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Crónica |
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A chuva banha a cidade.
Sigo pelas ruas vazias.
O cinzento não é novidade,
nem o meu mar de ideias.Os ponteiros giram,
ociosos.
Os carros passam
ruidosos.No transporte entro,
A cena é repetida:
Caras fechadas
numa alegria sumida.Da febre consumista
Somente fica a aparência.
(nesta teia conformista
de nada vale a essência).À noite,
O som martelado
embala
a geração sem ideal.
Mas com o perigo aqui ao lado,
O amanhã será fatal.
Luís M.