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Conheça
alguns Crustáceos |

Aratus pisoni
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Grapsida
Nome em inglês: mangrove crab
Arborícola,
o aratu vive comumente nos manguezais, pois é
extremamente ágil em correr entre os galhos das pequenas
árvores e arbustos onde se instala. Quando se sente
ameaçado, ele foge rapidamente para outro galho,
correndo de um lado para outro. Raramente desce até
a água.

Balanus balanus
Subclasse: Cirripidia
Ordem: Thoracica
Família: Balanidae
Nome em inglês: encrusting barnacle
Crustáceo marinho séssil, a craca tem forma totalmente
aberrante. Boa parte das espécies é de vida livre,
fixada às rochas, conchas, corais, madeiras ou é
comensal de baleias, tartarugas, peixes, etc. Há também
muitas espécies parasitas. A craca foi descrita como um
pequeno animal semelhante a um camarão, permanentemente
dentro de sua casa calcária e que joga alimento na boca.
A abertura da carapaça ou manto está dirigida para o
lado oposto da fixação. Assim, os apêndices torácicos
podem filtrar o plâncton. A craca é hermafrodita

Clibanarius vittatus
Superordem: Eucaria
Ordem: Decapoda
Família: Paguridae
Nome em inglês: marine hermit crab
Marinho, o paguro vive junto de rochas e arrasta uma
concha onde se abriga. Fora da concha ele fica
vulnerável, pois seu abdome é desprovido de carapaça.
Quando a concha em que se refugia fica pequena, ele
procura outra maior e chega a matar o molusco do qual
quer a concha. Algumas espécies de paguros chegam a
retirar, com as quelas, as actínias fixas em rochas e as
alojam sobre a concha que lhe serve de proteção. A
actínia protege o paguro com suas células urticantes,
que afastam os predadores, tendo em troca a vantagem de
ser deslocada junto com o paguro, ampliando assim seu
campo de ação, além de receber as sobras de alimento.

Ucides cordatus
Superordem: Eucarina
Ordem: Decapoda
Família: Gecarcinidae
Nome em inglês: land crab
Um
dos maiores caranguejos que habitam os manguezais do
litoral brasileiro, o uçá tem pernas providas de
grandes cerdas rijas na face interna. A carapaça mede em
torno de 10 cm de diâmetro. Com as patas distendidas,
ele alcança 30 cm de envergadura. Sua carne é apreciada
e é comum observar o comércio desta espécie
principalmente no litoral.

Ligia exotica
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Isopoda
Família: Ligiidae
Nome em inglês: beach woodlouse
A
ordem
Isopoda é a única que tem entre seus representantes
autênticos crustáceos terrestres. A baratinha-da-praia é
vista, em dias nublados ou chuvosos, correndo em bandos
nas rochas, acompanhando o ritmo das marés. Nos dias
ensolarados, procura abrigo entre as frestas das rochas.
Tem hábitos terrestres, mas necessita de umidade e
geralmente deixa seu abrigo ao entardecer. Alimenta-se
de algas e de animais menores do que ela. A fêmea
procura lugares mais úmidos para liberar os jovens das
bolsas incubadoras. A troca do exoesqueleto acontece em
duas etapas: primeiro muda a parte posterior do
exoesqueleto e depois de algum tempo muda a parte
anterior. É por isso que se vêem baratinhas-da-praia com
a parte posterior do corpo brilhante e a parte anterior
quase sem brilho. Ela é muito ágil: pode dar 16 passos
por segundo.

Libinia sp
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Majiidae
Nome em inglês: spider crab
Apesar de ser chamado tambem de siri, este animal é de
fato um caranguejo tipicamente praiano. Vive em tocas
cavadas perto da vegetação da praia. Quando muito
importunado com uma vareta, sai correndo desesperado. A
noite, é facilmente visto movimentando-se em busca de
alimento ou comendo animais mortos.

Panulirus argus
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Palinuridae
Nome em inglês: spiny lobster
A
lagosta, crustáceo reptante, é a espécie mais comum do
litoral brasileiro, ocorrendo desde o Nordeste
brasileiro até São Paulo. É marinha, e seu habitat pode
ser locais de vegetação ou áreas rochosas, desde que
exista abundância de moluscos e anelídeos. Durante o
dia, permanece em seu abrigo (cavidade de rochas, corais
ou emaranhados de algas), com o corpo oculto e antenas
estendidas. À noite, sai em busca de alimento,
retornando ao abrigo de manhã. Quando ameaçada, a
lagosta dobra o abdomem, com a nadadeira caudal aberta
em leque, ao mesmo tempo em que mantém as patas e
antenas orientadas para a frente, facilitando assim um
rápido deslocamento. Sua dieta consiste principalmente
em animais mortos.

Ocypode albicans
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Ocypodidaele
Nome em inglês: ghost crab
Para ficar longe do alcance da água, a maria-farinha
cava buracos na areia, preferindo o limite extremo da
praia, onde a vegetação se instala. É aí que constrói
sua toca, cavando-a com as quelas, que usa como
escavadeiras, e transportando para longe a areia
retirada.

Callinectes sapidus
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Portunidae
Nome em inglês: blue crab
Este é um dos maiores siris do litoral brasileiro: chega
a ter mais de 15 cm de envergadura. Vive nas praias
lodosas, tanto rasas como profundas, e pode subir pelos
riachos que desembocam no mar, sendo abundante sua
ocorrência em água salobra. A fêmea é menor do que o
macho e, na época da eclosão dos ovos, retorna ao mar,
para que as larvas se desenvolvam. O último par de patas
locomotoras é modificado, funcionando como remos; a
quela pode pinçar com muita rapidez, causando pequenos
ferimentos. A fêmea apresenta abdome largo e
arredondado, cujos apêndices são usados para carregar os
ovos quando está ovígera.

Uca pugnax
Subclasse: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Ocypodidae
Nome em inglês: fiddler crab
O
uca é aquele caranguejo que costuma aparecer em grande
número e correndo, ágil, pelo lodo. Pequeno, de carapaça
trapezóide e garras muito desiguais, ele pára à espreita
próximo de sua toca, na qual se refugia ao menor sinal
de perigo. A toca tem em média 5 cm de comprimento com 2
a 3 cm de diâmetro e termina em galerias. Ele se
alimenta de animais mortos.
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