Sr.
Josiel Teli
Shalom
Aleichem !
Continuando
nossas considerações sobre vossa pesquisa, estamos intercalando ao longo de todo
este artigo, apenas 03 comentários que se encontram em verde, logo abaixo dos
tópicos que achamos mais oportuno.
O Juízo
Investigativo na Bíblia - 7
“UMA VEZ POR
TODAS”
Que YHWH te abençoe e te
guarde...
Esta expressão corresponde à tradução de
uma única palavra (advérbio) da Língua Grega: εΦάπαξ – ephápax. Ela ocorre 05 (cinco) vezes em 03 (três)
Epístolas. A primeira ocorrência dela no que se chama Novo Testamento é em Rom.
6:10. Nesta referência, a Versão Almeida Revista e Atualizada traduziu o
advérbio pela expressão “de uma vez para sempre”. A segunda ocorre em
1Cor. 15:6. Aqui foi traduzida por: “de uma só vez”. As outras
ocorrências: Heb. 7:27; 9:12 e 10:10, foram traduzidas por: “uma vez por
todas”.
ROMANOS 6:10
Agora, analisando o contexto de cada
verso, entendemos perfeitamente o sentido que foi dado pelo apóstolo Paulo em
Romanos e na primeira Epístola aos coríntios; e pelo autor da Epístola aos
hebreus. Em Romanos o apóstolo está falando da morte do Messias. Este é o preço
que Ele pagou pelo pecado da raça humana – a morte eterna (Rom. 6:23a;
2Cor. 5:21). O Messias morreu para que todos os que crêem nEle, tivéssemos
direito à vida eterna. Por isso o apóstolo disse: “Pois, quanto a ter
morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas quanto a viver, vive para
Deus”. – (ARA). Mas no
verso anterior, o apóstolo já havia afirmado o seguinte: “Sabedores de
que, havendo Cristo
ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre
ele”. –
(ARA).
Percebam que há um contexto claro para
expressão: “de uma vez para
sempre”. Depois dela o
apóstolo escreveu a palavra: “morreu”. No entanto, após esta vem um
complemento fundamental, para o sentido da expressão “de uma vez para sempre”, que é a expressão: “para o pecado”. É justamente esta expressão que nos faz
entender o verdadeiro significado desta: “de uma vez para sempre”. E o apóstolo conclui: “mas quanto a viver, vive para
Deus”.
1 CORÍNTIOS 15:6
Nessa referência, a expressão utilizada na
tradução foi: “de uma só
vez”. Assim é o verso:
“Depois, foi visto por mais de quinhentos
irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até
agora”. – (ARA). Aqui, a palavra grega foi traduzida por outra expressão,
nos dando um outro sentido. Neste verso você poderá perceber duas possibilidades
de visualizá-lo, utilizando estas expressões: “de uma vez para sempre” e “de uma só vez”. Para primeira expressão, a ênfase que
envolve a expressão: “por mais de quinhentos
irmãos”, está no
evento
único. Porque nunca mais
isso aconteceu. Os mesmos quinhentos irmãos reunidos para ver o Messias. Por
isso, foi: “de uma vez para
sempre”. Quanto à segunda
expressão, a ênfase recai na quantidade de irmãos que contemplaram o Messias.
Todos contemplaram “de uma
só vez”; mas não ao mesmo
tempo. Mas houve momentos que O contemplaram ao mesmo tempo.
HEBREUS 7:27
Aqui em Hebreus temos outra expressão,
utilizada para traduzir o advérbio: εΦάπαξ – ephápax. O verso onde a palavra encontra-se, após
alguns comentários sobre o
Messias como “Sumo sacerdote”, é o seguinte: “que não tem necessidade, como os sumo sacerdotes, de oferecer
todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios
pecados,
depois, pelos do
povo; porque fez isso de uma vez por todas, quando a si mesmo se
ofereceu”. –
(ARA).
Nesse verso percebemos as mesmas
implicações apresentadas em Rom. 6:10. Lá o apóstolo foi claro na sua colocação:
“de uma vez para
sempre morreu para o pecado”. Mas além dela, que também é a principal
neste verso (e no capítulo); também temos as comparações entre os sacerdotes e
sumo sacerdotes da Casa de Arão e o Sumo sacerdote do Santuário
celestial.
Os sacerdotes e sumo sacerdote da casa de
Arão, tinham a necessidade (obrigação por Lei), “de oferecer todos os dias
sacrifícios”. O autor da
Epístola aos hebreus diz o porquê disso: “primeiro, por seus próprios
pecados,
depois, pelos do
povo”. Só que no
capítulo dez, quanto aos sacrifícios realizados pelos ministros da Casa de Arão,
ele afirma: “nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos
sacrifícios que ano após ano, perpetuamente, eles oferecem”; “porque é
impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados”. – (Heb. 10:1 e 4 –
ARA). E no verso onze, sobre os ministros ele declara: “Ora, todo sacerdote se apresenta, dia
após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos
sacrifícios, que nunca
jamais podem remover pecados”. (ARA).
Quando o autor da Epístola aos hebreus
fala sobre o Messias – o Sumo sacerdote da ordem de “Melquisedeque”, comparando
com os outros, ele diz que o tal Sumo sacerdote “não tem necessidade”, como os outros (sacerdotes e sumo
sacerdote), de realizar os mesmos sacrifícios diariamente. Mas ele vai além, em
sua afirmação, ao dizer o porquê dessa verdade absoluta: “porque fez isso de uma vez por todas”. E completa dizendo quando isso foi
feito: “quando a si mesmo
se ofereceu”.
No entanto, o ponto central do verso vinte
e sete pode-se dizer que é: “sacrifícios” pelos “pecados”. Diante disso entende-se perfeitamente
que o Messias realizou uma única vez, um único sacrifício pelos pecados. Quando
morreu no Calvário.
Aqui, a ênfase da expressão:
“uma vez por
todas” está na morte do
Messias como “o Cordeiro de” Elohym, “que tira o pecado do mundo” (João 1:29),
que “de uma vez para
sempre morreu para o pecado” (Rom. 6:10); e não no Ministério que o
Sumo sacerdote realiza no Santuário celestial. Porque o Messias “pode salvar totalmente os que por ele se
chegam a Deus,
vivendo sempre para
interceder por eles”. –
(Heb. 7:25 – ARA).
Portanto, o sacrifício foi realizado uma
única vez; mas a intercessão do Messias é continua – “vivendo sempre para interceder por
eles”. Em Romanos 8:34, o
apóstolo Paulo diz: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem
ressuscitou,
o qual está a direita de
Deus” o qual “intercede por nós”. – (ARA).
Percebam que o apóstolo não disse:
o qual intercedeu por nós. No entanto, era assim que deveria estar.
Já que os defensores de uma
interseção única, por
meio de uma expiação única, baseados em Hebreus 9:12, advogam isso; em função
desta expressão: “uma vez
por todas”.
Será que o Sumo sacerdote da Casa de Arão,
somente poderia interceder pelo povo, apenas no Santo dos Santos? Será que
somente uma vez ao ano que, os sacerdotes e o sumo sacerdote intercediam pelo
povo?
HEBREUS 9:12
Em Heb. 9:12, temos: “Não por meio
de sangue de bodes e de
bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos
Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna
redenção”. –
(ARA).
Sobre o que realmente esse verso está
tratando? Será que ele pode ser entendido isoladamente? Sem dúvida que o
objetivo do verso é dizer que o Messias obteve uma “Eterna Redenção”. Mas esta foi conquistada/obtida, para
toda a raça humana ou não? Será que todos já foram purificados, em função desta
“Eterna
Redenção”? Analisemos
agora, os versos treze e quatorze, comparando-o com o verso
doze.
“Portanto, se o sangue de bodes e de
touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre
os contaminados,
os
santificam,
quanto à purificação da
carne”. –
(ARA).
Quando as pessoas lêem: “sangue de bodes e de
touros”, pensam logo no
“Dia da
Expiação”. Porém, não era
apenas no “Dia da
Expiação” que eles eram
oferecidos como ofertas pelo pecado e/ou para holocausto. Lendo em Levítico, os
capítulos 4-6:1-13 e 24-30, encontramos registros claros sobre isso.
Sabemos que o Messias não morreu no
“Dia da
Expiação”; mas no dia que
Ele morreu foi o primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, e neste dia era
oferecido, para “holocausto”, pelo menos um “novilho”; além de “um bode, para oferta pelo
pecado, para fazer expiação por vós”. – (Num. 28:19 e 22 – ARA – Leia também
Num. 28:15, 30; 29:5, 11, 16, 19, 22, 25, 28, 31, 34 e 38).
Por outro lado, o que tem a ver
“a cinza de uma
novilha” com o
“Dia da
Expiação” e com a Festa
dos Pães? E quanto ao que foi dito do sangue (de bodes e de touros) e da (cinza de uma novilha): “aspergidos sobre os
contaminados”, o que tem
ele a ver com o “Dia da
Expiação”? Quanto à
“novilha” leia Números 19:1-10. No entanto, sobre
o que foi dito sobre o que acontecia: “os santificam, quanto à purificação da
carne”, veja o que diz
Êxodo 29:21:
“Tomarás, então, ao sangue sobre o altar
e do óleo da unção
e os aspergirás sobre Arão e
suas vestes e sobre seus filhos e as vestes de seus filhos com
ele; para que ele seja
santificado, e as suas
vestes, e também seus filhos e as vestes de seus filhos”. – (ARA – leia
também Lev. 8:30).
Então, sendo o verso treze uma
conclusão do verso 12, percebe-se que este não trata exclusivamente do que era
realizado no “Dia da
Expiação”.
Vejamos agora o que diz o verso
quatorze: “Muito
mais o sangue de Cristo,
que” por um espírito “eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a
Deus, purificará a nossa consciência de obras
mortas, para servirmos ao Deus vivo!”. – (ARA).
Aqui, pode-se dizer que o autor da
Epístola aos hebreus, fechou a comparação entre os sacerdotes e sumo sacerdotes
da Casa de Arão, em relação ao Messias; bem como entre os animais que eram
oferecidos em sacrifícios e holocaustos, apontando para morte do Messias –
“O Cordeiro de Elohym, que
tira o pecado do mundo”.
– (João 1:29).
O verso quatorze conclui dizendo:
“purificará a nossa consciência de obras
mortas, para” “que possamos servir” (Nova Versão Internacional - NVI)
“ao Deus
vivo!”. Em relação ao
verso doze, percebam os dois verbos do verso quatorze: o primeiro verbo está no
Modo Indicativo, Tempo Futuro; mas o segundo está no Infinitivo, Tempo
Presente.
Mas o que significa “eterna redenção” (9:12) e “espírito eterno” (9:14)? É claro que, essas duas
expressões só têm sentido, relacionando-as com a morte do Messias no Calvário.
Em João 17:2-3, o Messias afirmou, falando do Pai:
“Assim como lhe conferiste autoridade
sobre toda a carne,
a fim de que conceda a vida
eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus
verdadeiro.
E a Jesus Cristo, a quem
enviaste”. –
(ARA).
E na primeira Epístola, o apóstolo João
declarou: “... Deus nos deu
a vida eterna;
e esta vida está no seu
Filho. Aquele que tem o Filho tem a
vida; aquele que não
tem o Filho de Deus não tem a vida”. – (ARA).
Então, “espírito eterno” (Heb. 9:14) ou “espíritos dos justos
aperfeiçoados” (Heb.
12:23) são aquelas pessoas que receberão a vida eterna. Porque “o que é nascido da carne é
carne; e o que é nascido do Espírito é
espírito”. E
“aquele que se une ao
Senhor é um espírito com ele”. – (João 3:6; e 1Cor. 6:17 –
ARA).
Portanto, qual o verdadeiro significado da
expressão: “uma vez por
todas”? Será que ela foi dita em relação ao
entrar no Santo dos Santos ou está
referindo aos vários tipos de sacrifícios que apontavam para morte
do
“Cordeiro
de Elohym, que tira o pecado do mundo”?
|
Essa expressão “uma vez por todas”,
possivelmente aponte para o Dia da Expiação, quando em toda a eternidade,
Yeshua comparecerá uma única vez diante do Eterno e Seus anjos, com o
objetivo de justificar os santos. Embora Yeshua continuamente compareça diante do
Eterno, precisamos entender que com o objetivo de justificar os santos,
comparecerá uma única vez em uma data já determinada, o Dia da
Expiação. Desejamos lembrar novamente que o único sacrifício
que apontava para Yeshua, era o cordeiro pascal, e assim mesmo, este não
foi uma oferta ao Eterno, e sim uma violação à Sua Lei, praticada por
satanás e seus anjos, o que ocasionou sua condenação; os outros
sacrifícios simbolizavam o próprio ofertante ou a própria nação.
Para melhor compreensão, transcrevo abaixo um texto
extraído da Torah que explica essa prática entre os israelitas nos tempos
bíblicos.
(*) A <<Semichá>> [ pôr as mãos sobre o animal antes
de sacrificá-lo ], significava o mesmo que transferir a alma do
sacrificador ao animal, através da mão. Deste modo, o sangue derramado do
animal substituía a alma do dono do sacrifício, considerando-se como se
ele próprio fosse sacrificado. Moisés transmitiu seu espírito de sabedoria
a Josué, pondo as suas mãos sobre ele [ Deut. 34,9] A expressão <<ter a alma na
palma da mão>> foi repetida várias vezes na Bíblia [Juizes 12,3 –
Sam.I 19, 5 – Job 13,14]: <<Á minha alma está na minha palma
sempre>>. [Salmos 109,119].
Fazendo a <<Semichá>> sobre o sacrifício de pecado, de
delito ou de holocausto, a pessoa devia confessar a falta pela qual trazia
o seu sacrifício. Sobre o sacrifício de pazes e de gratidão, pronunciava
palavras de louvores a Deus. Nos sacrifícios da Páscoa, de primogênitos de
rebanho, de dízimos e rebanho e de aves, não se fazia o rito da
<<Semichá>>. Pág.
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É óbvio que a expressão está se referindo
aos vários tipos de sacrifícios/holocaustos/ofertas pelo pecado e para expiação.
QUANDO O MESSIAS ENTROU A 1ª VEZ NO SANTO
DOS SANTOS?
Para quem acredita que o Céu é o Santuário
e que o Eterno é o Santo dos Santos, veja alguns versos. Os primeiros tratam do
dia da ressurreição do Messias e de uma afirmação dEle para Maria
Madalena:
JOÃO E A RESSURREIÇÃO DO
MESSIAS
Mas antes, vejamos a primeira visita de
Maria madalena ao sepulcro: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada,
sendo ainda escuro, e
viu que a pedra estava revolvida. Então, correu e foi ter com Simão Pedro
e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não
sabemos onde o puseram”.
(João 20:1-2 – ARA).
Depois, quando ela voltou ao sepulcro
novamente com Pedro e João, e após estar sozinha, o Messias apareceu pra
ela.
“Recomendou-lhe Jesus:
Não me
detenhas; porque ainda não subi para meu
Pai, mas vai ter com os meus irmãos e
dize-lhes:
Subo para meu Pai e vosso
Pai, para meu Deus e vosso Deus. Então saiu Maria Madalena anunciando aos
discípulos: Vi o
Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas”. – (João 20:1-18 -
ARA).
Este “não me detenhas” está próximo de não toque em Mim. O
Messias precisa cumprir o simbolismo para o qual apontava a Festa das Primícias.
Não sendo Ele Sumo sacerdote da Casa de Arão, para se apresentar, como Primícias
(1Cor. 15:20 e 23) no Santuário terrestre; Então, Ele deveria subir ao Santuário
celestial e apresentar-se ao Pai. Foi por isso que Ele afirmou: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu
Pai”. Além do mais, Ele
também nesse mesmo dia cumpriu Lev. 16:17 que diz:
“Nenhum homem estará na tenda da
congregação
quando ele entrar para fazer
expiação no santuário,
até que ele
saia depois de feita à expiação por si mesmo, e
pela sua casa, e por toda a congregação de Israel”. – (ARA).
O Messias foi ao Santos dos Santos, no
Céu, falar com o Pai, e ter a certeza que Ele de fato foi o sacrifício/oferta
perfeito e sem mácula pelos pecados da raça humana.
Os santos que “ressuscitaram” (Mat. 27:52 - ARA), e que saíram
“dos sepulcros depois da
ressurreição de Jesus”
(Mat. 27:53 – ARA), não foram ao Céu com o Messias neste dia. Este verso ainda
diz: “entraram na cidade
santa e apareceram a muitos”. (ARA – Leia Atos 1:3). Será que dentre
as “muitas provas
incontestáveis” (Atos 1:3
– ARA), não se encontram esses santos que foram ressuscitados? Estes só subiram
com o Messias após os “quarenta dias” (ARA) mencionados neste verso, quando o
Messias ascendeu ao Céu visivelmente, na presença dos apóstolos (Atos 1:9-11 e
Lucas 24:50-53).
MATEUS E A RESSURREIÇÃO DO
MESSIAS
Nesse mesmo dia, após voltar do Céu, ele
se apresentou a algumas mulheres:
“E retirando-se elas apressadamente do
sepulcro, tomadas de
medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos
discípulos”. – (Mat. 28:8
- ARA). Entre esse verso e o nove> há um intervalo de tempo de algumas
horas. Veja o que diz os versos nove e dez:
“E eis que Jesus veio ao encontro
delas e disse:
Salve! E elas,
aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram. Então, Jesus lhes disse: Não
temais! Ide avisar a
meus irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão”.
Comparem esta ordem a essas mulheres com
as que foram dadas à Maria Madalena: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu
Pai, mas vai ter com os meus irmãos e
dize-lhes:
Subo para meu Pai e vosso
Pai, para meu Deus e vosso Deus”.
Em uma Ele está dizendo que quer
encontrar-se com seus discípulos na Galiléia. Na outra Ele diz que está subindo
(ao Céu), para falar com o Pai. Contudo, o encontro marcado para a Galiléia não
aconteceu no mesmo dia da ressurreição do Messias (Mat.
28:16-18).
MARCOS E A RESSURREIÇÃO DO
MESSIAS
Agora, vejamos o que disse Marcos, sobre o
dia da ressurreição do Messias. “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo
no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual
expelira sete demônios.
E, partindo ela, foi
anuncia-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e
choravam. Estes, ouvindo que ele vivia e que fora
visto por ela, não
acreditaram”. – (Marcos 16:9-11- ARA).
Percebam que Marcos afirma que foi Maria
Madalena que primeiro viu o Messias. Então, depois dela, as outras mulheres,
conforme está em Mateus 28:9-10.
LUCAS E A RESSURREIÇÃO DO
MESSIAS
Relatando o mesmo fato, falando das
mulheres que haviam falado com os “dois varões” no “sepulcro” (Luc. 24:2 e 4), Lucas escreveu:
“Então, se lembraram das suas palavras. E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas coisas aos onze e a
todos os mais que com eles estavam. Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de
Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas coisas aos
apóstolos. Tais palavras
lhes pareciam um como delírio, e não acreditavam
nelas”.
Dentre as “tais palavras lhes pareciam um como
delírio”, com certeza
estavam estas: “Estes,
ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela”; “E eis que Jesus veio ao encontro
delas e disse:
Salve! E elas,
aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram”.
Depois Lucas escreveu: “Pedro, porém, levantando-se correu ao
sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu, senão os
lençóis de linho;
e retirou-se para casa,
maravilhado do que havia acontecido”. – (Luc. 24:12 - ARA).
Essa ida de Pedro ao sepulcro, deslocada
da ordem apresentada por João (20:3-10); pode não ser a mesma. Em Lucas é
mencionado que Pedro foi sozinho. Em João, ele foi com João e Maria Madalena.
Além do mais, há o relato do apóstolo Paulo: “E apareceu a Cefas e, depois aos doze”. – (1Cor. 15:5 – ARA).
NO SEGUNDO DIA DA SEMANA
Marcos também relatou o seguinte:
“Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois
deles que estavam de caminho para o
campo. E, indo, eles o anunciaram aos
demais, mas também a
estes dois eles não deram crédito”. – (Marcos 16:12-13 – ARA – Leia Lucas
24:13-35).
A seguir, Marcos relata: “Finalmente, apareceu Jesus aos
onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza
de coração, porque não
deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado”. – (16:14 – ARA). Esta
aparição do Messias aos apóstolos, é a mesma que está relatada em Lucas
24:36-43; e em João 20:19-23.
Portanto, depois de aparecer às mulheres,
o Messias apareceu primeiro a Pedro e depois aos demais apóstolos (1Cor. 15:5).
E essa aparição para o apóstolo Pedro não ocorreu no segundo dia da semana. Ela
ocorreu ainda no primeiro dia, depois que o Messias voltou do Céu; e,
conseqüentemente, após aparecer às outras mulheres (Mat. 28:9-10; Luc.
24:10-11); e após ter falado com os dois discípulos no caminho de
Emaús.
O que eu tenho a dizer, depois de
apresentar todos esses versos, é que a expressão: “uma vez por todas”, não está se referindo à expressão:
“entrou no Santo dos
Santos”; mas sim aos vários tipos de
sacrifícios que (eram realizados diariamente e anualmente pelos sacerdotes e
sumo sacerdote da Casa de Arão) apontavam para morte do Messias. Então, o
autor da Epístola aos hebreus afirma que o sacrifício do Messias como “o
Cordeiro de Elohym, que tira o pecado do mundo” (João 1:29), foi realizado de
“uma vez por
todas”.
Porque se a referência fosse ao
“entrou no Santo dos
Santos, uma vez por todas”, o Messias não mais deveria sair do
“Santo dos
Santos”. Porque somente
assim Ele não entraria outra vez no “Santo dos Santos”. (Depois estudaremos esta expressão
“Santo dos
Santos”, em Hebreus
9:12).
|
Só existe um único dia em toda a eternidade que Yeshua comparecerá diante do Eterno e Seus anjos, com o objetivo de confessar o nome de todos aqueles que n’Ele se refugiaram, afim de que sejam justificados diante de Sua Lei, sendo então suas faltas removidas e imputadas a satanás e sua hoste; esse dia será o Dia da Expiação. Voltamos a reafirmar em relação ao texto destacado em
amarelo, que o único sacrifício que apontava para a morte (assassinato) de
Yeshua, foi o Cordeiro Pascal. |
O PAI É O SANTO DOS
SANTOS?
Para quem acredita que o Pai é o Santo dos
Santos, o “entrou no
Santo dos Santos,
uma vez por
todas”, é um problema.
Porque o Messias jamais voltaria a apresentar-se, pelos pecadores, diante do
Pai. “Uma vez salvo, salvo para sempre”. No entanto, a Escritura Sagrada
apresenta o Messias dirigindo-se ao Seu Pai (João 20:17-18); apresenta também o
Messias junto ao Pai, como Advogado (1João 2:1-2). Apresenta o Messias como
intercessor (Rom. 8:34). Apresenta o Messias andando no Lugar Santo (Apoc.
1:12-20). Apresenta também o Messias como Anjo ministrando diante do Altar de
Incenso (Apoc. 8:3-5). Citarei alguns versos que apresentam cenas do Messias
sobre as nuvens, fora do Santuário celestial:
“Olhei, e eis uma nuvem
branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de
homem, tendo na cabeça uma coroa de
ouro e na mão uma
foice afiada”. – (Apoc. 14:14 – ARA). Agora, veja Apoc. 14:17:
“Então, saiu do
santuário,
que se encontra no
céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice
afiada”. – (ARA). Sobre “uma nuvem” leia Mateus 24:30 e Apoc.
1:7.
Veja, agora, esta cena descrita pelo
profeta Daniel: “Eu
estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do
céu um como Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram
chegar até ele”. – (Dan.
7:13 – ARA).
O FILHO É O LUGAR SANTO E/OU SANTUÁRIO DO
CÉU?
Diante disso, nem para quem crer que o Pai
é o “Santo dos
Santos’”; não há como ver
o Messias indo apenas uma única vez ao Pai – “uma vez por todas”. E para quem crer que o Santuário do Céu
é o próprio Filho, também fica incoerente, porque apenas no Calvário (para que o
Filho pudesse morrer), que houve uma separação entre o Pai e o Filho:
“Eli, Eli, lama
sabactâni? O que quer
dizer: Deus meu, Deus
meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46; e Marcos 15:34), que
durou até a Sua ressurreição. Porque “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o
mundo”. – (2Cor. 5:19 –
ARA).
Não resta dúvida que o Messias é um
“santuário”; mas Ele não é o Santuário celestial, do qual Ele é ministro (Hebreus 8:2).
Porque assim fica incoerente os Textos Sagrados. Primeiro porque não há uma
separação entre: “o Santo dos Santos” e o “Lugar Santo”.
“... Credes nas obras;
para que possais saber
que o e compreender
que o Pai está em mim, e eu
estou no Pai”. – (ARA).
Depois João escreveu: “Disse-lhe Jesus: Felipe, há tanto tempo estou convosco,
e não me tendes conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o
Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai
está em mim?
As palavras que eu vos digo
não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em
mim, faz as suas
obras. Crede-me que
estou no Pai, e o Pai em mim; crede ao menos por causa das mesmas
obras”. – (João 14:9-11 – ARA).
No entanto, a declaração do Messias:
“Quem me vê a mim vê o
Pai” (leia Col. 1:15).
Foi uma declaração figurada, porque Depois Ele disse: “Estas coisas vos tenho dito por meio de
figuras; vem a hora em que não vos falarei mais
por meio de comparações,
mas vos falarei claramente a
respeito do Pai”. – João
16:25 – ARA).
Concluindo essa explicação, nos versos 28
e 29 João escreveu: “Vim do
Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai”. Então, “Disseram os seus
discípulos: Agora é que
falas claramente e não empregas nenhuma figura”. – (ARA).
Portanto, depois desses versos, fica
impossível ver o Messias como sendo o Santuário Celestial e/ou o Lugar Santo, e
o Pai como sendo o Santo dos Santos. Medite de novo neste verso:
“Não me
detenhas; porque ainda não subi para meu
Pai, mas vai ter com os meus irmãos e
dize-lhes:
Subo para meu Pai e vosso
Pai, para meu Deus e vosso Deus”.
Percebam que eu não disse que o Messias
não é um Santuário; também não disse que o Pai não seja um Santuário. Porque o
apóstolo João, falando da Nova Jerusalém, assim escreveu: “Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus
Todo-Poderoso, e o Cordeiro”. – (ARA).
O CÉU É O SANTUÁRIO?
Para quem crê que o Santuário é o próprio
Céu, geralmente toma por base este verso: “Porque Cristo não entrou em um santuário feito por
mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora por nós, diante de Deus”. – (Hebreus 9:24 – ARA).
O problema nesse verso é simples de ser
resolvido, porque trata de interpretação. O erro está na aplicação. As pessoas
que interpretam que o Santuário é o Céu; estão interpretando erroneamente esta
expressão: “porém no mesmo
céu”. Eles entendem que
ela é uma explicação para o termo: “santuário”. No entanto, não é. Porque a expressão:
“no mesmo
céu”, refere-se ao verso
anterior (Hebreus 9:23), que diz: “Era necessário, portanto,
que as
figuras das coisas que se acham nos
céus se purificassem com tais
sacrifícios,
mas as próprias coisas
celestiais,
com sacrifícios a eles
superiores ”. –
(ARA).
Então, no Santuário do Céu estão
“as próprias coisas
celestiais”; mas no
Santuário da terra estavam as “figuras das coisas que se acham nos
céus”. Portanto, a
expressão: “no mesmo
céu”, não é uma
explicação nem um complemento ao termo “santuário”. O que devemos entender é que o
Santuário no qual o Messias entrou, tem também as suas “próprias coisas”, e que não são “figuras das coisas que se acham” nele. E principalmente, que este
Santuário encontra-se no Céu, e, portanto, não é o próprio Céu (Apoc. 11:19 e
15:5).
HEBREUS 10:10
Em Hebreus 10:10, o autor da Epístola aos
hebreus diz: “Nessa
vontade é que temos sido
santificados,
mediante a oferta do corpo
de Jesus Cristo,
uma vez por
todas”. –
(ARA).
Esta é a última das cinco vezes que
aparece o termo: εΦάπαξ - ephápax, no que se chama Novo Testamento. Com
exceção de 1Cr. 15:6 que nada tem a ver com a morte do Messias, as outras
ocorrências tratam diretamente da morte do Messias, como oferta pelo pecado. E
das três ocorrências em Hebreus: 7:27; 9:12 e 10:10. Apenas em Hebreus
9:12 é que as pessoas são levadas a entender que a expressão: “uma vez por todas”, refere-se ao fato do Messias entrar no
“Santo dos
Santos” (como já disse
anteriormente – depois estudaremos à expressão Grega, da qual esta é a
tradução), e não ao Seu sacrifício no Calvário.
Aqui, em Hebreus 10:10, o Texto não
poderia ser mais explicito: “Nessa vontade é que temos sido
santificados,
mediante a oferta do corpo
de Jesus Cristo,
uma vez por
todas”.
O verso também diz: “temos sido santificados”. Será que a expressão “uma vez por todas’”, também se aplica ao “temos sido santificados”? E se aplicar-se, será que uma pessoa
que já foi santificado ainda pode estar sendo santificada? Por outro lado, uma
pessoa que já foi santificada ou está sendo santificada, poderá deixar de ser
santificada?
Vejamos o que diz Hebreus 10:12 e 14, em
contraste/paralelo com Heb. 10:11: “Mas quando este” (NVI),
“tendo
oferecido,
para
sempre, um único sacrifício pelos
pecados, assentou-se a
destra de Deus”. – (ARA). A expressão “para sempre’”, é a tradução da expressão Grega:
eis to
dienekès - εις το
δηνεκες. O termo δηνεκες, também significa: contínuo.
O verso 14 diz: “Porque,
com uma única
oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. – (ARA). Aqui, o autor da Epístola aos
Hebreus deixa claro que, embora tenha aperfeiçoado (por “uma única oferta”, “para sempre”), as pessoas estão sendo
santificadas.
E concluindo, sobre a “santificação” ainda no mesmo capítulo ele diz: “De
quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou
aos pés o Filho de Deus,
e profanou o sangue da
aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da
graça?” (Heb. 10:29 –
ARA).. E no penúltimo da Epístola ele adverte: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor”. – (12:14 –
ARA).
Então, entendemos que, todos os que um dia
aceitaram o Messias como Salvador, e àqueles que estão sendo “criados em Cristo Jesus para boas
obras” (Efésios 2:10) e
que fazem a vontade do Pai e do Filho, sem que tenham aceitado e/ou conhecido
publicamente aos olhos humanos o Filho do Eterno, “estão sendo santificados”. Mas se deixar de fazer a vontade do Pai
e de ser “criados em Cristo
Jesus”, também deixará de
ser santificado. Porque não existe: “uma vez santificado, santificado para
sempre”.
Por isso, entendemos que Hebreus 9:12
trata do sacrifício do Messias que foi realizado
“uma vez por
todas”; não de uma
única
interseção do Messias no
“Santo dos
Santos”, pelo Seu povo.,
nem que Ele tenha entrado uma única vez no “Santo dos Santos”, e lá permanecido até a Sua segunda
vinda. Quando o apóstolo Paulo foi convertido, o próprio Messias veio a terra
para ter um encontro com ele.
“Com estes intuitos, parti para
Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por eles
comissionado. Ao
meio-dia, ó rei, indo eu, caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente
que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam
comigo. E, caindo todos nós por
terra, ouvi uma voz que me falava em língua
hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura
coisa é recalcitrares contra os agrilhoes. Então, eu perguntei:
Quem és tu
Senhor? Ao que o
Senhor respondeu: Eu sou
Jesus, a quem tu persegues”. – (Atos 26:12-15 - ARA).
Portanto, é em função de um único sacrifício que o Messias intercede por aqueles que
hão de herdar a salvação. O Texto de forma alguma trata de uma única
intercessão, nem apresenta o Messias como alguém que estará eternamente, diante
do Pai (literalmente falando – embora alguns possam pensar assim – Heb. 7:25),
intercedendo sem que desta posição saia nem sequer uma vez (9:28). –
[email protected]
Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto
sobre ti, e tenha misericórdia de ti...
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Precisamos entender que a morte de Yeshua não foi uma
oferta ao Eterno, mas sim uma violação de Sua Lei, cometida por satanás e
sua hoste, ocasionando assim sua derrota diante de Yeshua, conforme
profetizado desde a fundação do mundo (Gn 3:15). Quanto ao Santuário, ele realmente simbolizava o Céu
dos céus como um todo, o lugar do trono do Eterno, local de onde Ele
governa todo o vasto Universo. Quanto ao Eterno e Seu Filho serem comparados ao
Santuário (Ap 20:22), precisamos entender que o Santuário é o local onde o
Eterno e Seu Filho são adorados, como também o local de onde são
proclamados Seus juízos. Cientes disso, precisamos compreender que
qualquer local em que o Eterno e Seu Filho se encontrarem. Ali será
considerado um Santuário, pois ali Eles são adorados, como também
proclamam Seus juízos. Ex 3:1-6;
19:9-25. |
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Ley
Traot ! |
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Carlos
Oliveira |
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