Sr. Josiel Teli

Shalom Aleichem !

Continuando nossas considerações sobre vossa pesquisa, estamos intercalando as mesmas em verde, logo abaixo do item analisado.

O Juízo Investigativo na Bíblia - 5  

JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 5 / UM PARÊNTESE

O objetivo desse parêntese é retomar algumas partes do que já foi dito e acrescentar outras, para explicar dois marcos fundamentais, no que diz respeito a uma pessoa ser justificada para vida eterna ou condenada à morte eterna.

E-MAIL

Recebi um e-mail de um leitor que diz o seguinte:

A paz do Senhor.

Eu me chamo ... e ao ler o seu artigo no adventistas.com procurei uma resposta para seu tema proposto “O Juízo Investigativo na Bíblia”, mas confesso que fiquei decepcionado, pois não a encontrei. Minhas esperanças reacenderam-se ao chegar na parte 3 do seu estudo, mas especificamente em seu texto abaixo, mas, novamente, me decepcionei, pois não encontrei a resposta para o tema proposto pelo sr.

Qual a resposta para a sua pergunta no final desse texto? (Portanto, se não começou nem no Calvário e muito menos antes da morte do Messias, nem será no Juízo Final, quando começou o julgamento dos santos?).

Aguardo e desde já muito obrigado.

Como resposta para o referido e-mail, diríamos que o Juízo Final corresponde ao Dia da Expiação, e seu ritual já foi explicado em nosso comentário da pesquisa 4.

Voltamos a repetir que nesse dia (Dia da Expiação), Yeshua comparecerá diante do Eterno e da hoste celestial para justificar aqueles que O reconheceram como seu resgatador, consagrando-Lhe a vida, e condenar aqueles que o rejeitaram.

Antes de comparecer diante do Eterno no Dia da Expiação, Yeshua separará (julgará) o nome daqueles a quem Ele irá confessar diante de Seu Pai e Seus anjos, para que Ele os justifique de maneira que suas culpas possam ser removidas e atribuídas a satanás e sua hoste, simbolizada pelo bode emissário.

Ao separar o nome (vida) daqueles a quem irá confessar diante do Eterno, Yeshua atua como juiz, visto que jamais intercederia diante do Eterno por alguém cujo coração não estivesse puro.

Embora Yeshua julgue quem é digno ou não de ser justificado, Ele submete o Seu juízo à aprovação do Pai, sem a qual o mesmo não teria validade.

Sabemos no entento que o Eterno jamais rejeitará o juízo de Seu Filho, pois sabe que o Filho O ama e se deleita em fazer a Sua vontade. Esta é nossa alegria e esperança, saber que todo aquele a quem o Filho apresentar diante do Pai, será justificado.

REFERÊNCIAS SOBRE O TEMPO DO FIM EM DANIEL

Em primeiro lugar, quero deixar claro que na terceira parte eu não disse quando começou nem tive a intenção de dizer – nela - o quando. No entanto, na P4 eu fiz o seguinte comentário:

(wû bā‘ēt) – “Mas naquele tempo” (período de tempo, tempo determinado, tempo devido) – Essa expressão refere-se a um mesmo período de tempo, citado em: Dan. 8:17 (ץק־תע – ‘et־qēts ); 11:35 (ץק־תע – ‘ēt־qēts), 40 (ץק־תע – ‘ēt־qēts); 12:4 e 9 (ץק־תע – ‘ēt־qēts).  Todos estes versos falam do “Tempo do Fim”. Que sem dúvida teve início no final dasDuas mil e trezentas tardes e manhãs” – Dan. 8:14.

CRIADOS “EM CRISTO JESUS”

Agora, voltando ao objetivo do parêntese. Pelo que já escrevi nas partes anteriores, ficou claro (espero) que os santos e justos não serão julgados no Juízo Final (quem participa da primeira ressurreição é porque está “em Cristo Jesus” [Rom. 8:1 e 1Tes 4:16]; e os que irão ressuscitar após os mil anos é porque não estarão “em Cristo Jesus” [Apoc. 20:4-6]). Portanto, quem não estiver “em Cristo Jesus”, o seu nome não será “achado inscrito no Livro da Vida” (Apoc. 20:15).

No ritual do Dia da Expiação podemos observar o exato momento em que os justos são separados dos ímpios Lv 16:5,7-10, e sendo o Dia da Expiação um símbolo do Juízo Final, como entender que o mesmo só ocorrerá mil anos após essa separação conforme vosso comentário ?

Complementando alguns pontos, cito as palavras do apóstolo Paulo:

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. (Efésios 2:8-10 – ARA – Quanto à fé, leia também: Heb. 11:6 e 12:2).

Percebam que todos os salvos são “criados em Cristo Jesus”, isso implica está com o nome no Livro da Vida do Cordeiro. Quanto a não ter ouvido falar do Messias, em Romanos o apóstolo Paulo declarou;

Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante a lei serão julgados. Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se, no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho”. – (Rom. 2:12-16 – ARA).

Esses versos do apóstolo Paulo deixam claro que os gentios que praticam “boas obras”, também, “procedem, por natureza, de conformidade com a lei”. (Rom. 2:12-16) é porque estão “criados em Cristo Jesus” (Efésios 2:8-10 - ARA). E se estão “em Cristo Jesus” estarão com o nome inscrito no Livro da Vida.

OBJETIVOS DOS PARÊNTESES

No entanto, a questão é quando os santos e justos serão julgados. Por enquanto, limito-me a explicar os dois marcos em que eles não foram nem serão julgados.

O primeiro deles, já foi antecipado acima. Os santos e justos não serão julgados e muito menos condenados no Juízo Final.

Esse tema já foi abordado em nosso comentário acima..

O segundo está relacionado ao evento do Calvário. Vejamos o que disse o autor da Epístola aos Hebreus:

Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados”. (Heb 10:4 – ARA). Ora, se isso é impossível, logo nenhum ser humano teve pecados removidos antes da morte do Messias no Calvário.

Depois, o mesmo autor declara: “Sem derramamento de sangue não há remissão”. - (Heb. 9:22 - ARA). A outra parte do verso fala: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue”. – (ARA).

Lendo Hebreus 9:13, ligando-o com o 9:22, temos uma noção quanto à santificação e purificação da carne. Que é dito ser inferior ao afirmado no verso 14. No entanto, para entendermos os versos 13-14 e o verso 22 - como um todo, vejamos outros versos escritos pelo mesmo autor, no mesmo livro:

“... Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados”. – (Heb. 10:9-11 - ARA).

Todas as crenças pagãs que foram assimiladas pelos judeus e posteriormente pelo cristianismo precisam ser abandonadas pois as mesmas nos impossibilitam de obter a verdadeira compreensão do significado dos símbolos proféticos, como também a interpretação correta das profecias nos quais eles estão inseridos.

Influenciado por essas crenças, geralmente interpretamos o sangue como significando um sacrifício no qual se faz necessário a morte de alguém ou algo, para aplacar a ira ou alcançar o favor de uma determinada divindade.  Note-se que aqui o sangue significa uma oferta à parte, que é entregue pelo ofertante.

Agora, analisando o significado do sangue no contexto bíblico, veremos que ele simboliza a vida que no caso das ofertas que eram apresentadas ao Eterno, simbolizava a vida do próprio ofertante que:

·         A entregava a Yeshua para que Ele a resgatasse conforme prefigurado pelo ritual do Dia da Expiação.

·         Era retida pelo ofertante, portanto sem condições de ser resgatada e devendo ser extinta em cumprimento da sentença da Lei que requer a morte do transgressor, conforme exemplificado pelo ritual do Dia da Expiação, pois, não há remissão de pecado sem derramamento de sangue (a morte do transgressor).

·         Sangue no contexto bíblico significa vida, não um sacrifício que possa de alguma forma substituir o culpado por uma transgressão. Isso é uma herança do paganismo, e como tal, vem contra os ditames da Lei do Eterno.

Vide site http://geocities.yahoo.com.br/ibzaituni , no índice Isaias 53 para uma melhor compreensão deste tema.

Em Apoc. 12:11, o profeta João, falando dos vencedores, afirmou: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro”. – (ARA). Este Cordeiro era uma promessa e esperança de vitória, conforme está escrito em 1Pedro 1:18-20 – “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” – (ARA); e Apoc. 13:8 – “... morto desde a fundação do mundo”. – (ARA).

Se interpretarmos da maneira correta, teremos o seguinte texto se harmonizando com a profecia de Gn 3:15,:

·         “Eles, pois, venceram a satanás por causa do assassinato de Yeshua”.

Ao assassinar a Yeshua, satanás se tornou passível da Lei, visto que segundo a mesma (Nm 35:33), somente a vida do homicida satisfaz os Seus reclamos.

Com essa vitória sobre satanás, Yeshua adquiriu o direito de resgatar todo aquele que n’Ele se refugiasse (Jo:3:16).

Porque se diz que Yeshua é o cordeiro morto desde a fundação do mundo ?

·         Desde a fundação do mundo (Gn 3:15), foi proferida a profecia na qual o Filho do Eterno seria assassinado por satanás, e que após ressuscitar, executaria a sentença da Lei sobre o seu homicida.

A “JUSTIÇA ETERNA” NAS “SETENTA SEMANAS”

Os profetas do que se chama velho Testamento, profetizaram sobre a Justiça do Eterno. Mas dois deles merecem destaque especial. O profeta Isaías e o profeta Daniel. Ambos falam claramente do Messias em relação à justiça e a justificação de muito (vale destacar também, para quem quiser ler, Jeremias 23:5-6 e 33:14-16). Analisemos as palavras do profeta Isaías, no capítulo 53:11-12:

Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o justo, com seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu”. – (ARA).

Aqui o profeta declara que o Servo, o Justo é que justificará a muitos. No entanto, Ele só poderia justificar se levasse as iniqüidades e pecados deles. Porém, sem derramamento de sangue não há remissão; ou seja, ninguém seria justificado.

Se Yeshua não houvesse derrotado a satanás, não poderia imputar-lhe a culpa pelas transgressões de todos a quem escravizara, e que n’Ele (Yeshua), se refugiaram, de forma que a sentença da Lei se cumprisse com a extinção da vida (derramamento de sangue) de satanás e sua hoste.

Agora, veja o que disse o profeta Daniel, falando das “Setenta semanas”:

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”. – (9:24 – ARA).

Quando Yeshua foi assassinado no Calvário já no final das setenta semanas, podemos observar o cumprimento dos seguintes eventos profetizados:

“... para fazer cessar a transgressão, ...”

  • Ao se tornar o causador da morte de Yeshua, satanás e sua hoste à semelhança do que ocorria com um homicida que se refugiava em uma das cidades de refúgio, teve suas atividades restringidas, fazendo com que a transgressão cessasse nas regiões celestes.

“... para trazer a justiça eterna ...”

  • Ao ser Yeshua assassinado na cruz do Calvário, houve uma grande indignação entre os seres celestiais que assistem na presença do Eterno, causando uma divisão na hoste celestial, conforme simbolizado pelo ocorrido com o véu do santuário que se dividiu em dois de alto a baixo no momento em que Yeshua expirou (Mt 27:51), fazendo com que o Eterno exercesse a justiça eterna, que é baseada em Sua Lei; foi como se a Justiça do Eterno, cuja Lei requer a vida do transgressor, se manifestasse inquirindo de todos:   (JE =Justiça Eterna;   HC = hoste celestial)

JE -  Porque Yeshua foi executado, porventura cometeu Ele alguma transgressão ?

HC-  Não, Ele não cometeu transgressão alguma !

JE -  Então, que Ele torne à vida.

Não havendo em Yeshua nenhuma culpa, a própria Lei determinou que Ele ressuscitasse. Dando seqüência ao julgamento, a Justiça continua inquirindo:

JE -  Quem foi que tirou a vida de Yeshua ?

HC -  satanás e sua hoste !

Ao ser apresentado diante da Justiça que satanás e sua hoste foram os causadores da morte de Yeshua, a mesma determinou que lhes fosse aplicada a sentença devida a sua transgressão. No entanto, assim como ao homicida era concedido o direito de se defender de suas acusações ao se refugiar na cidade de refúgio, a satanás e sua hoste também foram dados os mesmos direitos.

“... e para ungir o Santo dos Santos.”

  • Após Sua ressurreição, Yeshua declarou a Seus discípulos que fora investido de todo poder nos Céus e na Terra.   Mt 28:18.

Percebam que a expiação da “iniqüidade” está intimamente relacionada com a “justiça eterna”, e está com a unção do “Santo dos Santos”. Tudo isso, dentro do período das “Setenta semanas”. E a “justiça eterna” de Dan. 9:24 está relacionada com Heb. 9:14, que diz: “Muito mais o sangue de Cristo, que”, por um espírito eternoa si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”. – (ARA).

O espírito eterno é cada um dos salvos que será envolvido pela justiça eterna.

Quanto ao livro de Hebreus, recomendamos que se veja o comentário que se encontra no site http://geocities.yahoo.com.br/ibzaituni , no indice   Questionar???____________.

A JUSTIÇA NO LIVRO DE ROMANOS

O que disse mais o apóstolo Paulo sobre os que serão condenados e os que serão justificados?

Em primeiro lugar, vejamos algumas afirmações do apóstolo Paulo sobre a condição do ser humano.

Em Rom. 3:23 ele afirmou: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. – (ARA). Depois o apóstolo conclui de maneira elucidativa:

Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. – (Rom. 3:24-26 – ARA).

Diante disso, está claro que a redenção e a justificação só é possível mediante o sangue do Messias. Também está claro que o Eterno deixou “impunes os pecados anteriormente cometidos”. Por quê? O apóstolo responde: “tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus”. Portanto, o ter “deixado impunes”, não significa que não seriam julgados;  mas que o julgamento seria por meio do Cordeiro ou “em Cristo Jesus”, que foi feio “pecado por nós” (2Cor. 5:21).

Esse texto deixa bem claro que Paulo baseou-se no conhecimento de sua época ao escrever, pois sabemos, como demonstrado pelo ritual do Dia da Expiação, nenhum pecado ficará impune; todos serão punidos em uma mesma ocasião.

Quanto ao texto destacado em amarelo (“em Cristo Jesus”, que foi feio “pecado por nós” (2Cor. 5:21).), temos a declarar que se em Yeshua fosse encontrado algum pecado (os nossos), a Justiça Eterna teria aplicado sobre Ele a devida sentença da Lei, e Ele não teria ressuscitado.

Antes de ter dito: “todos pecaram” o apóstolo, citando a Escritura Sagrada, havia dito: “... Não há um justo sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem sequer um”. – (Rom. 3:10-12 – ARA).

Em todas as épocas o pecador fugiu e foge do Eterno; mas Ele sempre está buscando-o para salva-lo. Por isso foi dito: “não há quem busque a Deus”.

O sábio Salomão também escreveu: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e não peque”. – (Ecl. 7:20 – ARA).

No capítulo 5 de Romanos, temos algumas informações importantes. Em Rom 5:12 foi dito: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. – (ARA).

Em função do verso acima, como fica a situação de Enoque e Elias? O mesmo apóstolo, citando o rei David, já havia dito: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”. – (Rom. 4:8 – ARA). Contudo, isso não quer dizer que o tal homem não pecou; mas que a ele não foi imputado pecado. Neste caso encontram-se Enoque e Elias. Mas nem todos os salvos morrerão a primeira morte (1Tes. 4:18 e Apoc. 14:4). Os 144 mil são primícias dos vivos. Porque a primícias dos mortos é o Messias (1Co. 15:20 e 23; Lev. 23:9-12), que ressuscitou no dia da Festa das Primícias. E os que ressuscitaram no dia da morte do Messias; mas saindo da sepultura apenas depois da ressurreição do Messias (Mat. 27:52-53). Estes foram trasladados com o Messias para serem apresentados como primícias no Céu, no dia da Festa de Pentecostes (Lev. 23: 15-17 e 20; Núm. 28:26). Portanto, o apóstolo Paulo deixou claro que é: “em Adão”, que “todos morrem”; mas por outro lado, “todos serão vivificados em Cristo”. – (1Cor. 15:23 – ARA). Mas em outro lugar, o apóstolo declarou que os salvos morreram com o Messias, na morte dEle; e desta forma, também, viverão com Ele (Rom. 6:5-11).

As Primícias representavam aqueles que ressuscitaram por ocasião da morte de Yeshua; o sacerdote que as movia perante o Eterno, simbolizava a Yeshua apresentando a Seu Pai, o Deus Eterno, os primeiros frutos de Sua vitória sobre satanás.

No índice Lv 23:4 – 44 do site acima mencionado, encontra-se um artigo sobre as Festas Judaicas, no qual consta uma explanação sobre o significado das Primícias.

Como podemos observar, o apóstolo Paulo interpretou a morte de Yeshua baseando-se nos conhecimentos de sua época, e por isso mesmo são questionados  por não se harmonizar com a interpretação atual que é baseada nos conhecimentos modernos das Escrituras. Precisamos entender que a infalibilidade das interpretações dos autores bíblicos é uma tradição cristã originada com a canonização dos mesmos pela igreja.

Se um anjo declarou a Daniel (Dn 12:8-10) que as profecias para os últimos dias só seriam compreendidas no tempo do fim, com que base a igreja cristã insiste em sustentar em sua tradição que os acontecimentos referente aos últimos dias, se cumprirão exatamente como foram descritos pelos autores bíblicos ?

Em relação ao texto destacado em amarelo “ E os que ressuscitaram no dia da morte do Messias; mas saindo da sepultura apenas depois da ressurreição do Messias (Mat. 27:52-53). Estes foram trasladados com o Messias para serem apresentados como primícias no Céu, no dia da Festa de Pentecostes (Lev. 23: 15-17 e 20; Núm. 28:26)”, temos a dizer que a Festa das Primícias antecede a colheita, e que só existe uma aplicação para a mesma como já vimos anteriormente, e o Pentecoste, trata-se de uma festa comemorativa ao encerramento da colheita. Não há sentido em que se comemore as duas juntas, visto que representam eventos antagônicos.

ELIAS E ENOQUE

Sem dúvida, Enoque e Elas são dois personagens que se destacam na Escritura Sagrada. Mas segundo a mesma Escritura, “todos pecaram”. Agora, vejamos um episódio da vida do profeta Elias:

Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito e como matara todos os profetas à espada. Então, Jezabel mandou um mensageiro a Elias a dizer-lhe: Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu á tua vida como fizeste a cada um deles. Temendo, pois, Elias, levantou-se, e, para salvar sua vida, se foi, e chegou a Berseba, que pertence a Judá; e ali deixou o seu moço”. – (1Reis 19:1-3 - ARA).

Aqui está claro um pecado de Elias. Ele teve medo porque confiou em si. Mesmo após o Eterno ter feito maravilhas perante ele no monte, frente aos profetas de Baal. Elias também desejou morrer (19:4). Elias também fugiu de sua missão (19:9 e 13). Elias fez um falso julgamento de todos os seus irmãos, ao dizer: “Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida”. – (19-10 e 14 – ARA).

Depois disso o Eterno diz a verdade a Elias: “Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou”. – (19:18 – ARA).

Sobre medo, veja o que disse o apóstolo João: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”. – (1João 4:18 - ARA).

Com isso, quis apenas deixar claro que Elias também foi um pecador. Contudo, é importante destacar que após a entrevista dele com o Eterno na caverna do monte Horebe, o profeta teve uma vida perfeita aos olhos do Eterno.

Caso semelhante aconteceu com Enoque. Em Gênesis 5:21-23 foi dito:

Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Matusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Matusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos. Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si”. – (ARA).

Aqui, pela colocação das afirmações, percebemos que Enoque passou a andar com o Eterno somente após o nascimento de Matusalém. Porque é somente após tal informação que foi dito: “Andou Enoque com Deus”.

Agora, vejamos o que disse o autor da Epístola aos Hebreus:

Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus”. – (Heb. 11: 5 – ARA).

Sem falarmos os pecados de ignorância que também são pecados perante o Eterno. (Leia Lev. 4:1-35; e Heb. 9:7).

Portanto, assim como o marco para maior comunhão do profeta Elias com o Eterno foi àquela entrevista na caverna do monte Horebe, para Enoque foi o nascimento de Matusalém. Por isso, antes de ser trasladado, “obteve testemunho de haver agradado a Deus”. No entanto, vale lembrar o que disse o rei David, citado pelo apóstolo Paulo: “Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”. – (Rom. 4:8 – ARA).

 

JOÃO BATISTA - O MAIOR DOS HOMENS NASCIDO DE MULHER

O Messias fez uma declaração que não pode ser ignorada quando se trata do ser humano e da sua importância perante o Eterno.

Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele”. – (Mateus 11:10 – ARA).

Apesar do Messias ter declarado positivamente que João Batista é superior a Enoque, a Moisés e a Elias, João, a semelhança de Moisés, passou pela morte.

Visto terem se refugiado em Yeshua (entregaram-Lhe a vida), Ele pôde justifica-los, o que tornou possível o arrebatamento de Enoque e Elias, a ressurreição de Moisés e as Primícias, e o reservar João e os demais salvos para o dia da ressurreição dos justos.

CONCLUSÃO

Aqui apresentarei dois versos, o 18 e o 19 do capítulo 5 de Romanos. O primeiro diz: “Pois assim como, por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também, por um só ato de justiça(δικαιώματος ), “veio a graça sobre todos os homens para a justificação” (δικαίωσι ν) “que dá vida”. – (ARA).

“(a) δικαίωμα  e δικαίωσις

- Derivados do verbo δικαίόω – justificar -, o primeiro a exibir o sufixo μα (τ), o segundo o sufixo σις, ocorrem em Rm 5.18 ambos estes substantivos, traduzidos normalmente pelo termo justificação;

- Entretanto, δικαίωμα  expressa propriamente a justificação como ato, ou resultante, ou produto, enquanto δικαίωσις a apresenta antes como ação, ou operação, ou processo;

- Logo, δικαίωμα  diz respeito à sentença liberatória, à absolvição judicial; δικαίωσις ao processo envolvido, à ação justificante no seu todo”.

Apenas para complementar o que foi dito pelo professor, e para que não haja mal entendido. Ele apresentou δικαίωμα  como um “ato, ou resultante, ou produto”. Depois disse, em sua conclusão, que diz respeito “à absolvição judicial”. No entanto, ele sabe e nós também sabemos que em um tribunal também há a possibilidade de alguém ser condenado, e não apenas absolvição”. (Citado na PARTE 1).

Já em Romanos 5:19, temos: “Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos”. – (ARA).

O primeiro verbo da expressão: “muitos se tornaram pecadores”, o verbo está no Modo Indicativo; mas o tempo indicado é o Aoristo. Portanto, apenas afirma um fato. Já o verbo da expressão: “muitos se tornarão justos”. Está no Modo Indicativo e o tempo indicado é o Futuro.

Portanto, para o apóstolo Paulo, a justificação dos santos não só depende do sangue do Messias que foi derramado no Calvário; bem como, o tempo para que os salvos “em Cristo Jesus”, fosse de fato justificados, ainda se localizava no futuro em relação aos seus dias. [email protected]

Realmente a justificação dos santos dependeu da vitória de Yeshua sobre satanás, vitória essa que possibilitará a remoção dos pecados dos salvos no Dia da Expiação, conforme já explanado em outras considerações apresentadas anteriormente.

Que YHWH faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti...

 

 

Ley Traot !

 

 

Carlos Oliveira

 

clique aqui para conhecer a sexta parte da pesquisa

Hosted by www.Geocities.ws

1