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A Autenticidade dos Evangelhos
A vivência cristã é fundamentada
sobretudo na Palavra de Deus; isto é, na Revelação
de Deus aos homens, narrada no Antigo e no Novo Testamentos. São
Pedro, na sua segunda epístola, deixa claro: ´Antes
de tudo, sabei que nenhuma palavra da Escritura é de interpretação
pessoal. Porque jamais uma palavra foi proferida por efeito de uma
vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram
da parte de Deus´ (2 Pe 1,20´21). A Igreja, depois de
examinar todas as coisas, com todo o rigor que lhe é peculiar,
não tem dúvida de nos apresentar os Evangelhos como
rigorosamente históricos. A Constituição apostólica
Dei Verbum, do Vaticano II, diz; ´A santa Mãe Igreja,
segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos
os livros completos tanto do Antigo como do Novo Testamento, com
todas as suas partes, porque, escritos sob a inspiração
do Espírito Santo, eles têm Deus como Autor e nesta
sua qualidade foram confiados à Igreja´ (DV,11). O
Catecismo da Igreja afirma com toda a segurança: ´A
Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, cuja historicidade
afirma sem exitação, transmitem fielmente aquilo que
Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e
ensinou para a eterna salvação deles, até ao
dia que foi elevado´(n° 126). A Palavra de Deus, interpretada
pela Igreja, é a Luz do cristão! Sem ela caminhamos
nas trevas do erro, das falsas doutrinas, nas enganações
de tantos misticismos sem fundamentos e nos subjetivismos de muitos
que se julgam ´iluminados´. Só Deus tem autoridade
para instituir uma Religião. Ninguém mais. E Deus
quis encarnar´se na Pessoa de Jesus Cristo para se revelar
aos homens e para revelar´lhes a Sua Religião, a Sua
Doutrina, a qual confiou à Sua Igreja, firmada em Pedro e
nos Apóstolos, para que ser preservada.. Jesus impressionava
as multidões porque é Deus, ´ensinava como quem
tinha autoridade e não como os escribas´ (Mt. 7,29).
Ele provou que é Deus; isto é, Senhor de tudo, onipotente,
oniciente, onipresente: andou sobre as águas sem afundar
(Mt 14,26), multiplicou os pães (Mt 15,36), curou leprosos
(Mt 8,3), dominou a tempestade (Mt 8,26), expulsou os demônios
(Mt. 8,32), curou os paralíticos (Mt 8,6), ressuscitou a
filha de Jairo (Mt 9,25), o filho da viúva de Naim, chamou
Lázaro do túmulo, já em estado de putrefação(Jo
11, 43´44), transfigurou´se diante de Pedro, Tiago e
João, no Monte Tabor (Mt 17,2) e ressuscitou triunfante dos
mortos (Mt 28,6)... Os Evangelhos narram 37 grandes milagres de
Jesus, sem contar os que não foram escritos. Provou que era
Deus! Só Deus pode fazer essas obras! É por isso que
São Paulo disse que: ´Nele habita corporalmente toda
a plenitude da divindade´ (Col 2,9). ´Ele é a
imagem do Deus invisível´ (Col 1,15). S.Pedro diz,
como testemunha: ´Vimos a sua majestade com nossos próprios
olhos´ (2 Pe 1,16). Alguém poderia perguntar, mas quem
pode provar a autenticidade dos Evangelhos? Pois bem, a crítica
Racionalista dos últimos séculos empreendeu com grande
ardor o estudo crítico dos Evangelhos, com a sede maldosa
de destruí´los. A que conclusão chegaram esses
racionalistas materialistas que empreenderam, com o mais profundo
rigor da Ciência, cujo deus era a Razão, a análise
sobre a autenticidade histórica dos Evangelhos? Empregando
os ´métodos das citações´, ´das
traduções´, ´o método polêmico´,
e outros, tentando desmascarar a ´farsa´ dos Evangelhos,
chegaram à conclusão exatamente oposta a seus desejos
e, por coerência científica, tiveram que afirmar como
Renan, racionalista da França, na sua obra ´Vie de
Jesus´: ´Em suma, admito como autênticos os quatro
Evangelhos canônicos´. Harnack, racionalista alemão,
foi obrigado a afirmar: ´O caráter absolutamente único
dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido
pela crítica´ (Jesus Cristo é Deus ? José
Antonio de Laburu, ed. Loyola, pág. 55). Streeter, grande
crítico inglês afirmou que:
´Os Evangelhos são, pela análise
crítica, os que detém a mais privilegiada posição
que existe´( idem).
Os mais exigentes críticos do século
XIX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar: ´As sete
oitavas partes do conteúdo verbal do Novo Testamento não
admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente,
em modificações na ordem das palavras ou em variantes
sem significação. De fato, as variantes que atingem
a substância do texto são tão poucas, que podem
ser avaliadas em menos da milésima parte do texto´
(idem pág. 56). Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer
a veracidade histórica, científica, dos Evangelhos:
´Trabalhamos 50 anos febrilmente para extrair pedras da cantaria
que sirvam de pedestal à Igreja Católica?´ (ibidem).
Enfim, os inimigos da fé, quiseram destruir os Evangelhos,
e acabaram reconhecendo´os como os Livros mais autênticos,
segundo a própria crítica racionalista. Santa Teresinha,
doutora da Igreja, dizia: ´ É acima de tudo o Evangelho
que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro
tudo que me é necessário para a minha pobre alma.
Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos´.
Que nos resta concluir? Um dia Jesus curou um ceguinho de nascença
que esmolava à Porta do Templo. Depois lhe pergunta: ´Crês
no Filho de Deus´? (Jo 9,35) Ao que o ceguinho lhe responde:
´Senhor, e quem é esse para que eu creia nele´?
E Jesus lhe respondeu:
´É o que está falando contigo´.
´Creio, Senhor, confessou o ceguinho curado,
caindo de joelhos em adoração´. É o que
nos resta fazer.
DO Livro: ENTRAI PELA PORTA ESTREITA ´
Do Prof. Felipe de Aquino
(fonte: Felipe
Aquino - www.cleofas.com.br)
Que Deus abençoe a todos!!!
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