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Chuva Temporâ
Estrelas Mortas
Não Sou pó
Ferro Queimado
Cães nas Ameias
E agora Mundo?
Borboleta

Estrelas mortas

Estava sozinho, só em meus sonhos
Muitos neles estavam
Muitos que no amanhecer se dissiparam
Estrelas mortas que brilham em meu céu
No coração pensamentos passados ao papel

Universo frágil que criei
Satélites que nomes não dei
Rodeiam-me como um rei

Rei solidário com sua bela coroa
Majestade amarga. Excelência tola

Feliz seria ser um camponês
Viver a dois, e poder virar três
Quatro, cinco seria o céu
Por tempo apenas devaneios no papel

Lucinei Bueno

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