Para
uma melhor compreensão deste tema, reproduziremos o diálogo realizado com o
irmão BB onde o texto em cor
vermelha neste 1º e_mail corresponderá ao parecer do irmão que nos enviou seu
questionamento.
Li o seu artigo "entendendo o Sábado e seu sinal" no site Trombeta de
Sião... passei os meus olhos em outros artigos com o intuito de mais tarde poder
lê-los com mais calma!!! Você também
disse que Cristo morreu no dia 14 de Nisan... mas Mateus, Marcos e Lucas dizem
que ele comeu a pascoa "18 E ele disse: Ide à cidade, a um certo homem, e
dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus
discípulos. 19 E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a
páscoa. 20 E, chegada a
tarde, assentou-se à mesa com os doze. 21 E, comendo eles, disse: Em
verdade vos digo que um de vós me há de trair." MAT26:18-21... grifos meus!!! A
páscoa era comida no dia 15 de Nisan, então como que Jesus comeu a Pascoa no dia
15 se o senhor disse que Ele morreu no dia 14 à tarde? (Quem morre no dia 14 não
pode comer no dia 15)!!! Por favor
eu preciso que o senhor mostre a falha no meu raciocínio e não faça como os
demais cristãos que mostram outros textos sem explicar os
primeiros!!!
Irmão B.B. !
Vossa resposta encontra-se em Isaias 8:20.
"À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva".
Infelizmente prevalece no seio do cristianismo um ensino herdado da ICAR, ensino este que coloca os escritores bíblicos como sendo exatos ao narrarem os eventos nela contidos, e infalíveis ao interpretarem os textos proféticos que se referem aos últimos dias. Esquecem-se que eles eram humanos como nós o somos e da mesma forma sujeitos às influências teológicas de sua época como nós o somos da nossa.
Nos dias atuais, quando o Eterno esta concedendo o entendimento das profecias relativas aos últimos dias e que se encontravam seladas conforme Daniel 12:9 até esta ocasião, ficamos estarrecidos quando verificamos que o seu significado algumas vezes não coincidem com a interpretação dada pelos escritores bíblicos do Novo Testamento.
Isto se deve ao fato de nos esquecermos que as profecias é que foram dadas pelo Eterno, portanto, são inquestionáveis. Quanto às interpretações das mesmas referentes aos últimos dias, quando dadas pelos homens, não importando que tenha sido Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, Pedro, etc..., e considerando também que o entendimento destas profecias estava velado até os últimos dias conforme Daniel 12:9, concluímos que eles a interpretaram segundo o conhecimento de sua época, e portanto, nos dias atuais (últimos dias), poderão der questionadas.
Um exemplo típico podemos observar no caso dos Bereanos que conferiam nas Escrituras os ensinos de Paulo para saberem se estavam ou não de acordo com as mesmas.
O interessante é que o apóstolo Paulo não os repreendeu por essa atitude, ao contrário, os elogiou como sendo dignos de imitação. No entanto, em nossos dias, se examinarmos os ensinos dos apóstolos ou mesmo suas narrativas de fatos históricos tais como a vida de Yeshua para conferir se os mesmos estão de acordo com a Palavra do Eterno, somos duramente censurados. Porém, é justamente isso que precisamos fazer com os Evangelhos Sinóticos e o Evangelho segundo João para tirarmos nossas dúvidas quanto ao dia em que Yeshua foi crucificado; vejamos:
Tanto Mateus, Marcos e Lucas, afirmam que no primeiro dia dos pães Asmos, Yeshua ordenou a seus discípulos que Lhe preparassem a Páscoa; no entanto, ao compararmos estes relatos com as determinações do Eterno contidos no livro de Levítico 23, observaremos que o primeiro dia dos Pães Asmos é o dia 15 de Nisan, e por ser um feriado sabático, nele não eram realizados nenhum trabalho.
· Mt 26:17 "E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Yeshua,..."
· Mc 14:12 "E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando sacrificavam a Páscoa,..."
· Lc 22:7 "Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava sacrificar a Páscoa".
Ao compararmos estes textos com o que foi determinado pelo Eterno e que se encontra escrito em Levítico 23:5-8, veremos o seguinte:
· Vs 5 "no mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa do SENHOR;"
· Vs 6 "e aos quinze dias deste mês é a Festa dos Asmos do SENHOR: sete dias comereis asmos;"
· Vs 7 "no primeiro dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis;"
· Vs 8 "mas sete dias oferecereis oferta queimada ao SENHOR; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis".
Ao compararmos os relatos dos evangelhos sinóticos segundo Mateus, Marcos e Lucas, verificaremos que eles não se harmonizam com a Lei que o Eterno estabeleceu para a observância da Páscoa; vejamos: Mateus, Marcos e Lucas, mencionam que os discípulos foram preparar a Páscoa no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, sendo que este dia corresponde ao dia 15 de Nisan, que de acordo com a Lei estabelecida pelo Eterno é um feriado sabático, portanto, nada do que foi relatado por Mateus, Marcos e Lucas poderia ser realizado neste dia.
Com base no que o Eterno determinou em Levítico 23:5-8 e Isaias 8:20, apenas o relato do evangelho segundo João (Jo 13:1-2; 19:14 e 31) apresenta a verdadeira luz sobre o dia em que Yeshua foi sacrificado; e este dia, foi o dia 14 de Nisan, conforme prefigurado pela Festa da Páscoa.
A favor dos relatos do apóstolo João, esta o fato de que foi justamente a ele que mais tarde, Yeshua confiou as revelações do livro do Apocalipse.
A favor de que devemos examinar os ensinos dos escritores bíblicos do Novo Testamento para verificarmos se os mesmos encontram-se em harmonia com as Escrituras, além do Eterno, conforme encontra-se em Isaias 8:20, temos os apóstolos Paulo em Atos 17:10-11 e Pedro em II Pe 1:19, e o próprio Yeshua em João 14:29.
Precisamos aprender a diferenciar nas Escrituras, o que foi mencionado pelo Eterno, das interpretações que foram dadas pelos homens; o que foi proferido pelo Eterno, é inquestionável e irrevogável, já quando proferida pelos homens, podem ser questionadas pois, se o Eterno mencionou em Daniel 12:9 que as profecias concernentes aos últimos dias só seriam compreendidas nos últimos dias, como garantir que as interpretações sobre as mesmas, e que foram feitas pelos escritores do Novo Testamento não sofreram a influência teológica de seus dias.
Quanto ao alinhamento dos sábados móveis com os sábados semanais,
obtivemos esse conhecimento nas décadas de 80/90 através de um periódico de
título "O JUBILEU", onde um grupo de judeus messiânicos nos EUA apresentaram uma
série de estudos, dos quais pudemos selecionar alguns por se encontrarem em
harmonia com as Escrituras e os fatos históricos.
Irmão B.B., esperamos ter contribuído afim de que possas chegar a uma
conclusão sobre o assunto em questão.
Nos encontramos abertos para toda e qualquer consideração.
Shalom!