La Luna

Parte2


A criatura podia ser forte, mas Sarah era mais rápida. Num gesto defensivo, ela o empurra para longe com os pés, fazendo-o cair metros a sua frente, mergulhando dentro de uma núvem de neblina espessa... É quando ouve tiros vindos de uma parte escura da mata, de alguém detrás das folhagens.


Ela senta num sobressalto para observar o que a atacou: camuflado pela neblina, parecia um lobo, só que três vezes maior. Tinha um furo de bala em seu corpo peludo e ainda assim, permanecia vivo. Soltando um rosnado, ele foge ferido por entre as árvores feito um “gatinho assustado”. Sarah tira o capacete, com o coração a mil e a respiração ofegante. Só então, vê um homem alto, de olhos azuis, com uma arma especial na mão, vindo em sua direção. Ele pára a sua frente e pergunta sério:

-Foi mordida?

Sarah olha para si mesma por um segundo, para se certificar de que está inteira, e diz:

-Acho que não.

Sem mais perguntas, ele estende a mão direita para ajudá-la a se levantar. Devia ter uns 30 anos e usava uma sobrecapa preta que o deixava com ar de mistério.



-O que era aquilo? - pergunta Sarah já de pé, batendo na roupa a fim de tirar a poeira.

-Na certa, um bicho-preguiça que caiu de alguma árvore – diz ele saindo em direção a moto vermelha largada no chão.

Sarah corre e se põe na frente dele, indignada:

-ESPERA!... Aquela coisa me atacou! - ela pressiona o capacete rasgado contra o peito dele. - Acha que um bicho-preguiça faria isso?

O homem olha para o capacete todo estragado, com três marcas de garras profundas, depois, olha para Sarah e argumenta:

-Você deve tê-lo assustado. Ao invés de fazer tanto barulho por aí, por que não vai pra casa?

-Adoraria! Acontece que estou perdida! - ela rebate.

Sem levá-la a sério, ele desvia dela e se curva diante da moto, colocando-a de pé. Ainda em dúvida, Sarah indaga:


-Quem é você?

O forasteiro volta-se para ela e responde num tom grave:

-Angelov.

Nisso, eles ouvem um uivo alto e agudo, similar ao de um lobo, só que bem mais assombroso. Num tom receoso, Angelov senta na moto dela e avisa:

-Está chamando os outros... Temos que sair daqui!

-Por que a pressa? - ela senta atrás dele e segura em seu quadril. - Se forem mesmo bichos-preguiças vvão demorar anos pra chegarem até nós.

Angelov nada fala. Apenas se limita a acelerar rumo a cabana escondida no meio do bosque... Enquanto guiava a moto por uma trilha escorregadia, torcia para que “nenhum deles” cruzasse o seu caminho...


Parte3


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