontes tradicionais na Europa, sendo os restantes 90% provindos do Priorado Russo até 1810, fato cuja responsabilidade é parcialmente atribuída pelo governo da Ordem, que era composta por Tenentes, e não por Grão-Mestres entre 1805 e 1879, até o Papa Leão XIII restaurar um Grão-Mestre na Ordem (Giovanni a Santa Croce). Esta medida representou uma reviravolta no destino da Ordem, que se tornaria uma organização humanitária e cerimonial. Em 1834, a Ordem, reativada, estabeleceu nova sede em Roma e foi, a partir daí, designada como Ordem Militar Soberana de Malta.

 

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