Sr.
Josiel Teli
Shalom
Aleichem !
Continuando
nossas considerações sobre vossa pesquisa, estamos intercalando as mesmas em
verde, logo abaixo do item analisado.
O Juízo
Investigativo na Bíblia - 4
JULGAMENTO (ΚRÍMA) X JULGAMENTO (KRÍSIS) - PARTE 4
UM JULGAMENTO PELA
MANIFESTAÇÃO DO MESSIAS
Sou eu ou qualquer
ser humano que vamos decidir, e dizer quem está ou não “em Cristo
Jesus”? Estes Textos de
Mateus são bem conhecidos: 7:21-23 e 25:31-46. Sabemos que esta é uma
referência que aponta para o grande julgamento apresentado em Apoc. 20:11-15.
Mas o Texto de Mateus 25:31-46 não está dizendo que, o Messias irá separará os
salvos, justos e santos dos perdidos que serão condenados, apenas naquele dia.
Contudo, naquele dia será lido ou revisto o Livro da Vida (Apoc. 20:15). Assim,
“aos que estiverem à sua direita” – aos que estiverem com o nome “no Livro da
Vida do Cordeiro” (Apoc. 21:27 - ARA), “dirá” entram “na posse do reino” (Mat.
25:34 – ARA), e receberão o “galardão” (Apoc. 11:18 - ARA). Mas “aos que
estiverem à sua esquerda” – aos que não estarão com o nome “inscrito no Livro da
Vida”, “dirá” “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno” (Mat. 25:41 –
ARA). Os
Textos de 1Tes. 4:16 e Apoc. 20:4-6, deixam claro que a separação ocorre no
mínimo mil anos antes do Juízo Final.
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Como
justificar essa separação sem a existência de um julgamento ? |
Analise este
juramento feito pelo apóstolo Paulo: “Conjuro-te,
perante Deus e Cristo
Jesus, que há de julgar” (verbo krínein do
verbo krínō) “vivos e
mortos, pela sua
manifestação e pelo seu
reino”. – (2Tim. 4:1 –
ARA). Percebam que o apóstolo fala de duas fases que ocorrerão à ação do verbo
“julgar”. A primeira é -
“pela sua
manifestação”. A outra é:
“pelo
seu reino”. No que diz
respeito à “manifestação”, leiamos os versos
abaixo:
“E a vós outros,
que sóis atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se
manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando
vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que
não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão
penalidade de eterna destruição, banidos da face do
Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser
glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele
dia...”. – (2Tes.
1:7-10 – ARA).
Percebam que apenas
os ímpios e desobedientes é que sofreram quando o Messias vier pela segunda vez,
- “pela sua
manifestação”. E também, somente
eles é que “sofrerão penalidade de eterna destruição”. A qual ocorrerá
no Juízo Final. Veja também o que disse o apóstolo João, sobre a segunda
vinda do Messias, e da morte dos ímpios, em Apoc. 19:21. “Os restantes foram
mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no
cavalo...”. – (ARA).
Portanto, os ímpios “vivos” de 2Tim 4:1, são
os que morrerão, de acordo com 2Tes. 1:8-9 e Apoc. 19:21, na segunda vinda do
Messias. Isso também é
um julgamento. E para aquele momento
profetizado pelo apóstolo Paulo (2Tim.
4:1), os
salvos já estarão separados dos ímpios.
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Na verdade,
isso não se trata de um julgamento, mas sim da execução de uma sentença já
determinada. |
E O JULGAMENTO “PELO
SEU REINO” GLORIOSO MESSIAS?
Esse julgamento é o
mesmo que foi dito pelo Messias em Mateus 25:31-46. E tal julgamento aponta para
o Juízo Final (“fogo
eterno” e “castigo
eterno” – Mat. 25:41 e
46). Mateus 25:31 fala que o Messias se “assentará no trono da
Sua glória”. (ARA). Apocalipse
20:11 também fala de um “trono”. Embora aponte
para o Pai, sabemos que há o trono de “Deus e do
Cordeiro” (Apoc. 22:3). Mas
no que diz respeito aos que estarão “à sua
direita” (Mat. 25:33),
indica que eles receber o galardão (bênçãos) do Pai e do Filho. Porém os quês
estarão “à
esquerda” (os que não
estarão com o nome no Livro da Vida) – os que não receberão galardão, os
malditos, serão lançados no “lago de
fogo” (Apoc. 20:15).
Então, é naquele dia, de acordo com o Livro da Vida é que o Messias fará a
separação final dos Seus, que estão em Seu Livro – no Livro da Vida do Cordeiro,
dos ímpios, que não terão seus nomes inscritos no Livro da Vida (Apoc.
20:12-15). Os salvos – “cordeiros” – estarão “à sua direita”; mas os ímpios –
“os cabritos” estarão “à esquerda” (Mat. 25:33).
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O que é
apresentado tanto em Mt 25:31-46, quanto em Ap 20:11-15, é Yeshua
investido com a autoridade que o Eterno (Juiz de toda
a terra) Lhe
outorgou, vindo com Seus anjos para executar a sentença que fora
determinada anteriormente no Juízo Final (Dia da
Expiação). |
Portanto, não
podemos fazer confusão ao analisar 2Tim. 4:1. Este verso fala de duas fases de
um mesmo julgamento. Além do mais, os mesmo que
sofrerão e morrerão durante a segunda vinda do Messias, serão os mesmos que
“sofrerão penalidade de eterna destruição”, no Juízo Final, ainda
durante o Seu Reino. Porque assim está escrito:
|
Puniria o
Eterno alguém sem antes julga-lo ? |
“E, então, virá o fim,
quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver
destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele
reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último
inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas
sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que
todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe
subordinou. Quando, porém, todas
as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará
àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deu seja tudo em
todos”. – (1Cor. 15:24-28
– ARA).
O fim ao qual o
apóstolo Paulo se refere não é a segunda vinda do Messias; mas a destruição do
pecado e de todos os pecadores (Apoc. 11:18up e 20:10 e 14-15).
Se a segunda vinda do
Messias ocorrerá mil anos antes do Juízo Final, quando será, então, que os
salvos serão separados dos ímpios, para que àqueles não venham a sofrer com
estes?
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Só existe um
único julgamento no qual será decidido o destino da humanidade,
separando-a em dois grupos distintos: os justos e os ímpios, declarando
também a sentença para ambos. Esse juízo único esta simbolizado pelo Dia
da Expiação. |
UM TRIBUNAL ONDE O
PECADOR PODE SER JUSTIFICADO
Quanto à terceira
opção, sugerida no artigo
anterior, a partir deste tópico podemos percebê-la. Para isso, é importante que
vejamos, novamente Apoc. 3:5. Nele, como já foi dito, o Messias fala claramente
sobre os vencedores: “O vencedor será
assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum
apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário,
confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Apoc. 3:5 –
ARA).
Agora, destacando
apenas esta parte do verso: “confessarei o seu
nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. (Veja também
Mateus 10:32). Quando o
Messias confessou o nome de alguém diante do Pai? Antes que Ele Se tornasse Homem?
Ou somente após
ascender ao Céu? É lógico que Ele não pôde (LEGALMENTE) confessar nenhum
nome antes do Seu sacrifício. “Sem derramamento de
sangue não há remissão”. - (Heb. 9:22 -
ARA). A outra parte do verso fala: “Com efeito, quase
todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue”. – (ARA).
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O ato de
confessar o nome dos salvos diante do Pai e Seus anjos, é ilustrado pelo
momento em que, no Dia da Expiação, o Sumo Sacerdote com a vida dos salvos
em Suas mãos (simbolizada
pelo sangue do bode cuja sorte caiu para o Senhor), comparece
diante do trono do Deus Eterno (simbolizado
pelo propiciatório), e da hoste
Angélica (simbolizada
pelo véu do Tabernáculo)
justificando-as para que suas culpas sejam removidas e atribuídas a
satanás e sua hoste (simbolizada
pelo bode emissário) |
Lendo Hebreus 9:13,
ligando-o com o 9:22, temos uma noção quanto à santificação e purificação da
carne. Que é dito ser inferior ao afirmado no verso 14. No entanto, para
entendermos os versos 13-14 e o verso 22 - como um todo, vejamos outros versos
escritos pelo mesmo autor, no mesmo livro:
“... Eis aqui estou para
fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o
primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que
temos sido santificados, mediante a oferta do
corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote
apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer
muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais
podem remover pecados”. – (Heb. 10:9-11 -
ARA).
Diante disso,
entendemos perfeitamente que todos aqueles que
morreram antes da morte do Messias, não haviam sido perdoados, nem tiveram seus
nomes confessados diante do Pai. Porque uma
confissão sem a oferta – sangue do Messias, não cumpre os requisitos da Lei
(Rom. 6:23). No entanto, todos os que morreram crendo no Messias – o Cordeiro
substituto -, morreram com a promessa de serem perdoados no Tribunal Celestial.
Porque assim está escrito: “A justiça de
Deus”, “o justo viverá pela
fé”. – (Rom. 1:17 –
ARA). Em outro lugar foi dito: “Todavia, o meu justo
viverá pela fé; e: Se
retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não
somos dos que retrocedem para a
perdição; entretanto, da fé,
para a conservação da alma”. – (Hebreus
10:38-39 – ARA).
Além do mais,
ninguém poderá receber uma condenação sem que haja sido julgado. No entanto, é
verdade que, ninguém também poderá ser tido por justificado, sem que haja sido
julgado. Leia o que YHWH disse a Isaías. Em Isaías 43:25 o Eterno diz que, é Ele
que apaga “as
transgressões” e dos
“pecados” não se lembra.
Contudo, no verso 26 ele diz: “Desperta-me a
memória; entremos em
juízo; apresenta as tuas
razões, para que possas justificar-te”. – (Isaías 43:26 –
ARA).
Pense! Por que será
que o Eterno disse: “Desperta-me a
memória; entremos em
juízo”? Que
Juízo é esse onde alguém poderá ser justificado?
Certamente
não será no Juízo Final.
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A justificação
ou condenação de uma pessoa ocorre exatamente no Juízo Final, conforme
prefigurado no ritual do Dia da Expiação, como foi descrito na
consideração acima. |
O que não podemos
esquecer, é que pra uma pessoa ser justificada em Juízo, perante YHWH, essa
pessoa deverá apresentar-se com o Advogado (1João 2:1-2) e com a Oferta sem
mácula (João 1:29 e 36).
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A oferta sem
mácula simboliza um coração puro e contrito que sentindo sincera tristeza
pelo pecado reconhece em Yeshua o seu libertador, dedicando-Lhe então sua
vida para que Ele a possa resgatar do poder do pecado. |
É certo que haverá
um Juízo, antes do Juízo Final, onde os santos serão justificados. O apóstolo
Paulo escreveu aos Romanos, falando do “tribunal de
Deus”, e aos Coríntios,
na segunda Epístola, ele falou do “tribunal de
Cristo”, onde todos
devemos comparecer. (Rom. 14:10 e 2Cor. 5:10). O mesmo apóstolo, falando aos
atenienses, falando de um Juízo, disse: “Porquanto
estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão
que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os
mortos”. – (Atos 17:31 –
ARA).
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As Escrituras
relata apenas uma única ocasião em que os justos serão justificados, o Dia
da Expiação (Juízo Final), onde os ímpios também serão condenados.
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Percebam, portanto,
que em um dos Tribunais,
o Messias será apenas Advogado e Mediador. No
outro Ele também será Juiz.
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É bom lembrar
que Yeshua em nenhum Tribunal atua como Juiz, é Ele que no Dia da Expiação
comparece diante do Eterno levando em Suas mãos a vida (simbolizada
pelo sangue do bode cuja sorte caiu para o Senhor) daqueles a
quem resgatou, confessando seus nomes diante do Eterno e Seus anjos, para
que Ele os justifique, autorizando-O assim remover-lhes a culpa e
atribuí-las a satanás e sua hoste.
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QUANDO OCORRERÁ O
TEMPO DE ANGÚSTA DE DANIEL 12:1?
Agora, analisemos o
que disse o profeta Daniel, em Dan. 12:1, em três Versões: Almeida Revista e
Atualizada (ARA), Almeida Versão Revisada (AVR) e na Bíblia de Jerusalém
(BJ):
“Nesse tempo, se
levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu
povo, e haverá tempo de
angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele
tempo; mas, naquele tempo,
será salvo o teu povo, todo aquele que for
achado inscrito no livro”. – (ARA).
“Naquele tempo se
levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu
povo; e haverá um tempo
de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele
tempo; mas naquele tempo
livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no
livro”.
(AVR).
“Nesse tempo
levantar-se-á Miguel, o grande Príncipe, que se conserva junto dos filhos do teu
povo. Será um tempo de
tal angústia qual jamais terá havido até aquele tempo, desde que as nações
existem. Mas nesse tempo o
teu povo escapará, isto é, todos os que se encontrarem inscritos no
Livro”. (BJ).
(wû
bā‘ēt) – “Mas naquele
tempo” (período de
tempo, tempo determinado, tempo devido) – Essa expressão refere-se a um
mesmo período de tempo, citado em: Dan. 8:17 (ץק־תע – ‘et־qēts ); 11:35 (ץק־תע –
‘ēt־qēts), 40 (ץק־תע – ‘ēt־qēts); 12:4 e 9 (ץק־תע – ‘ēt־qēts). Todos estes
versos falam do “Tempo do
Fim”. Que sem dúvida
teve início no final das “Duas mil e trezentas tardes e manhãs” – Dan.
8:14.
(ha hî’) – “O
mesmo” (ele, ela, ele
mesmo, ela mesma, o mesmo, a mesma, que, o qual, a qual,
quem).1
Por que
“o
mesmo’? Há duas
possibilidades de entendermos essa expressão. A primeira apontando para o
“Tempo
do Fim”; e,
conseqüentemente, para Dan. 11:40. A outra, é ligando-a a Miguel que se
levantará no “Tempo do
Fim”. Porque é uma
expressão que se refere a Miguel. E no capítulo 10, Ele foi mencionado
nominalmente em dois versos: 13 e 21. E também foi feita uma descrição de
Miguel, nos versos 1-9, do mesmo capítulo.
...– indicam o mais remoto
ou algo que já foi previamente mencionado. ...”.2
No que diz respeito
ao “Tempo”, é este que foi,
repetidas vezes, mencionado a Daniel. Contudo, sem a explicação devida. Pois a
compreensão era somente para o “Tempo do
Fim”.
Veja esta outra
expressão hebraica: “ya‘mōd
Mîkā’ēl”:
(ya‘mōd
Mîkā’ēl) – “Miguel estará de
pé”
[Este
verbo é do grau QAL: estar, ficar,
manter-se em pé, de pé; pôr-se em pé, erguer-se, plantar-se, levantar-se,
situar-se, endereçar-se, alçar-se; colocar-se, situar-se, parar, cessar,
deter-se; resistir, enfrentar, defender-se, agüentar; esperar, aguardar; servir,
oficiar, apresentar-se, comparecer; subsistir, durar, permanecer, conservar-se,
afirmar-se; ser; estar, achar-se, encontrar-se. Em português temos a-(s)sistir,
re-sistir, sub-sistir, estar, que procedem do latim sto, sisto.].3
Portanto, esse tempo
de angústia profetizado por Daniel, não pode ter ocorrido antes da primeira
vinda do Messias, nem mesmo no período que envolveu o cerco e destruição de
Jerusalém, nem durante o período de perseguições religiosas, durante a Idade
Média. E Por que não? Porque Dan. 12:1 trata de um tempo em que Miguel se
levantaria. No mesmo verso fala de um tempo de angústia qual nunca houve. O
verso também fala do Livro da Vida. E está intimamente ligado ao verso 2, que
diz: “Muitos dos que dormem
no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida
eterna, e outros para
vergonha e horror eterno”. – (ARA).
Não farei muito
comentários sobre o versos 2. Mas pense nas afirmações que ele traz. Não
esqueça: “Muitos” não são
todos. Analise também o
porquê das duas classes. E se os que estão “em Cristo
Jesus” “ressuscitarão
primeiro” – (Rom. 8:1 e
1Tes. 4:16 – ARA), “mil anos” antes dos ímpios (Apoc. 20:4-6).
Então, que
ressurreição é essa, onde “muitos” “salvos” e
“ímpios” ressuscitam juntos, justamente após Miguel se levantar e no Tempo do
Fim; no entanto, antes da Segunda vinda do Messias? (Pense nisso).
MIGUEL SE LEVANTA
PARA O JUÍZO INVESTIGATIVO E PARA INTERCEDENDO PELO SEU POVO
A EXPRESSÃO “Naquele tempo Miguel
se levantará”, é rica de
significados, no que diz respeito ao contexto, em relação à intercessão perante
um Tribunal ou Julgamento. Agora, vejamos um comentário sobre este verbo
hebraico - “‘āmad”, traduzido por
levantar:
“O verbo ‘āmad é usado
tão extensamente no AT para designar o ato físico de ficar em pé que é
impossível um exame abrangente neste verbete, mas o leitor pode
consultar as classificações completas em BDB e KB. Deve-se dar atenção a
certas passagens-chave, particularmente aquelas de valor teológico
significativo. Uma dessas
expressões é ‘pôr-se [ou estar] diante de Iavé’, usada, por exemplo, com
referência a Abrão em Gênesis 18:22 (ARA, ‘permanecer na presença do SENHOR’;
cf. 19.27) e a Moisés em Deuteronômio 4.10 (cf. Jr 15.1, que fala
de Moisés e Samuel). Nesses exemplos ‘estar
diante de Iavé’ (expressão
construída com lipnê [q.v.]) indica uma postura de
oração e intercessão. Não é de
surpreender que os homens tenham sentido necessidade da ajuda de Iavé. Mas o
fato de que os homens podem ‘se pôr’ diante do Criador da eternidade e fazer
intercessão é profundamente notável. É, contudo, necessário acrescentar a
observação de E. Jacob de que tal intercessão não é de modo nenhum algo mágico
como também não existe uma resposta automática de Deus ao intercessor. Ele
escreve: ‘Quer a intercessão seja inútil em virtude da grandeza do pecado quer o
perdão seja impossível em razão da ausência de intercessão (Ez 22.30; Is 59.16),
é importante observar que a intercessão é dependente da liberdade divina e que
nenhum recurso humano é capaz de levar Deus a perdoar’ (JTOT, p.
296
Outro sentido da
expressão ‘pôr-se diante de Iavé’ se vê em Deuteronômio 19.17. Nesse contexto as
partes em litígio ‘se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos
juízes que houver naqueles dias’ (cf. Jr 7.10).
Tal
apresentação era para julgamento. Pôr-se diante de Iavé e de seus servos no
santuário prenuncia a definição da verdade e da justiça. Às vezes a nação toda
era chamada a vir até o santuário central e ‘pôr-se perante o SENHOR’ em
assembléias solenes para atos de sacrifício (e.g., Lv
9.5). Servos de Iavé ‘apresentam-se perante ele’ (ARA, ‘estarão diante de
mim’) como expressão de uma atitude de dedicação, lealdade e serviço.
Essa
terminologia é empregada em referência a sacerdotes (e.g., Ez
44.15) e especialmente a
crentes sinceros durante o período da decadência e apostasia de
Israel (Elias, 1 Rs 17.1;
18.15; Eliseu, 2 Rs 3.14; e Geazi [com relutância], 2 Rs 5.16).”4
Então, repetindo, os
dois grandes significados apresentados foram: “indica uma postura de
oração e intercessão” e a outra está
relacionada “as partes em litígio”
que “‘se apresentarão
perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles
dias’ (cf. Jr 7.10).
Tal
apresentação era para julgamento”. (Deut. 19:17). É
nesse contexto que deveremos entender Isaías 43:26. Contexto de intercessão e
julgamento.
Retomando o que já
foi dito sobre as ocorrências da expressão: (ץק־תע – ‘ēt־qēts - “Tempo do
Fim” - Dan. 8:17;
11:35, 40; 12:4 e 9), no llivro do profeta Daniel. Em função do que foi dito
sobre o “levantar” de
“Miguel”, tendo por base os
dois significados que destacados: “intercessão” e “julgamento”; eu pergunto:
há
alguma referência no referido livro, que trata de justiça; justificar;
julgamento; juízo e/ou tribunal?
Caso alguém não
saiba a resposta, vou dar uma ajuda. Leia Dan. 7:10, 22 e 26 e 8:14 (בתי אניד –
dînā’ ‘etib) – assentou-se o Juízo
ou
assentou-se o
Tribunal. – (אניד –
Juízo; Tribunal).
Diante disso, este
“levantar” “de
Miguel”, segundo o Texto
Hebraico, e os comentários, citados acima, tem o sentido de alguém que estar
intercedendo. Uma função de Mediador. Uma função Sacerdotal.
Agora, vejamos, na
Língua Portuguesa, alguns significados, para o verbo levantar. Segundo o
Dicionário Aurélio, são vários os significados; dentre ele temos:
“... 17.
Remover, afastar; 18. Tornar sem efeito, abolir,
revogar; 19. Fazer cessar; encerrar; ... 24.
Arrolar, inventariar,
após um trabalho de pesquisa ou investigação; fazer a investigação
de
...”5
Assim podemos
entender Dan. 12:1: Então, naquele tempo,
o mesmo, Miguel levantar-se-á, “o grande
príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de
tribulação, qual nunca houve,
desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu
povo, todo aquele que for achado escrito no livro”.
Portanto, podemos
entender, também, a expressão “Miguel
levantar-se-á”, como englobando
tanto “o início do tempo do
fim” quanto o seu
final, ou seja “o início do Juízo
Investigativo bem como a sua conclusão”. Contudo, além da
expressão: Então, naquele
tempo, o
mesmo, Miguel levantar-se-á... Há outro tempo.
Um
(‘ēt
tsārâ) – “Tempo de
angústia”.
Então, naquele tempo,
o mesmo, Miguel levantar-se-á, “o grande
Príncipe” (BJ), “o defensor dos filhos do teu povo” (ARA); e haverá tempo de
angústia (‘ēt
tsārâ), qual nunca houve,
desde que houve nação até àquele tempo (‘ēt); mas, naquele
tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro”.
(ARA). Na próxima parte analisaremos os tribunais de Dan. 7:10, 22 e 26. – [email protected]
Que YHWH faça
resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti...
BIBLIOGRAFIA
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Dn 12:1 menciona o mesmo
acontecimento citado em:
Muitos confundem Yeshua vindo com a autoridade do Juiz (O Deus Eterno), para executar a sentença determinada no tribunal, como se Ele, Yeshua, fosse o próprio Juiz.. Jamais compreenderemos as
profecias referente aos últimos dias enquanto nos apegarmos às tradições
teológicas, e não às Escrituras. Observamos que vossa pesquisa
esta firmemente estabelecida nas tradições.
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Ley
Traot ! |
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Carlos
Oliveira |
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