A assembléia dos estudantes da UFRJ realizada quinta-feira (6/09) no CCMN contou com um número em torno de 200 estudantes e foi marcada por uma série de discussões e polêmicas. Uma delas foi quanto à decisão tirada na assembléia anterior de se encaminhar ao Comando de Greve a proposta por parte dos estudantes de cancelamento do vestibular. Diversos grupos e indivíduos posicionaram-se contra esta decisão, alguns classificando-a como precipitada e outros até mesmo como irresponsável.
Outra questão bastante debatida foi quanto à inclusão ou não, no panfleto produzido por alunos da matemática e aprovado como representante de todos os alunos da UFRJ (leia-o), dos dizeres “Fora FHC, FORA FMI”. Foi intenção do grupo que produziu o texto inicial não repetir chavões que, segundo eles, dão à população uma imagem negativa ao Movimento Estudantil.
Debateu-se muito em torno de uma proposta de moção de repúdio dos estudantes quanto ao Comando de Greve tirado pela UNE, o qual conta com representantes de partidos como PPS, PTB e PSDB. Segundo alguns, estes partidos, de orientação conservadora e que sempre se opõem às greves, não podem se envolver no Comando. Segundo outros, não é o momento de se discutir orientações partidárias, mas sim procurar a unidade para o Movimento de Greve.
A necessidade de unidade no contexto de greve em detrimento da tensão entre facções dentro do ME foi colocada como crucial. Também se colocou como fundamental combater a ameaça de esvaziamento do movimento de greve, a medida em que ela se estende. Para isso, diversos atos deveriam ser realizados, mantendo-se a mobilização dos estudantes.
Apontou-se como ponta de lança de todo o movimento de greve o ato unificado a ser realizado dia 12 com concentração no Sambódromo a partir das 14:00. Desta forma, o evento “Universidade na Praça” seria transferido para o dia 28/09.
Entre as propostas encaminhadas, aprovaram-se as seguintes: