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Rompendo a Casca A Faculdade de Direito de São Paulo, desde seus primórdios, é famoso palco da vanguarda do pensamento nacional. Sob seus Arcos nasceram inúmeros movimentos que transformaram nossa História, como a Revolução Constitucionalista de 32 e a luta pela Anistia e fim do Regime Militar. Às novas gerações do Velho Largo cabe carregar no peito o orgulho por tantas glórias, pela importância de sua Casa e de seu Centro Acadêmico frente às transformações no Direito e na vida do País. Afinal, foi do Largo de São Francisco que saíram muitos dos maiores juristas pátrios e importantes nomes do cenário político e artístico. Isso tudo nos faz esquecer do mundo além das Arcadas, de nossos ovos. Será que isso é muito diferente do que ocorria no passado? Até que ponto a vanguarda nacional esteve, ou está, sob nossas Arcadas? É necessário lembrar aos novos acadêmicos o passado sombrio de tantas glórias. Não se pode ocultar a negra participação de franciscanos na fundação do C.C.C., muito menos a participação de seus professores na redação dos Atos Institucioanais, durante a chamada Revolução de 31 de Março. E tampouco que em seus primórdios somente os filhos das elites tinham acesso aos seus bancos, si-tuação, aliás, um tanto quanto atual. Entre outros tantos, e tantos, e tantos... Mas nem tudo foi Direito, política ou poesia nestas Arcadas. Por aqui passaram importantes nomes do jornalismo brasileiro; aqui nasceram importantes publicações, como o jornal "O Estado de São Paulo" e a mais antiga revista acadêmica brasileira, "O Onze de Agosto". As Arcadas, há muito, abrigam uma Academia de Letras e diversas publicações de alunos. Diversas não só na quantidade, mas também nos temas. Publicações dos diversos grupos políticos, que tratam de Direito, de poesia e humor. O Largo, desde sempre é inquieto. É justamente este inquietamento, esta variedade de temas que dá vida a este Ovo. Este jornal tem como missão trazer aos leitores uma nova visão da política acadêmica e nacional, totalmente desvinculada de quaisquer grupos ou partidos, o que não nos afastará, obviamente, de um posicionamento político claro. Busca também espaço para a arte dos habitantes da Velha e Sempre Nova Academia. Queremos, enfim, uma publicação menos academicista, tecnicista, e mais próxima da realidade, de nossas Arcadas, de nossa Universidade, do mundo fora da casca deste ovo que nos protege. Para atingir tal objetivo, é fundamental que nos alijemos de quaisquer pretensões eleitorais quanto aos órgãos de representação dos alunos desta Casa. |