To Be Continued...
.
-Oi!
-Oiê...tudo bom?
[dois beijinhos]
-Beleza...
[sorriso mútuo]
[a mão sai das costas dela, ele se
vira e cumprimenta as demais pessoas. Ela aguarda, e depois o cutuca com
o indicador]:
-Vem cá... eu queria falar com você.
-Tá.
-Não, é... mais pessoal...vem cá.
[sorriso totalmente embaraçado
com a situação, já que o povo ao redor ficou prestando
atenção - especialmente o Gustavo, que não tinha nada
que ter visto isso, mas enfim]
.
[Ele faz que sim com a cabeça e a segue.
Ela o puxa pela mão pr'um canto não muito longe do grupo, mas
o suficiente para ficarem afastados do ouvido alheio.]
-Err...
[visualmente incomodada com o olhar dele, penetrante demais para os seus
padrões. Finge que coça a nuca, estala o pescoço, abre
um sorriso para o chão - chão este com um belo de um chiclete
verde quase sendo pisado por ele, por alguns segundos ela se distrai com
o fato e esquece da vida]-...cuidado com
o chiclete...
-Ãhn? humm, ah... ah tá.
[ele continua com o olhar invasivo, só que ligeiramente sorrindo]
.
[Riso nervoso dela, que não move um
dedo e continua com a mão no pescoço. O outro braço querendo
logo que o primeiro volte para perto, assim ficariam os dois, cruzados, a
protegê-la. E assim acontece.]
-É.. olha, eu queria te perguntar uma coisa...
[ela desafia sua timidez, sorrindo
para ele e olhando-o rapidamente]
-Fala.
[ele está calmo demais, isso a desconcentra.
Mas agora já é tarde demais, ora bolas]
.
-Seguiiinte...
[ela sorri daquele jeito que só ela sabe fazer. Meio escárnio,
meio distraído, inocente, um mistério. Isso deixa qualquer um
curioso pra saber o que está passando em sua cabeça naquele
momento. Ele sofre uma ligeira alteração, mas ela mal percebe.
E fica observando-a com certa ternura, ela sem a mínima noção
disso; ele então aproveita para admirá-la longamente, ele adora
esse sorriso.]...isso vai ser complicado...!
[ela ri, e mantém o sorriso no rosto,
agora ela olha ao redor e vê que a galerinha toda - Gustavo, Lico,
Aninha - ainda está ali, disfarçando a quicação.
Volta a olhá-lo, mas ela gosta mesmo é do tal chiclete no chão...]
-Por quê?
[sorrindo] Fala.
[Ele adora isso. Não está com nenhuma pressa. Pode ficar por
horas observando-a nessa situação. Ela no fundo sabe disso,
então se apressa pra falar logo.]
.
- Ahh, bah, enfim!
[Sorriso. Ela não quer olhar pra ele porque provavelmente verá
um olhar fixo em sua direção.]
...Vem cá...alguém sabe... "da gente"?
- da gente? como assim da gente?
[ele permanece impávido. Nenhuma reação é captada
por ela. E, realmente, ele só está observando seu sorriso.]
- Da gente. Do rolo.
Do *nosso* rolo
[ela quase pariu um filho para falar
esse 'nosso'.]... que a gente já
ficou. [ela fala isso olhando-o diretamente,
um code sign para ele captar que não tem nada a ver com os fatos além-ficação.]
[ele encosta na parede, mudando o pé
de apoio, e fala, evasivo, olhando meio que para cima]:
- aaahhh...saaabe, ué. Deve saber... não
sei, ué. Por quê? [ele
vê que ela está prestes a abrir a boca, meio alterada, e emenda.]
Cara, todo mundo viu
aquele dia lá do som
.
- Tá. Não, esse dia, claro, todo
mundo viu... [mexe com a cabeça
fortemente em tom de concordância, enquanto tenta pôr sua franja
atrás da orelha, logo voltando a cruzar os braços]
Eu quis dizer... láá, tipo, ano passado.
[seu olhar cúmplice encontra o dele, que desvia, mais vago do que
de costume. Ela continua.] Tipo, alguém
sabe que a gente ficava? Porque você sabe como é que é...
ninguém sabia...ninguém *podia saber*, certo???
.
[ela conta com uma resposta positiva, ele
sabe disso.]
- É, pô. Não, claro... mas
por quê?
[ela fica olhando-o fixamente, seu sorriso
está lá, só que mais tenso. Na hora em que ia falar algo,
ele interrompe:]
- Agora eu nem tô mais namorando, ora. Nem
faz mais diferença saberem ou não, o namoro já acabou...!
[meio hesitante, olhando pro além.
Provavelmente não estava entendendo o porquê da pergunta. Mantém
uma certa pose.]
.
[Ela está meio passada, enquanto sua
cabeça processa a informação. Começa a ter certeza
de fatos que antes não passavam de sexto sentido.]
- Mas vem cá... você contou então,
né? Porque ninguém sabia da gente naquela época, né,
quando você tinha namorada! Quem sabia? eu, você e a Aninha...?
- É, não, ninguém sabia. Humm,
o Tatá, o Tatá sabia. Mas foi por causa daquele domingo, você
lembra...
-Ahã, verdade, ele tava lá.
[ela dá aquele sorriso, olha pros lados e não vê mais
a galerinha. Volta-se pra ele.] Então
tá.
-Mas ele é quase um irmão, é
tranqüilo... Mas por quê? você tá com medo de ter
vazado essa história? Mas com medo *agora*, por quê? qual o
problema? vê bem, quem tinha namorada era eu... e não aconteceu
nada, eu nem tô mais com ela, passou tanto tempo, não tem mais
problema algum.
.
[O sorriso dela fica ainda mais misterioso.
Agora tem um quê de desconfiança e incredulidade. Ele fica
até meio paralisado com a cena. Ela nem desconfia do momento encantador
que lhe proporcionou. Tanto que sai falando, e bem rápido]:
-Tá. Não, tá, tudo bem...é
que... eu só achei... que ninguém nunca soubesse daquilo, entende?
que ninguém fosse sequer saber que a gente um dia teve um caso, que
eu fui sua *amante*
etc. e tal. [Fica rindo. Se não
estivesse tão concentrada em falar, falar, falar, teria visto o deslumbre
nos olhos dele.] Achei que as pessoas só
soubessem da gente agora, tipo esse ano. Mas não; então sabem
*também* do... do ano passado?
-É.
[ele fala isso com a maior naturalidade do mundo, coisa que a tira do sério.
Ela abre a boca, meio pasma, ainda sorrindo, mas desconcertada. Ele não
entende o espanto] É, ué.
[Ele está achando a coisa tão
óbvia, tão básica, que *na hora* ela se toca que foi
ele que fez questão de espalhar isso pra todo mundo. Inclusive pro
Gustavo.]
.
-Hmmmm. Então tá.
[Ela está com aquele sorriso típico. Ele está na dele
e se distrai observando-a. Não se desencosta da parede pra sair, como
ela esperava.] Era só isso então,
eu estava querendo saber se sabiam da gente, mas da gente naqueeele babado
lá 'extraconjugal' [ela mexe
com as sobrancelhas, dá um tom todo diferente para o 'extraconjugal',
o que o faz sorrir. Ela sorri de volta. Ele adora esse jeito dela.].
-Tá.
-E as pessoas sabem.
[ela continua com aquele jeito desconfiado-sorrindo-de-sobrancelhas-arqueadas.]
-É.
[Ele praticamente dá de ombros.]
-Ceerto.
.
[Ela está doida pra saber quem são
exatamente essas "pessoas", apesar do implícito ser mais do que óbvio.
Fica quieta e descruza os braços, preparando posição
de saída. Só que ele não faz que vai sair. Ele fica
ali, fitando-a. Ele parece querer saber o porquê do questionamento.
Não, ela não vai dizer, ele já é sinistro demais,
ela não vai dar essa informação de bandeja, é
não e pronto. Sorri e mexe no braço dele meio que para se despedir
e sair andando, no que ele interrompe o movimento para segurar sua mão
e apertá-la. Os dois se olham e ela o vê dando uma piscadela.]
.
- Nada demais.
[Ela, praticamente de saída, só
fica presa pela mão dele. Sorrindo aquele sorriso só seu. Espanta-se
pensando nas coisas que ele fez até então. Pensa em como tudo
agora faz mais sentido. Ela já entende porque foi agarrada naquele
dia. Entende porque, do nada, voltaram a ficar. Ele
contou pro Gustavo
. Foi isso. Não só contou como aumentou. Por isso que o Gustavo
não quis mais nada e a tratou tão mal. Provavelmente achou
que ela estava ficando com os dois ao mesmo tempo.
.
O quão assombroso isso é? Como
alguém faz isso? Ainda mais ele, com essa
cara de bobo
, ninguém diz que seria capaz de tamanha atitude sinistra!! Ela está
assombradíssima. Mas não consegue sentir nada. Só apreensão.
Talvez um pouquinho de medo. E balbucia]:
-hum-hum!
[Ele começa a soltar sua mão
lentamente, ela aproveita pra se afastar, qdo ouve a voz dele num tom mais
alto]:
.
- Ahh, vem cá!
[Ela se vira.] - Se você encontrar
o Gustavo por aí, avisa que eu tô querendo dar uma palavrinha
com ele....
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