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Entrevista de John Schlitt, disponível no CMCentral.com


Em: 8/11/2001
Por Robin Parrish
Tradução:
Artur


Robin: Vamos conversar um pouco sobre o novo álbum.

John Schlitt: Soa bem pra mim.

Robin: Parece bem claro que este álbum (revival) não é um caso simplesmente de “seguir as tendências” para vocês, rapazes. Claramente, este é um álbum bem diferente mesmo. O que iniciou tudo isso e como foi o processo de tudo?

J: Bem, eu creio que começou quando a gravadora mostrou real interesse, não querendo seguir tendências, como você mesmo disse. Sentimos que era como se fôssemos um time que queria o projeto realizado e que o mesmo precisaria ser ouvido. Nós temos novos produtores que deixaram absolutamente claro que é gratificante trabalhar com a gente (não estou dizendo que John &Dino não eram gratificantes para nós). Mas, Jason e Dwayne trouxeram uma nova perspectiva ao processo de gravação. Existe também a idéia de que temos estado fora há dois anos – nós temos estado, realmente, sem uma gravadora há aproximadamente dois anos, o que, creio, ter aberto nossa visão. Não direi que estivemos vivendo casualmente; a verdade é que creio que cada gravação que já fizemos não seguiram tendências. Vocês têm que entender que cada CD que já gravamos tinha um princípio absoluto: eram direcionados para o que queríamos. O que era feito posteriormente é que não agradava (aqui está a diferença – o modo como os álbuns eram promovidos). Eu creio que o que vocês estão vendo agora não é a qualidade da gravação – se vocês olharem pra trás e observarem nossos CDS, concluirão que são todos Top de linha (de grande qualidade) – e, sim, o que é feito depois (esta é a diferença). O que vocês estão vendo agora é uma gravadora que está saindo e dizendo: este é um CD genuíno, um bom produto e, Petra é um ministério genuíno. Isto, atualmente, é muito melhor do que o que acontecia antes.

R: Você mencionou os produtores Jason Halbert e Dwayne Larring, e eu quero falar sobre eles. Como todo mundo, eu fiquei muito intrigado ao saber que vocês iam gravar com eles este CD. Que combinação interessante – o talento de vocês e os deles. Como isso aconteceu?

J: Isso foi idéia da gravadora. Eles já tinham uma visão do Petra muito antes de assinar conosco. Mas, também sabiam que precisaríamos dos produtores certos, e sabiam que precisávamos quebrar essa invisível barreira que parece ter se construído ao nosso redor. Eles sabiam que precisamos de uma certa combinação para que desse tudo certo e funcionasse. Nós, realmente, tentamos diversos bons produtores para experimentar. Nós levamos algumas canções e tentamos com diversos produtores, mas parecia nunca dar certo. Então, Jason e Dwayne estavam disponíveis e, um dia, alguém da gravadora falou: “Que tal ir ao estúdio deles, pois eles têm trabalhado com algumas canções, e nós pensamos que poderia ser legal você cantar algumas dessas canções que eles estão trabalhando, só pra ver como fica”. Bem, então fui, e, imediatamente, nos encaixamos e funcionou. Eu já conhecia Jason, pois cantei em seu casamento, quando ele era apenas um garoto – ele tinha 18 anos, estava acabando de se formar no segundo grau, ia se casar e ir pra faculdade, e me senti muito honrado de ter sido convidado pra cantar em seu casamento. Então, penso assim, porque não tínhamos um relacionamento no passado e, o fato deles serem bem sucedidos nessa estrada. Esses caras entendem o que significa uma turnê. E eles pagaram alguns direitos recentemente, logo, eles não são enraizados dentro de um estúdio.(eles sabem tratar dos assuntos fora do estúdio).
Nós fomos lá e fizemos uma canção que já foi gravada, musicalmente, e a ouvi e gostei. “Cara, isto é algo ótimo, tem um grande sentimento!”. Então, eu a cantei e saiu tudo bem, o que deixou todos contentes. E, nós descobrimos que Jason, Dwayne e Petra – esta combinação seria vencedora. Jason e Dwayne estavam realmente excitados por terem feito isso e, nós também.
Isto era apenas um problema para a gravadora, que se seguia: “Acho que conseguimos... Será que achamos?” Existiu a segunda descoberta, a terceira, a quarta. Eles, então, pegaram algumas canções que cantei e mostraram para alguns peritos no negócio e todos eles falaram: “Está bom. Vocês poderão subir com isto!”.Depois, eu me senti encorajado com tudo isso. Então, eles, finalmente, disseram: “Ok, vamos fazer isso”.

R: Existem várias e belas canções de adoração, atualmente, que poderiam ser escolhidas. Como vocês se aproximaram dessas e as escolheram?

J: Foi duro. Diria, que provavelmente, foi a coisa mais difícil que tivemos que fazer. No processo de gravação deste CD, a parte mias difícil foi a escolha das canções. Começamos com 50 que Jason e Dwayne tinham selecionado junto com a gravadora. Também contribuímos com diversas músicas, nas quais tínhamos interesse. Mas a verdade é que não estávamos certos de que o próximo álbum que faríamos seria um de louvor e adoração. Mas a gravadora disse: este é o único modo que temos para o Petra voltar a cair nas graças do business (mercado). E, nós concordamos. Mas dissemos: “Mas espero que isso soe como Petra e, não uma fórmula que vocês, caras, criem”.
Felizmente, Jason e Dwayne sabem e conhecem como é o Petra e seu som, e não queriam perder essa essência. E louvamos a Deus, pois isso foi verdade, louvamos pela lealdade deles aos nossos antigos sucessos e pelo fato de eles também terem tocado numa outra banda de gospel rock também. Estávamos aptos para escolher as canções e, finalmente, reduzimos de 50 para 20, o número de canções e, então, realizamos um outro encontro e reduzimos o número de canções para 11, achando que ainda poderíamos retirar alguma delas. Mas ninguém teve coragem de retirar mais nenhuma e, fechamos o álbum com 11 músicas.

R: Parece, então, que vocês colocaram muita atenção e cuidado para realizar tudo.

J: Com certeza. E, novamente, cada CD do Petra realizado tem que ter mais cuidado para que as pessoas nos dêem créditos. Risos

R: Risos.

J: A cada álbum que participo, eu sei que tenho de viver com ele para o resto da minha vida. E quero estar pronto para ouvir cada um deles e dizer: “sabe, isto é uma coisa ótima! Não tenho nada a lamentar”. Agora, não está consumado. Sempre há alguma coisa que você vê que poderia ter feito diferente, após ouvir o trabalho pronto. Mas não é por causa da musicalidade ou qualidade. Eu sempre tenho crido que Jesus Cristo merece o melhor que cada um de nós pode dar, então, estamos sempre tentando fazê-lo.

R: Uma outra coisa interessante neste álbum: só vemos você. Louie e Bob. O que significa isso? Serão apenas vocês daqui pra frente ou entrarão mais membros na banda?

J: Nós, realmente, temos mais três rapazes que tocam com a gente – um deles mudou recentemente. Eu acho que a gravadora disse, basicamente: “Queremos lidar com o Petra e , não com os novos garotos do Petra, pois o petra vai completar 30 anos e, quem melhor representa isso são Bob, John e Louie”. Nós temos trabalhado com dois caras na banda que serão mencionados nos créditos do álbum e têm estado conosco nos últimos anos. O novo componente que está chegando, nosso baixista, com certeza, tem um grande coração para o que estamos fazendo. Tenho certeza que ele será muito importante para nossos concertos. Bem, minha preferência era de que eles tocassem no CD, mas a gravadora tinha uma visão específica e disse: “Não. É isso que nós queremos. Este é o trato. É pegar ou largar”. Bem,então, aceitamos.

R: Eu acho que fazer assim, com vocês três, o álbum fica com um som legal e com boa vibração. Porque a gente olha pra ele e diz que esse é o “verdadeiro Petra”.

J: Eu acho que é isso que eles queriam. Embora, eu ainda tenha que lutar pelos rapazes da banda, eu também entendo o pensamento da gravadora. Quanto aos rapazes, eles entendem e também estão excitados pelo CD. Eu gostaria de pensar que se esse CD se sair bem, um outro, mais rock, será feito e, aí eles serão incluídos. Mas, por enquanto, é o que a gravadora quer, e concordamos e entendemos seu pensamento. E eu acho que as pessoas ficarão surpresas, mas acho que haverá um pouco de decepção com isso. “Está legal. Isto é real!”. Mas pode parecer um tipo de vergonha, pois nos últimos CDs incluímos os garotos e os álbuns não deixaram de ser reais por isso, mas é difícil dizer que alguém de 26 anos faz parte da história de um ministério de 30 anos. Este é a concepção da Inpop Records.

R: Petra sempre foi direcionada aos jovens, mas nesse álbum parece estar apontando em outra direção. Parece mais maduro, e, provavelmente, atingindo mais adultos. A juventude ainda é seu objetivo? Esse álbum é pra eles? Ou para adultos?

J: Eu creio que a juventude tem sido o principal campo de batalha. Com certeza. Eu creio que eles sempre serão o principal campo de batalha. Podermos ser usados pela juventude? Isso é com eles. Eu também creio que conforme a juventude envelhece, eles continuam jovens por dentro. Eu tenho sabido através de cartas e testemunhos, que temos sido –Deus seja louvado! – usados para ministrar para as últimas três gerações. Eles ainda clamam por respostas, estão aflitos e, ainda procuram pela música que pode acalmar a alma.

(ELE PAUSA POR UM MOMENTO).
Sabe, o que queremos é ser servos. Se a nova geração achar legal nos escolher e nos usar, ficarei muito feliz! Se não, eu não vou me importar com isso. Eu entenderei. Eu já sou velho o suficiente para ser um de seus avós. Eu tenho paz quanto a isso. Vamos colocara desse modo: eu parei de tentar ser “legal” o suficiente para esta nova geração. Se eles escolherem e usarem este CD, ficarei muito feliz, pois creio que é entre eles onde está o principal campo de batalha e, é lá onde quero estar. Eu quero estar na linha de frente. Mas está fora das minhas mãos agora. E temos feito álbuns recentes, legais, músicas ótimas que têm sido ignoradas porque elas não são “legais” o suficiente para fazer parte desse sistema. E eu me recuso a ficar frustrado com isso.

R: Sério? Eu pensava que isso seria um grande e infindável tipo de frustração. Quero dizer, já sou velho bastante para me lembrar dos gloriosos tempos do Petra. Meu irmão mais velho se amarrava em vocês, naquele tempo. Vocês eram um destaque. Mas agora, não querendo ressaltar isso, as coisas têm mudado. Vocês têm noção do que vocês têm perdido?

J: Se nós não formos usados pela atual geração, seremos usados por outras gerações. É um mundo muito grande e existe muita carência. Se os garotos não nos aceitarem, tudo bem. Seguiremos em frente e tocaremos nossa música. Falarei a você como será: seremos reais. Não que, anteriormente, não fôssemos, mas no passado, nós, realmente, tentamos seguir na direção do que era legal e o que seria usado e, o que afetaria a juventude daqueles tempos. Ao mesmo tempo, isto não é mais uma coisa auto-gratificante agora, quando eu tocarei a música que eu gosto e pronto. Quero deixar claro que quando fazemos uma canção ou um álbum, ambos são reais, partem do fundo de nossos corações e pode ser aceito por qualquer um que esteja interessado no que nós fazemos.

R: O que o futuro reserva pra vocês, caras? Vai ter uma turnê para dar suporte a este CD?

J: Se houver interesse lá fora, com certeza, teremos. Sim, estou contando com um tour. Eu tenho sentido que este álbum dará certo. Creio que despertará muito interesse do tipo: “Oh, sim. Por onde eles andam?” Estou super excitado em estar disponível para viajar. Não que o Petra não saiba como fazer uma viagem (risos).

R: Risos.

J: Mas nós temos que gerar interesse para que possamos fazer uma grande viagem. Deixe-me colocar desse modo: isso envolve promotores, agências de reservas, isto envolve um time completo. Tais promotores sofrem um grande risco porque eles têm que cobrir muitos gastos conosco ao longo de tudo. Se eles perderem muito dinheiro é porque houve baixa freqüência, o que pode ter acontecido por diversas razões. Mas a questão é que eles perdem dinheiro. E eu não acho que alguém deveria perder dinheiro em algo planejado para o ministério de Jesus Cristo.

R: Dinheiro é um grande problema, especialmente agora. Parece que todos estão passando por tempos difíceis agora.

J: Bem, acho que todos de uma certa forma estão. Deus limpa a casa. Pode ser que estejamos descobrindo que Ele quer ver algumas mudanças.

R: Você acha que com esta aparente e renovada abertura da América em buscar a Deus. É o sinal de que é o tempo certo de Revival? (avivamento)

J: Eu sinto, sinceramente que a mensagem de revival (avivamento), tanto do movimento quanto do álbum, é a mensagem que precisa ser anunciada neste instante. Eu acho que Deus está agindo e, eu me sinto muito alegre de estar fazendo parte disso. Se você ouvir o CD inteiro, eu acho que ele anunciará o que muitas pessoas precisam ouvir. Creio que a hora é muito apropriada.

R: Poderia ser um outro caso do perfeito tempo de Deus.

J: Com certeza. E o que todos, também, precisamos fazer exatamente agora é dar o crédito de tudo a Ele.

R: Amém.

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