O professor Xavier deu 5 dias de folga a todos os x-men. Apenas 5 dias. Até para ver como as coisas iriam se encaixar após esse período. Permitiu que os x-men fossem aonde bem quisessem. Jean e Ciclope já estavam de malas prontas. Vampira e Gambit tiveram que fazer as malas correndo. Bobby Drake decidiu ir a Califórnia para surfar. Quem sabe uma passadinha também no Havaí? Tempestade fez uma cara de que Havaí é muito caro... O professor riu e consentiu. Sam perguntou a ele se poderia ir também.
Bobby: Pode, claro. Mas você é do interior, né, Sam? Não sabe surfar... Talvez se sinta meio deslocado.
Sam: Não, Bobby. Eu aprendo rápido como um míssil.
Bobby: Talvez eu não te dê muita atenção, vou lá rever uma gatinhas, passar horas conversando com aquele ratos de praia...
Sam ficando pensando se um rato de praia iria conseguir conversar com alguém por mais de 10 minutos. Talvez depois desse tempo eles só fossem falando frases que intercalassem brother, irado, houly, suel, ta ligado?
Wolverine: Eu vou pro Canadá. Espero que ninguém se ofereça pra ir comigo.
O professor pensou em dizer que Jubileu tinha ligado e sabia que todos iam viajar, e disse que pra onde Wolverine fosse ela gostaria de ir junto. Mas já que Wolverine foi tão enfático, melhor não dizer nada.
Professor: Bobby e Sam. Jubileu ligou e disse que gostaria de viajar
também. 
Tempestade pensa no quanto essa menina gosta dos x-men. Era muito mais feliz nessa casa do que junto com a rainha Branca. Ela sabe que lá talvez seja o lugar onde ela aprende mais junto com pessoas da idade dela. Mas Sam é quase da mesma idade e é um x-man. Bobby também não é muito mais velho. Jubileu ficaria muito feliz se pudesse voltar.
Bobby: Eu vou ter que levar a Jubileu comigo???
Professor: Eu ficaria feliz se você pudesse.
Bobby passa a mão na cabeça, chega a congelar o cabelo! Passa a mão na calça e congela um pouco do tecido também.
Bobby: Tá, se o Sam quiser também...
Sam: Tudo bem...
Professor: Ótimo. Está decidido. Jean, Scott, Gambit e Vampira vão para Angra dos Reis. Wolverine vai para o Canadá. Bobby, Sam e Jubileu vão para Califórnia...
Bobby: E Havaí!
Professor: ... E Havaí. E Tempestade vai ficar aqui comigo.
Sam: Por que, dona Tempestade? A senhora não quer viajar?
Tempestade: Não, Sam... Não se preocupe. Eu quero ficar, sem contar que o professor sempre precisa de alguém por perto.
Professor: Eu e preciso de alguém poderosa como ela no caso de alguma emergência a respeito desse gueto mutante ou Magneto e suas idéias.
Fera: Tempestade, minha cara, se for pela ajuda ao professor, você bem sabe que eu também ficarei em casa. Já estou acostumado a ajudar nosso querido mestre no que for preciso quando seus braços estiverem cansados.
Professor: Não sou um inválido.
Tempestade: E é por isso mesmo que eu ficarei. Pra vigiar seus exercícios físicos e sua fisioterapia. Pra que você nunca se torne um inválido! Fera, obrigada... Mas é bom que nós dois fiquemos.
Fera: Professor, já que essa maravilhosa casa ficará praticamente vazia, o senhor não se importaria se eu trouxesse Trish para cá algumas vezes, importaria?
Professor: Nunca me importaria, Hank.
Fera: Ótimo, serão minhas melhores férias. Tempo livre para ler tudo o que eu preciso! E Trish bem perto de mim.
No dia seguinte todos saíram bem cedo. Gambit, Vampira, Jean e Scott quase madrugaram. Scott estava sereno, calmo e feliz. Jean um pouco mais agitada. Gambit estava contentíssimo, fazendo muitas piadas pelo caminho, falando muitas frases em francês! Vampira estava meio irritada e grossa. Foram para o aeroporto, não queriam utilizar o Pássaro Negro para essa viagem. Talvez tempestade precisasse dele. Para o aeroporto também foram as pranchas de surf seguidas de Bobby e seu shorts floridos de rato de praia, mais uma animada Jubileu e um tímido Sam. Wolverine disse que ia pro Canadá de Jipe. Essa história de avião é coisa de mariquinha... Dirigir até o Canadá não é nada... O voo da Varig foi Nova York com escala em São Paulo e parada final no Rio de janeiro. Eles estavam muito cansados. Era noite, nem saíram para ver a cidade. Tinham logo que sair do aeroporto Internacional e ir para o Santos Dumond alugar um jatinho que os levassem em meia hora até Angra dos Reis.
Vampira: Eu queria que a gente dormisse aqui no Rio para conhecer a cidade amanhã.
Scott: Depois, Vampira. Fizemos reserva no hotel em Angra. Na volta nós passamos um dia aqui.
Jean: Um dia só?
Scott: Nós só temos 5, Jean.
Voando por cima do litoral fluminense totalmente escuro, eles só viam o breu da noite. Não faziam a menor noção da beleza abaixo do jatinho. Chegaram no Hotel e gostaram da decoração 5 estrelas. Não dava para ver o mar direito por causa da escuridão, mas ainda viam a lua brilhando na água. Era bom ouvir o barulho das pequeníssimas ondas da baía de Angra em todos os lugares do hotel. A piscina ficava ao lado de um deck de madeira com cadeiras de praia e uma barraca de sol. Nossa! Esse deck ficava na altura da água do mar, quem sentasse naquelas cadeiras dalí podia ser volta e meia surpreendido por uma ou outra leve invasão de água marítima em seus pés. Que maravilhoso, imagina isso de dia com sol! Tinha até umas pedras ao lado do deck. Mas eles realmente não viram nada ainda! Os 4 foram dormir, estavam exaustos! Jean e Scott num quarto de cama de casal, Gambit e Vampira num quarto com duas camas de casal. Vampira adormece, e parece que acorda dois segundos depois! Mas já tinham passado muitas horas, o cansaço era tão grande que ela dormiu como uma pedra! Parecia que só tinha fechado o olho e viajado no tempo. Abriu os olhos e os fechou rapidamente! Um brilho forte ofuscava sua vista. Ainda com os olhos apertados, escuta uma gaivota. Várias ondinhas... Uma gaivota e várias ondinhas e mais um brilho intenso! Nossa o que mais apareceria se ela abrisse os olhos??? Abriu e viu pequenas ilhas montanhosas totalmente tomadas de vegetação, em volta delas um mar verde Angra! Limpíssimo, verde, como todas aquelas árvores eram verdes, a gaivota, o brilho do sol na água mais parecia purpurina prata no mar! E bem perto do hotel, ancorado na praia, um lindo saveiro todo branco, que tinha o nome de "dama do mar". Tudo isso ela via da varandinha de porta de vidro aberta do seu quarto. A cortina branca de um tecido levíssimo, mesmo recolhida para o canto, esvoaçava de forma delicada. E na varandinha, um sujeito muito lindo comendo um café da manhã que parecia gostoso. Ela se levanta e vai para varandinha.
Vampira: Bom dia.
Gambit: Bon jour, ma chere. Dormiu bem?
Vampira: Igual a uma pedra.
Gambit: Eu ainda demorei um pouco, me angustiava te ver na cama do lado sem que eu nada pudesse fazer.
Vampira joga o cabelo pra trás, faz uma cara de desdém e encosta no parapeito de madeira para admirar o saveiro.
Vampira: Muda de assunto! ... Admirava a paisagem? Linda ne?
Gambit: Você sempre foi linda dormindo, chere. Eu volta e meia abro a porta do seu quarto na mansão para ficar olhando.
Vampira: Eu disse muda de assunto!
Gambit: É lindo sim, chere. Parece um paraíso. Nunca mais vou dizer que você tem olhos verde esmeralda. Você tem olhos verde Angra!
Ela sorri.
Gambit: Ouvi dizer que vamos pegar esse saveiro aí na praia daqui a meia hora. E que ele vai parar em todas essas ilhas e nós vamos andar por dentro dessas árvores.
Vampira: Ai que lindo! Maravilhoso! Ouviu dizer de quem?
Gambit: Ouvi dizer de Jean que ligou pra cá avisando. Ela e Scott estão tomando café da manhã naquele deckzinho da piscina na beira do mar, Jean gamou no deck.
Vampira: Eu também! Ah... agora que eu estou vendo! No deck também tem um divã de palha trançada com almofadas, além das mesinhas e cadeirinhas de praia! Nossa, dá pra sentar no próprio deck e colocar as pernas no mar!
O passeio foi memorável! Durou o dia inteiro! Foram em várias pequenas ilhas, desceram em algumas, pararam o barco afastado de alguma ilhas e deram óculos de mergulhos a eles! Podiam ver vários peixes coloridos debaixo d´ água! Um dos ajudantes do barco mergulhou fundo e pegou duas estrelas do mar lá em baixo! vampira adorou e Jean também. Gambit fez a mesma coisa e conseguiu mais uma estrela! O ajudante do barco se assustou, achou que Gambit também estava acostumado com mar e mergulhos. Muito enganado, Gambit tinha é uma resistência e força mutante mesmo... Foram num pedaço da ilha grande, inclusive na lagoa azul, que dava pra ver o fundo de tão transparente que estava! Fizeram questão de comer peixe e camarões no restaurante de ilha grande! Nossa, parecia um paraíso! Essa ilha só tem isso, deck para barcos, muitos barcos lindos e restaurantes para as pessoas pararem! Mais nada!
Scott: Ainda não visitamos todas as praias dessa ilha. Ouvi dizer que algumas delas tem gente morando. Até bastante gente numa tal de praia do Abraão. Outras praias são como essa, só barcos e nós! E outras nem isso: só natureza!
Jean: Eu quero visitar as só natureza!
Gambit: Mon Dieu! Eu passei protetor solar e mesmo assim estou todo ardido nos ombros e nas costas!
Vampira: Claro, eu disse que de duas em duas horas você tinha que repor o protetor.
Gambit: Ah que isso, chere? Ninguém faz isso!
Scott: Eu faço e não estou ardido.
Gambit: Você não é parâmetro, seu certinho!
Gambit olha pra Vampira. Ele quase pediu pra que ela passasse protetor nas castas dele. Ela não podia fazer isso, Gambit. Ele fica meio sem jeito, ela percebe. Que fazer?
Gambit: Jean, minha chere, passa pra mim?
Scott: Minha mulher não, Gambit. Te conheço...
Gambit sorri.
Gambit: Que que é issssso?
Scott: Te conheço... Não fica rindo de lado não... Te conheço.
Gambit: Passa você então.
Scott estava pegando o protetor pra passar em Gambit. Mas Remy Lebeau deu uma gargalhada e pulou pra trás. Se esquivando de Scott rindo muito.
Gambit: Fala sério, eu tava só brincando! Sai pra lá!
Scott: É, engraçadinho, comigo você não quer! Agora você vai ver, vou passar isso em você!
Gambit: Sai pra lá que eu não gosto de barba!
Gambit ainda tentou se esquivar de Scott, mas estava rindo tanto que acabou sendo pego por ele e buzuntado de protetor nas costas. Jean e Vampira aproveitaram para brincarem com eles.
Vampira: Ah, mas que cena memorável! Vou tirar uma foto!
E tirou!!!
Scott e Gambit: Não!!!
Jean fica rindo!
Jean: Wolverine vai amar essa foto, Gambit! Ele vai comprovar o que sempre disse dos homens daquela casa!
Gambit: A reputação do seu marido também está em jogo, chere.
Scott dá um empurrão em Gambit de leve e esfrega a mão na sunga fazendo argh, que nojo com a boca.
Scott: Ela conhece minha reputação, Gambit.
Ficaram brincando e viram que quase todos os outros hóspedes do hotel já tinham voltado para o saveiro! Saíram correndo para que o saveiro não lhes deixassem naquela parte da ilha! Fizeram a viagem de volta para o hotel de forma tranqüila, vendo as pequeníssimas ilhas que passavam ao lado do saveiro. Vendo o entardecer, já anoitecia. O céu ficou laranja, depois ficou rosa com laranja, depois foi ficando lilás, do lilás passou para o lilás escuro e dali foi escurecendo... Jean, que repassou todas as vezes o protetor solar também acabou ficando ardida. Era muito branquinha. Ela tomava todo cuidado, com chapéus e protetor fator 50, ruivas ficam cheias de sardas, ela não gostava disso. Também tinha medo de ficar com o cabelo abóbora, com sardas até nos lábios e nos seios. Às vezes colocava a canga na cabeça como uma muçulmana, motivo de riso para os outros. Ela dava a língua para eles e ria também. Esses 4 x-men repararam que quase todos no barco e nos restaurantes olhavam muito pra eles. Eram os 4 mais altos do que a média, mais fortes, mais bonitos... As vezes até um ou outro só ficava olhando para a ruiva e ria, ou fazia cara de quem não sabiam, como se travassem uma conversa com ela no silêncio... O pessoal no barco estranhava. Gambit brincava com aqueles espaguetes de piscina que tinham no barco, como se fosse um bastão de artes marciais... O pessoal do barco estranhava... Uma vez, a portinha que dava para o fundo do barco estava emperrada e o pessoal não conseguia abrir. Vampira abriu com uma escostadinha. O pessoal do barco estranhou... Bom... chegaram no hotel já de noite escura! E o que descobriram??? Que no restaurante do hotel tinha um pequeno palco, onde tocava um pianista, um saxofonista e um baterista. E eles pediam que aqueles que comiam no restaurante volta e meia subissem para cantar alguma coisa enquanto eles tocavam no fundo! Nossa, era uma algazarra! Muitas músicas horríveis (não pelos músicos, mas pelos cantores!!!) mas as gargalhadas pagavam tudo! Nenhum dos 4 queria subir! Já bastava uma família de argentinos que pagava o maior mico! Só a filha do casal cantava bem! Mas era uma diversão! Jean sabia o quanto Scott cantava bem! Os outros x-men nem suspeitavam disso, Scott sempre foi tão reservado! Mas para Jean às vezes ele cantava, e tinha uma voz linda!
Jean: Sobe lá, querido!
Vampira: Aha ha ha ha ! Vai pagar o maior mico! MÍ - CÔ!
Jean: Não vai não! Vocês vão ter uma surpresa!
Vampira: Ruim! Uma surpresa ruim, só imagino o Scott cantando!
Gambit: Mon ami, não se deixe abater pelas críticas! Eu te dou a maior força, vá e me deixe rir um pouco!
Scott resolveu se soltar um pouco. ia provar que cantava bem, apesar das aparências enganarem. Sobe no palco, conversa um pouco com os músicos em reservado. Se escuta uma ou outra nota musical do pianista dizendo assim, assim. E Scott foi para o meio do palco. As pessoas no restaurante gritaram uhúuuu! Uma garota ainda gritou "vai gostoso!" que Jean não entendeu o que era já que foi gritado em português! Mas fez questão de invadir a mente dela e ver o que era gostoso! Ah! Ficou indignada! Fez-se o silêncio após os uhúuu e Scott começou junto com os músicos.
Scott: Maybe I didn't treat you \ Quite as good as I should have _ Talvez eu não tenha te tratado da forma como eu deveria
Um silêncio de olhos arregalados em todos do restaurante! E todos gritaram uhúuuu mais fortemente! Ele cantava muito bem, Gambit e Vampira estavam admirados. Scott continuava olhando fixamente para Jean, as vezes apontando pra ela. Todas as moças do restaurante perceberam que ele cantava para a ruiva sentada na mesa perto do palco.
Scott: Maybe I didn't love you \ Quite as often as I could have \ Little things I should have said and done \ I just never took the time - Talvez não tenha te amado tanto quanto poderia, pequenas coisas que eu podia ter dito ou feito, mas eu nunca encontrava tempo
Ele dá uma parada, enche os pulmões de ar e canta alto e bonito:
Scott: You were always on my mind \ You were always on my mind!!!!! - Você esteve sempre em meus pensamentos
Jean fica toda vermelha! Vampira diz: "Aeeee, Jean! Marido apaixonadooo!"
Gambit: O problema é que Elvis é muito brega.
Jean: Eu gosto.
Scott: Tell me, tell me that your sweet love hasn't died \ Give me, give me one more chance \ To keep you satisfied, satisfied
Vampira: Depois vai você cantar, Gambit.
Gambit: Moi?
Scott: If I make you feel second best \ Girl, I'm sorry I was blind, You were always on my mind!!!!
Scott termina de cantar e é extremamente aplaudido! O pianista chega a pegar o microfone e dizer: foi o primeiro dessa noite! O primeiro a cantar bem. Scott volta pra mesa encabulado.
Vampira: Que surpresa, Scott! Quem diria!?
Gambit: As gatinhas vem aqui depois pedir seu telefone pra contato! Eu posso ser seu agente se você não quiser muito contato com as fãs.
Vampira pisa no pé de Gambit!
Jean: Apago as mentes delas!
Scott: Vai você agora pagar mico, Remy.
Gambit: Non...
Jean sorri e diz que vai forçá-lo a ir. Gambit pede
para que ela não faça isso. Mas Jean queria se divertir um pouco e comanda a
mente dele a se levantar da cadeira e se dirigir ao palco. Gambit estava com uma
dupla consciência nesse momento, ele ria nervoso dizendo que não queria ir,
mas seu corpo andava ao palco. Ele ainda disse: Chere, você ainda vai se ver
comigo! Jean ri mais ainda! Chegando ao palco, Jean libera a mente dele. Mas
como já estava lá, que pagasse o mico! Ele perguntou aos músicos se eles
tinham um violão. Tinham sim. Gambit pegou o violão, puxou um banquinho, botou
o microfone na frente. Disse que ia fazer a capela, não queria ninguém tocando
com ele. Os músicos aproveitaram para relaxarem um pouco e assistirem a ele. O
violão dele começa! Bem, tocar ele tocava! Ele, de olhos bem fechados, ia
tocando e cantando baixo, com muito sentimento. De repente, aumenta a voz e olha
intensamente pra Vampira com olhos marejados:
Gambit: I need you by my side to tell me it´s all right, cause I don´t think I can take it anymore...
Pausa no violão. Pausa na voz. Puxa o ar e o violão volta! E seu rosto se torna depressivo enquanto canta o refrão:
Gambit: Is this love, that I ´m feeling? Is this the love... that I ´ve been surching for? Is this love? Or am I dreaming? This must be love, cause it really got a hold on meeeee.... pausa a hold on me.... ( baixinho quase chorando)
I can´t stop the feeling I ve been this way before, With you I found the key to open the door, I can feel my love for you going strong day by day ! I can´t wait to see you again, so I can hold you in my arms.... longa pausa... respiração que busca forças, e de repente: Is this love, that I ´m feeling? Is this the love... that I ´ve been surching for? Is this love? Or am I dreaming? This must be love, cause it really got a hold on meeeee.... pausa a hold on me....
Vampira levanta da cadeira meio atordoada e foge. Jean tenta segurá-la mas Scott pede para Jean não fazer nada. O restaurante fica em silêncio. Todo mundo um pouco sem graça com o sentimento dele na música e a fuga da moça para quem ele cantava. Gambit abaixa a cabeça, mas alguém lá trás grita: Muito bem! Whitesnake é bem melhor do que Elvis! Gambit sorri, alguém reconhece que Elvis era brega como ele disse... Gambit vai para a mesa meio cabisbaixo. Uma brasileira se levanta, vai para o palco e começa a cantar Bem que Se Quis como Marisa Monte. Finalmente uma música em português...
Gambit: Eu vou lá fora procurá-la.
Jean: Ela está naquele pequeno deck perto da piscina.
Gambit: Eu já imaginava.
Mal dava para ver o mar por causa da escuridão. Ela não se importava, só queria ver a lua refletida na água e pensar. Gambit se aproxima.
Gambit: Ça bien, chere?
Vampira: Não, não estou bem. Pensei que pudesse vir aqui tirar umas férias de tudo. Mas fui burra, deveria ter acreditado no que eu disse desde o início: vir aqui só iria me machucar mais.
Gambit: Que foi que eu fiz de errado dessa vez?
Vampira: Ter tocado e cantado Is This Love? daquela forma.
Gambit: Belle, eu tenho uma coisa muito importante para te dizer. Era por isso que eu quis tanto que você viesse nesse passeio.
Vampira: O que? O que pode ser tão importante? Dizer que vai ficar com outra não é... Eu vi como você cantou pra mim...
Gambit: Não é isso mesmo. Eu só preciso que você tenha muita calma. Não tente me bater, não fuja, não grite, não recuse sem ao menos pensar, chere.
Vampira fica assustada. O que seria?
Vampira: Fala! O quê que é?
Gambit tira do bolso uma caixinha preto com um código. E de dentro da caixa tem uma estranha pulseira.
Vampira: Que pulseira é essa?
Gambit abaixa a cabeça, implora ao Dieu dele que ela não chute a pulseira no mar...
Gambit: É uma pulseira inibidora de poderes. Igual aquele colar.
Vampira fica atordoada. Olhando, não acreditando... Com medo de chegar perto... Ela por fim fala muito entristecida.
Vampira: Eu não sei como você tem coragem... Não sei mesmo... Nem como o Forge depois de tudo que aconteceu também teve coragem de fazer outro objeto inibidor de poderes. Vocês dois não pensaram em mim...
Gambit: Chere, não fala assim... Eu tive que implorar muito para que ele fizesse esse colar, é óbvio que eu só pensava em você.
Vampira: Acho que você não entendeu o que aconteceu comigo por causa daquele colar. Se entendesse não me viria com isso!
Ela agora grita chorando.
Vampira: Pois se não fui eu mesma que quebrei o outro colar!!!?????
Senta no deck chorando.
Vampira: E ainda me mostra a droga da pulseira pra me deixar pior!!! Que ódio de você!
Gambit: Chere, não precisa ter medo. É uma pulseira. Não é mais um colar. Se alguma coisa acontecer, mas não vai acontecer de novo, você bate com o braço em qualquer parede que isso quebra! É fácil de quebrar, mais fácil de tirar! Não é uma coleira!
Ela se apóia nele enquanto se levanta.
Vampira: Se soubesse o que eu passei, entenderia porque eu não aceito isso... É tão perigoso, é absurdo! Aquela organização queria produzir isso em massa para comandar a todos nós! Será que você não percebe isso?
Gambit: Eu só percebo que eu te amo, só percebo que esse daqui não vai te causar nenhum mal. Nem a você e nem a nenhum outro mutante. Essa pulseira é facilmente quebrável.
Vampira: Eu não quero sofrer de novo.
Gambit: Você não vai, ma belle.
Vampira: ...
Gambit: Me deixa te fazer feliz?
Vampira: É um risco para mim, e é um risco para os mutantes que algo como isso exista. Eu devia quebrar essa droga!!!
Gambit: Você devia me deixar colocar isso no seu pulso e me dizer o que acha a respeito de quebrá-lo ou não...
Vampira: ...
Gambit: Aceita?