Através da Bíblia conhecemos alguns pactos:
     1    Pacto Edênico - Gêneses 1:26-28. Este pacto condicionava a vida do homem em seu estado de inocência. Jardim do Éden.
     2.   Pacto Adâmico - Gêneses 3:14-19. Este pacto condicionava a vida do homem após a queda, dando-lhe a promessa da redenção. Deus falando a Adão.
     3.   Pacto Noaico - Gêneses 9: 1-17. Este  pacto  estabeleceu o princípio do governo hu-mano.Deus falando com Noé.
     4.   Pacto Abraâmico - Gêneses 18:7,8. Este  pacto diz  respeito à fundação física e espi-ritual de Israel, impondo condições aos que quisessem pertencer ao Israel espiritual. At.3:25.
     5.   Pacto Mosaico - Êxodo 19:25; 20:1; 24:11,12; 31:18. A  lei  foi  dada  ao povo como meio de vida, mas terminou por ser motivo da morte e da condenação.
     6.   Pacto Palestino - Deuteronômio 27:30. Este  pacto  prometeu  a restauração de Israel no tempo devido.
     7.   Pacto Dávidico - 2 Samuel 7:8-17. Este pacto estabeleceu a perpetuidade da família e do reino davídico, cumprido em Cristo como Rei. Atos 2:30.
     8.   O Novo Pacto - Este  pacto  repousa sobre o sacrificial e sacerdotal de Cristo, tendo como  propósito  garantir  a  bênção eterna e a salvação para os homens. Este pacto é condi-cionado  à  fé. Os  homens  não  podem produzir nada que este pacto exige, por sua própria vontade, força, etc.  Sabemos que até a fé que possuímos provém do Senhor. "
...Superiores Promessas..." as melhores promessas incluem a nova lei que é a do coração, aquela lei escri-ta  nos corações, a qual se faz eficaz através das operações do Espírito Santo que nos garan-tem a santificação.

    
8.7 - A primeira aliança como vemos tinha defeitos:
     A. A primeira aliança era uma medida temporária.
     B. Foi  estabelecida em uma lei imperfeita, pois aquilo à que ela se propunha não pode ser realizada legalmente.
     C. Baseava-se em um sacerdócio composto por homens mortais e pecaminosos.
     D. Não continha promessas maiores de vida por meio de Cristo.
     E. A lei impunha um padrão e condições acima da capacidade de obediência dos homens,
mas  ao  mesmo tempo não oferecia medidas espirituais através das quais tais exigências po-deriam  vir a ser cumpridas.
"...Estaria sendo buscado..." a idéia aqui é que havia uma certa insatisfação com a antiga aliança, por esta razão se buscaria algo melhor. O profeta Jeremias entendeu bem isto e predisse em seu capítulo 31:33,34.

     8.8 - Neste  ponto  o autor repreende os judeus com os quais havia sido feito esse pacto,
chamava-lhes  a  atenção  por causa da sua falha perante esse pacto. Os judeus não puderam
obedecer  pois  eram espiritualmente defeituosos e este pacto não podia mudar este fato, por isso a necessidade de se estabelecer um novo e eficaz pacto, uma nova aliança.


    
8.9 - Somente LER.

     8.10 - Neste  ponto  o  autor mostra como deveria ser esta nova lei. Não poderia ser uma obra  de  arte, para  que  todos a vissem (como que gravada em pedras ou um belo quadro). Tinha  de  ser  sim  uma obra de arte espiritual, realizada nos corações destes judeus.
"...nas suas mentes..." ou seja, na porção racional do homem, que é a expressão inteligente da alma. A  alma  é  a inteligência, o cérebro apenas o veículo. A porção intelectual do homem é o seu espírito, o  seu  verdadeiro EU o qual deve ser controlado pelas operações do Espírito Santo. Em  Romanos 12:2 o Apóstolo Paulo nos chama a “Renovar-mos a nossa mente”. Vale lem-brar que a transformação do nosso espírito vem pela renovação da nossa mente.

     8.11 - Na  época da lei o acesso a Deus era limitado. Mas agora
“todos me conhecerão”.
Todos  que  se  chegam a Deus  por intermédio do seu filho amado, podem entrar no verda-deiro santuário. Como nos diz o autor em 10:19-22.


   
8.12 - "...dos seus pecados jamais me lembrarei..." o perdão dos pecados é uma das me-lhores  promessas  da  nova  aliança. A  nova relação entre Deus e o homem é também outra destas promessas. Enquanto os pecados não forem perdoados, a nova promessa não poderá ser  impressa  em  nossos corações. Enquanto os pecados não forem perdoados não podere-mos  receber  o conhecimento de Deus e não poderá haver nova criação. Após isto cumprir-se-á (2 Coríntios 5:17) - “ E  assim se alguém está em Cristo, é nova criatura, as coisas an-tigas  já  passaram, eis que se fizeram novas”. A união com Cristo opera na pessoa a reden-ção. Os cristãos foram eleitos, justificados, santificados e glorificados em Cristo. Aqui Paulo nos  chama  a  atenção  para  a  grande  importância  do significado da união do cristão com Cristo.

     8.13 - Aqui  seria a conclusão do ensino deste capítulo, onde o autor nos falou a respeito das duas alianças: uma antiga e uma nova, uma inferior e outra superior. É lógico que ambas não podem estar em vigor ao mesmo tempo. Mesma conclusão ao antigo sacerdócio e o no-vo  sacerdócio, mesma  coisa relacionado a antiga lei e a nova lei. Cristo excedeu a tudo isto em  seu  evangelho  e  em  sua missão. Antes de Cristo tudo era simbólico, tudo era sombra, tudo  era  cópia  do  que  estava  por vir. Vale lembrar que o antigo esforço é substituído por uma  lei íntima e transformadora, a nossa antiga debilidade é substituída por uma nova força, a antiga inutilidade é substituída por uma exaltada utilidade, a antiga derrota é agora, graças à Deus, substituída pela vitória da fé.

                                                                                    Seminarista Evaldo Moscibrovski
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