Esses desenvolvimentos nos oferecem a promessa de reconectar caminhos neurológicos quebrados para pessoas com dano no sistema nervoso e ferimentos na coluna vertebral. Havia muito tempo que se acreditava que isso só seria realizável em pacientes feridos recentemente, uma vez que os nervos gradualmente se deterioram se não utilizados. Uma descoberta recente, entretanto, mostra a possibilidade de um sistema neuroprostético para pacientes com antigas lesões na coluna vertebral.
Pesquisadores na Universidade de Utah pediram a um grupo de quadriplégicos de longa data que movessem seus membros em um certo número de modos e então observaram a resposta de seus cérebros por meio de ressonância magnética. Apesar de os caminhos neurais para seus membros estarem inativos havia anos, o padrão de atividade cerebral quando tentavam mover seus membros se mostrou muito próximo do observado em pessoas que não portam deficiências físicas. Seremos capazes, portanto, de colocar sensores no cérebro de uma pessoa paralisada, que serão programados para reconhecer os padrões cerebrais associados com os movimentos desejados, podendo então estimular a sequência apropriada de movimentos musculare. Para pacientes cujos músculos não mais funcionam, já há projetos de sistemas "nanoeletromecânicos" (NEMS, em inglês) que podem se expandir e contrair para substituir músculos danificados e podem ser ativados por nervos reais ou artificiais. Estamos ficando cada vez mais íntimos de nossa tecnologia
Autor do texto: Ray Kurzweil dirige o grupo Kurzweil Technologies e e autor de, entre outros, "The Age of Intelligent Machines" (MIT Press).
Este texto foi veiculado originalmente no site http://www.kurzweilai.net/ (February 17th 2003)