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Grandes aventuras de jvk Episódio de hoje: Eric, o estagiário Capítulo 1 “Quer companhia?”. Esta foi a frase que iniciou mais uma aventura. Desta vez, intermunicipal. Começou, estranhamente, na terça-feira, dia 25, quando às 7:50 da manhã recebi uma ligação do Eric me chamando para ir pra Gramado. Não fossem minhas faltas estouradas, teria ido. Hoje, por outro lado, nada me impedia, e quando ele disparou que estaria indo a Sapiranga por causa de um processo, joguei a frase que abre este relato. Ele aceitou. Passamos em casa para a gear exchange e nos prepararmos para a viagem com, digamos, chocolate. Aí saímos e pegamos a estrada no carro do escritório do Eric; no volante, o próprio. O caminho para Sapiranga é simples: saía de Porto Alegre, entre em Canoas e siga no caminho para Gramado. Fica pouco depois da bizarra cidade de Campo Bom (saiba porque mais tarde). E lá estávamos nós, voando a 120km/h em um carro 1.0 embaixo de chuva. “As pessoas, quando chove, esquecem como se dirige!”, foi a primeira frase de efeito do motorista. A primeira parada foi na própria BR-116, na altura de Esteio, onde uma manifestação dos filhos da puta do Movimento dos Pequenos Agricultores atrasou, pela primeira vez no dia, nossa viagem. Esta, antes que me esqueça, estava programada para durar uma hora e meia, mas atrasou duas horas. O resto do caminho foi tranqüilo, já que o Eric conhecia todos os pardais: “mas são uns filhos da puta mesmo! Colocaram dois pardais um do lado do outro! Sorte que eu já sei onde eles tão!”. Então chegamos em Sapiranga, onde Eric me mostrou os dois pardais seguidos. Continuamos na estrada, até que um tempo depois meu companheiro olhou uma placa e, não vendo a distância ao nosso destino (e sim a inscrição “Gramado 53km”), disparou:
- Mas que merda de cidade que não chega! “Sapiranga Xkm”, lia-se na placa. - Esquece. Retornamos duas cidades e nada de Sapiranga, nem placas. Mas achamos estranho e continuamos voltando. E nada ainda. “O meu, tu me enganou!”, disparou Eric. - Que nada, é por aqui! Olha, deve ser aquele bolsão de civilização! Não era. Veio outro, também não era. Veio o terceiro: este era. Ficamos aliviados, mas um novo problema apareceu:
- Tu sabe onde fica o fórum? Haviam muitos prédios grandes em Sapiranga, o que nos levou a procurar um posto de gasolina para pedir informações. No rádio, ouvíamos as noticias locais, no caso, um anúncio da culinária local, a pizzaria Tissão. No posto, fomos guiados pelo frentista até o grande prédio verde do fórum que, ao contrário do que pensávamos, não era no centro. Chovia muito. Eric estacionou o carro e nós entramos, correndo feito os loucos que somos, no fórum. | ||
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