1915
- Janeiro:
A tia Anica parte para a Suíça, e Fernando Pessoa, completamente desamparado da família, é recolhido num quarto de empréstimo, na Leitaria Alentejana, à Rua Almirante Barroso, 12.
Fernando Pessoa escreve, em inglês, o poema Antinous.
- 20 de Fevereiro:
Deve ter entrado no prelo o primeiro número do Orpheu.
- 25 de Fevereiro:
Publica na Galera, de Coimbra, o artigo Para a Memória de António Nobre.
- Abril:
Sai o primeiro número do Orpheu.
Sá-Carneiro, que está em Lisboa, publica Céu em Fogo.
- 8 de Abril:
Aparece em O Jornal, gazeta de Boavida Portugal, a primeira crónica de Fernando Pessoa, Crónica da Vida que Passa.
- 11 de Abril:
Segunda Crónica da Vida que Passa.
- 18 de Abril:
Terceira Crónica da Vida que Passa.
- 21 de Abril:
Quarta Crónica da Vida que Passa.
- 22 de Abril:
O Jornal publica o protesto dos chauffers de Lisboa contra uma das crónicas de Pessoa, e este é expulso da redacção de O Jornal.
- 13 de Maio:
No panfleto Eh Real!, de João Camoesas, Fernando Pessoa publica o artigo O Preconceito da Ordem.
- 11 de Junho:
Escreve a Ode a Walt Whitman
- Julho:
Publica-se o segundo número do Orpheu.
- 6 de Julho:
Envia ao jornal A Capital, assinada por Álvaro de Campos, uma carta a propósito da local publicada na mesma folha sobre um anunciado espectáculo "futurista", onde faz referências irritantes ao desastre de que fora vítima o Dr. Afonso Costa.
- 7 de Julho:
Os demais colaboradores do Orpheu dirigem-se a
A Capital, desaprovando a carta de Álvaro de Campos.
- 7 de Julho:
Alfredo Pedro Guisado e António Ferro escrevem a O Mundo desligando-se do Orpheu.
- 11 de Julho:
Mário de Sá-Carneiro regressa, precipitadamente, e incógnito, a Paris.
- Agosto:
Intensa actividade dos heterónimos.
- Setembro:
Fernado Pessoa traduz, para a Livraria Clássica, o livro Compêndio de Teosofia, de C. W. Leadbeater, primeiro da Colecção Teosófica e Esóterica, para a qual traduzirá diversos outros volumes.
- Novembro:
Morte, possível, de Alberto Caeiro.
- Dezembro:
Adoece, em Pretória, vítima de uma apoplexia, D. Maria Madalena, mãe do poeta.
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