Gambit: Você não desiste, non ma belle!?

Jessica: Desistir de você? Impossível.

Gambit: Mon Dieu! Eu ainda sou irresistível! Sempre soube disso. 

Jessica: Não precisa nem se preocupar com grana. A única coisa que eu quero como pagamento é o que me pertence, minha caixinha.

Gambit: Sabe, quando a esmola é muita, o pobre desconfia. Não vai cobrar nada?

Jessica: Só a minha caixinha.

Gambit: Que já era sua e eu ia devolver. Pode pegar aí em cima e ir embora.

Jessica: Como assim?

Gambit tira seu sobretudo e dá pra ela se vestir. Ela pega o sobretudo e joga longe com raiva.

Jessica: Não quero essa merda de sobretudo velho e surrado! Como assim você não me quer?

Gambit: Não querendo. Nem de graça, nem com você cobrando, nem com você me pagando! Não quero. Nem vou me irritar.

Ela pega um porta retrato com a foto da Vampira, joga no chão e com o salto fino de seu sapato, ela pisa em cima e quebra o vidro. Depois pergunta:

Jessica: Nem vai se irritar?

Gambit: Você é tão estranha. O quê quer de mim? Por que fez isso? Por que sempre tenta chamar minha atenção, por que implora por segundos a mais comigo? Será que meu charme chegou a esse ponto; de mesmo eu não tentando te conquistar, você lambe meus pés?

Jessica vai andando para bem perto dele, e sussurra tão perto que seu nariz chega a encostar no pescoço de Gambit.

Jessica: Acertou, gatinho. Caí em seus pés, você é irresistível. Me apaixonei, você tem o dom de conseguir isso.

Gambit pega os braços dela e afasta Jessica com força. Mas ainda segurando nos braços dela fortemente, ele pergunta incrédulo:

Gambit: Será, mon couer?

Jessica: Gatinho, você deve ser um profissional nas questões do amor. Eu estou perdidamente apaixonada por você.

Gambit: Você tem cara de quem quer alguma coisa de mim.

Jessica: Seu amor! Quero seu amor!

Gambit: Non... Você quer outra coisa. 

Jessica: Não confia mais no seu tato? No seu charme? Nesse seu poder de sedução.

Gambit: Jessica Karen, você não é mulher que se deixa seduzir. E eu não tentei te seduzir. Por isso, sai da minha casa.

Ela solta seus braços das mãos firmes de Gambit, vai se dirigindo para cama e começa a colocar suas roupas de novo. Numa espécie de strip tease ao contrário. Enquanto se veste, vai perguntando:

Jessica: A gente pode ao menos conversar?

Gambit: Não, Karen. Quero você longe de mim. Deus sabe o que você quer de mim, vou tomar cuidado com você!

Jessica: Deixa de ser ridículo! Não quero nada de você! Só quero conversar! Vou tirar alguma coisa de você apenas conversando, por acaso? Poxa... eu gosto de você. Gosto mesmo. Queria te conhecer melhor.

Gambit: Vai embora, Karen.

Ela já vestida, senta na cama dele, cruza as pernas, acende um cigarro, dá uma tragada, solta a fumaça na maior lentidão, sorri. Faz carinha de esperta.

Jessica: Você fuma, Gambit?

Gambit: Muito. ... Escuta, vou ter que arrastar uma dama para fora da minha casa? Não costumo tratar damas assim.

Ela sorri de novo. Que afronta! Não dava a mínima para as ameaças dele! Traga de novo e a fumaça vem bem lenta.

Jessica: Você devia parar de fumar. Faz mal...  Quer um?

Gambit: Quero você fora da minha casa.

Jessica: Chuta quanto que eu cobro por noite!

Gambit: Não quero saber quanto eu teria economizado se tivesse aceitado seu convite, ma belle.

Jessica: 500 dólares. Por noite!

Gambit: Você não é muito inteligente, Karen. Fora da minha casa agora! O quê uma prostituta que cobra 500 por noite ia estar fazendo naquele bar sujo? Por que estaria me seguindo?

Jessica: Seja mais educado! Eu não estava a trabalho naquela noite. Estava passeando e me interessei por você. E a Jaqueline pelo seu amigo peludão baixinho. Aí... eu gamei por você! ... Não ia cobrar naquela noite também, mas você foi embora...

Gambit: Fora!

Jessica: hum... Não ficou interessado em saber o que eu faço pra ter 500 por noite?

Gambit: Non.

Jessica: Eu sou sereia!

Gambit, burramente, se interessa pelo assunto. Ele não tinha como ficar indiferente a uma sereia!

Gambit: Sereia? Sereia do bar Ocean Blue no Sex Hotel?

Jessica: Exatamente. 

Gambit: Eles te pagam 500 dólares pra que você faça aquelas acrobacias?

Jessica: Não... Eles pagam bem menos. E é salário, não é por noite. 500 é o que eu ganho quando um cliente do bar me escolhe.

Gambit: Ah, entendi... ... Eu sempre me perguntei como aquelas sereias tinham tanto fôlego. Como vocês não se afogam naquele tanque de água?

Jessica: Não conta pra ninguém... É assim, atrás do balcão do bar fica o aquário, certo? Parece pra quem está no bar, que não tem como nós respirarmos. Mas na verdade, a parte de cima do aquário, que ninguém vê porque já é a parede normal do bar, é aberta pra gente subir e respirar. Não lembra que volta e meia a gente subia e nossas cabeças sumiam, só aparecendo nossas caldas? É por alí também que a gente entra e sai do aquário. É um tanque mesmo, como você pensou, aberto em cima, obviamente. Esse tanque fica numa sala especial, mas alta do que o bar e ao lado do bar, como o tanque é fundo pra baixo, faz um aquário na parede do bar!!!

Gambit: E tem peixes de verdade e tudo né?

Jessica: Tem, tem plantas, peixes, pedras. Queriam até comprar um golfinho!

Gambit: Mon Dieu, um golfinho!

Jessica: Estou vendo que você costumava freqüentar o Sex Hotel.

Gambit: Digamos que sim.

Jessica: Viu, como eu já estou te conhecendo melhor?! E eu nem te mordi!

Gambit: ...

Jessica: ...

Gambit: Então, você e uma amiga se vestem de sereia e entram no tanque. E aí fazem aquelas acrobacias por vinte minutos, sempre subindo e respirando e voltando para a água?

Jessica: É. De hora em hora tem um show das sereias que dura exatamente vinte minutos, como você mesmo disse. Eu e a Jaqueline somos as sereias que trabalham de 9 da noite a meia noite.  Depois desse horário são outras duas sereias. Toda sexta, sábado, domingo e segunda eu e a Jaqueline estamos lá de 9 às 00h. Nos outros dias, outras sereias ficam no nosso lugar.

Gambit: E aí, os clientes do bar mais endinheirados já deram pra escolher qual sereia eles vão querer levar para o quarto.

Jessica: Pois é. Depois do show, normalmente o gerente nos avisa que alguém escolheu a gente. Aí, a gente tira aquela calda e vai encontrar o cara no bar. E eles já ficam de sobreaviso que cada sereia custa 500 dólares.

Gambit: É... Eu sempre achei aquele hotel de alto nível... Eu lembro que tinha um salão de jogos, praticamente um casino!

Jessica: Tem... E aquelas garotas da roda da fortuna, as outras que recolhem as fichas da mesa e as que embaralham as cartas, também são garotas de programa, como eu sereiazinha!

Gambit: Eu sei. Essas garotas do salão de jogos eu conheço bem... Gosto muito de cartas e jogos com baralho, sabe? E essas garotas sabiam mexer bem com um baralho, era super interessante!

Jessica: Ah, ... gosta de baralho e jogos?

Gambit: Oui, ma belle.

Jessica: Eu conheço algumas daquelas meninas, vou perguntar se alguma delas lembra de você, bonitão.

Gambit: Ah, lembram! Nenhuma esquece Remy Lebeau, ma belle! Nenhuma esquece!

Ela olha bem nos olhos dele... Fica assim por um tempo. Joga o cigarro no chão e pisa em cima.

Jessica: Também queria ficar sem conseguir esquecer você pra sempre!

Gambit: Non... Te livro dessa maldição, chere.

Jessica: ...

Gambit: ...

Jessica: Mas então, conta um pouco de você pra mim!

Gambit: ... Non. Já está na hora de você ir embora.

Jessica: Qual é, cara? Eu conto minha vida pra você e você ainda duvida de mim? Me leva pra sair hoje de noite, então!

Gambit: Você não disse que trabalha no aquário toda sexta, sábado, domingo e segunda?

Jessica: Estou de férias há mais de um mês. Vou voltar ao trabalho daqui a duas semanas. Me leva pra sair?

Gambit: Então, há mais de um mês não entra dinheiro na sua conta?

Jessica: Não me preocupo muito com dinheiro. Ganho o suficiente para ter muito tempo de férias folgadas.

Gambit: Você é feliz assim?

Jessica: Você acha que toda prostituta vive na vida do sexo por necessidade?

Gambit: Acho que sim... A maioria tem necessidade.

Jessica: Olha pra mim. Eu faço isso porque gosto! Nenhuma sereia do Sex Hotel está ali por necessidade. Qual é a necessidade que te faz pagar meses de aulas de nado sincronizado para trabalhar como prostituta? Afinal, o dinheiro das aulas poderia ser gasto nas necessidades! Mas eu não tinha necessidade!

Gambit: Meses de nado sincronizado? Nem sabia que davam aulas disso! Além de ser sereia, o que você faz?

Jessica: Sou universitária. Estudo economia.

Gambit: Oui... A prostituição entre as universitárias está crescendo.

Jessica: E elas têm dinheiro! Não existe a necessidade nesse meio.

Gambit: Oui, je sé.

Jessica: É uma forma de eu conseguir muito dinheiro sem ainda nem ter me formado.

Gambit: É... Se você acha que essa sua vida é certa, o problema é seu. Está na hora de você ir embora.

Jessica: Se você acha que essa sua vida de roubos também é certa, o problema é seu, santo do pau oco!

Gambit vai levantando ela da cama. Jessica se irrita com isso. Ele vai levando-a para fora pelo braço. Era a segunda vez que ele expulsava uma mulher de sua casa naquele dia. Mas ainda teve uma, que ele implorou para ficar, mas acabou indo embora. Gambit abre a porta do apartamento e coloca ela na frente da escada.

Gambit: Vai, chere. Já pedi muitas vezes. Vai. Desce.

Jessica: Você parecia ser um cavalheiro! Estou vendo que me enganei.

Gambit: Pardon, ma belle. Eu costumo ser um cavalheiro. Mas você deveria ter se portado como uma dama em retorno. Como nada disso aconteceu, acho que não nos entendemos bem...

Gambit corre para apertar o botão de abrir o portão da saída. Volta para porta de casa e ainda encontra Jessica lá, parada na frente da escada, sem descer um único degrau.

Gambit: Vai, Karen, já abri o portão lá em baixo. Vou fechar a porta e te deixar aí no corredor do prédio!

Enquanto isso tudo acontecia no terceiro andar do prédio, Vampira voltava para casa de Gambit, sem nada saber. Ela não conseguiu se controlar de ódio por ter visto Vera da confeitaria indo na casa dele; e no meio do caminho, resolveu voltar e pedir explicações para Gambit! Ela estava confusa. Quando chegou na frente do prédio, pensou em voltar para a mansão de novo. Afinal, ela disse que não se importava mais com a vida pessoal do Gambit. Disse para ele que estava deixando-o livre. Mas no fundo, ela ainda se importava! E só queria saber por que ele disse que não conhecia a chata da confeitaria e mesmo assim ela foi visitá-lo! Ódio! Ela estava confusa e com ódio! Ela estava na frente do prédio ensaiando um texto: "Remy, eu sei que disse que estava te deixando livre. E isso que eu vou perguntar agora não significa que eu me importo com você e suas amantes. Só quero saber por que você disse que não conhecia Vera da confeitaria, se ela veio aqui te visitar?" Pronto! Era isso que ela iria dizer! Era a Vampira decidida de sempre. Não iria demonstrar tristeza, nem demonstrar que estava morrendo de ciúmes e que se importava sim com as amantes dele! Ela só iria perguntar por que ele mentiu. Apenas isso. Quando Vampira ia interfonar para Gambit, ela percebe que o portão estava aberto. Resolve subir, e quando chega próxima ao terceiro andar, ela escuta a voz de Gambit e de uma outra mulher. Parecia a voz da Karen da agência de modelos. Vampira resolve ficar ali escutando tudo.

Jessica: Eu mereço alguma coisa em troca!

Gambit: Por que? Por que merece? Não te devo nada!

Jessica: Eu mereço algum carinho seu! Qualquer coisa! Eu me rastejo e você nada me dá!?

Gambit: Mon Dieu! Karen! Vai embora! Já perdi muito tempo com você!

Karen se irrita e vai para cima de Gambit com raiva!

Jessica: É por causa daquela sua mulher? É por isso que você fica tão gay assim? Me responde!

Gambit: Karen! Ser fiel a uma mulher e te rejeitar por isso, não faz de mim um gay! Eu sei muito bem o que é ser homem! Não tenho que provar nada a ninguém! Pense o que quiser a meu respeito!

Vampira vai se impressionando com Gambit e vai subindo mais os degraus. Ela estava apenas dois degraus abaixo deles, vendo tudo, mas eles não perceberam sua presença. Vampira nada estava entendo, estava confusa. Mas deu para entender que Karen queria ficar com Gambit e ele a rejeitou por amor a Vampira. A sulista estava feliz.

Jessica: Tudo bem, eu vou embora...

Quando Jessica Karen ia descendo o primeiro degrau, Gambit agarrou-a! O Cajun deu nela um beijo de cinema! Daqueles de inclinar a moça para trás! Karen sentiu que ela finalmente conseguiu o que queria! Começava aí a ganhar a confiança dele. Mal seus lábios desencostaram dos dela, Gambit disse:

Gambit: Isso é só pra você não dizer que Remy Lebeau não sabe como tratar uma dama!

Jessica: Puxa! Adorei!

Gambit: Ótimo. Agora vê se me esquece e nunca mais aparece por aqui, chere!

Vampira: Pode deixar, Gambit. Quem nunca mais vai aparecer aqui sou eu! E vou tratar de te esquecer mesmo!

Gambit: VAMPIRA!

Vampira desce as escada num raio! Gambit tenta alcançá-la, mas ele nunca consegue alcançar a velocidade dela! Quando ele chega na rua, não encontra nem sinal de sua amada. Jessica Karen desce logo em seguida. Gambit olha para ela e na calçada, com os olhos fulminantemente vermelhos e diz:

Gambit: Some.

Ela nem precisa ouvir duas vezes, e já desaparece entre as pessoas da rua.


Chegando na mansão, Vampira começa a pensar em tudo o que viu! Não só nesse beijo do Gambit na Karen, mas também a Vera chata da confeitaria indo na casa dele, e a mulher do concerto no Metropolitan! Ela se pergunta quantas outras ele não teria?! Então o casamento acaba e ele logo arranja um batalhão de mulheres? Por que ela estava tão irritada com tudo isso, se ela mesma disse que não iria mais se irritar?! Ela mesma disse que não se importaria com mais nada disso! Que deixaria ele livre! Mas é que ele ficou livre cedo demais! Como? Por que? Por que livre tão cedo, se provavelmente ela nunca ficará livre dele? Mas ela prometeu para si mesma que seria a Vampira forte da antes! Como pode estar tão abalada com essas coisas?! Mas ela não consegue ser forte... "Por que ele disse que não conhecia Vera da confeitaria? Da onde ele conhece a Karen pra já estar aos beijos com ela?" ÓDIO! Ela estava morrendo de ódio, se corroendo de ciúmes! Vampira se olha no espelho de seu quarto... Chora de raiva do que vê... Está com raiva de ser anormal do jeito que é. Chora de raiva de Gambit. Ela pega o porta-retrato com a foto do Gambit e joga bem no meio do espelho! Depois, pega a armação do espelho, todo quebrado, ainda presa na parede, e arranca facilmente, jogando também a armação para longe! Para fora da janela, no jardim! Pega alguns presentes que ele deu pra ela, e quebra-os facilmente com a mão. Como se estivesse amassando uma formiga inútil! Joga cada migalha para bem longe! Cai no chão e começa a dar socos no piso de madeira, que já começava a afundar! ... No chão... no chão... ela não era humana, não era normal... era lixo, o chão era seu lugar... A raiva passou... Mais lágrimas caíram, dessa vez, eram lágrimas de sofrimento... Sabia que nunca poderia ser feliz. Ela queria que tudo isso, desde o dia que descobriu que era mutante, beijando Cody, fosse apenas um pesadelo. Fez força para acordar do pesadelo, como se todos esses longos anos vivendo na mansão como uma mutante intocável fosse apenas um pesadelo. Não podia ser verdade! Se não era pesadelo, era melhor acabar com a realidade cruel. Ninguém pode viver assim... Se matar seria fácil?... Que tal se jogar de um prédio bem alto? Ela voava... Era só não voar! Quem garante que ela não desistiria no meio da queda e começaria a voar? Tinha que ser algo sem retorno! Do tipo: "Vou morrer e não tenho escapatória!" Uma arma? Ela não tinha... Pedir para alguém matá-la? Quem faria isso? Começar a voar na rua na frente de todos e esperar a reação do população louca para matá-la como uma mutante nojenta! Quem sabe seria apedrejada? Apedrejada até a morte, como as adúlteras em alguns países muçulmanos! Apedrejada como uma aberração da idade média! Aberração era o que ela se achava... Aberração que não tinha nem capacidade de se matar... É... se matar não seria fácil. Nada era fácil pra ela... A não ser usar a força... Mas de que adianta força? Era melhor ser normal! Se encolheu no cantinho do quarto e lembrou do beijo cinematográfico que Gambit deu na Karen da agência de modelos. Ele disse que ainda a amava, então por que beijou essa e saiu com outras várias? Qual é a lógica que rege a vida de Gambit? Ama ou não ama?

Vampira: Por que? Por que? Por que não posso ser feliz? Por que Remy faz isso comigo? Por que a vida me fez assim?

Com todo os barulho que ela fez, Tempestade sobe no quarto de Vampira para ver o que tinha acontecido. Encontra grande parte dos enfeites quebrados, pedaços para todos os cantos, cacos de vidros espelhados refletem a dor de Vampira em todo o quarto! Tempestade se assusta ao ver Vampira toda encolhidinha no quanto do quarto chorando. Tempestade sempre soube que aquela repentina felicidade e auto confiança que Vampira ganhou há alguns dias não era normal... No fundo, ela estava assim por dentro. Botou pra fora agora. Tempestade sabia que dificilmente Vampira voltaria a ser forte como antes, como ela estava tentando ser. Se enganando. Sempre se enganando... Tempestade se agacha para falar com ela no chão. Quando vampira sente os dedos de Tempestade encostarem em seu cabelo, Vampira na mesma hora sai voando para a janela. Queria ficar sozinha, bem distante das pessoas. Ficou no telhado da mansão chorando, vendo a vida passar. A vida dos outros passarem...


Longe de Westchester, onde fica a mansão dos x-men, também existia alguém muito triste. Mais exatamente nas ruas do Brooklyn, podia-se ver no meio das sombras um brilho vermelho. Um brilho forte! Seriam os olhos de Gambit? Não... Dessa vez era o brilho que vinha de suas cartas. Gambit queria uma luz que iluminasse sua vida. Escolheu a luz profana de sua mutação, o brilho de suas cartas. Mas esse brilho, essa luz, não clareava seus pensamentos. Ele não sabia o que fazer. Perambulava pelas ruas escuras, pela sarjeta... Sabia que tinha errado. Errado a vida inteira. E estava cometendo mais erros ainda nessas últimas semanas, quando seu casamento acabou. Ele pensava em quem realmente amava, e lembra do que ela viu hoje. É difícil para qualquer mulher ver seu amado beijando outra. Mais difícil ainda para ela, em que um beijo é algo impensável. A traição é imperdoável para quase todas as mulheres. Ele não sabe se para Vampira  se aquilo seria imperdoável, ou se seria mais grave. Mais grave do que o imperdoável? É possível? É... é possível sim... Gambit sentia-se um merda, sem saber que era mais ou menos isso que ela também estava sentindo de si própria. Ela sentia-se uma aberração, uma porcaria qualquer por ter nascido tão anormal. Ele sentia-se uma porcaria qualquer por seus atos. Por suas falhas. Era pior. Era problema de consciência. Bom... ao menos ele pode tentar mudar, ela não pode. Não ha mudança para ela! Gambit pensa em tudo isso e se acha mais lixo ainda. Começa a chover, e Gambit resolve ir andando para outro lugar. Talvez fosse dormir na rua essa noite. Isso clareava mais seus pensamentos do que a luz que ele procura. As sombras da noite sempre foram melhor remédio para ele do que qualquer luz!


Chovia no Brooklyn, chovia também em Westchester. E Vampira no telhado da mansão, sem pensar em arredar os pés de lá. Tempestade se preocupava. Resolve ir falar com Wolverine.

Tempestade: Wolverine?

Wolverine: Quê?

Tempestade: Vai falar com a Vampira.

Wolverine: Coé? Por que? Não tenho nada pra falar com aquela guria.

Tempestade: Tem sim! Aquilo tudo que você falou do Gambit pra mim! Aquela história dele não gostar realmente dessas mulheres que ele sai, que na verdade ele só quer roubá-las! Que ele gosta na verdade é da vampira mesmo.

Wolverine: Vocês mulheres são loucas! Não foi você que me disse pra não contar nada disso pra ela, Ororo?

Tempestade: Disse, mas agora mudei de idéia!

Wolverine: E mudou de idéia por que?

Tempestade: Por que eu acabei de encontrá-la totalmente arrasada no quarto. Chorando! Deve ser porque encontrou ele com outra mulher! Acho que agora é melhor ela saber a verdade mesmo...

Wolverine: Outra? De novo? Puxa, tenho que voltar a sair com esse cara!

Tempestade: Sem brincadeiras, Wolverine. É sério. Eu só estou supondo isso. Vá lá falar com ela, e se for realmente isso que aconteceu, explique tudo a ela.

Wolverine: Onde? No quarto?

Tempestade: No telhado.

Wolverine: Putz! Ninguém merece... Vou lá!

Wolverine sobe no telhado e encontra Vampira toda molhada. Apesar dela esconder o rosto, ele sabe que ela está chorando. E consegue reconhecer pelo cheiro quais gotas no rosto dela são de chuva e quais são lágrimas.

Wolverine: Chuva gostosa, né?

Vampira: ...

Wolverine: Eu não sou muito de papo, você não quer falar também, acho que vamos nos entender.

Vampira: ...

Wolverine: Vamos lá, guria! Tá chorando por que?

Vampira: ...

Wolverine: Gambit?

Vampira: ...

Wolverine: É... Deve ser... Coé? Viu ele com otra franguinha por aí?

Vampira: Vai embora...

Wolverine: Viu?! Acertei. Viu ele com outra franguinha por aí... Vampira, não se importe com isso...

Vampira: Não? NÃO??????

Wolverine: Parece conselho de maluco, mas não é: Não se importe mesmo. Gambit está fazendo isso como um trabalho.

Vampira: Como assim?

Wolverine: Ele leva essas mulheres para sair para depois poder roubá-las.

Vampira esfrega os olhos tirando as lágrimas e a chuva do rosto sem entender direito o que Wolverine está dizendo.

Vampira: ...

Wolverine: Não significa nada para ele. Ele ama realmente você. Isso não faz dele um santo. É um cafajeste bem grande! Porque ele não só rouba, crime! Como também está saindo com outras mulheres, independente do que ele sente por elas e qual a finalidade das saídas dele, é traição!

Vampira: ...

Wolverine: Mas a verdade é: ele não presta, é um cafajeste, mas te ama de verdade! Cabe a você decidir se quer ficar com alguém assim. Mas saiba que ele te ama.

Vampira: Eu não decido nada, Wolverine. Eu simplesmente não posso ficar com ninguém. Nem com os santos, nem com os cafajestes...

Wolverine: Bom, só estou dizendo pra você não chorar por achar que ele não te ama mais. Ou por achar que ele achou outra. Não achou. Te ama mesmo. Ah! E... Só pra você saber também, eu tenho certeza que ele só voltou a fazer isso depois que o casamento de vocês acabou. Ele ficou muito tempo andando na linha como um anjinho,  isso eu tenho certeza também. Mas obviamente, você tem direito de ficar triste com o que ele tem feito ultimamente.

Vampira: ...

Wolverine: Francamente, de novo: vocês deviam acabar logo com isso! Esse relacionamento não existe!

Vampira: Eu sei, Wolverine. Nem sei porque estou igual a uma idiota aqui chorando.

Wolverine: Eu por um tempo pensei que você tivesse voltado a ser aquela Vampira forte e durona de sempre!

Vampira: Eu pensei que pudesse voltar a ser emocionalmente forte. Mas é impossível...

Wolverine: Guria, eu sou bem forte. E olha que já sofri e ainda sofro pacas!

Vampira: Ao menos você pode encostar alguém.

Wolverine: Pior! Eu posso encostar e quase ninguém me encosta! As pessoas me evitam.

Vampira: Você evita as pessoas.

Wolverine: É, deve ser mútuo. Dane-se! Não me importo! Bom... Que tal você sair dessa chuva e ir para um quarto que não esteja totalmente quebrado para tentar dormir?

Vampira: É... Boa idéia.


Wolverine acompanha Vampira até um quarto de hóspedes e diz a ela que logo, logo o professor manda consertar a zona que ela fez. Depois ele volta para a sala. Encontra Bishop, Jean, Scott e Fera jogando baralho. Bobby Drake estava com um olho na MTV e outro olho no jogo. Estava de fora, mas querendo entrar. Passava o tempo congelando os botões do controle remoto. Queria ver até quando um controle suportaria isso.

Wolverine: Tão jogando o que?

Bishop: Sueca.

Jean: Por falar em baralho e no nosso jogo, como está Vampira e os problemas dela com aquele jogador de cartas?

Wolverine: Na mesma. Os dois não aprendem. Levei ela para o quarto.

Bishop: Wolverine, não quer entrar no jogo? Jean e Scott vão subir para dormir. Aí entrava você e Bobby contra eu e o Fera!

Fera: Sem querer insultar nenhum ser nessa sala, eu tenho a mais clara certeza que minha magnitude aliada à de Bishop vencerá o picolé fã de MTV e o solitário animalesco.

Wolverine: Animalesco? Olha quem fala, peludão azul!

Jean e Scott dão boa a noite a todos na sala e sobem. Começa a grande Sueca! Wolverine não iria querer que as palavras de Fera se tornassem realidade.

Bishop: Sueca é muito bom! Podemos ficar a noite inteira aqui, cada ora uma dupla pedindo revanche a outra dupla.

Bobby: Não. Eu e o Wolverine vamos ganhar todas, e só aceitaremos três tentativas de revanche de vocês dois. Claro que nenhuma das três vai dar em nada!

O jogo fica animado, mas de repente, Wolverine dá aquela fungada de quem sentiu algum cheiro estranho. Pára o jogo.

Bobby: É o Fera que fica soltando pum! Hahaha!

Fera: Excelentíssimo Picolé, não estou com gazes. Se Wolverine está sentindo algum cheiro ruim, é o seu cérebro tentando funcionar!

Bishop: Hahahaha!

Wolverine não dá bola para as brincadeiras da roda de Sueca. Ele diz que não quer mais jogar. Todo misterioso, sai para o jardim, apesar de ainda estar chuviscando.

Bobby: Ei, Wolverine! Vai me abandonar? Eu sou sua dupla! Assim o jogo acaba!!! Ei!!!

Fera: Foi embora. Não se importou com seus apelos.

Bishop: Ele é muito estranho. Tá chovendo ainda. E vai ficar lá, entre as árvores, na chuva, a essa hora da noite...

Fera: Bom... O jogo estava excelente, mas eu também vou me retirar para meus aposentos. Aproveito e leio alguma coisa antes de dormir.

Fica na sala só Bishop e Bobby Drake. Um olha para a cara do outro.

Bishop: Não te disse, Bobby?

Bobby: Ah! Fala sério!? Você é maluco!

Bishop: Não foi igual a anteontem? 

Bobby: Sei lá... Acho que não. Ou foi... Não sei. Wolverine é estranho mesmo!

Bishop: Sobe e diz como está a luz do quarto dos dois.

Bobby: Eu não vou fazer isso! Ficar espionando a Jean e o Scott! 

Bishop: É só pra olhar pra fresta da porta pra ver a luz! Nada mais!

Bobby Drake sobe as escadas e desce de elevador.

Bishop: E então?

Bobby: Meia luz.

Bishop: Ahá! Não disse?!! Wolverine sabe de noite quem esteve na sala pela parte da manhã, pelo simples cheiro que fica no ar! O olfato dele deve ser melhor do que de um cachorro!

Bobby: Algumas pessoas gostam de dormir em meia luz! E Wolverine não deve estar sentindo nada.

Bishop: Eles não estão dormindo, Bobby. E foi isso que Wolverine cheirou no ar.

Bobby: Eu não acredito que ele consiga cheirar isso, Bishop!

Bishop: Acredite. A gente só começou a reparar agora. Mas eu acho que muitas dessas reclusões do Wolverine também tem haver com isso. Onde já se viu a essa hora, na chuva, ir para o meio do mato?!

Bobby: Ele é estranho. Pode fazer isso pra ficar tentando lembrar do passado dele! Ou tentando se recordar quais memórias são realmente passado e o que foi implantado na cabeça dele, pelo projeto do Arma X!

Bishop: Pode ser... Ele deve fazer bastante isso. Mas quando Jean e Scott estão juntos e ele some, Bobby! Há! Eu tenho certeza que ele não está pensando em Arma X!

Bobby: ... Bom... Nem na Mariko.

Bishop: Nem na Mariko... Está pensando em uma ruiva.

Bobby: É, se ele ainda some por causa disso, Bishop... Coitado do cara! Ele gosta dela, então! E sentir isso que ele sente deve ser  insuportável!

Bishop: Talvez não goste mais tanto dela assim. Mas ainda sim, continua insuportável.

Bobby: A gente parece um bando de meninas fofocando da vida íntima dos outros!

Bishop: É... Vamos dormir.

Enquanto isso no jardim, Wolverine tenta fugir de um cheiro insuportável! Bishop estava certo em suas suspeitas, Wolverine consegue sentir os mínimos cheiros da casa. E esse cheiro de desejo da Jean pelo Scott era crescente. Quanto mais tempo passava, mas crescente era o cheiro. E mesmo no jardim ele ainda o sentia. Tinha que cada vez andar mais adentro em direção as árvores. Ele tentava fica sentindo o cheiro da fumaça de seu charuto para ver se confundia seus sentidos, mas era inútil. Na maioria das vezes quando isso acontecia, ele saía da mansão. Mas dessa vez ele esperava que tudo logo terminasse para ir dormir. E o pior, é que quando tudo terminava, um cheiro de satisfação ficava no ar da mansão inteira! Ele se perguntava como os outros não conseguiam sentir um cheiro tão intenso. Ninguém sabe ao certo se Wolverine realmente esqueceu Jean como ele diz. Mas certamente, não gosta nem um pouco de imaginá-la com Scott. Mas infelizmente, freqüentemente é atormentado pelos odores do amor dos dois. Wolverine tinha quase um sexto sentido, o seu olfato. Sabia quando alguém estava com medo, com raiva, triste; cheirava o ódio, o choro, o sexo, as intrigas no ar! Engraçado... Se Wolverine ainda ama Jean, o cheiro dela desejando alguém deve ser bom para ele sentir! Então não é o cheiro que é insuportável! É a sua imaginação, que voa longe com o cheiro, que é insuportável!


Algum tempo se passa. Já era madrugada. Wolverine resolve entrar em casa. O cheiro já estava se dissipando. A luz do quarto da Jean já estava totalmente apagada. Wolverine não via mais as sombras que se mexiam com detestável paixão dentro daquele quarto. A mansão toda estava calma. Ele vai andando em direção a seu quarto, e quando passa perto da sala de perigo, encontra Vampira lá parada.

Wolverine: Ué? Acordada? Pensei que você tivesse ido dormir.

Vampira: Não consegui dormir por muito tempo...

Wolverine: Ah... É, tô indo pro meu quarto tá? Se você quiser conversar, vai ter que ser amanhã, eu tô meio acabado hoje, preciso dormir muito.

Vampira: Não quero conversar. Só quero alguém para me divertir.

Wolverine: Divertir? Divertir como? Tá olhando pra mim por que?

Ela abre a porta da sala de perigo. Uma projeção holográfica de um quarto está presente.

Vampira: Você é dos meus, Wolverine. Gosta de diversão! Vai me dizer que não se diverte na sala de perigo?!

Wolverine: O que você colocou aí dentro?

Vampira: Nada! É só um quarto! Eu vou estar lá dentro. Só isso.

Wolverine: Vai estar la dentro fazendo o que?

Wolverine leva um soco, cai longe meio atordoado. Não entende nada... Fica uns dois minutos no chão, enquanto Vampira, encostada na parede, espera o poder de cura dele agir. Logo, ele se levanta.

Wolverine: Ahhhh! Entendi a brincadeira, sua...

Vampira: Olha, olha! Não vai me xingar! O bom de brincar com você, é que você é igual aquele João Bobo, a gente bate, e ele volta! E bate e ele volta! Hahaha!

Wolverine vai entrando com ela na sala de perigo.

Wolverine: Ah! Está rindo, já? Já tá mais animadinha do que ha algumas horas atrás, ne?

Vampira: Não muito! Eu vim aqui extravasar a minha raiva!

Ela dá outro soco nele, mas ele se abaixa e fica em guarda. Os dois vão andando em um mesmo círculo, um de frente pro outro, em guarda.

Wolverine: Em mim! O saco de pancadas!

Vampira: Ah! Não se faça de vítima! Você adora sair na pancadaria com alguém! estou te dando a oportunidade.

Wolverine: Tem razão, obrigado!

Wolverine parte pra cima dela, ela voa! Ele faz aqueles estranhos sons de raiva! SNIKT! Suas garras saem e ele começa a escalar a parede do quarto holográfico com elas. Lá de cima, pula em cima de Vampira. Os dois caem lá em baixo. Ele em cima dela. Começa a enforcá-la. Mas ela dá um empurrão nele, em que ele bate com as costas na parede!

Wolverine: Sua va...

Vampira: Sem me xingar!

Ela dá um chute na altura do ombro dele, Wolverine agarra a perna dela! Vampira voa de novo! E ele acaba ficando agarrado a perna dela no alto!

Wolverine: Você voa demais, guria! Queria ver lá no chão, mão a mão, quem é que ganhava!

Vampira joga ele para baixo, que cai em queda livre e bate com as costas no chão. Mas uma vez, ele sente dor, mas ela logo vai passando. Vampira desce e também fica no chão para o mão a mão. E o mão a mão é duro para Wolverine. Ela dá três socos seguidos nele! Wolverine cambaleia para trás, mas não cai! Vai torto em direção a ela, como ainda está se recuperando, acaba levando um chute na barriga. Dessa vez ele cai no chão, e mais uma vez se escuta aqueles estranhos sons de raiva animal de Wolverine. SNIKT! Sua garras saem e ele voa em cima de Vampira! Uma das garras acaba cortando um braço dela!

Vampira: Ah!!!!

Wolverine: Viu? Agora a gente tá começando a brincar e a se divertir! Você já está com menos um braço, esse você não vai querer ficar usando para me bater!

Vampira: Você é que pensa!

Vampira voa em cima dele e com as duas mãos, por alguns segundos, segura a cabeça de Wolverine. Ela sente-se mais forte! Em poucos segundos o corte do seu braço cicatriza! Wolverine cai no chão numa convulsão, revirando os olhos e babando. Vampira se preocupa muito com o que pode ter acontecido com ele. Mas ela o segurou por poucos segundos, dependendo do tempo do toque, a intensidade dos males é maior ou menor. Mas Wolverine, sendo quem é, em menos de 6 minutos se recupera! E levanta puto de raiva! E mais uma vez SNIKT! Sua garras saem!

Wolverine: Vampira! Isso não coisa que se faça! Se você me encostar de novo, eu te arrebento inteira! Não estou mais brincando, nem me divertindo!

Vampira: Ai, gatinho! Como seu senso de humor vai embora rápido!

Wolverine: Acabou! Vou embora!

Vampira tinha uma surpresa pra ele! SNIKT! Também saíram garras de suas delicadas mãos!

Wolverine: O que?

Os dois entrelaçam as garras, o adamantium não corta a si próprio! Ele tenta enfiar as garras dele nela, mas Vampira segura seu braço e por mais que ele faça força, a garra nunca entraria nela! Ele rola por cima dela, ela rola por cima dele e de repente, os dois ofegantes e não agüentando mais, começam a rir!

Wolverine: Hahahaha!

Vampira: Hahahaha!

Wolverine: Você é péssima com essas garras! Se eu não estivesse com um sono do cão, teria te arrebentado!

Vampira: Você que pensa, era só eu voar de novo ou te dar um beijinho que você já era! Não estava usando todo o meu potencial.

Wolverine fica no chão, de barriga pra cima, olhando o teto da sala de perigo. Vampira, também na mesma posição que ele, abre bem os braços e os esparrama pelo chão, demonstrando cansaço. Ela tenta colocar as garras de novo para fora, mas o efeito já havia acabado.

Wolverine: E então? Extravasou a raiva? Tá se sentindo melhor? Se divertiu?

Vampira: Estou me sentindo um pouco melhor. Mas eu me diverti bastante!

Wolverine: Eu também! É bom fazer isso de vez enquando. Mas o pessoal daqui é muito parado. Não gosta de levar umas porradas. Tá tudo certo com você? Se tiver doendo em algum lugar, pode me sugar de novo, sua Vampira! Eu tenho certeza que você adorou ter minhas garras!

Vampira: Estou ótima! O que eu tinha que sugar eu já suguei! E eu não vou fazer isso de novo com você, desculpa. Isso deve te fazer um mal danado. É... mas só você mesmo que agüenta. Se fosse com outro, estaria em coma!

Wolverine: Vai dormir agora?

Vampira: Vou.

Wolverine: Ótimo. Também vou. Inté mais, guria! Te cuida! Fica chorando muito não, ele não merece...

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