No outro dia, lá pelo horário do almoço, Professor Charles Xavier chama Scott e Tempestade urgentemente para comparecerem em seu escritório. Os dois vão correndo. Chegando lá, eles entendem o motivo do chamado urgente. Magneto estava numa vídeo conferência com o professor.

Professor: Ah! Que bom que vocês chegaram! Magneto está nessa vídeo conferência comigo.

Scott: Ainda está na Antártica, Magneto?

Magneto: Estou, garoto.

Professor: Meus filhos, Magneto estava me contando que ele já sabe de tudo que aconteceu com Vampira. Sobre a MEHSS aliada ao projeto Sentinela Milenium, e a possível ajuda do governo em toda essa sujeira.

Scott: Sim, e daí? Isso o mundo inteiro já sabe!

Magneto: E daí, garoto, que eu estou avisando meu amigo de longa data, Xavier, que já é hora de vocês fazerem alguma coisa a respeito de tudo isso.

Scott: Alguma coisa do seu estilo, como por exemplo acabar com a humanidade?

Magneto: Xavier, não escute essa ladainha de seus alunos, que você mesmo ensinou. A situação é grave. O que a MEHSS tentou fazer falhou graças a investida de vocês no dia do ataque final e da libertação de Vampira e Forge. Mas apenas uma primeira tentativa do plano falhou. Eles irão tentar de novo.

Tempestade: Forge não irá fazer mais nenhum colar neutralizador, Magneto. Vampira foi facilmente pega por causa do colar.

Magneto: Que por sinal eu fui contra, mas acabei sendo "crucificado".

Scott: Foi contra?

Magneto: Tempestade sabe que sim. Eu liguei para a mansão no dia do casamento dos dois e fui contra o colar. Gambit, obviamente, me disse impropérios. Xavier, você tem alunos inconseqüentes. Mas voltando ao assunto, Forge ainda sabe como fazer o colar. Ele pode ser mais uma vez seqüestrado e usado pela MEHSS para produzir muitos colares. Então, nós mutantes seremos facilmente capturados e esterilizados. Ou presos, ou mortos.

Professor: E o que você propõem, Magneto?

Magneto: Proponho que você deixe seus ideais pacifistas de lado, meu amigo. E que ataque qualquer humano que queira lhes fazer mal!

Professor: Não ataco ninguém. Apenas me defendo quando for atacado. Principalmente sabendo que os humanos são mais fracos do que nós, seria injusto, Magneto!

Magneto: Eles não são mais fracos, Xavier! Eles são inferiores! E injustiça é nós termos que sofrer os preconceitos que sofremos!

Professor: Erik, violência usada para combater outra violência, é um erro que se torna um processo eterno de horror. Devemos buscar a convivência. Vamos combater a insanidade e o preconceito da MEHSS por vias justas.

Magneto: Até o dia que eles te sufocarem? Fizerem algum mal a algum de vocês, mais uma vez? Vampira poderia ter sido esterilizada!

Scott: Magneto, Vampira já é virtualmente esterilizada! Ela não pode ter contato humano, não podendo então, ter filhos.

Magneto: E o mesmo deve valer para sua esposa Jean Grey! Virtualmente esterilizada, já que vocês nunca poderão ter um filho com sossego; Sinistro estará sempre lá para roubá-lo!

Scott: Seu imundo! Não pronuncie o nome da minha mulher!

Magneto: O que eu estou querendo dizendo, seu infantil, é que Vampira poderia ter sofrido mais do que sofreu! Quem se importa se ela é virtualmente alguma coisa ou outra? Estou dizendo que isso poderia ter acontecido com qualquer outra dessa casa! Com você, Tempestade! Vampira poderia ter sido sexualmente abusada por seus algozes naquele cativeiro, já que ela estava com o colar neutralizador! Já imaginaram a pobre e inocente Jubileu capturada por inconseqüentes pervertidos que odeiam mutantes?

Tempestade: Ora, pela Deusa! Quem diria você preocupado conosco, Magneto! Estou lisonjeada

Magneto: Ororo, você pode não se lembrar, mas eu morei um tempo com vocês nessa casa. Engravidei uma das componentes desse grupo. Existe sim, algum sentimento por vocês dentro de mim. Nem que seja o sentimento de pena. Mas existe. E por mais que eu discorde de Charles Xavier, esse será para sempre meu amigo. Por isso tento ajudar.

Scott: Com as suas insanidades. Nós não queremos sua ajuda, Magneto. Nós te conhecemos bem.

Professor: Magneto, ninguém ainda nos sufoca. Nem nunca sufocará, temos nossas defesas!

Magneto: Charles, eles são seres inferiores que ameaçam seus alunos. Acorde, como podem inferiores ameaçarem seus alunos e você nada fazer?

Professor: Erik, você perdeu seus pais num campo de concentração. Conhece os horrores da intolerância, do preconceito e do sentimento de superioridade que algumas pessoas têm em relação a outras. Cuidado ao se julgar superior, Magneto. Os nazistas também já se julgaram superiores a você!

Magneto: Não é a mesma coisa, Charles. Os nazistas eram humanos como os meus pais. Mas nós mutantes somos realmente diferentes. Somos realmente superiores!

Professor: Os nazistas também se julgavam realmente superiores, realmente diferentes! Não te entendo, como alguém que passou tudo o que você passou, pode agir da mesma forma? Você parece o governo de Israel, com judeus que sofreram com o nazismo e hoje massacram os palestinos!

Magneto: Não faça analogias, Xavier! Você sabe que nós somos realmente diferentes dos humanos!

Professor: E só por isso você quer a destruição deles?

Magneto: Que pergunta mais sórdida, Xavier! Você sabe muito bem que eu compartilhei o seu sonho da convivência pacífica por muitos anos. Mas foram eles, Xavier! Foram eles, os humanos que queriam a nossa destruição! Isso eu não posso aturar, Xavier! Não aturei com os nazistas, não aturarei com esses seres claramente inferiores! Afinal, eu sou o rei do Magnetismo! Quem são esses vermes para quererem me esterilizar?

Professor: Magneto, já está na hora de você entender: Ninguém aqui é mais evoluído ou superior a ninguém. Somos apenas diferentes.

Magneto: Diga isso aos humanos quando eles seqüestrarem outros alunos seus para esterilizá-los como os veterinários fazem com cachorros de rua!

Professor: Eu digo sempre, Magneto. Esse é meu papel, tentar fazê-los entender que podemos viver em paz. E estou pronto a defender os humanos de seus ataques, Magneto. Essa história de superioridade é nojenta! Tenho sérias dúvidas se somos realmente mais evoluídos, Erik. Veja um exemplo: Scott não pode ver sem esses óculos especiais, isso é evolução? Não poder abrir os olhos normalmente é evolução? Se eu não existisse, se Scott morasse em algum lugar distante e mais atrasado tecnologicamente, ele seria um cego! Isso é evolução? Ele não poderia nunca abrir os olhos! E vampira? Não pode ter contato humano, é uma fêmea impossibilitada de eternizar seus genes, de procriar! Isso é biologicamente considerado um atraso supremo! Uma espécie só irá ser bem sucedida se procriar bem! Imagine Vampira num vilarejo qualquer na Ásia ou na África, ou entre os esquimós? Seria provavelmente excluída da sociedade quando matasse seu primeiro marido. Imagine se todas as mulheres fossem iguais a ela? Os humanos estariam perdidos! Será que somos evoluídos, Magneto? Você se considera evoluído, mais ainda tem essa mente atrasada, belicosa e pequena! Por que então sua mente não é evoluída e você não consegue ver que seus ideais são a verdadeira perdição?

Magneto: Para sempre discordarei de você, Xavier!

Professor: Eu também discordarei de você sempre, e me orgulho disso, meu amigo.

Vampira entra no escritório sem bater na porta, interrompendo a discussão.

Tempestade: Vampira! Você deveria ter batido na porta! Essa era uma reunião entre os líderes dos x-men!

Vampira: Escuta, que se dane essa história de líderes! Eu ouvi tudo o que vocês estavam dizendo, porque eu estava com o ouvido na porta. Quase tudo que agora preocupa o povo nessa casa tem alguma relação a tudo que aconteceu comigo la com a MEHSS! Por isso botei o ouvido na porta! sabia que vocês iam falar de mim! E eu quero dizer que não gostei nem um pouco de ouvir o que vocês disseram!

Scott: Vampira, não dissemos nenhuma inverdade. 

Vampira: Inverdade! Que palavra bonitinha! Vocês disseram um bando de coisas horríveis! Como eu ser uma virtual esterilizada! Como eu ser um símbolo de involução biológica por não procriar com ninguém! Se todas fossem iguais a mim, seria a destruição da espécie! Olha, obrigada mesmo! esse tipo de coisa que vocês disseram só me fazem sentir melhor!

Scott: Vampira, pode ter sido rude e impróprio. Mas não deixa de ser tudo isso uma grande verdade. Desculpe, mas é verdade. O professor também não falou que eu sou biologicamente involuído por causa dos meus olhos?

Vampira: É diferente, Scott! É diferente! Eu não quero mais ouvir ninguém falando a meu respeito nessa casa! Esqueçam que eu sou assim tão anormal, cansei de ouvir isso!

Todos: ...

Magneto: Olá, Vampira.

Vampira: Nem fale comigo, Magneto. Eu hoje não estou boa! E já fiz uma promessa que nunca mais ia querer nem ouvir falar de você!

Magneto: Só quero dizer que sinto por tudo o que aconteceu com você.

Vampira: Não sinta!

Magneto: Espero que vocês se vinguem desses infelizes que fizeram tudo aquilo com você.

Vampira: Nós não vingamos ninguém, magneto. Aqui nós sempre procuramos sermos justiçados. Isso eu aprendi aqui! Adeus!

Tempestade: Onde você vai, criança?

Vampira: Não sou criança! Vou dar uma volta! Só volto quando escurecer! Tchau!


Vampira sai voando para longe. Jean Grey percebe que ela não está bem e vai atrás dela também voando. Em poucos minutos elas chegam em Manhattan.

Vampira: Jean! Me seguindo?

Jean: Vampira, o que aconteceu? Por que você está tão aborrecida.

Vampira: Minha vida é aborrecedora, Jean. É só isso. E só você parar pra pensar que se você fosse eu, não seria muito feliz.

Jean: Eu pensei que você estivesse bem melhor a respeito de tudo isso. Você parecia tão segura de si há alguns dias.

Vampira: Eu nunca vou estar melhor a respeito disso, Jean.

Jean: Vamos sentar em algum lugar calmo para conversar. Olha, alí tem uma confeitaria. Vamos ali? O nome é Pão de Mel.

Vampira: De jeito nenhum! Vamos a outro lugar. Tem uma atendente nessa confeitaria que eu odeio.

Elas vão andando para outro lugar. Mas era tarde. A Atendente Vera viu Vampira pelo vidro da confeitaria. Ela saiu correndo do balcão e foi falar com Vampira na rua, que acabou levando um susto com aquela mulher de novo importunando-a!

Vera: Irmã do Remy!

Vampira: O que é isso? O que você está fazendo?! Fala sério!

Vera: Vim correndo lá de dentro pra falar com você quando te vi na rua. Nem acreditei, ai que sorte a minha! É sua amiga?

Jean: Eu sou a Jean, prazer. Sou amiga dela, sim.

Vera: Sou Vera, prazer te conhecer também. Seu cabelo ruivo é lindo.

Vampira: O que você quer de mim?

Vera: Ai, saber se você falou com seu irmão a meu respeito. Deu a ele meu telefone?

Vampira: Vamos embora, Jean.

Vera: Ei! Você deu ou não? Onde você vai!

Vampira: Volta pra teu trabalho!

Vera: Deu ou não?

Vampira: Dei! Mas duvido que ele te ligue! Agora desgruda de mim! Cruzes!

Vampira e Jean se afastam da chata da confeitaria. Mas Vera não se dá por satisfeita. Resolve seguir Vampira para ver se consegue ver Remy. Ela fica um bom tempo a espreita, relativamente longe de Jean e Vampira que conversam no Central Park. Jean não entende que história é essa da mulher ter dito que Vampira era a irmã de Remy. Mas Vampira explica que a mulher da confeitaria é maluca, só porque viu o sobrenome Lebeau já supôs que ela era irmã do Gambit. As duas ainda ficam mais de uma hora conversando sobre seus problemas, sobre suas frustrações em serem mutantes. Naturalmente, Vera sabia que a essa hora já estava despedida da confeitaria. Depois Vampira se despediu de Jean e seguiu sozinha para outro lugar. Vampira pegou um taxi para o Brooklin e Vera foi num taxi atrás. Ela viu Vampira apertando o interfone de um prédio, a voz que atendeu o interfone era a de Remy. Vera não se aguentou de felicidade. Esperou Vampira subir e deu um tempo para decidir o que fazer, já que finalmente estava tão perto do homem que nunca esqueceu!


Ele abre a porta para ela. Vampira hesita em entrar. Os dois ficam parados, um olhando para o outro por muito tempo. Ele tem no rosto um triste agradecimento por ela ter vindo visitá-lo como ele pediu na tarde anterior. O silêncio reinava. Ele fez um sinal com a mão de que era para ela entrar. Ela entra e ele fecha a porta.

Gambit: Oi.

Vampira: Você pediu, eu vim.

Gambit: Merci.

Vampira: ...

Gambit: Senta.

Vampira: Não vou demorar muito, Gambit.

Gambit: Mas dá tempo de você sentar um pouco, não dá?

Vampira: Claro.

Ela se senta. Ele também.

Vampira: ... Eu vim porque ainda te amo, Remy.

Gambit: ... Eu... sei.

Vampira: Acho melhor eu ir embora e nunca mais voltar. Isso não é sadio para nós, Gambit. Não podemos viver assim.

Gambit: Shiii. Non, mon couer. Não diga as mesmas coisas que já ouvi inúmeras vezes.

Vampira: O que você quer que diga?

Gambit: Quero que diga que me ama.

Vampira: Isso eu também já disse inúmeras vezes.

Gambit: ... Você não parece bem hoje. Aconteceu alguma coisa que te chateou?

Vampira: Olha, Gambit. Da outra vez eu vim aqui só te entregar o cartão daquela Vera da confeitaria que você não lembra mais. E hoje tudo o que eu tenho a dizer é a mesma coisa que dizia ontem. Não me importo mais se você tem outras mulheres. É claro que sofri em te ver com aquela mulher no teatro...

Gambit: Mas aquela mulher não é...

Vampira: Shiiii. Eu falo! ... Eu sofri, e ainda vou sofrer mais. Mas não posso mais me importar. Nosso relacionamento realmente acabou. Estou te deixando livre para você ter quem quiser.

Gambit: Mas aquela mulher não era nada pra mim. Ela...

Vampira: Não quero saber, Gambit. Só estou dizendo que você está livre pra que ela seja alguma coisa para você. Nós agora só vamos nutrir uma boa amizade um com o outro.

Gambit: Mon amour, você está me deixando livre para eu ter quem eu quiser. E eu estou te deixando livre para que você fique sozinha?

Vampira: O que você quer dizer? ... Ah! Não! Ainda o Magneto na sua cabeça? Meu Deus, pensei que você tivesse superado!

Gambit: Como? Como, se ele é o único capaz de te tocar?

Vampira: Gambit, nós dois não podemos viver juntos. Por isso, acho que se a gente continuar nessa, só vai nos ferir mais ainda. Você livre de mim pode tentar ser feliz. Eu livre de você posso tentar ter paz e encontrar serenidade na minha situação. Não quero saber de Magneto nem pintado de ouro.

Gambit: Que bom. Porque você pode até me deixar livre para eu ter quem eu quiser, mas eu não estou te deixando livre para ninguém.

Vampira sorri amargo.

Vampira: Apesar do egoísmo. Ou melhor, do amor possessivo; isso que você está me dizendo é lei. O que você diz é o que irá acontecer, não porque você permite ou deixa de permitir, mas é porque esta é a minha condição. E porque Magneto pra mim é carta fora do baralho.

Gambit: ...

Vampira: ...

Gambit: Posso te ver de vez em quando?

Vampira: Você não acha que isso é ruim? Afinal, nós temos que esquecer um ao outro.

Gambit: ...

Vampira: hein?

Gambit: Não quero te esquecer, Vampira. Je t´aime.

Vampira: Seja forte.

Gambit: Não quero. Como posso ser forte nessa situação?

Vampira: Eu estou sendo.

Os dois são interrompidos pelo barulho do interfone. Quem seria? Gambit vai ver quem é.

Gambit: Quem é?

Vera: É a Vera. Lembra de mim?

Gambit: Quem?

Vera: Puxa, não lembra de mim? Vera da confeitaria Pão de Mel. Lembra que você já me levou para jantar fora num restaurante japonês chamado Kotobuki?

Gambit olha para Vampira, que começa a se preparar para ir embora, ela até já tinha pegado sua bolsa e colocado no ombro. Ele se encolhe em frente ao interfone, como se estivesse querendo fazer com que Vampira não ouvisse nem visse seu labial.

Gambit: Olha, vai embora. Não lembro de você.

Vampira: Pode deixar quem quer que seja subir, Gambit. Não estou mais no meio da sua vida. Seja mulher, seja homem, deixe subir.

Gambit tampa o interfone com a mão.

Gambit: Não é ninguém, Vampira. É engano.

Vampira: Não me interessa, Gambit. Deixe subir.

Ela se aproxima do interfone para apertar o botão de abrir o portão la em baixo na saída. Ele não deixa que ela aperte o botão.

Vampira: Dá licença? Eu quero ir embora, aperta o botão pra eu sair? Aperta!

Ela empurra a mão dele da frente do interfone e aperta o botão.

Gambit: Non! Volta, mon couer! Não vai embora.

Vampira: Tchau, Gambit.

Ela começa a descer a escada e no meio dela, encontra Vera subindo. Vampira leva um susto ao ver a desconhecida de Gambit indo para o apartamento dele. Ele não disse que não conhecia ela? Como ela sabe onde ele mora? Mas Vampira tenta manter a frieza e a calma.

Vera: Oi!  Tudo bom? Vai sair?

Vampira: Vou. Vou deixar você e meu "irmão" mais a vontade.

Vera: Puxa! Obrigada! De todos os caras que eu já fiquei, nenhum deles teve uma irmã tão legal quanto você. Você é um amor! Olha, depois se ele contar alguma coisa sobre mim ou sobre hoje a noite, por favor, passa la na confeitaria e me conta o que ele diz sobre mim!

Vera só escuta um "Claro, pode esperar por isso!" vindo lá de baixo. E o barulho do portão fechando. Ela encontra a porta aberta e Gambit colocando um sapato no pé para ir atrás de Vampira.

Vera: Ai, que emoção, lindo! Lembra de mim?

Gambit: Não. Não lembro. Vai embora. Vou sair, estou com pressa.

Vera: Eu falei agora com sua irmã na escada.

Gambit: Minha irmã? Mon Dieu! Tenho que ir logo atrás dela.

Gambit arrasta Vera para fora de seu apartamento, mas não tem tempo de fechar a porta a chave. Ela vai levando-a escada abaixo correndo. Ela fica muitíssimo irritada com o tratamento dele.

Vera: Você não era assim!

Gambit: Mudei, ma belle! E nem lembro de você!

Vera: Canalha! Cachorro!

Gambit: Isso eu devo ser mesmo, desculpa.

Vera: Tô indo embora, tchau!

Gambit ainda vê a desconhecida indo embora. Ele resolve andar um ou outro quarteirão para ver se ainda encontrava Vampira. Mas foi inútil, ela já deveria ter voado para bem longe. Ele sobe as escadas do seu prédio desolado. Chegando lá em cima, abre a porta e encontra em pé, na frente da sua cama, a garota de programa Karen "Jessica". Ela estava completamente nua, apenas de salto alto e luvas pretas.

Jessica: Vim pegar minha caixinha preta que você roubou. Trato é trato.

CONTINUA AQUI!

Hosted by www.Geocities.ws

1