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Parque Nacional Serra dos Órgãos

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O Parque

O Parque Nacional Serra dos Órgãos (PARNA/SO) é uma Unidade de Conservação de Uso Indireto, ou seja, é de proteção integral dos recursos.

Sua administração localiza-se a cerca de 1000m de altitude, na entrada da cidade de Teresópolis, a 150Km do Rio de Janeiro, abrangendo os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim.

Sua área é de aproximadamente 11.000 hectares, situada entre os paralelos 22 24'_Sul e os meridianos 45 06' e 42 69' W. Gr. , alcançando um perímetro de 87Km.

Seu relevo montanhoso pertence ao maciço da Serra dos Órgãos que faz parte da Serra do Mar. As rochas da região são constituídas essencialmente de gnaisse e granitos da Era Proterozóica com idade  estimada do Período Cambriano. Apresenta grande diversificação em tipos de solos: o grupo de latossolos (amarelo, vermelho-amarelo, distrófico e vermelho) cobrem a maior parte da área apresentando perfis bastante profundos; O litossol se restringe à pequenas áreas de maiores altitudes constituindo-se em solo muito raso e os solos hidromórficos são encontrados ao Sul dos limites, nas regiões mais próximas da faixa litorânea, apresentando relevo mais suave.

Na região do Parque predomina o clima tropical de altitude. A precipitação anual está em torno de 2.000 a 2.500mm. A média de umidade relativa do ar se mantém entre 78-88%.

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A História

A colonização da região da Serra dos Órgãos iniciou-se em 1564 quando Simão da Mota recebeu 600 braças ao longo da água e 1.000 braças terra adentro, na foz de Magé. Em 1632 foram concedidas 6.000 braças pelo Rio Magé acima até a Serra dos Órgãos.

Com o ciclo do ouro houve grande movimento migratório para Minas Gerais e, em 1700 foi aberta uma estrada direta unindo Vila Rica a São Sebastião do Rio de Janeiro. A partir de então a região passou a ser denominada Fazenda Santo Antônio ou Sant'Ana do Paquequer, abrangendo hoje grande parte da área ocupada pela cidade de Teresópolis.

Em 1845 foi estabelecida a Barreira da Serra do Couto, no local ainda hoje denominada Barreira do Soberbo, que se encontra em área do ParNa/SO.

Em 1855 a região é elevada à categoria de freguesia e passa a denominar-se Freguesia de Santo Antônio de Paquequer ou Teresópolis, em homenagem à Imperatriz Teresa Cristina, que juntamente com seu marido D. Pedro II visitou por por várias vezes a região.

Em 1890 é formada a Companhia de Estrada de Ferro Teresópolis, objetivando a ligação do Porto de Piedade, na Baía de Guanabara ao planalto teresopolitano.

Em 6 de julho de 1891 um grupo de botânicos chefiados pelo inglês George Gardner, chegam à Pedra do Sino.

Em 8 de abril de 1912 é realizada a primeira ascensão ao Dedo de Deus por brasileiros estimulados pelas tentativas infrutíferas de estrangeiros que aqui teriam vindo com esse propósito. Entre os vitoriosos estavam José Teixeira Guimarães, José Américo de Oliveira Júnior, Accácio Américo de Oliveira, Alexandre José de Oliveira e Raul Carneiro.

Em 1913 é criada a prefeitura Municipal de Teresópolis cujo primeiro prefeito foi o Coronel Sebastião da Fonseca Teixeira.

O Parque Nacional Serra dos Órgãos foi criado pelo Decreto Federal nº 1.822 de 30 de novembro de 1939, compreendendo parte das fazendas Barreira e Garrafão. O limite inferior do Parque é a margem do Rio Paquequer, cerca de 1500 metros de seu ponto inicial.

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A Fauna

Até os 1800m de altitude, a fauna do Parque apresenta, entre os primatas: o macaco prego (Cebus apella), o mono-carvoeiro (Brachyteles arachnoides), o sagui (Callithrix aurita) e o bugio (Allouata fusca).

Entre os marsupiais, podemos encontrar gambás (Didelphis aurita e Didelfis marsupialis), cuíca marrom (Metacmirus nudicaudatus), cuíca de quatro olhos (Philanter frenata), cuíca pequena (Marmosops incanus) e a cuíca de três listras (Monodelphis americana).

Entre os roedores: Amondon serrensis e Amondon montensis, Traptomis nigrita, a paca (Agouti paca), a cotia (Dasyprocta agouti) e o caxinguelê (Sciurus ingrami).

Entre os lagomorfos: o tapiti (Sylvilagus brasiliensis).

Entre os perisodáctilos: a desaparecida anta (Tapirus terrestris) e os porcos do mato (Tayassu pecari e Tayassu tajacu).

Entre os edentados as preguiças (Bradypus variegatus e Bradypus torquatus), o tatu (Dasypus novemcinctus) e o tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla).

Entre os carnívoros: os mustelídeos quati (Nasua nasua), a irara (Eira barbara) e o furão (Grison sp.); os procionídeos jupará (Potos flavius) e o guaximim (Procyon cancrivoros); os felinos jaguatirica (Felis pardalis), jaguarundi (Felis yagouaroundi), a suçuarana (Felis concolor), entre outros.

Entre a avifauna podemos encontrar o macuco (Tinamus solitarius), o jacuaçu (Penelope obscura), o periquito rico (Brotogeris tirica), o pica-pau da testa pintada (Veniliornis maculiforons), o beija-flor rubi (Clytolaema rubricauda), a garrincha chorona (Schizoeaca moreirae), o trepador de coleira (Anabazenops fuscus), o formigueiro assobiador (Myrmeciza loricata), a saudade (Tijuca atra), o capitão de saíra (Attila rufus), a saíra da serra (Tangara desmaresti), o sanhaço de encontro amarelo (Thraupis ornata) e de encontro azul (Thraupis cyanoptera), além de várias corujas, bacuraus, tucanos, araçaris e muito outros.

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A Flora

Na Mata Atlântica do Parque podemos encontrar os seguintes tipos de vegetação:

- Floresta Pluvial Montana: Localiza-se aproximadamente entre 400 e 1800 m de altitude, exibindo fisionomia alta (30-40m) e densa. Nela podem ser encontradas árvores perenifólias adaptadas ao clima chuvoso e úmido, além de inúmeras epífitas e lianas. 

A partir de determinada altitude a floresta começa a sofrer transformações, tais como a diminuição do porte das árvores, diminuição da vegetação epífita e aumento da rupícola, solos mais secos e aumento da vegetação esclerófila.

- Floresta Pluvial de Altitude: Localiza-se aproximadamente entre 1800 e 2000m de altitude, apresentando vegetação transitória entre a floresta pluvial montana e os campos de altitude. 

- Campos de Altitude: Localiza-se acima dos 2000m de altitude, apresentando relevo acidentado, solo raso e turfoso. A vegetação é representada principalmente por gramíneas (Cortaderia modesta e Chusquea pinifolia), bromélias (Vriesia imperialis), liquens (Usnea aspera e Usnea jelskii), vários musgos e orquídeas (Sophronitis coccinea), além de plantas insetívoras (Drosera villosa).

Em tal região se encontra grande parte das espécies vegetais endêmicas para a Serra dos Órgãos.

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As Famílias Botânicas

ABAIXO ESTÃO EXPOSTAS AS FAMÍLIAS BOTÂNICAS MAIS SIGNIFICATIVAS DO PARQUE, ASSIM COMO SEUS RESPECTIVOS GÊNEROS MAIS EXPRESSIVOS

Divisão Bryophyta

Polytrichaceae, Sphagnaceae, Anthocerotaceae e Marchantiaceae.

Divisão Pteridophyta

Cyatheaceae (Alsophila, Cyatea e Dicksonia), Gleicheniaceae, Lycopodiacaea, Polypodiaceae (Adiantum Asplenium, Nephrolepis, Polypodium e Pteris), Schizaceae (Anemia e Lygodium) e Sellaginelaceae.

Divisão Angiospermae

Acanthaceae (Aphelandra, Justicia, Ruellia, Thumbergia), Apocynaceae, Begoniaceae (Begonia), Bignoniaceae (Adenocalymma, Arrabidaea, Cybistax, Jacaranda e Tabebuia), Bombacaceae (Chorisia), Cactaceae (Rhipsalis, Schlumbergera), Cecropiaceae, Compositae (Bidens, Piptocarpha, Senecio, Stevia, Stifftia, Vernonia e Wedelia), Convolvulaceae (Ipomea), Crassulaceae (Bryophyllum), Droseracea, Ericaceae, Euphorbiaceae (Alchornea, Croton, Euphorbia e Hieronyma), Guttiferae (Clusia), Labiatae (Salvia), Lauraceae (Nectandra, Ocotea, Persea), Lecythidaceae (Cariniana), Leguminosae (Cassia,  Bauhinia, Dalbergia, Erythrina, Inga, Mimosa, entre outros), Lentibulariaceae (Genlisea e Utricularia), Loranthaceae (Phoradendron e Struthanthus), Malpiguiaceae, Malvaceae, Melastomataceae (Leandra, Miconia e Tibouchina), Meliaceae (Cedrela, Cabralea e Guarea), Moraceae (Coussapoa, Ficus e Sorocea), Myrtaceae (Eugenia, Myrciaria) , Passifloraceae, Rubiaceae (Bathysa, Guettarda, Psychotria), Vochysiaceae, Araceae, Bromeliaceae (Aechmea, Neoregelia, Bilbergia, Nidularium, Pticairnia, Tillandsia e Vriesia), Orchidaceae (Cattleya, Epidendrum, Laelia, Oncidium, Sophronitis e Vanilla), Palmae (Euterpe e Geonoma), Velloziaceae (Barbacenia e Vellozia) e Zingiberaceae.

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