Infância Mutante - Vigésima Segunda Parte
O caminhão blindado parou bruscamente, os x-men algemados lá dentro bateram-se contra as paredes. Depois da freada violenta, a enorme porta abriu barulhentamente e vários guardas foram puxando Jean Grey, Scott, Vampira, Fera, Gambit, Anjo, Bobby Drake, Jubileu, Sam, Bruna, Mística e Bishop para fora. O único que estava sentado no chão do caminhão era o velho professor Xavier.
Soldado:
Eles deram trabalho, mas com esse chip no braço são mais molengas do qualquer
pivete que eu levo pro xadrez. - Ele percebeu que Xavier
estava sentado ainda dentro do caminhão. - Bora, velho!
O soldado puxou Xavier pelo braço, que caiu do caminhão para o chão asfaltado, ele não podia andar. O algemado Scott não pensou duas vezes e movimentou o braço enfiando sua pesada algema bem no meio da cara do soldado! O sujeito viu estrelas e ficou segundos parado, tentando voltar a si.
Jean: Scott!!!!! - Assustou-se com a violência e raiva do marido.
Vampira: Se deu mal! Toma na cara, teu verme!
Dois outros soldados correram e deram dois socos no Ciclope, um no rosto, outro na barriga. Jean atirou-se no chão para abraçá-lo.
Professor: Não, por favor... Chega de violência. - Dizia ainda tentando sentar-se no chão, sem nenhuma ajuda.
Ninguém ouviu os apelos de Xavier! O hábil Fera não estava com suas pernas amarradas, e por mais que não pudesse pular como antes, ainda tinha todos os trejeitos de chute e pegadas. Hank Mackoy deu quatro rasteiras e esmagou o aparelho digestivo de muitos soldados caídos no chão pelos golpes das longas pernas de Vampira. Gambit fazia os guardas caírem sozinhos só com seu gingado de corpo, parecia que tinha feito capoeira; mas eram anos de treinamento com seu cajado.
Eles
estavam sem poderes,
mas não perderam seus anos de treinamento de luta na Sala de Perigo. Exerciam
contra os soldados só 1% do que realmente podiam, mas isso já dava certo
trabalho. Até o Anjo prendeu um guarda dentro de suas asas, Jubileu riu daquilo!
A farra acabou quando outros 20 soldados chegaram e agarraram os x-men, algemando não só os punhos como os pés.
Fera: Covardia é a palavra que define suas ações!
Soldado: Bla, bla, bla! Andando, monstro azul!
Os x-men foram caminhando em fila indiana até um grande complexo de metal com enormes portas guardadas por soldados. Xavier estava sendo arrastado pelo braço por um dos guardas.
Vampira: Vocês não podem fazer isso com o cara! - Soltava faíscas de seus olhos verdes.
Soldado: Você e mais quem vai me impedir, anormal?
Professor: Não se preocupem, meus filhos... Estou bem. - Dizia olhando para chão. Além de ter pperdido seus poderes, era um paralítico sendo arrastado como um pano de chão!
Scott: Alguém poderia conseguir uma cadeira de rodas?
Um outro guarda mais gordinho, que assistia a cena impaciente, resolveu carregar Xavier no ombro para que os mutantes acabassem com o escândalo e entrassem logo no complexo. Xavier achou aquela solução ainda mais humilhante, mas não disse nada.
Quando entraram, viram um enorme galpão metálico com diversas celas de um lado e do outro. Tinham todas grades bem grossas. E no meio delas tinha um corredor por onde perambulavam soldados armados. Dentro das celas existiam vários mutantes aprisionados como cachorros. Nos andares de cima, numa espécie de varanda suspensa, também perambulavam guardas que tudo viam no andar abaixo.
O
mais interessante era
um enorme aquário de vidro que ficava no segundo andar bem em cima da porta de
entrada, cobrindo também o topo da primeira cela à direita do corredor. Ali
dentro, nadava um estranho ser com mãos de pato e cabelos que pareciam
tentáculos de polvo! Jubileu olhou para cima e se assustou com aquele enorme
aquário na recepção e estranhou a moça lá dentro.
Soldado: Até mutantes têm nojo de mutantes! Ha! O vômito, se tivesse consciência, também teria nojo de si mesmo!
Olhou para cima enquanto empurrava os x-men pelo corredor e gritou para o aquário que ia ficando para trás:
Soldado: Nem sua mesma raça aguenta olhar pra você! A japinha te achou nojenta, polvo ridículo!
Jubileu: Eu não disse nada e não sou japinha!
Bobby Drake também olhou para cima e viu que a mulher-polvo estava nua no aquário. Completamente nua.
Bobby: Por que a moça está nua?
O homem de gelo mal terminou de fazer a pergunta e viu que todas as celas estavam repletas de mutantes inteiramente sem roupas! Era como um campo de concentração nazista, no qual os judeus ficavam nus uns diante dos outros, como se não fossem gente.
Soldado: Tá nua porque nós queremos assim.
Ao ouvir aquilo Xavier temeu pelo o que aconteceria com eles em poucos minutos. O objetivo era humilhar os mutantes o máximo possível, fazê-los perderem a consciência de que eram pessoas e ficarem como animais; assim como eram descritos pelos soldados: animais. Eram trancafiados, ficavam nus, deveriam apanhar, deveriam sofrer torturas psicológicas, mulheres menstruadas deveriam ficar sangrando pelas pernas diante de todos, muitos deveriam ter que fazer suas necessidades diante de todos porque eram proibidos de ir ao banheiro, mulheres deveriam ter seus cabelos cortados, dentre outros absurdos que tinham como objetivo arrancar a identidade da pessoa. Ninguém tinha mais identidade, não seriam Vampira, Gambit, Jean e Xavier: seriam animais trancafiados.
Xavier olhou para Jubileu e pensou na vergonha da pobrezinha nua diante de Fera, Scott, Bishop, Bobby Drake, Sam! Ela, que nunca deve ter tirado a roupa diante de ninguém... Pensou em si mesmo, um velho, nu diante de seus alunos! Apertou os olhos e pediu a Deus que aquilo não acontecesse com eles.
As celas foram abertas, todos tinham suas algemas retiradas naquele momento. Vampira e Gambit foram separados.
Gambit:
NON! - Esticou o braço tentando
alcançá-la.
Vampira: Gambit!
Os soldados empurravam cada um para uma cela diferente. Foi um colocado diante do outro, cela diante de cela. As grades foram fechadas e eles esticaram os braços por entre os vãos tentando alcançar a mão do outro; mas faltavam centímetros para que eles se tocassem. O corredor os separava. Aqueles braços esticados no meio do corredor foram chutados pelo próximo guarda que passava no corredor arrastando Sam e Jubileu para uma mesma cela!
Gambit: Ele te machucou, chere?
Vampira: Chutou minha mão, aquele babaca! Mas não foi nada demais.
Gambit esticou o braço de novo tentando alcançar o braço de Vampira na outra cela, mas o guarda pisou na sua mão como se apagasse um cigarro no chão.
Gambit: Ahhhhhhhhhhh!
Vampira: Pára, teu imbecil! Pára! - O guarda sorriu e foi embora.
Gambit: É melhor não colocarmos mais os braços para fora de cela, nes't ce pa, chere?
Jean e Scott foram colocados numa mesma cela por engano
dos guardas. Mas quando eles viram a ruiva cair no chão e abraçar o altão com
cara de arrasado no chão, eles tiveram certeza de que deveriam separá-los.
Abriram novamente a cela e arrancaram Jean dali!
Scott segurou as pernas dela o quanto pôde até Jean ser arrastada corredor afora.
Scott: Força, querida. Eu te amo.
Jean: Também, Scott. Muito.
Scott: Segure o Natan o quanto você puder. - Ele tinha olhos húmidos. Ninguém nunca vira aqueles olhos castanhos húmidos antes.
Jean: Não sei se vai ser possível, amor.
Scott: Então pense em você.
Quando fecharam a cela, Jean ainda agarrou as grades do lado de fora.
Jean: Tchau, Scott. - Ela estava chorando.
Scott: Depois volta pra mim.
Jean: Volto. Claro que volto.
Foi a última coisa que pôde dizer antes de ser arrastada para a última cela do corredor, bem distante da cela de Gambit, da de Vampira, da de Scott e da de Sam com Jubileu. Bruna foi colocada na mesma cela que Jean Grey. Fera e Bobby Drake ficaram em outra cela, bem na frente da cela de Scott. Xavier foi colocado na mesma cela que Sam e Jubileu. O Anjo ficou sozinho, Mística e Bishop ficaram em outra cela.
Além dos outros mutantes que já estavam em cada cela, existia a configuração:
Jean Grey e Bruna.
Fera e Bobby Drake na cela diante da de
Scott Summers
Mística e Bishop
Vampira na cela diante da de
Gambit
Sam, Jubileu e Xavier
Anjo.
Jubileu foi se aninhar nos braços do cansado professor Xavier, que estava encostado na parede dos fundos da cela.
Jubileu: Quando isso vai acabar, professor?
Professor: Tempestade, Wolverine e Magneto. Isso tudo vai logo acabar.
Sam: Senhor?
Professor: Sim.
Sam: Noturno...
Xavier abriu um sorriso sereno. Havia esquecido de Noturno... Realmente, onde estava aquele demônio religioso? Ele voltou a olhar para Jubileu e disse:
Professor: Tempestade, Wolverine, Magneto e Noturno!
Fera e Bobby Drake estavam sentindo-se aliviados por terem ficado juntos, pensavam o quanto era horrível a situação daqueles que ficaram sem ninguém do grupo por perto.
Fera: Dos males, o menor, meu caro.
Bobby viu os rostos mais tristes, se tivesse um espelho
veria que o seu também estava com todo jeito de
desesperança. Mas dentre os mais tristes, viu o de uma moça com costas bem
diferente. Ela parecia ser cruza entre ser humano e peixe. Era bonita, apesar
daquela protuberância de tubarão nas costas. Bobby sentou-se ao lado dela, que
estava completamente nua como os demais. Vendo Bobby ainda com roupas, ela se
encolheu.
Bobby: Oi.
Silêncio.
Bobby: Quer conversar?
Marina: Sobre o quê? - Ela tinha uma voz rouca e forte. Talvez tivesse chorado muito.
Bobby tirou seu casaco e deu para ela, todos os demais da cela ficaram olhando, morrendo de vontade de terem suas roupas de volta, queriam cobrir-se de novo.
Marina: Obrigada.
Bobby: Seu nome?
Marina: Marina.
Bobby: Robert Drake. Bobby.
Marina: Quando vão tirar suas roupas, Bobby?
Fera: Nós esperamos que nunca.
Marina: Quando vão esquecer seu nome e te chamar por um número gravado no braço? - Ela mostrou a marca de uma queimadura "137" era a 137º prisioneira daquele lugar.
Fera lembrou do número de identificação do campo de concentração nazista que Magneto carregava no pulso desde criança.
Marina: Ou então, quando vão te chamar por uma característica física, como se você fosse mais um cachorro malhado, ou o todo branco, o de pintinhas, o torto, o manco, a mulher-polvo, a mulher tubarão???
Mulher tubarão, era ela obviamente.
Marina: Quando você próprio vai esquecer seu nome depois de inúmeros choques elétricos, depois de passar vários dias num quarto escuro, ou depois de ver várias pessoas apanhando? Quando você vai esquecer do que gostava de comer depois ficar comendo o restos de tudo que eles te derem? Quando você vai esquecer que meu nome é Marina? Quando você vai esquecer que é gente depois de ficar fazendo esse chão de seu banheiro e ficar nu diante de qualquer um que passa pelo corredor?
Bobby: Vou lutar internamente para que isso não aconteça, Marina.
Marina: Só lutando muito mesmo... ... às vezes esqueço porque estou aqui, ou que deixei um namorado do lado de fora... Às vezes esqueço que sou gente e que sou formada em arquitetura... Acho que é até bom esquecer... Se não, só choro o dia inteiro.
Fera apertou a mão daquela moça que não queria ser vista como "qualquer coisa tubarão".
Marina: Eu existo. Sou Marina Van der Luke, tenho 22 anos, sou formada em arquitetura, tenho um namorado que eu adoro chamado Mike, tenho pais e mães vivos que devem estar chorando por mim, gosto de filmes de comédia, gosto de bolo de chocolate, ouvia Deep Purple e Withe Snake, escrevia poesia. Não esqueçam... Porque eu já estou esquecendo, para o meu próprio bem já estou esquecendo.
Fera: Eu sou Hank Mackoy, tenho 26 anos, sou formado em química e física e praticamente em medicina. Aprecio a música clássica, quando canso de ler, sempre relaxo lendo outra coisa. Morava em Westchester, numa mansão anterior à Guerra de Secessão, tinha lá inúmeros amigos e os terei para sempre. Não vou esquecer disso, não importa o quanto eu me acabe no choro.
Bobby: Eu sou Robert Drake, tinha a capacidade de criar gelo, fazia rampas no ar, esculturas, armas, projéteis, neve e outras coisas mais. Mas gostava mesmo era de um Sol na praia, ondas altíssimas para minha prancha e muitas gatas ao redor. Ouvia pop, via todo tipo de filme e morava na mesma casa do Hank. Não sou de chorar, mas estou chorando.
Na cela diante da deles, Scott Summers aproximou-se da grade.
Scott: Sou Scott Summers, casado com a melhor mulher do mundo, uma ruiva chamada Jean Grey. Nós temos 2 filhos, uma menina que nos foi tirada e um menino ainda em gestação. Tenho um irmão chamado Alex Summers, meus pais morreram em um acidente de avião. Fui criado por Charles Xavier desde muito novo. Gosto de motos, gosto de filmes de ação. Solto raios de energia pelos olhos e pretendo conseguir meus poderes de volta! E eu nunca vou esquecer nada disso, não importa o que aconteça aqui.
Algumas das outras celas, principalmente as mais
próximas, também conseguiam ouvir o que eles diziam. Mas o desânimo entre todos
era tão grande, que a maioria das pessoas estava sempre calada olhando para o
nada. Warren, o Anjo dos x-men, estava sentindo-se sozinho naquela cela cheia de
mutantes. Ele não tirava os olhes de uma mulher alada, assim como ele. Era algo
que se possa definir como "anja". Ao menos Warren sentiu uma familiaridade nisso
e pensou que pudesse fazer amizade com ela. A Anja tentava esconder sua linda e
perfeita nudez daquele impressionante anjo loiro e alto de pele azul.
Anjo: Olá. Posso chegar perto?
Ela encurralou-se mais contra a parede, abaixou a cabeça.
Anjo: Meu nome é Warren Wartinthon III.
Angélica: Angélica.
Warren achou aquele nome lindo e pela primeira vez naquele lugar ele sorriu.
Anjo: Sua mãe tem muito bom gosto.
Angélica: ... Quando ela viu o que veio junto das minhas costas quando eu nasci, resolveu me dar esse nome.
Quando Warren foi chagando mais perto dela para encostar a mão em seu ombro, a mulher alada deu um grito e foi esconder-se no final na cela, num cantinho da última parede. Warren não entendeu nada. Um mutante de meia idade, já meio gordo, mas com o cabelo azul e a pele acinzentada explicou o que havia acontecido.
Mutante: Essa daí chegou faz poucos dias. Os guardas não deram nem tempo... Ela foi estuprada.
Anjo: O quê??? - Ele não acreditou no que ouviu.
Mutante: Toda noite eles vêm aqui e levam ela. Só uma vez que eles fizeram tudo aqui dentro mesmo, na nossa frente.
Warren olhou em redor com terror nos rosto e viu uma mutante muito magra na cela da frente acenar que "sim" com a cabeça, ela também estava de prova.
Mutante: Ela não é a única. A noite quase ninguém dorme. Ouvimos barulhos horríveis. Tanto de mulheres quanto de homens. Cada dia eles levam alguns para tortura. Algumas moças são levadas também para outras coisas... Ouvimos tudo claramente.
Enquanto isso, a cela de Vampira estava sendo aberta.
Soldado: Edward Northon te aguarda.
Vampira foi sendo levada pelo corredor para uma sala fechada bem ao fundo.
Gambit: Chere????? Non! Onde vocês a estão levando?
Ao chegar na sala, o soldado perguntou se deveria voltar a algemar a mutante.
Edward: Não... O que essa imbecil poderia fazer sem seus poderes?! Eu já conheço essa vaca. Já coloquei esse monte de carne podre para dormir em jornal. Ela só se garante com aqueles poderes idiotas.
Vampira: Que por sinal te deformaram a cara! - A arcada dentária de Edward Northon tinha ficado deformada com a carta energizada que Gambit o tinha feito engolir.
Edward: Não... Isso quem fez foi o seu marido, que já já vai se ver comigo. Mas primeiro é você... E eu quero suas patas bem livres, nada de algemas.
Vampira ficou sozinha com Edward na sala e aporta foi fechada pelo soldado. Depois de algum silêncio, o rosto de Vampira estalou com um forte tapa de Edward Northon.
Edward: Vaca imunda! Eu devia ter te matado da outra vez!
Vampira: Deformado! - Edward ficava roxo de raiva ao ouvi-la dizer isso. Ele sentia-se defeituoso como um mutante por ter tido seu rosto deformado. - Monstro deformado!
Edward: Eu devia ter deixado meus homens terem cruzado com você como os cães
com as cadelas! Mas eu tive
nojo por eles! Porque eu tenho nojo de mutantes! Nojo! O mundo tem
que ser livrado de gente como vocês! E é o que nós vamos fazer aqui!
Quando Edward foi dar outro tapa em Vampira, ela defendeu o rosto com um preciso golpe de defesa e outro de ataque. Edward levou um soco no olho. Não era aquele super soco da mutante Vampira, mas era um soco de quem treinou muitos anos na sala de perigo!
Vampira: Quer mesmo minhas patas livres, Eddie?
Ele foi bater nela de novo, mas Vampira se defendeu e ainda deu um chute nele e depois outro soco. Edward estava sangrando.
Edward: Como??? Vocês não está sem os poderes?!
Vampira: Se eu tivesse com minha força e meu poder de sugar a vida dos outros, você já estaria gelado como um presunto nesse chão, gatinho! Não estou na mira dos teus guardas. Estou no mano a mano com você, seu fracote!
Edward se enfureceu e voou para cima de Vampira com toda força, mas vampira o humilhou. Ela praticamente linchou ele! Foram socos, chutes e até cuspidas!
Edward: Você não está só com a força de uma mulher normal???
Vampira: É! Só que uma mulher bem treinada. E o que se aprende, não pode ser arrancado por ninguém! Mesmo fraca eu sou melhor do que você! Vem bancar o machão pra cima de mim sem eu estar com os braços amarrados e na mira dos seus guardinhas! Vem! Vem!
Edward gritou pelos guardas e ordenou que aquela "aberração da natureza", aquele "aborto da natureza", aquela "vaca imunda" fosse imediatamente levada de volta para sua cela. Quando Vampira voltou andando pelo corredor, todos os mutantes se levantaram e a aplaudiram com gritos de vitória! Quando viram a cara toda arrebentada de Edward Northon, todos urraram de alegria! Vampira era só sorrisos quando foi trancafiada de volta.
Gambit: Chere! Nós ouvimos tudo! Você foi merveilleux!!!
Edward Northon, segurando um lenço para enxugar o sangue do nariz foi se aproximando da cela de vampira. naquele momento, fez-se silêncio total.
Edward: Da próxima vez suas patas não estarão soltas.
Vampira: Covarde!
Edward: Guardas! Podem tirar as roupas de todos eles! Todos!
Vampira: Pode começar com sua lista de humilhação e degradação! Eu não me curvo diante de você! Nem vou me deixar sentir como um animal, sem identidade! Façam o que quiserem comigo!
Edward: Pode deixar... Hoje à noite cinco guardas vêm te buscar para uma festinha particular numa salinha mais reservada. A gente pode convidar seu marido para assistir, se ele quiser.