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Igreja
Pe. Zezinho, scj - Talvez conseguissem...
Diante da decisão praticamente irrevogável de Bush de ir à guerra, com países capitulando ao rolo compressor americano, ocorre-me uma idéia estapafúrdia, já que estapafúrdia é também a guerra, onde morrem mil civis para cada soldado que foi guerrear. Começa aí a injustiça da guerra moderna.
Já que os senhores da guerra não cedem, talvez desse certo se o fisicamente alquebrado, mas moralmente inquebrantável João Paulo II; o inquieto, mas sereno Dalai Lama; o ponderado George Carey, o sereno e forte Nelson Mandela, mulás e aiatolás de renome e outros líderes políticos e religiosos do mundo marcassem, lá em Bagdá, um encontro, exatamente nos dias que precedessem à invasão. Duvido que os guerreiros, por mais inflexíveis que se mostrem agora, ousassem barrá-los ou começar esta guerra. Custaria caro demais para os países invasores. Seria uma derrota moral que, por séculos, cobriria de vergonha a nação que os matasse.
Para os cristãos, budistas e muçulmanos seria uma oportunidade de mostrar que a vida dos pobres vale mais do que diferenças religiosas e firmar sua determinação contra a guerra e a favor da diplomacia até o cansaço. O problema seria o Saddam Hussein, que pelo seu passado acharia que o mundo está com ele e quereria que todos, em fila, lhe beijassem os pés. Provavelmente até se ofereceria para liderar as orações em favor da vida e do céu, para onde ele já mandou milhares de curdos e iraquianos, inclusive genros e militares de sua estrita confiança! Se o presidente fosse outro, até que a idéia daria certo. Mas se o presidente fosse outro, talvez nem houvesse a guerra! O problema é ele! O que não torna Bush nem mais angélico, nem mais inocente!
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