Irmão Josiel

Que a paz do Eterno seja sobre ti e os teus!

Estivemos analisando com toda atenção vossas "Explicações e Comentários" sobre o capítulo 17 do livro de Apocalipse, e mais uma vez não conseguimos conciliá-las com os textos bíblicos e os relatos históricos. Sendo assim, passaremos a apresentar em vermelho logo abaixo de cada tópico abordado pelo irmão, nossas conclusões em relação a vossa consideração.

Apocalipse 17: Explicações e Comentários

(Primeira Parte)

Shalom, irmão Carlos Oliveira!

Que YHWH continue abençoando e iluminando o irmão e seus familiares...

Li na sua introdução, apresentada no último artigo, a sua preocupação em deixar claro a nossa liberdade e limitações no que diz respeito ao pleno entendimento de alguns pontos da Escritura Sagrada, principalmente no que diz respeito às profecias, ainda mais futuras. Percebi e senti que a sua preocupação está voltada à interpretação moderna das profecias em oposição às tradições firmadas pela IASD.

Não considero estar realizando uma oposição às tradições sustentadas pela IASD ou por qualquer outra denominação, ao contrário, procuro incentivar aos cristãos independentemente de sua denominação para que estudem por si mesmos e não se satisfaçam apenas com o que seus dirigentes lhes apresenta, de maneira que possam se posicionar conscientemente ao lado da verdade, quer ela esteja nos conhecimentos modernos das Escrituras, ou nas tradições mantidas ao longo dos séculos.

Mas uma vez repito ao irmão que a tradição que mantenho em parte da IASD é em função da abordagem e interpretação historicista das profecias. Por isso, da introdução apresentada pelo irmão, destacarei o penúltimo parágrafo que foi apresentado antes do 1º item de seu artigo.

Você disse:

"Com todo o respeito, peço-lhe que não me interprete como apenas mais um crítico, mas sim como alguém que como você, procura obter o conhecimento que o Eterno revelou para o Seu povo nestes últimos dias, conhecimentos estes que abalaram todo conceito teológico que me foi transmitido durante anos. Portanto, entendo como é difícil romper com velhas tradições. É como se aquela casa que edificamos, e durante anos nos abrigamos, ruísse de repente e então ficássemos sem saber o que fazer ou mesmo para onde ir. Caso a nossa fé esteja firmada no Eterno e não em uma instituição, teremos um abrigo seguro."

Do parágrafo acima, abordarei apenas o q está em negrito: "...o conhecimento que o Eterno revelou para o Seu povo nestes últimos dias, conhecimentos estes que abalaram todo conceito teológico que me foi transmitido durante anos...". Aqui o irmão coloca-se como alguém que de alguma maneira recebeu revelação do Eterno para os últimos dias. Diz também que tais revelações (conhecimentos) abalaram "todo conceito teológico" que lhe transmitiram. Com certeza, em função do conjunto de interpretações da IASD, posso dizer que realmente seus conceitos foram abalados; no entanto, que seus conhecimentos atuais e modernos, de uma maneira geral estejam em conformidade e em harmonia com o Texto Sagrado.

Ao usar a palavra revelação em lugar da palavra conhecimento, o irmão sem o perceber possibilitou ao leitor uma dupla interpretação do texto, pois revelação pode ser interpretada como sendo um sonho ou mesmo uma visão, diferentemente da palavra conhecimento pois o mesmo pode ser adquirido por meio de estudo ou mesmo de uma revelação; tenho a dizer que jamais insinuei ter recebido alguma revelação (sonho ou visão), ao contrário, o conhecimento que o Eterno me tem concedido, tem sido através do estudo das Escrituras, História Geral, História Contemporânea como também artigos de outros pesquisadores, método este que está acessível ao mais simples dos irmãos.

Recomendaria para que o irmão ao analisar qualquer parágrafo, não substituísse o termo original pois na maioria das vezes essas alterações mudam totalmente o sentido da frase, comprometendo o autor do texto.

Obs. Não consegui entender o sentido da frase sombreada em amarelo; os conhecimentos atuais e modernos estão ou não em harmonia com o Texto Sagrado ?

Por outro lado, também concordo com o irmão que em função de algumas interpretações de Daniel e Apocalipse, existam muitas "velhas tradições". Mas a minha fé não está baseada em "velhas tradições" e muito menos em uma instituição. Sou adventista por princípio e não institucional. Embora alguns não creiam mais na origem profética do "Movimento Adventista", especialmente das 2300 tardes e manhãs, Santuário e do Juízo Investigativo, eu continuo seguro no Eterno e em Seu Messias e em tais princípios. Portanto, que fique bem claro: os princípios deram origem a uma instituição – IASD; mas a instituição (IASD) não deu origem a tais princípios.

Como já afirmei no 1º parágrafo, não procuro levantar nenhuma oposição a qualquer denominação, e no seu caso, à IASD. Se você chegou a conclusão de que os ensinos da IASD são verdadeiros, segui-os. Assim como você, freqüento a IASD e creio no Eterno e em Yehoshua Hamashiach de Israel, porém, não consegui conciliar o ensino do Santuário e do Juízo Investigativo com as Escrituras (vide site http://geocities.yahoo.com.br/ibzaituni link Dan. 8:13-14) e portanto não os tenho como verdadeiros sem no entanto abandonar a IASD ou criar alguma oposição a suas doutrinas; cada qual será responsável pelo seu destino futuro. Lembre-se que o Templo em Jerusalém era frequentado tanto por fariseus quanto por saduceus mesmo tendo concepções doutrinárias diferentes. Portanto, posso muito bem continuar freqüentando a IASD mesmo não aceitando as doutrinas em sua totalidade; sei que não devo fomentar nenhuma divisão na mesma mas respeitar a consciência de cada membro assim como Yehoshua o fez quando aqui esteve. Procuro por em prática o seguinte ensino copiado do site acima mencionado:

"Devemos ser como o sal da terra e a luz do mundo, não precisamos nem devemos formar movimentos que só causariam conflitos e desarmonia no seio da igreja; ao contrário, assim como o sal é procurado por todos que desejam temperar o alimento, devemos estar prontos para ensinar aqueles que nos procurarem em busca de conhecimento. Assim como a luz atrai aqueles que se encontram na escuridão, nosso testemunho deverá atrair aqueles que se encontram com dúvidas e anelam por uma melhor compreensão de qual seja a vontade do Eterno para esses dias".

No item 01 o irmão diz: ". Nenhuma profecia pode ser comprovada pela Bíblia."

Eu farei uma mudança em tal afirmação, direi o seguinte: ". Nenhuma profecia futura poderá ser comprovada pela Bíblia". Caso contrário, o irmão entraria em contradição: "As profecias contidas em Dn 2; 7; 8; e II Cr 18:27 dentre outras, por exemplo, são plenamente confirmadas pela história".

Não entendi a colocação do irmão ao declarar ". Nenhuma profecia futura poderá ser comprovada pela Bíblia".

Profecias são previsões de fatos que ainda não sucederam, ou seja, profecias só apontam para o futuro e nunca para o passado; quando uma profecia se cumpre, deixa de ser profecia passando a ser um fato consumado. É como se o tipo encontrasse o antítipo tornando-se ambos uma única coisa, um fato histórico. Não existe profecias para o passado, e sim eventos históricos passados e presente.

Estive analisando Dn 2 e 7 , e pude observar que a maior parte de seus escritos já deixaram de ser profecias e tornaram-se eventos históricos; quanto a Dn 8 e II Cr 27, ali já não existem mais nenhuma profecia, tudo que neles está escrito já se transformaram em eventos históricos.

Você diz que a mulher de apocalipse, capítulo 17, é a nação dos EUA e que é a mesma besta de apocalipse 13:11. Concordo com você quanto ao 13:11. Mas no que diz respeito ao 17, mais abaixo, veremos algumas objeções.

Veremos agora, os três tópicos do primeiro item. Concordo em parte com o primeiro tópico. Você disse: a 2ª besta exerceria toda a autoridade (e domínio) da 1ª besta, na sua presença. Você colocou a 2ª besta como se ela já estivesse começado e ainda estando a exercer toda a autoridade e domínio. (Verbo no passado).

No que diz respeito á 2ª besta eu digo: a 2ª besta exercerá toda a autoridade (e domínio) da 1ª besta, na sua presença. Portanto, verbo no futuro "próximo".

No segundo tópico você declara que os animais apresentados em apocalipse 17:3, 12:3 e 13:1 são os mesmo. Concordo quanto ao 13:1 e 17:3, mas quanto ao 12:3 o Texto Sagrado é explicito. O que tem em comum são os chifres e as cabeças. Embora eles apontem para uma mesma região geográfica não quer dizer que sejam os mesmo animais. Além do mais, existe uma diferença entre a Roma Pagã e a Roma Papal. Em apocalipse 12:3 nós temos um "grande dragão vermelho": drákōn mégas pirros -δράκων ╔έγας πυρρος. Já em apocalipse 17:3 temos uma "mulher montada numa besta escarlate".gynaîka kathēménēn epì thēríon kókkinon - γυναικα καθημένην επι θηρίον κόκκινον. Como foi dito, em Apoc. 13:3 temos um dragão pirros e em 17:3 temos uma besta kókkinon. Portanto, não podem ser o mesmo animal. Porque em Apoc. 12:3 temos Roma Pagã. Em Apoc. 13:1 e 17:3 temos Roma Papal.

Estive observando que a grande dificuldade do irmão para compreender as profecias do livro do Apocalipse deve-se ao fato de limitar sua compreensão dos símbolos proféticos ao que é ensinado pela IASD, simbologia esta que as diversas denominações manipulam visando acomoda-las a suas doutrinas.

Um dos símbolos chaves nesta profecia do capítulo dezessete é o termo Besta. O que vem a ser uma Besta ? é um animal quadrúpede, geralmente de grande porte, irracional. Sendo um animal irracional, pode ser adestrados pelos seus proprietários para desempenhar alguma tarefa em benefício de seus donos. Lembre-se de que satanás é quem procura operar por meio das potências mundiais com o objetivo de alcançar seus intentos (Dn 10:13 e 20)

Em profecias o Eterno utilizou este símbolo para designar um reino dominante (exerce autoridade sobre outros reinos a nível político); em Dn 7 e 8, podemos observar que uma besta era sucedida por outra besta, ou seja, um reino era sucedido por outro reino a nível político imposto pelo poder militar. O uso que o irmão faz para designar a besta como um poder a nível espiritual não se harmoniza com a maneira em que Daniel e João empregaram em seus escritos conforme é atestado pela História Geral e Contemporânea.

Quando o irmão para mencionar que a besta de Ap 13:3 (em Apoc. 13:3 temos um dragão pirros) e a besta de Ap 17:3 (e em 17:3 temos uma besta kókkinon.) não são os mesmos animais e portanto não podem representar um mesmo reino, parece esquecer-se de que o animal semelhante a um leopardo mencionado em Dn 7, e o bode mencionado em Dn 8, embora sejam animais diferentes, a História Geral comprovou se tratarem de um mesmo reino.

Desejo lembrar também que tanto a História Geral quanto a Contemporânea demonstram que o Império Romano teve a sua seqüência através do poder exercido pela ICAR durante a Idade Média. Ap 13:2-4.

Quanto ao que escreveste sobre o verbo encontrar-se no futuro na seguinte frase: ( No que diz respeito á 2ª besta eu digo: a 2ª besta exercerá toda a autoridade (e domínio) da 1ª besta, na sua presença. Portanto, verbo no futuro "próximo) sabemos que João escreveu seu livro em torno do ano 100EC, portanto para João, o cumprimento da profecia estaria no futuro, mas para nós que vivemos no ano 2005, muitas das profecias proferidas por João já se cumpriram tornando-se eventos históticos.

Um detalhe interessante, mas que passar despercebido da maioria ou de quase todos em Apoc. 12:4 é: "A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu... o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar a luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse".

O detalhe a que me referi é a "cauda" do dragão. O que vem a significar o vocábulo cauda? Segundo o Dicionário Aurélio: Cauda - "A parte posterior ou o prolongamento de certas coisas". Pelo que sabemos o reinado de Herodes (o grande) – Herodes era um rei fantoche - era um prolongamento do Império Romano. Império este que no Oriente não cresceu além da Judéia. Portanto, "deteve-se em frente da mulher". Embora o dragão em primeiro lugar aponte para Satanás e as estrelas, para os anjos que caíram com ele, não podemos negar que em segundo lugar aplique-se diretamente a Roma Pagã, especialmente a partir de Otávio Augusto.

Portanto, só pelo fato do dragão pirros ter se detido em frente da mulher, podemos afirmar com certeza que ele não é o mesmo animal – 1ª besta, de apocalipse 13:1 e 17:3 (besta kókkinon).

Para que meu comentário não fique muito longo, sugiro que o irmão analise no site http://geocities.yahoo.com.br/ibzaituni no link Dn 7 e 8. a consideração que é abordada sobre a cauda do dragão arrastar as estrelas do Céu.

Quanto a Herodes ser um prolongamento do Império Romano, não confere com o termo Império. Império é um poder dominante que em nossa análise corresponde a um reino que após subordinar outros reinos, os mantém submissos à sua vontade. Herodes não passou de um mero representante do Império Romano junto ao povo Judeu.

Quanto ao dragão (satanás por meio do Império Romano) deter-se diante da mulher (Israel), ele tinha um objetivo, matar a Yehossua Hamashiach que deveria nascer em Israel.

Ainda no segundo tópico você disse: "Considerando-se que o cavaleiro é que exerce o domínio sobre a sua montaria, estes versos nos ensinam que um reino simbolizado por uma mulher (EUA), exerceria o seu domínio sobre o antigo Império Romano (besta com sete cabeças e dez chifres, Ap 13:1 e 17:3), atuais nações européias."

A expressão que se traduz por "sentada sobre” é: kathēménēn epì - καθημένην επι Cujos significados são: "Estar sentado; sentar-se; viver, permanecer, estar". Podemos entender no sentido de estabelecida.

Concordo, "que o cavaleiro é que exerce o domínio sobre a sua montaria". Por isso, entendo que a mulher (ICAR – igreja católica apostólica romana) que esteve assentada sobre Roma e, hoje está assentada/sentada/montada sobre o Vaticano (um país, portanto um animal - besta) é que o conduz tanto no aspecto político quanto no religioso.

Devemos observar que em Ap 17 aparece apenas uma montaria, a besta escarlate (Ap 17:3). Como explicar então que a ICAR esteve sobre duas montarias (bestas) ?

Uma besta (animal = reino) para receber destaque no contexto profético, não basta ser somente um reino, mas sim um reino dominante que mantenha outros reinos submissos à sua autoridade (Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma). O Vaticano pelo que temos conhecimento, não mantém nenhum outro reino em submissão a sua autoridade, além do mais, a palavra de seu dirigente (papa) não é acatada pelos dirigentes mundiais quando estes desejam impor suas resoluções.

Analisemos apocalipse 13:12: "Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. ...". O que temos aqui é uma afirmação ampla e explicita. "Toda a autoridade". Na Idade Média e durante os seus domínios, Roma Papal exerceu todos os poderes que se possa imaginar, humanamente falando. Principalmente, destacam-se dois: político e religioso (e mesmo sem ter exército – o militar). Hoje, comparando a segunda besta com a primeira, percebe-se que a segunda tem apenas o poder político e militar. Mas não está longe o dia em que também terá "toda a autoridade religiosa", igualando-se e tornando-se de fato a segunda besta de acordo com a profecia.

Precisamos entender que no período da Idade Média os povos levavam a religião a sério, acreditavam em inferno, purgatório, penitências, etc... portanto, os governantes das nações acreditavam que os líderes religiosos eram os representantes de Deus aqui na terra e caso não obedecessem aos mesmos, trariam desgraças para o seu reino e mesmo uma condenação para o inferno ou purgatório conforme ensinado pela ICAR. Em outras ocasiões, os governantes também acatavam as ordens impostas pela ICAR com o objetivo de se beneficiarem com os bens das pessoas que se recusassem a aceitar os dogmas impostos pela poder religioso.

Nesse período podemos observar a ICAR como sendo representada por uma Besta, ou seja, um reino estabelecido no trono do dragão (Cidade de Roma) que mantinha outros reinos submissos a sua autoridade (poder religioso) imposto pelas armas.

Quanto a vossa comparação entre a 1ª besta possuindo o poder político e religioso e a 2ª tendo apenas o poder político e militar mas que em breve terá o poder religioso, devemos lembrar que o destaque para um reino (besta no contexto profético), não é o seu poder político, militar ou religioso como poderemos observar nas bestas que já se passaram, mas sim o seu poder em subordinar outros reinos a sua autoridade, não se levando em consideração o método utilizado.

Babilônia ----------------------------------- exerceu um poder a nível político e militar

Medo Pérsia ------------------------------ exerceu um poder a nível político e militar

Grécia ------------------------------------- exerceu um poder a nível político e militar

Roma em sua fase pagã ------------ exerceu um poder a nível político e militar

Roma em sua fase cristã (ICAR) -- exerceu poder a nível político, militar e religioso .

Ainda de acordo com o segundo tópico, não percebemos os Estados Unidos da América (2ª besta) exercendo "todo o seu domínio" "sobre o antigo Império Romano". Este constitui a atual Europa. Não há e não se pode afirmar que a nação – EUA – 2ª besta esteja exercendo "todo o seu domínio" sobre as potencias da Europa – antigo Império Romano. Do antigo Império dos Césares surgiram várias nações e dentre elas uma ponta pequena que arrancou três chifres – povos, que haviam surgido também da Roma Pagã. Além do mais, todas as nações da Europa têm autonomia e liberdade política e religiosa.

Precisamos ter em mente que esta profecia esta em pleno desenrolar pois só assim perceberemos que os EUA já exerceu todo poder a nível político, econômico e militar sobre as nações européias e o mundo quando estes se mantiveram independentes (não estavam vinculada a nenhum bloco de nações); mas a profecia do Ap 17 menciona também que a besta (1ª Besta = Imp. Romano) aborreceria a mulher (EUA) e, hoje em dia já podemos observar que com a reunificação da Europa (União Européia – Besta que era e tornaria a ser) , a comunidade européia embora reconheçam e respeitem a superioridade e supremacia dos EUA, algumas de suas nações já começaram a questionar algumas resoluções dos EUA, apoiando-se no poder adquirido com a criação da União Européia, a besta que era, deixou de ser, mas que voltaria a ser.

Quanto a autonomia e liberdade política e religiosa desfrutada pelas nações européias, isso só foi possível devido a morte do poder político religioso exercido pela ICAR (1ª besta) que mantinha a europa unificada pelo poder religioso.

Quanto ao terceiro tópico, já estamos analisando e ainda analisaremos a afirmação: "... Veremos que o único reino que preenche as especificações mencionadas nestes versos, são os EUA". Essa afirmação é no que diz respeito à mulher ser a 2ª besta montada/sentada/assentada sobre a 1ª besta. Contudo, já podemos adiantar que de acordo com os aspectos históricos, geográficos, políticos e religioso, não existe uma harmonia entre os EUA sendo a mulher montada na besta. Por outro lado, há uma harmonia em se interpretar que a mulher que está montada na 1ª besta seja a ICAR (que esteve assentada sobre Roma e, hoje está assentada/sentada/montada sobre o Vaticano).

No item 02 o irmão diz: "O Vaticano já não exerce domínio ou reino sobre a Terra".

Ao dizer: "O Vaticano já não exerce domínio ou reino sobre a Terra", o irmão, em outras palavras está dizendo que ele (como Roma Papal – sede dos Estados Pontifícios) já exerceu domínio no passado. Por isso, o irmão neste item contestou apenas a ICAR sobre a 1ª besta (Vaticano) e não se deteve para analisar a ICAR sobre a 1ª besta Roma Papal.

Para que não haja nenhuma confusão na interpretação do texto, tenho a dizer que utilizei o termo vaticano para identificar a ICAR, e não o Estado do Vaticano, pois o referido estado nunca exerceu nenhum poder a ponto de receber o destaque como besta no contexto profético.

Quanto a ICAR estar assentada sobre a 1ª besta, Roma Pagã, o irmão parece esquecer-se de que a ICAR é a própria primeira besta (seqüência do Império Romano) visto que o próprio Império Romano não morreu, apenas entregou todo o seu poder e autoridade ao poder religioso (ICAR), ou seja, Roma Papal sucedeu (foi coroada) por Roma Pagã. Sendo assim, sabemos ser impossível um animal sentar-se sobre si mesmo.

"Entendia-se por Estado Pontifício o conjunto de território sobre os quais, na Idade Média, o papa exercia o poder soberano. ... A partir de 754, com a → doação de Pepino, confirmada por Carlos Magno (→ francos) incorporou-se ao patrimônio em referência o Exarcado de → Ravena e a ‘Pentápolis’ (Rimini, Pesaro, Ancona...). ...".

"Em 1809, Napoleão incorporou o estado Pontifício ao Reino da Itália ...".

"... Contudo, por efeito das aspirações de unificação da Itália, em 1866, acabou perdido (até o ‘Patrimonium Petri’). Em 1870, tornou-se parte da Itália. A partir de então os papas se consideravam ‘prisioneiros do vaticano’. De ↑ Pio IX a ↑ João XXIII não mais saíram da → cidade do Vaticano". – (FISCHER, Rudolf, Wollpert. Os Papas. 2ª ed. Petrópolis – RJ, Editora Vozes. 1997. pp. 268-269).

Portanto, no que diz respeito à expressão "domínio" ou "poder soberano", pelo que foi dito, entende-se claramente que de 754 até 1870, o papa exercia um domínio temporal. Embora de 1809 até 1870 o domínio temporal houvesse sido reduzido.

No entanto, no que diz respeito à expressão "reino", tanto no período anterior a 1870, quanto de 1929 até os dias de hoje, não há como negar que o papa ostente um título de rei, por isso não se pode negar que ele também tenha um reino. Isso veremos abaixo:

"Pacelli foi coroado a 12 de março de 1939. ...".

"Pacelli determinara que nenhuma despesa deveria ser evitada. Em 1878, Leão XIII fora coroado na privacidade da Capela Sistina, assim como Benedito XV, numa cerimônia austera, nos primeiros dias sombrios da Grande Guerra. Em 1922, Pio XI fora coroado num estrado diante do santuário de São Pedro. Hoje, porém, haveria uma coroação como nenhuma outra: a primeira coroação papal transmitida pelo rádio para o mundo inteiro, a primeira a ser filmada em sua totalidade, a primeira a ser realizada ao ar livre, diante de uma multidão na Praça de São Pedro, desde a elevação de Pio IX, em 1846. A intenção, no entanto, não era a de levar o papa para o meio das pessoas, mas sim distanciá-lo e eleva-lo, espantar o mundo". – (CORNWELL, John. O Papa de Hitler – A História Secreta de Pio XII. Rio de Janeiro – RJ, Imago Editora. 2000. pp. 221 e 223.).

Nas páginas 245 e 246 do referido livro há duas fotos da coroação e da coroa (tríplice coroa) sobre a cabeça de Pacelli - papa Pio XII.

Ainda não conseguimos encontrar o texto bíblico onde é apresentado o 2º animal sobre o qual a mulher esta assentada.

Quanto a ICAR, a história testifica que ela foi exatamente o reino (besta) que deu seqüência ao Império Romano, sendo portanto também identificada como sendo a continuação da primeira besta mencionada em Ap 13:1-4.

A Cidade de Roma como sendo a sede do poder religioso da europa (ICAR) no passado, governou sobre os territórios do antigo Império Romano e a própria história registra a submissão das nações européias à autoridade papal. Após a morte da Besta, poder religioso que mantinha a Europa submissa , a ICAR teve que abandonar a cidade de Roma e posteriormente ficar restrita a uma pequena faixa de terra (Vaticano) que lhe foi doada, de onde também nunca mais exerceu seu antigo poder sobre as nações européias, como também tem enfrentado nos dias atuais grande dificuldade para manter uma unidade de pensamento em todos os seus cidadãos espalhados pelas diversas nações ( divórcio, lei do aborto, leis que regulamentam o uso de células troncos pela medicina, etc...)

Resumindo, a ICAR não poderia estar montada sobre Roma ou mesmo sobre o Vaticano, pois ela mesma tendo sua sede na Cidade de Roma era a 1ª Besta em sua fase cristã.

Já o Vaticano, ele não exerce nenhum poder especial que o destaque como sendo uma besta nos dias atuais, ele é conhecido tão somente como a sede da ICAR, um poder religioso como qualquer outro que existe nos dias atuais.

Dos tópicos do item 02, abordarei apenas os seguintes: "Quanto aos sete montes não serem literais, realmente o próprio anjo o declara ao dar a interpretação a João".

Você é que está afirmando que os montes não são literais. O anjo não afirmou nada disso. O anjo declarou: "... As sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis". – (Apoc. 17:9). O verbo ser é citado duas vezes nesse verso. Sete montes montes – eptà ’orē eisín – επτά oρη εισίν e sete reis – kaì basileîs eptá eisin – και βασιλεις επτά εισιν.

Diante disso, percebe-se que há duas afirmações para as sete cabeças. A primeira diz que elas são sete montes e por último diz que elas são sete reis. A última parte do verso é clara: São sete reis também ou também são sete reis ou e são sete reis. Portanto, não há como negar a dupla interpretação do anjo feita para sete cabeças. Porque em momento algum o anjo disse que os sete montes eram sete reis. Porém disse que as sete cabeças são sete montes, também são sete reis. Além do mais, a palavra grega (βασιλεις) empregada trata-se de reis e não de reino.

Talvez tenhamos uma compreensão diferente do que seja literal ou simbólico. Entendo como literal quando vale o que está escrito; já no simbólico quando precisamos definir o significado do que foi dito.

Logo na apresentação o anjo diz que as sete cabeças são sete montes. Somente aqui, o anjo esta dizendo que as sete cabeças não são realmente sete cabeças, mas sim sete montes. Em seguida, o mesmo anjo afirma novamente que as sete cabeças não são sete cabeças, mas sim sete reis. Só posso concluir que se trata de uma linguagem figurada, não literal.

Só não consegui entender o vosso raciocínio em não admitir que os sete montes sejam também sete reis. Vejamos a seguinte equação: se 5 + 7 = X, e 4 + 8 = X , deduz-se que o valor de X será igual a 12 em ambas as somas. Sendo assim, se as sete cabeças da Besta são sete montes, e essas mesmas cabeças são também sete reis, porque não admitir que os sete montes são sete reis ?

Quanto ao irmão declarar : "(. Porque em momento algum o anjo disse que os sete montes eram sete reis. Porém disse que as sete cabeças são sete montes, também são sete reis. Além do mais, a palavra grega (βασιλεις) empregada trata-se de reis e não de reino.)" Não consegui entender o porque o irmão ao considerar o domínio exercido pela ICAR mencionou que o papa por ostentar o título de rei não se poderia negar que ele tivesse um reino, e no entanto parece não admitir que os sete reis do Ap 17  signifiquem a existência de sete reinos.

No entanto, no que diz respeito à expressão "reino", tanto no período anterior a 1870, quanto de 1929 até os dias de hoje, não há como negar que o papa ostente um título de rei, por isso não se pode negar que ele também tenha um reino. Isso veremos abaixo:

"Pacelli foi coroado a 12 de março de 1939. ...".

No item 03 o irmão diz: "A Igreja Católica foi a besta durante um período."

Nesse item o irmão apresentou 4 parágrafos. O primeiro já foi abordado acima. E claramente entendemos que o anjo deu a interpretação literal (revelou o mistério da mulher). Caso contrário à interpretação não seria interpretação e sim uma nova profecia. Pois o anjo afirmou: "Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chiefres e que leva a mulher". – (Apoc. 17:7).

Quanto ao segundo parágrafo, também já foi dito nos comentários sobre o item 01, que os animais de Apoc. 12:3 não é o mesmo de Apoc. 17:3. Além do mais, Roma Papal (a 1ª besta) recebeu "autoridade", "poder" e "o trono" (Apoc. 13:2 e 4) do dragão (Apoc. 12:3, 13:2 e 4) para exercer o seu domínio em Roma (Apoc. 13:2) e a partir de Roma.

O que foi dito no parágrafo anterior só vem reforçar os comentários feitos sobre o item 02. Onde foi apresentado que a primeira besta exerceu domínio e autoridade; portanto era um reino e possuía um rei – o papa.

Se analisarmos Ap 13:1-3, poderemos observar que a 1ª Besta aqui mencionada é o Imp. Romano governado pelos Cesáres e posteriormente após ser curada uma de suas cabeças (Império Romano do Ocidente) que fora ferida mortalmente, o poder religioso europeu que curou esta ferida (reunificação do antigo Império Romano do Ocidente), mais adiante através dos papas passou a substituir a autoridade dos imperadores romanos. Portanto, a 1ª besta corresponde ao Imp. Romano em suas duas fases, a primeira governada pels imperadores e a 2ª governada pelos papas.

No site acima mencionado no link Apoc. 13, encontra-se uma pesquisa sobre as duas bestas mencionadas no Ap 13 que nos auxiliaria muito na compreensão deste assunto.

No que diz respeito ao terceiro parágrafo podemos dizer que é visível o domínio e/ou influência religiosa da ICAR sobre as nações modernas, inclusive sobre as ruínas de Jerusalém. Por isso, espero que o irmão leia o livro o Papa de Hitler, ou outro qualquer que trate das concordatas imposta pelo Vaticano aos paises modernos.

Só pra efeito de curiosidade, a queda do comunismo ocorreu porque houve uma aliança entre as duas bestas – Vaticano e Estados Unidos. E no campo religioso basta ver o calendário mundial e as festas religiosas católicas. E finalmente, analise o que ocorre quando um presidente é eleito ou rei é coroado. Pra qual cidade/país eles se dirigem? Inclusive o presidente eleito dos EUA, a quem ele se dirige e reverencia?

Como já consideramos anteriormente, a ICAR hoje em dia, sente até dificuldades para impor uma unidade de pensamento entre os cidadãos católicos do mundo (vide posição da ICAR e seus membros quanto a regulamentação da lei do aborto), como também dificuldade para impor sua maneira de pensar sobre questões internacionais. (vide posição da ICAR em relação a regulamentação da lei para o uso de células tronco pela medicina)

Quanto ao comunismo, todos sabemos que o motivo principal de sua queda foi o poder econômico visto que a antiga União Soviética encontrava-se economicamente falida e dependendo de ajuda externa para sua sobrevivência. Quanto a visita que os líderes mundiais fazem ao papa, é mais uma visita de cortesia para manter boas relações com os cidadãos católicos de suas respectivas nações, não um ato de submissão à autoridade papal, pois, como se pode ver, suas resoluções são passadas por alto pelas mesmas nações cujas autoridades o visitaram anteriormente.

Finalmente, um verso importante é apresentado no ultimo parágrafo. Dan. 7:11. Vamos analise o que foi dito pelo irmão: "o Eterno declara que esse animal, poder político religioso, fora morto".

Em função da declaração do irmão, um animal morto já não existe mais. E se não existe, como a mulher (2ª besta) pode está sentada sobre a 1ª besta (animal e/ou poder que não existe mais)? Portanto, o animal/poder deve continuar a existir pra que alguém pudesse está montado sobre ele.

Além do mais, o animal foi morto (como fora dito pelo profeta Daniel), antes da 1ª besta surgir como uma potencia mundial. Assim também não se aplicaria aos EUA (ser a mulher) o está sentado sobre a 1ª besta.

Contudo, analisemos o verso abaixo:

Daniel 7:11 declara: "Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado".

Que animal foi morto: o dragão ou a 1ª besta? O contexto do capítulo 7 de Daniel nos apresenta 4 animais. No verso 7 é apresentado o quarto animal. Os outros ainda são mencionados (nos versos 7, 12, 17 e 19), mas do verso 7 em diante o destaque é ao quarto animal e ao pequeno chifre que surge nele.

Chegando ao verso 11 podemos entender perfeitamente que o animal que foi morto, segundo o profeta Daniel, foi o quarto animal e não a ponta pequena e 1ª besta. A partir de 1798, com a Revolução Francesa e as Repúblicas e surgimento das novas nações, o que ainda restava do Império Romano, sob a autoridade papal, com o nome de Estados Pontifícios, começou a ser fragmentado e porque não dizer, literalmente "entregue para ser queimado".

Animal morto – o quarto animal: fim do que ainda restava do Império Romano Pagão, sob os domínios do papa.

Corpo desfeito: Isso aponta para o desmembramento, fragmentação dos domínios papais – Estados Pontifícios.

Entregue para ser queimado: As forças aliadas, principalmente o exército francês, deixam de ser aliados da 1ª besta. Ela fica entregue para ser queimada, destruída. E finalmente morta em 1870. Quando perdeu todos os seus territórios e poder temporal.

Assim podemos entender também Apoc. 17:8: "A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição".

De 754 a 1ª besta passou a ter domínio temporal além de religioso. Em 1870 ela perdeu todos os seus territórios temporais, que constituíam os Estados Pontifícios. Assim, de 754 até 1870 a 1ª besta ERA. De 1870 até 1929, a 1ª besta NÃO ERA. E de 1929 até os dias atuais, a besta emergiu do abismo.

Sua dificuldade para entender esta profecia possivelmente esteja ligada a sua maneira de compreender e aceitar o significado do termo besta no contexto profético, unicamente conforme ensinado pela IASD.

Analisamos novamente o significado do termo besta em profecias:

Besta são animais com os quais o Eterno representa os diversos reinos que existiram e/ou ainda existem no mundo. Quando um reino adquire poder com o qual subordina outros reinos, recebe um destaque todo especial. No entanto, quando este mesmo reino perde esse poder (morre), volta a ser apenas mais um dentre os muitos reinos existentes. Como exemplo, e para uma melhor compreensão desse assunto, citaremos Dn 2:1-49 e 6:1-28, dentre os diversos que existem.

Quando Babilônia (animal semelhante a um leão = besta) perdeu seu poder e autoridade sobre os demais reinos, ela deixou de ser uma potência dominante, mas não deixou de existir como uma cidade que agora mantinha-se submissa a seus conquistadores, passando também a dar sustentação ao mesmo. Como exemplo podemos citar o caso do profeta Daniel que sendo um cativo judeu, primeiramente trabalhou para a manutenção do Império Babilônico e após a queda (morte) do mesmo, passou a trabalhar para a manutenção e sustentação dos novos dominadores, o Império Medo-Persa.

Assim como se deu com Babilônia, sucedeu também com a Medo_Pérsia ao se conquistada pelos gregos que por sua vez após ser conquistado pelos romanos, passou a dar sustentação ao Império Romano.

Podemos perceber claramente esta seqüência ao analizarmos Ap 13:1-2, onde a besta (animal que representava o Império Romano), apresentava em seu corpo (conjunto de reinos que formavam o Império dando-lhe sustentação), as características dos Impérios que o antecederam (Leão, Urso e Leopardo == Babilônia, Medo Pérsia e Grécia respectivamente) .

Quando na profecia é mencionado que a besta (reino) que exercia o domínio sobre os demais reinos morre, não quer dizer necessariamente que aquele reino tenha sido extinto, mas sim que a autoridade e poder com os quais mantinha em submissão os demais reinos que lhe davam sustentação acaba, morre, passando então como as demais, dar sustentação ao reino de seu conquistador.

À semelhança das demais bestas (Impérios Babilônico, Medo Persa e Grego) que ao morrerem (perda do poder com o qual subordinavam aos demais reinos), passaram a dar sustentação ao novo dominador (Império Romano), a 1ª Besta (ICAR) ao morrer (perda de seu poder e autoridade, Dn: 7:11), os reinos que lhe davam sustentação posteriormente passaram a dar sustentação à 2ª besta (Ap 13:11, também representada por uma mulher em Ap 17:3 - vide eventos que se desenvolveram aapós as duas grandes guerras mundiais).

Sobre a mulher de Ap 17 ser os EUA e a besta que a sustenta ser o antigo Império Romano (atual União Européia), podemos citar dentre outros eventos, a Guerra do Golfo em 1991 onde os EUA liderando uma força de coalizão de nações derrotou o poderoso exército iraquiano em uma Guerra rápida. Sabemos no entanto que embora algumas nações européias não tenham participado ativamente enviando efetivo militar para a região, deram todo apoio financeiro aos EUA para sustentação de seus combates, possibilitando-lhe aquela rápida vitória sobre o Iraque.

Devemos nos lembrar que esta profecia do cap. 17 esta em pleno desenvolvimento e por isso mesmo, podemos observar que à medida em que a União Européia (Besta que era e já não é, mas que virá. Ap 17:8) se fortalece, começa a questionar (aborrecer – Ap 17: 16) a mulher (EUA) conforme esta escrito na profecia.

O que morreu segundo Dn 7:11, foi o poder político religioso que governava as nações européias, não as nações que lhe eram espiritualmente subordinadas para dar-lhe sustentação como poderemos verificar nos versos 11 e 12 do mesmo capítulo; estes reinos que ficaram é que deram sustentação à mulher (Ap 17:3) e possibilitaram o ressurgimento do antigo Império Romano, atual União Européia que ainda encontra-se em fase de expansão.

Quanto à ICAR e ao Vaticano, apreciaria muito examinar os eventos históricos onde poderíamos ver de maneira concreta e não abstrata o envolvimento e influência destes dois poderes (?) no mundo atual, assim como podemos ver de maneira concreta o envolvimento dos EUA e da União Européia nos acontecimentos prefigurado nas profecias de Ap 17, pois me preocupo com as almas que semelhantes as cinco virgens loucas na parábola das dez virgens, por negligência se perderão devido a falta do verdadeiro conhecimento do Deus Eterno.

CONCLUSÃO (da primeira parte)

Concluindo esta parte, apresentarei no próprio capítulo 17 de apocalipse alguns versos que nos mostram uma posição contrária à que o irmão defende: que a mulher de Apoc. 17:3 é a 2ª besta – os EUA. Diante dos versos veremos claramente eles não se referem à mulher – 2ª besta, mas a mulher 1ª besta – Roma Papal. Veja os versos 4 a 6 de Apoc. 17:

"Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição. Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus".

Pelo que me consta, na História não existe nenhum relato pelo qual podemos enquadrar a 2ª besta dentro destes versos citados no parágrafo acima. Deles destacarei apenas alguns pontos. Primeiro: "abominações e com as imundícias da sua prostituição". Essa é uma expressão de cunho religioso segundo o Texto Sagrado, portanto não se aplica aos EUA. A 2ª besta, por enquanto não pode ser culpada, segundo a Escritura Sagrada, de "abominações e com as imundícias da sua prostituição". Além do mais, na Constituição dos Estados Unidos ainda existe uma Emenda Constitucional que proíbe o Estado de interferir em assuntos de religião.

Devemos considerar que em virtude desta Emenda Constitucional, nos EUA tem se desenvolvido diversos tipos de religiões e seitas que tem se espalhado por todo o mundo; a própria IASD tem sua origem nos EUA. Desta forma, considerando o aspecto religioso, todo o mundo tem sido contaminado com os ensinos procedentes do EUA.. Este é apenas um dos aspectos da influência dos EUA no mundo sem no entanto considerarmos as influências a nível, social, econômico, político e militar.

Segundo e último ponto a ser analisado: "Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus". Sobre a mulher de Apoc. 17:3 foi dito que ela está embriagada "com o sangue dos santos" e "com o sangue das testemunhas de Jesus". Mais uma vez, pode-se afirmar que a 2ª besta ainda não está sendo culpada de perseguição religiosa aos "santos" e muito menos as "testemunhas de Jesus". Sem dúvida a expressão "santos" (Dan. 7:25-27) é uma referência aos judeus. Mas a expressão: "das testemunhas de Jesus", deve ser vista como uma referência aos seguidores do Messias, sendo eles judeus ou não. – ([email protected])

Primeiramente gostaria de lembrar que em Dn 7:11 menciona a morte do poder político religioso que dominou a Europa no período da Idade Média portanto, não há o porque continuar preocupado com uma possível perseguição religiosa européia pois a besta que virá conforme Ap 17:18, é um poder político econômico (União Européia).

Quanto ao termo sangue dos santos, ele realmente se refere a morte de judeus causada pelos EUA, e a própria história testifica que os EUA foram responsáveis pela morte de milhares de judeus na 2ª guerra mundial ao reduzir o número de imigração de judeus.

" Os Estados Unidos certamente poderiam ter acolhido grandes números de refugiados judeus. Na verdade, durante o período da guerra somente 21.000 foram admitidos, 10% do número permitido pela lei de quotas. A razão disso era a hostilidade pública. Todos os grupos patrióticos, desde a Legião Americana aos Veteranos de Guerras Estrangeiras, exigiam uma total interdição à imigração. Havia mais anti-semitismo durante a guerra que em qualquer outra época da história americana. As unas mostraram, de 1938 a 1945, que de 35 a 40% da população teriam apoiado leis antijudaicas. Em 1942, de acordo com as urnas, os judeus eram vistos como uma ameaça para a América maior que qualquer outro grupo depois dos japoneses e dos alemães. Entre 1942 e 44, por exemplo, toda sinagoga de Washington Heights de Nova Iorque era profanada. Notícias sobre o programa de extermínio se tornaram disponíveis a partir de maio de 1942, quando a União Trabalhista Judia Polonesa fez verificação de relatórios feitos a dois membros judeus do Comitê Nacional Polonês de Londres. Incluía descrições dos furgões de gás em Chelmo e a cifra de 700.000 judeus já assassinados...."

" Um obstáculo de maior peso à ação foi o próprio F. D. Roosevelt. Era ele tanto um moderado anti-semita, como um mal informado. Quando o tópico surgiu na Conferência de Casablanca, falou das ïncompreensíveis queixas que os alemães toleravam com relação aos judeus na Alemanha, ou seja, que, enquanto eles representavam uma pequena parte da população, mais de 50% dos advogados, médicos, professores, lentes universitários na Alemanha eram judeus" (os números reais eram 16,3, 10,9, 2,6 e 0,5%). Roosevelt parece ter sido guiado puramente por considerações políticas nacionais . Tinha ele quase 90% do voto judeu, de qualquer jeito, e não sentia nenhuma ambição de agir. Mesmo após os fatos totais de exterminação sistemática ficarem disponíveis, o presidente nada fêz durante catorze meses. Uma tardia conferência anglo-americana sobre a questão realizou-se nas Bermudas em abril de 1943, porém Roosevelt não demonstrou nenhum interesse nela, e ela decidiu que nada de importância poderia ser feito. Na verdade, advertiu especificamente "que nenhuma abordagem fosse feita a Hitler para a liberação de refugiados em potencial". No final, foi criada uma Junta de Refugiados de Guerra. Esta recebia pouca ajuda do governo e 90% de seus fundos provinham de fontes judias. Ela, porém, excogitou de salvar 200.000, mais 20.000 não-judeus". Texto extraído do livro ‘HISTÓRIA DOS JUDEUS’ 4ª EDIÇÃO , AUTOR PAUL JOHNSON, EDITORA IMAGO - 1989 páginas 501 e 502.

Quanto ao termo testemunhas de Jesus, verdadeiramente se refere aos cristãos que tem sido mortos nas diversas intervenções realizadas pelos EUA.

Irmão Josiel, espero que estas considerações que estamos apresentando possam contribuir para um maior aprofundamento no conhecimento do Eterno conforme revelado nas profecias bíblicas.

Shalom!
Carlos Oliveira

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