Lohengrin - Ópera romântica do compositor alemão Richard Wagner (1813-1883) escrita em 1848 e estreada em 1850, em Weimar, numa produção de Franz Lizt. Baseia-se numa versão germânica das lendas populares do Rei Artur, cujo herói é Lohengrin, filho de Parsifal, o cavaleiro do Santo Gral. Um barco puxado por um cisne leva-o a Antuérpia, onde salva uma dama da nobreza, Elsa de Brabant, dos seus perseguidores. Casam-se mais tarde - onde surge a marcha nupcial - com a condição de que ela jamais lhe perguntasse o seu nome ou qual era a sua origem. Elsa não cumpre o voto e Lohengrin desaparece.
Sonho de uma Noite de Verão - Peça dramática do compositor alemão Felix Mendelssohn (1809-1847), um dos expoentes do romantismo musical na Europa durante o princípio do século XIX. A sua abertura, considerada magistral, foi escrita quando contava apenas com 17 anos. Mas virá a completar a obra sómente 17 anos mais tarde, quando então compõe a Marcha Nupcial, que tornou-se célebre e popular através dos tempos. Baseia-se na comédia de William Shakespeare (1564-1616) de mesmo nome, escrita por volta de 1595-96. Conta as aventuras de dois casais de jovens nobres, num mundo de fantasia, onde se misturam a realidade e os sonhos.
Lucia de Lamermoor - Uma das mais importantes óperas do compositor italiano Gaetano Donizetti (1797-1848), que dedicou-se exclusivamente a este estilo musical. Baseia-se no romance A Noiva de Lamermoor, escrito em 1819 por Sir Walter Scott (1771-1822), uma das figuras de maior relevo do romantismo na literatura britânica. Num acesso de loucura, Lucia de Lamermoor assassina na noite de núpcias o marido com quem fora obrigada a casar pelo irmão, um nobre escocês. Amava Edgardo, um seu inimigo, que ele soubera ardilosamente afastar da irmã. Lúcia comete suicídio em seguida, fazendo o mesmo Edgardo quando inteira-se da tragédia.