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Tudo sobre as motos da categoria 600cc
Hoje, há dez modelos sendo oferecidos ao consumidor, entre trails, que encaram qualquer tipo de aventura, e as nakeds, motos nuas, sem carenagem. Isso sem falar nas superesportivas. O time das mais “desejadas” do Brasil é formado por Honda Hornet, Kawasaki ER-6n, Yamaha XT 660R e XJ6 (N e F), Suzuki Bandit 650 (N e S) e V-Strom 650. Os lançamentos mais recentes desta categoria são a BMW G 650 GS, montada em Manaus (AM) pela Dafra, e a Kawasaki Versys, que chega em junho e será a concorrente direta da dual porpuse da Suzuki. Os preços variam entre R$ 25.550 (ER-6n) e R$ 36.680 (Hornet, com sistema de freios ABS).
Ou seja, um crescimento de 43% em três anos. Parece pouco se compararmos com o volume de motos de 150 cc vendidas mensalmente, que tem 88% de todo o mercado nacional. Mas o mercado acima de 400cc já representa 2% do total de motos comercializadas no Brasil, segundo pesquisa da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas. Vale ressaltar que este é o segmento que mais vem crescendo em todo mundo.
Antes do lançamento da CB 600F Hornet, a Honda fez uma ampla pesquisa de mercado. Os dados mostraram que teríamos um bom resultado de vendas. A moto tem outras características marcantes além do motor; um belo design e grande esportividade”, conta Guedes Jr, dizendo que a marca abriu as pontas deste segmento para o público e que ampliou sua base década após década. “Houve ainda uma expansão natural e um amadurecimento do mercado brasileiro”, completa.
A recém lançada XJ6 é uma moto mais comportada, de construção ciclística tradicional que tem agradado muito o motociclista que quer uma moto bonita, confortável, fácil de pilotar e com um motor mais manso e preço mais acessível. A XJ6 tem 77 cv de potência máxima e custa R$ 27.500, enquanto sua antecessora FZ6, tinha 98 cv e custava cerca de R$ 32.000.
Segundo o responsável pelo marketing da Kawasaki, a estabilidade econômica e o aumento da renda do brasileiro têm impulsionado as vendas de modelos de maior valor agregado. “O motociclista está mais exigente e, consequentemente, busca produtos de uma categoria superior”, explica Ricardo Suzuki. Só por curiosidade, a Kawasaki já produz três modelos em Manaus (AM): Ninja 250, a ER-6n e a Z 750. No total, são 700 unidades/mês.
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