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Aqui no capítulo 8 vemos Cristo, o Filho de Deus assentado à destra, à mão direita de Deus Pai, na qualidade de Sumo Sacerdote, isto é, está apto para esta função em nosso fa-vor. Ele não está ali para seu próprio deleite, para seu próprio benefício ou engrandecimento, mas ali se encontra para “dar entrada aos remidos por igual modo”, isto é, “entrem porque eu já conquistei este lugar para vocês, sim vocês que crêem, vocês de obras vivas e não mor-as, vocês que me honram, vocês limpos de coração, vocês que me temem, sim vocês remidos, vocês não precisam apresentar sacrifícios, porque eu já os resgatei”. Cristo adentrou ao Santuário perfeito e celestial e não em alguma cópia terrena. O autor nos apresenta ilustração como que um sobrado, dois andares. O primeiro andar podemos dizer que é o mundo físico e temporal, secular, que dura certo tempo. Mas também é como já estudamos anteriormente, a s ombra do andar superior ou do mundo celestial. Assim sendo os sacerdotes ministravam na cópia do verdadeiro santuário celeste.
8.1 - "O essencial das coisas que temos dito..." o autor desta epístola faz uma pauta nes-te ponto, para chamar-nos a atenção do que é mais importante, do que é de vital importância, esta pausa nos conscientiza de que o assunto tratado aqui é de certa dificuldade mas em tudo o que o autor fala há um propósito definido. Importante a superioridade de Cristo como Su-mo Sacerdote em comparação ao sacerdócio de Arão (Capítulo 7).
8.2 - "O Verdadeiro Tabernáculo..." Cristo ministra na esfera celestial, isto torna possí-vel o verdadeiro acesso à Deus. Os Sacerdotes Levíticos ministravam no plano ou na esfera inferior, como vimos na cópia terrena do tabernáculo. Sem sombra de dúvida a superioridade de Cristo é incontestável, e que sua ministração é muito melhor, pois sua ministração é celes-tial, as coisas terrenas são sombras e de uma existência menos importante. A esfera terrena é deficiente, tem suas limitações, Deus não se acha nela por completo e não se manifesta nela com toda a grandeza, com todo o poderio, toda a força, toda a superioridade como o faz na esfera celestial. "...O Senhor erigiu..." lembramo-nos irmãos que os homens é que construí-ram a cópia terrena do tabernáculo, mas Deus é o arquiteto e o construtor da realidade celes-tial.
8.3 - "Todo Sumo Sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios..." a atividade do Sumo Sacerdote era de caráter intercessório e sacrificial. Os holocaustos tinham a inten-ção de tornar eficaz a intercessão do sacerdote. Como já sabemos estes sacrifícios eram um símbolo do verdadeiro sacrifício (Cristo). Quando Cristo ofereceu-se a si próprio, ele solu-ciona de uma vez por todas o problema do pecado, instituindo assim a paz entre Deus e os homens, (Colossenses 1:20). "...Dons e Sacrifícios..." "Ofertas de ações de graça e sacrifí-cios pelo pecado. Mediante as ofertas são reconhecidos o governo de Deus sobre o Universo e a sua benevolência quanto às suas criaturas, promovendo-lhes o sustento. Mediante as últimas, isto é, sacrifícios, são confessadas a natureza destruidora e arruinadora do pecado, bem como a necessidade de expiação”, comenta Adam Clarke. Segundo a pesquisa os dons eram um tipo de ofertas incruendas, quer dizer, não derramou sangue, causando contraste com os animais mortos que são os sacrifícios. Esta distinção não é observada com freqüên-cia nas Escrituras. As duas palavras referem-se às ofertas voluntárias, às ofertas pacíficas, aos holocaustos, às ofertas pelo pecado - todos tipos de sacrifícios e ritos, (Hebreus 5:1). 8.4 - "Se estivesse na Terra seria Sacerdote..." para exercer a função de sacerdote a pes-soa, o escolhido deveria ser descendente de Arão, a lei mosaica só permitia como sacerdotes seus descendentes, o que não ocorria com Cristo, (Hebreus 7:13,14). Para seu sacerdócio celeste Cristo está plenamente qualificado, não existe impedimento nenhum, nenhuma restri-ção terrena pode limitá-lo. Sendo o seu sacerdócio superior ao terreno eliminou qualquer ne-cessidade de qualificação terrena, sendo que o celestial eliminou o terreno. Quando Cristo foi exaltado aos céus, o sacerdócio antigo perdeu o lugar para o novo, fica estabelecido um novo tipo de sacerdócio, que ultrapassa, que excede ao antigo e não é sujeito às antigas leis, como era do sacerdócio de Arão.
8.5 - "...Figura e Sombra..." os sacerdotes ministravam no santuário terreno, que tinha valor de cópia do santuário celeste. Tendo mostrado que Cristo ministra no santuário celeste e não em templo terreno, o autor de Hebreus faz-nos entender que isto exige um pacto novo e superior, sem associação com o antigo sacerdócio e sua lei. Vemos que o novo pacto exige também melhores promessas e que esse novo pacto não somente ultrapassou o antigo como também o eliminou, tornou-o sem efeito. O autor mostra até aqui no 8º capítulo que o minis-tério de Cristo é superior ao Araônico e que o novo sumo sacerdote é superior a qualquer sa-cerdote do Antigo Testamento. 8.6 - "Jesus obteve..." por causa de sua missão na terra, tão coroada de êxito, por ter si-do tão bem sucedido, por ter se identificado conosco, suportou a tentação, (4:15), pela aprovação divina à sua missão entre os homens (2:9-11), pela exaltação que recebeu da parte de Deus (7:21), pela sua natureza inerentemente melhor, por ter sido aperfeiçoado (5:9; 7:28), por sua ascensão acima de todos os céus (7:26) e por sua estatura como Deus-ho-mem (1:3; 7:28) por estes motivos Jesus "obteve ministério tanto mais excelente. ...quanto é mediador de um novo pacto..." Cristo é o mediador que leva os homens à Deus, mas tam-bém leva Deus aos homens. O Senhor através de sua obra produz reconciliação e paz entre os homens e Deus. "...superior aliança-ou pacto..." um pacto é acordo entre duas partes, tendo em mente o bem estar mútuo. No novo pacto proporcionado por Cristo, a pessoa pre-cisa crer, entregando a sua vida a Cristo, para ser transformado. Como sabemos nesta trans-formação ocorre a salvação, que é prometida no pacto, mas essencial é, para que isto ocorra, termos leis espirituais escritas em nossos corações. A glorificação vem mediante a santifica-ção, (2 Tessalonicenses 2:13). |
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