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7.1 - “Visto que temos tais promessas” - que promessas são estas? Conforme 2 Cor. 6:16b - “Nele habitarei e entre eles andarei, Eu serei o Seu Deus e eles serão o meu povo”. Aqui a pro-messa é que haverá na vida do eleito e da comunidade cristã a presença permanente e íntima do Espírito Santo, como também a sua comunhão e operações. Que privilégio saber que o Senhor seria o seu Deus, que eles seriam o seu povo, que teriam cobertura e amparo da parte do Se-nhor para com eles.
No v. 17 do capítulo 6 o Senhor diz: “os receberei” - note que Deus está dizendo que tam-bém os acolherá - que palavra confortante é esta meus irmãos?
No v. 18 o verbo está no futuro: “serei para vós pai”. Deus promete a filiação para os elei-tos. Esta promessa é mesmo que dizer que os que são escolhidos de Deus hão de participar da própria divindade de Deus, (Rm. 8:16,29,30; 2 Pe. 1:3,4). Tornar estes fatos concretos em nos-sa vida, sem dúvida nenhuma é algo importantíssimo, elevadíssimo, mas bem verdade é que se não houver uma Santidade verdadeira, com certeza atingir este alvo será correr atrás do vento. Será inútil, não conseguiremos. Se não houver renúncia, se não houver morte, não haverá esta vida. Estas promessas foram feitas para que nós, através delas, participemos da natureza divina. Este fato não deve ser tomado como simples ilustração ou metáfora, devemos crer nisto literal-mente pois em Cristo esta realidade já foi concretizada. Quando Paulo fala para nós nos purifi-carmos de toda a impureza tanto da carne, quanto do espírito, o que ele quer expressar aqui é nos purificarmos de toda imundície, de todo pecado. O pecado da carne é sem dúvida a sensua-lidade, conforme Paulo tratara em 1 Co. 6:9. Mas os pecados do espírito, este afetam o homem interiormente. Paulo poderia estar falando aqui da idolatria, porque este tipo de pecado desvia a mente a alma do homem, levando-o para longe de Deus, com isto o homem distancia-se da Doutrina pura de Cristo.
No v. 2, Paulo, o Apóstolo diz: “a ninguém corromperemos, a ninguém tratamos com injus-tiça, a ninguém exploramos”, ou seja, Paulo não perverteu o Evangelho, pregou o Evangelho original de Jesus Cristo, mas havia naquela época, como também hoje em dia aqueles que pre-gam um outro Cristo, um outro Evangelho. Paulo a ninguém tratou com injustiça se referindo àquelas acusações que sofrera nos capítulos anteriores desta carta. Ninguém foi explorado por Paulo financeiramente falando, Paulo trabalhava para conseguir seu sustento conforme Atos 18:3 e 20:34. “E posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles, e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas” e “vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que era necessário a mim e aos que estavam comigo”. Paulo enfatiza este assunto porque mui-tos eram os que se apresentavam como apóstolos e exploravam a Igreja, se aproveitavam dela, tinham o pregar um Evangelho como meio de vida.
No v. 3, o Apóstolo dos gentios diz aos Coríntios que não tinham ofendido ninguém, que não os condenava por causa das injustiças que suportara, pelo contrário, ele é que havia sido magoado, mas este assunto ele queria esquecer, para que suas relações melhorassem. Paulo também não os censurava, não os reprovava por ainda não expressarem o amor cristão, pois ti-nham dado prova disto, mas o Apóstolo esperava que no futuro isto ocorresse, que eles vives-sem este amor. Notemos que Paulo diz: “pois já tenho declarado que estais em nosso coração”- vocês são os meus queridos, eu os amo. Este amor declarado por Paulo aqui, é o verdadeiro amor cristão que excede a toda e qualquer injustiça sofrida por ele. Enfim, do v. 2 até o v. 4, Paulo deixa transparecer todo o seu amor, todo o seu afeto, todo o seu bem-querer para com estes irmãos de Corinto.
Do v. 5 até o v. 16, o Apóstolo Paulo expressa sua alegria por rever Tito que chegara à Macedônia vindo justamente de Corinto, com notícias a respeito do que aquela carta severa ti-nha produzido entre os Corintios. Os vs. 8 e 9 registram isto: “porquanto ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo, embora já tenha me arrependido (vejo que aquela vos contristou por breve tempo), 9 - agora, me alegro não porque fostes contristados para arre-pendimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis”. Paulo, com o envio daquela carta severa havia infligido, havia causado certo sofri-mento naqueles irmãos, mas ele não queria, não era sua intenção abrir esta cicatriz formada. Não. Ele queria que os coríntios reconhecessem que estava reconciliado com eles de verdade, sem má vontade, sem ressentimento, sem se alegrar com a tristeza destes cristãos. A alegria que o Apóstolo sentia não era perversa, conforme nós presenciamos em nosso tempo, quando cai algum adversário, aquela comemoração porque alguém foi vencido. Paulo se alegra porque os crentes de Corinto iriam receber muitos benefícios espirituais, por sinal este sempre foi o objetivo da dedicação de Paulo e das orientações aos seus irmãos, porque ele era um verdadeiro Pastor para eles e não alguém interessado apenas em vantagens como um mercenário.
“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação” (v. 10). Paulo lhes fala da tristeza que o próprio Deus lhes colocara, para que ela produzisse, para que ela os conduzisse a um saudável arrependimento, o que lhes permitia corrigirem situações em que estavam errados, isto produziria neles um bem-estar espiritual. Era isto que Paulo almejava, este era um sinal de verdadeiro amor por eles. Esta tristeza opera, produz arrependimento para a salvação. Nós temos aprendido que não pode haver salvação no pecado. De forma nenhuma. O pecado era o grande abismo que nos separava de Deus. Também aprendemos que não pode ha-ver salvação, nem conversão, nem regeneração sem o arrependimento. O pecado precisa ser abandonado, eu devo me arrepender e abandonar completamente o pecado. Sem o arrependi-mento que Deus opera em mim através do Espírito Santo, o pecado permanece intocado e sen-do Senhor da minha vida. Em conseqüência disto, não ocorre a conversão da minha vida. Mas aprendemos que nenhum homem caído é capaz de tornar-se santo por seus próprios esforços, mas que tudo isto provém, é fruto da graça de Deus em nós. Deus e somente Deus é capaz, é suficiente para transformar um homem perdido em um homem santo, transformado, não reto-cando a sua vida e formando a natureza de Cristo em seu interior, em seu íntimo, (Gl. 5:22-24). |
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