em constru�ao aguarde
RETORNA
Ancoragem de estaiamento ao casco
    O Gaipava ja tinha feito a maior idade quando foi vendido novamente. O tempo passado sempre faz diferen�a para a fibra e para o barco como um todo. Foi pensando nisto que o engenheiro naval decidiu ancorar o estaiamento ao casco. Este procedimento faz com que toda a for�a existente no estaiamento, no momento da velejada, seja redistribuida nao permanecendo mais em um ponto do conves e sim indo para o casco.
      Pois bem, o servi�o consistiu em laminar duas astes de madeira (uma em cada bordo) ao casco, sendo que estas foram a base  para toda a estrutura feita em inox e fixa�ao dos esticadores que "mordem" a pe�a do conves que por sua vez ancora o estaiamento. Desta forma a for�a foi redistribuida, principalmente para o novo sistema ancorado ao casco.
    O trabalho come�ou com um pre-molde em papelao da curva do casco. Retirado este molde foi passado para o compensado naval. O engenheiro pediu uma folha de 15 mm, mas, como o material estava sobrando resolvi, exagerado que sou,  dimensionar para 30 mm. Asim recortei um total de 4 pe�as e colei em 2 conjutos com massa preparada com resina epoxy. As pe�as foram impregnadas com a resina condite510. Previamente a colagem das "borboletas" ao casco refiz todo o sistema com papelao e com os esticadores Garfo-garfo (comprados na
equinautic no Rio Grande do Sul) tendo assim a posi�ao correta para a fixa�ao.
Nesta foto aparece a "borboleta" colada ao casco, toda a regiao que recebeu lamina�ao foi cuidadosamente limpa. Esta foto e a BB da embarca�ao.
Quando estas pe�as foram feitas elas foram previamente impregnadas e depois coladas com massa epoxy. Com grampos do tipo de marceneiro fiz press~ao entre as pe�as. Ficou muito bom, virou "pedra".
Na foto acima o modelo da "abra�adeira"  feito em papelao. O esticador no seu lugar preso a ancoragem do conves. Todo o sistema montado, tendo certeza do resultado. Inicialmente tentava motar estes modelos colando o papelao com a cola 'super bonder' que nada, nao funcionava. o melhor, como se pode ver na foto, foi montar tudo com fita tipo  'crepe' que permite ajuste na hora. Passando a fita adesiva pelos dois lados todo o sistema ganha rigidez.
A pe�a de inox definitiva, ancorada na borboleta que foi laminada no casco atrav�es de parafusos inox 316 de 9 mm cada, travada com porca tipo "parlock" e acabamento com calota em latao cromado. Esta e todas as outras pe�as de inox foram feitas pelo ZE GORDO.

Me desculpe, amigo leitor mas o Z�E GORDO merece um aparte.
O Z�e �e um figura, gente simples e que faz servi�os em barcos de todos os tipos de milionarios e tambem de velejadores pobres, monta enroladores e monta mastros tambem. Nao �e muito se chamar o Z�e de o "mago do inox" ele faz qualquer pe�a!.
Na sua simplicidade vai cativando sua clientela e o que e bom tambem, alem do trabalho e a simpatia e o pre�o.
- Eu cobro minhas pe�as pelo trabalho que da e pelo valor do inox"
- 'nao me importa se e para um barco que custa furtuna, meu pre�o vai ser o mesmo".
- nao e porque e pra barco que vai sair mais caro.
           Acreditem! esta pessoa existe!
Que pessoa, �e de gente assim que a nautica precisa, o justo pelo justo e nao o injusto porque �e para barco!
     O Z�e d�a para dizer fica um pouco escondido dos marinheiros iniciantes.
O Z�e, fica, fica no municipio do Embu das Artes. Mas tambem e figura constante nas marinas do Guaruja e de todo o litoral de SP e ate de Parati pois como bom profissional que �e, esta sempre sendo  solicitado para atendimentos
in locuo.
Tem muita gente que repassa servi�o para o Z�e e ainda diz  "sou eu que fa�o". Tem muito mastro montado no Z�e Gordo que empresas dizem ser seus!
VOC^E PRECISA DE PE�AS EM INOX? DE QUALQUER TIPO? me mande um e'mail que passo o telefone do Z`E.
 
Todas as madeiras laminadas devem ter as quinas suavizadas. Na jun�ao desta pe�a ao casco, por exemplo, faz-se uma borda com a massa/cola bem arredon-dada, a dica para tal procedimento �e fazer uma madeirinha/ripinha  de uns 3 cm de largura com a ponta redonda (o formato e como a de um palito de picole - so que no nosso caso, como se fosse de Itu).Passe a borda arredondada na linha de jun�ao entre o casco e a pe�a, fica um acabamento arredondado muito bom. Isto e importante porque conforma o tecido na hora da lamina�ao, pois a lami-na�ao fica dificil em angulos retos.
Este procedimento foi adotado tambem quando da colagem das astilhas.
Estas pe�as foram um pouco dificil para colar nao so pelo proprio peso das pe�as  mas tambem porque elas ficavam praticamente aereas. Usei Fita adesiva do tipo 'crep' para ajudar na sustenta�ao. Sempre pense como voce vai fazer para que determinada pe�a fique no lugar enquanto a cola nao seca e ter certeza disto �e importante para evitar a colagem em colal indesejado.
                    Apos a colagem dei inicio a lamina�ao das pe�as. Aprendi que nem sempre o acabamento fica bom, as vezes tem um tecido que simplesmente resolve nao ficar na forma que voce quer, ai entra a tesoura, na hora da lamina�ao mesmo, um piquezinho aqui e outro ali, e o trabalho vai se conformando e se formatando. Se restar duvida, aplique uma tirinha de tecido sobre o corte que foi feito para conformar a lamina�ao.
                     A lamina�ao se completa com a lixa, depois de lixado e que vem a beleza da pe�a pois saem aqueles fiapos que ficaram fora de local e tudo fica lisinho.
                     Ent~ao a lamina�ao das borboletas nao foi das mais faceis, pois as curvas eram muitas. O mais importante, em minha opiniao (claro que al�em da mistura correta entre resina e endurecedor) e sempre ir alternando camadas de manta e tecido e uma sempre sendo maior do que a anterior. Na lamina�ao executada varias dire�oes foram trabalhadas para os ladospara baixo e para cima. muitas camadas aplicadas, na verdade perdi a conta. Se esta lamina�ao fosse em uma pe�a grande nao poderia ser assim, pois em pe�as grandes, como casco, por exemplo, o calor gerado pela rea�ao quimica tamb�em e fator calculado.
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