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                        Reflexões académicas
 
 
 Como recentemente passei a integrar a direcção de um núcleo académico, surgiu-me a ideia de replicar uma ideia chave que surgiu num artigo do ex-ministro da Saúde, em que se tentava enumerar uma lista de princípios e metas a atingir, num tom imparcial, sem a excessiva diplomacia que muitas vezes os discursos oficiais têm.
 Assim sendo, de seguida se apresenta aquilo que eu intitulo de breves reflexões académicas, sob a forma de objectivos concretos a atingir:
 
1) Elaborar um plano de actividades exigente mas realista, para nunca cair na artimanha, tantas vezes repetida, de traçar metas utópicas apenas para satisfazer o marketing académico.

2) Separar claramente as actividades da praxe académica das da associação. De facto, todos têm direito a serem defendidos, mesmo aqueles que não concordem com as regras estabelecidas no código de praxe.
 
3) Tentar minimizar ao máximo as lutas internas de luta pelo poder, que muitas vezes são incentivadas pelas “J’s” partidárias.

4) Elevar as tomadas de posição para o campo formal para que possam ter impacto nas pessoas e instituições que, de facto, decidem o futuro dos universitários. Quantas vezes os dirigentes académicos, na sua sede de popularidade, confundem irreverência com estupidez?

5) Como eu já observei na Associação Académica de Medicina Dentária da Universidade do Porto, a ânsia de vencer eleições é apenas a consequência de algo mais profundamente enraizado nalgumas mentes: dinheiro. Por ele se luta, devido a ele se criam intrigas e com ele se esfumam os ideais românticos que se julgam estarem presentes em todos os jovens. Sendo assim, a transparência das contas é basilar para afastar qualquer suspeita.
 

Confesso ao leitor que, ao reler estes cinco pontos me assalta aquilo que uns chamarão de pessimismo fatalista, e que outros afirmarão ser realismo objectivo: quem tornar realidade estas reflexões académicas, poderá sobreviver ao escrutínio das urnas?
Apenas o futuro pode responder a esta questão.
 

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