Sr.
Josiel Teli
Shalom
Aleichem !
Continuando
nossas considerações sobre vossa pesquisa, estamos intercalando as mesmas em
verde, logo abaixo do item analisado.
O Juízo
Investigativo na Bíblia - 8 (Última Parte)
JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) / ARTIGO 8 - ÚLTIMA
PARTE
KRÍNO X KRÍSIS
Na P1 já foram apresentadas às diferenças
que há entre estas três palavras: kríma, krísis e kríno. Por isso, ter em mente o que elas
significam, é muito importante, para termos uma noção correta, a partir do
contexto em que elas foram colocadas. Um exemplo clássico, onde percebemos a
falta de conhecimento e/ou de analise do contexto, é no verso que será
apresentado abaixo. Porque por meio dele há pessoas afirmando que, apenas o
Filho é que julga as pessoas para vida ou para morte. Vejamos o que diz o
verso:
“E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento. (João 5:22 - ARA)”?
Analisemos esse mesmo verso com algumas
colocações: “E o Pai a ninguém
julga (krínei do verbo krínw), mas ao Filho confiou todo julgamento (krísin do substantivo krísis)”.
Em primeiro lugar, o verso começa com um advérbio: ουδε –
oudè (“e não” ou apenas “não”); depois a conjunção
“porque”. O verso vinte e dois está em paralelo com os versos vinte e um
e vinte e três. No verso vinte e um foi dito que aquilo que: “o Pai ressuscita os mortos”. De igual modo fala do Filho. Já no
verso vinte e três, depois de dizer: “todos devem honrar o Filho”. O apóstolo escreveu: “do modo como honram o Pai”. Agora, perceba porque esse tipo de
julgamento foi confiado ao Filho. No começo do verso
vinte e três assim está escrito: “A fim de que”. Portanto, o Filho disse que faria um
tipo de julgamento, pra que naquilo que fosse possível, Ele Se tornasse igual
semelhante ao Pai (Judas 9 – Apenas o Pai poderia repreender [proferir juízo] a
Satanás).
Em segundo lugar, quando o Filho diz que o “e não porque o Pai a ninguém
julga”, Ele está se
referindo a um tipo de julgamento. Não é de qualquer julgamento. O Messias não está Se referindo a
qualquer Tribunal.
Em terceiro lugar, veja uma tradução coerente para esse
verso: E não que o Pai a
ninguém
julgue; mas o processo todo concedeu ao Filho. Percebemos então, que é o Filho que
analisa cada caso e o apresenta diante do Pai. A expressão traduzida por:
“o processo
todo”, assim está na
Língua Grega: την κρίσιν
πασαν – tèn krísin
pâsan.
Portanto, a tradução não pode ser assim: “todo julgamento”, dando a
entender qualquer julgamento. Ou se traduz: “o processo todo” ou “todo o processo”. Mas em qualquer que seja a alternativa,
o artigo definido tem que estar presente antes da palavra que comumente é
traduzida por julgamento’.
Por último, perceba que há uma pequena oposição
entre o final do verso vinte e um com o começo do verso vinte e dois:
“o Filho
vivifica aqueles a quem quer” X “e não porque o Pai a ninguém julga”. O termo “vivifica’’” aponta para o termo “julga”. Ambos apontando para uma
sentença (que conduz ao ato de vivificar)
posterior ao processo que a determina.
UM SÓ É LEGISLADOR E JUIZ
Esse mesmo verbo utilizado no verso vinte
e dois pelo apóstolo João, foi usado pelo apóstolo Pedro em sua primeira
Epístola:
“Ora, se invocais como Pai aquele
que, sem acepção de
pessoas, julga (krínonta do verbo krínw) segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo
da vossa peregrinação”. – (1Pedro 1:17).
E, falando do Filho, o apóstolo
declara: “pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando
maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que
julga (krínonti do verbo krínw) retamente”. – (1Pedro 2:23).
Portanto, pra que não reste dúvidas que o
Pai também julga, os vivos e os mortos, no Tribunal Celestial, vejamos este
verso: “os quais hão de
prestar contas
àquele que é competente para julgar (krînai do verbo krínw) vivos e mortos”. – (1Pedro 4:5).
E pra que ninguém pense que o apóstolo
João não sabia daquilo que ele estava dizendo, leia as seguintes referências do
Texto Sagrado: (Apoc. 6:10; 16:5; 18:8, 20; 19:2; 20:12 e 13).
A outra palavra de João 5:22 é:
“julgamento” (krísin de krísis)”. Esta palavra é um substantivo feminino que contrasta com outra palavra (kríma)
que também é traduzida por julgamento, só que é um substantivo
neutro.
Esta palavra (kríseōs) é a mesma utilizada por João em Apoc.
14:7: “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe
glória; pois é chegada a hora do seu
juízo (kríseōs de krísis); e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e
o mar, e as fontes das águas”.
Então, não resta dúvida que haveria de se
iniciar o processo, para que pessoas pudessem ser absolvidas antes do Juízo
Final. – “pois é chegada a
hora do seu juízo”.
Um fato interessante, pelo menos pra mim,
em relação ao processo ou julgamento é o que foi relatado no verso
abaixo:
“Em verdade, em verdade vos
digo: quem ouve a minha palavra, e crê naquele
que me enviou,
tem a vida
eterna, e para julgamento ‘(krísin) não entra, mas já passou da morte para a
vida”. – (João
5:24).
Por que será que a pessoa que
“ouve” a “palavra” do Messias “e crê naquele que” O “enviou” - no Pai -, não entra em
“julgamento”? Se você ainda não sabe a resposta, leia
1João 2:1-2. Aquele que crê “não entra em julgamento” porque têm um Advogado, o Justo, junto
ao Pai, como representante do pecador arrependido. (Portanto, o pecador
arrependido não entrará pessoalmente [fisicamente] no julgamento, porque lá
entrará o Seu representante legal).
|
Todos aqueles que se refugiarem em Yeshua entregando-lhe a
vida conforme simbolizado pelo sangue da oferta pelo pecado (Lv 4:27-30),
não serão levados a juízo, mas sim resgatados no Dia da Expiação ao Yeshua
avaliar (julgar) o coração de cada um (Lv 16:7-10), de forma que somente
os que forem puros de coração (sinceros em sua entrega), Ele os manterá no
Livro da Vida para que sejam confessados diante do Eterno e Seus anjos no
Dia da Expiação, a fim de que sejam justificados perante a Lei, tendo
então suas culpas removidas e imputadas ao verdadeiro culpado e originador
do pecado, satanás e sua hoste, sobre quem então pesará a sentença da Lei
que é justificada apenas com a morte do culpado. Que os salvos não serão julgados pelo Eterno no Dia da
Expiação (Juízo Final), é fato notório, pois neste dia, conforme se pode
observar em seu ritual, o Eterno irá tão somente ratificar a
decisão de Seu
Filho. Ou seja; ·
Confirmar
a justificação dos resgatados. ·
Confirmar
a condenação decretada sobre os ímpios. |
Agora, vejamos as palavras do apóstolo
Pedro. Ele disse: o “Pai” (1Ped. 1:17) “que é competente para julgar (krînai do verbo krínw) vivos e mortos”. – (1Pedro 4:5). E para o autor da
Epístola aos Hebreus, o Pai, “Deus” é “o Juiz de todos” e “Jesus, o
Mediador da nova aliança”. (Heb. 12:23 e 24 - ARA). E no capítulo
seguinte, este autor declarou positivamente: “... Deus julgará os impuros e adúlteros”. (Heb.
13:4 - ARA).
No entanto, ainda é possível que ainda
reste alguma dúvida. Então, veja o que disse Tiago: “Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer
perecer; tu, porém,
quem és, que julgas o próximo?”. – (Tiago 4:12 – ARA).
Ora, não pode haver dois pesos e duas
medidas em Tiago. Nem entre Tiago e o apóstolo Paulo. Aquele ainda disse:
“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem”.
– (2:19 – ARA). Este disse: “Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para
quem existimos; e um só
Senhor, Jesus Cristo,
pelo qual são todas as coisas, e nós também por ele”. – (1Cor. 8:6 –
ARA).
O apóstolo Paulo, quando escreveu em sua
primeira Epistola aos Coríntios, declarou: “Ou não sabeis que os santos hão de julgar o
mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de
julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios
anjos?”. – (1Cor. 6:2-3 -
ARA).
|
Em
At 17:11, o apóstolo Paulo aprovou a conduta dos bereanos quanto a
examinar as Escrituras para saberem se seus ensinos estavam ou não de
acordo com a mesma. Seguindo o exemplo dos bereanos, perguntamos: ·
Em
que parte das Escrituras Paulo esta se baseando para dizer que os santos
irão julgar o mundo ? ·
Onde
Paulo se baseou para dizer que os salvos irão julgar os próprios anjos
? |
Portanto, quando o apóstolo Pedro diz:
“àquele que é competente para julgar”, é porque ele também sabia que apenas
“Um só é Legislador e
Juiz”. Este é o
Pai.
|
Que o
Eterno é o Juiz Supremo e Absoluto, concordamos plenamente; não há a menor
sombra de dúvidas quanto a isso. |
JUIZ OU ADVOGADO?
A Escritura Sagrada afirma que os seres
humanos participarão do julgamento dos anjos rebeldes. Mas, quando ocorrerá esse
julgamento em que os santos participarão como juízes, em relação aos anjos
caídos? Há um Texto bem contundente sobre esse fato que ocorrerá no futuro.
“Vi também tronos, e nestes
sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. ...”. – (Apoc. 20:4 – ARA). Leia 2Pedro
2:4, 9 e 11; e Judas 6. Não devemos confundir. Os santos receberão autoridade,
para julgar, em um determinado julgamento. No entanto, não em Dan. 7:9-10, 22, e
26, nem em Apoc. 20:11-15. Da mesma forma, o Filho recebeu autoridade para atuar
no julgamento. Entretanto, Ele é o Advogado em um dos Tribunais, o Mediador
entre o Pai e os santos.
Diante disso, o que
se entende claramente sobre um Tribunal onde o Advogado está junto ao Juiz? Como
um advogado poderá atuar como Mediador e Juiz ao mesmo tempo (Heb. 12:23-24;
Gal. 3:20; 1Tim. 2:5)? Se em um dos Tribunais no Céu, o Pai é o Juiz; logo, está
claro, que o Advogado não é Juiz no mesmo Tribunal. Contudo, haverá um Tribunal
onde o Filho não atuará como Advogado (de Defesa) – nosso único Mediador.
Portanto, o Advogado não pode ser “Mediador dEle com Ele
mesmo”.
É somente em um dos
dois Tribunais: Dan. 7:9-10, 13-14, 22 e 26; e Apoc. 20:11-15 (ou o
“Tribunal de
Deus” [Rom. 14:10] ou o
“Tribunal de
Cristo” [2Cor. 5:10]) é
que o Messias será Advogado e Mediador. É para um desses dois Tribunais que o
verso de Apoc. 14:7 está apontando - “pois é chegada a hora
do seu juízo”.
|
Quanto a Ap
14:7, o juízo ali mencionado aponta para um julgamento cuja sentença será
aplicada de imediato sobre todas as nações que pelejarem contra Israel na
batalha do armagedon, e este juízo não tem nenhuma relação com o
julgamento mencionado em Dn 7:9-10
e Ap 20:11-15, pois, como já foi considerado anteriormente: ·
Dn 7:9-10, foi
o julgamento de satanás e seus anjos, fato este que já teve o seu
cumprimento em torno do período da Idade Média conforme já considerado
anteriormente. ·
Ap 20:11-15,
aponta para a Festa dos Tabernáculos, evento este que ainda se encontra no
futuro, quando Yeshua virá com Seus anjos recolher os frutos da última
colheita do ciclo das Festas Fixas, e apresenta-los ao Eterno no Céu dos
céus. |
A PONTA PEQUENA E OS SANTOS
Agora, continuemos
com o relato do profeta Daniel.
“Proferirá
palavras contra o
Altíssimo,
magoará os
santos do Altíssimo;
e
cuidará em mudar os tempos e a lei;
e os
santos lhe
serão entregues nas mãos,
por
um tempo, dois tempos, e metade de um tempo”.
– (Dan. 7:25 –
ARA).
De acordo com esse verso, não é possível
que se entenda que a “ponta pequena” que havia no “quarto animal”, descrito por
Daniel, seja um poder (humano) perseguidor dos santos até o Juízo Final. Além do
mais, esse Tribunal, relatado por Daniel não está se referindo ao Juízo Final.
Perceba que o Tribunal
foi estabelecido logo após os eventos descritos em Daniel, capítulo sete, verso
vinte e cinco.
Lembre-se! Em Dan. 7:17-22, o profeta
recebe uma explicação sobre a visão que ele havia recebido. Depois que foi apresentado o quarto
animal (Dan. 7:7-8)
é que é estabelecido o
Tribunal (Dan. 7:9-14). E
no verso 15-16 o profeta relata o que ele sentiu no momento. Aí, ele recebe as
explicações dos versos 17-22. As explicações gerais, sobre os animais,
concluem novamente com o Tribunal (Dan. 7:22) que já havia sido relatado no
verso 10; mas dos versos 23
ao 25, o profeta Daniel recebe explicações específicas sobre o quarto animal;
sobre os dez chifres, e também sobre a ponta pequena (o décimo primeiro chifre que
subiu).
|
Não devemos nos esquecer que a ponta pequena simboliza a
ICAR, que exerceu seu domínio sobre as nações que se formaram nos
territórios do antigo Imperio Romano, sendo desta forma comparada a um
animal (besta), tendo o seu corpo formado pelas nações européias
subordinadas pelo poder religioso (ICAR) simbolizado pela ponta
pequena. Necessitamos
também entender que no contexto bíblico, o povo santo ou os santos do
Altíssimo, simboliza Israel, a quem o Eterno tomou por Sua
testemunha diante dos Céus e da Terra. Portanto, o que foi mencionado em
Dn 7:25, já teve o seu cumprimento no período da Idade Média sob o domínio
religioso imposto pela ICAR. Quanto
ao texto destacado em amarelo, o tribunal ali mencionado, refere-se ao
julgamento de satanás e seus anjos, que foi realizado no Céu, e que de
acordo com Dn 7:8 e 9, ocorreu exatamente no período em que a ponta
pequena (ICAR), iniciava seu processo de expansão e domínio absoluto, e
tendo o seu término logo após os eventos também descritos no texto em
destaque em azul. |
De acordo com Dan. 7:25, percebemos que a
“ponta pequena” ainda possui poder para magoar e dominar os santos; bem como,
para mudar a Lei do Altíssimo.
|
Como foi considerado acima, a profecia de Dn 7:25, teve o
seu cumprimento no período da Idade Média, e conforme Dn 7:11, o animal
foi morto e o seu corpo desfeito. Quanto a
declarar que a ponta pequena (chifre = ICAR) ainda possui poder nos dias
atuais para magoar os santos (judeus) como fizera no passado, gostaríamos
que nos respondesse a seguinte pergunta: ·
Que mal
um chifre sobre a cabeça de um animal morto poderá fazer a alguém ? Quanto
ao corpo do animal ser desfeito, isso podemos perceber tanto a nível
político quanto religioso; vejamos: ·
A nível
político podemos perceber que com o advento da reforma protestante, a
autoridade e poder da ICAR que mantinha submissa os governantes europeus,
perdeu sua força e influência, de forma que todos os reinos que lhe
prestavam obediência (formavam-lhe o corpo), se tornaram nações
independentes, e a própria ICAR retirada da cidade de Roma e reduzida a
uma pequena faixa de terra (o Vaticano) cuja autoridade eclesiástica
continua exercendo influencia espiritual apenas na vida daqueles que são
membros da mesma. ·
A nível
religioso a ICAR perdeu o monopólio que mantinha sobre o cristianismo de
maneira que nos dias atuais, existe uma infinidade de religiões cristãs
independentes da ICAR, A nível
político, hoje em dia apenas as nações do Oriente são subordinadas a um
poder religioso, islamismo,
não mais pela ICAR, e representado nas profecias como sendo o falso
profeta. Ap 16:13. |
O TRIBUNAL TIRA O
DOMÍNIO DA PONTA PEQUENA
Continua o relato do
profeta Daniel.
“Mas, depois, se assentará o tribunal para
lhe tirar o domínio,
para o destruir e o consumir até o fim”. – (Dan. 7:26 – ARA).
Então, após comentar
os feitos da ponta pequena em Dan. 7:25; as explicações mais uma vez concluem
com o Tribunal anteriormente citado nos versos 10 e 22. Portanto, em função de
Daniel 7:25, fica claro que o referido Tribunal não está se referindo ao Juízo
Final. Neste Tribunal (Apoc. 20:11-15), os grandes não mais possuirão
“domínio” algum. Mas naquele
tribunal (Dan. 7:10, 22 e 26), a “ponta pequena”, ainda possuía
“domínio” e poder; e os
outros reinos, também, ainda possuíam “domínio” (Dan. 7:12).
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Em Dn 7:25, o
anjo apenas explicou ao profeta Daniel o significado do que se encontra
mencionado em Dn 7:8, assim como em Dn 7:26, o significado do que se
encontra em Dn 7:9-11, pois Daniel não os havia compreendido. Quanto ao
Juízo Final, tornamos a repetir que ele se refere ao Dia da Expiação, pois
nele é que será decidido o destino de toda humanidade. Quanto ao
Juízo mencionado em Dn 7:10, 22 e 26, o mesmo corresponde como já
mencionamos anteriormente, ao julgamento das hostes celestiais, ocorrido
nos Céus, no qual satanás e seus anjos foram condenados e expulsos para a
terra, julgamento esse que transcorreu durante o período da supremacia da
ICAR, na Idade Média. Quanto ao
juízo mencionado em Ap 20:11-15, como já considerado anteriormente, o
mesmo corresponde à Festa dos Tabernáculos, quando então Yeshua virá com
Seus anjos executar a sentença proferida no Dia da Expiação, ou seja,
buscar os frutos da última colheita do ciclo das Festas Fixas, para
apresenta-los ao Eterno no Céu dos céus, e reservar os ímpios para o lago
de fogo (segunda morte = morte eterna).
|
OS SANTOS REINADO COM O
MESSIAS
Continua o relato do profeta
Daniel.
“O reino, e o domínio, e a majestade dos
reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do
Altíssimo; o seu reino
será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão”. – (Dan.
7:27 – ARA).
Nesse caso, é evidente que, é somente após
o referido Tribunal (Dan. 7:10, 22 e 26) concluir o seu julgamento
(PROCESSO), analisando “os livros” ([Dan. 7:10] - os autos), que os santos receberão o reino, para
reinar com o Pai e com o Messias durante os mil anos. (Apoc. 20:4-6). Primeiro o
Filho do Homem recebe o reino. (Dan. 7:13-14
e Apoc. 11:15-17).
Autos - “Jur. Conjunto de peças que documentam o
exercício da atividade jurisdicional em um caso concreto – autos”. Ou, “Conjunto de documentos que
constituem um processo”.
|
O
julgamento mencionado em Dn 7:10, já teve o seu cumprimento e sua sentença
executada (condenação de satanás e sua hoste com a conseqüente expulsão
dos Céus – Dn 8:13 e 14). Dn 7:13
e 14, nos apresenta também outro evento que já teve seu cumprimento quando
satanás e seus anjos foram expulsos dos céus (Ap 12:9-10), e Yeshua
aclamado por toda hoste celestial. Quanto
ao juízo mencionado em Ap 11:15-17, se lermos até o verso 19, poderemos
perceber que se trata do mesmo juízo anunciado em Ap 14:6-7; 16:14, 16-21,
e 19:11-21, ou seja, a Batalha do Armagedon, batalha esta na qual Yeshua e
Seus anjos guerrearão em favor de Israel, punindo assim todas as nações
que pelejarem contra Seu Povo. |
No que diz respeito aos “tronos” e aos que
“nesses sentaram-se”, “aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar”. As
decisões deles nada têm a ver com a salvação dos “santos”, que já tiveram parte
na primeira ressurreição. O julgar deles – durante o milênio - está relacionado ao que ocorrerá após
os mil anos (Apoc. 20:11-15) de reinado com o Messias; como está escrito:
“e viveram e reinaram com
Cristo durante mil anos”;
e “serão sacerdotes de Deus
e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. (Apoc. 20:4 e 6 - ARA).
Portanto, conclui-se que o Tribunal
estabelecido, de acordo com o livro do profeta Daniel (Dan. 7:10, 22 e 26), está
para o reinado com o Pai e o Filho durante “os mil anos (Apoc. 20:4-6). Porque o precede. Isso é
comprovado pelo que foi dito em Dan. 7:14, 22 e 27. De igual modo, o
“julgar” de Apoc. 20:4 está para o Juízo Final
(Apoc. 20:11-15). Porque o Ato de “julgar” precede ao Juízo Final . – [email protected]
Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto
sobre ti, e tenha misericórdia de ti...
|
Quanto aos parágrafos acima, temos a dizer que:
Como
entender que todos os salvos reinarão com Yeshua durante mil anos ? Quando o filho de um rei assentava-se junto a seu pai no
trono, isso indicava que o rei estava ensinando seu filho a administrar
todo o seu domínio. Da mesma
forma, os salvos reinando com Yeshua durante mil anos, significa que
Yeshua durante esse período estará ensinando aos santos administrarem a
herança que receberam, revelando-lhes as diversas leis e segredos que há
no vasto domínio do Eterno; as leis que regem o eco-sistema, meio
ambiente, macrocosmo, microcosmo, física, química, etc... E
depois dos mil anos, o que acontecerá ? Depois
dos mil anos, os salvos já estarão habilitados a administrarem a
respectiva herança, passando agora tão somente a prestar conta da mesma a
Yeshua, como é costume entre os seres celestes (Jó 1:6; 2:1). |
Aqui encerramos nossos comentários sobre as oito partes do artigo sobre o Juízo Investigativo na Bíblia que foram publicados pelo irmão, e cremos que o exposto tenha sido suficiente para demonstrar a fragilidade dessa doutrina sustentada veementemente pelo ramo adventista com base unicamente nos comentários de seus teólogos, sem nenhum apoio das Escrituras.
Esperamos que compreendas que nosso objetivo não é criticar nenhuma doutrina, mas sim que tenhamos condição de saber se o que nos ensinam tem base bíblica ou não, para que naquele grande dia, não fiquemos decepcionados com a nossa sorte.
Se discordares do que apresentamos, estamos abertos para qualquer orientação, desde que a mesma seja fundamentada nas Escrituras.
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|
Ley
Traot ! |
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Carlos
Oliveira |