ESTUDO DE 2 CORÍNTIOS 8 E 9
    Irmãos estes dois capítulos tratam do  mesmo assunto, a necessidade de se socorrer os san-tos pobres de Jerusalém. Os irmãos que tinham necessidades em Jerusalém.
     O  apóstolo  Paulo  escreve  que a comunidade de Corinto saiba que é importante aprender a
respeito  da  bem-aventurança  de dar, movidos pelo amor altruísta - que se dedica ao seu seme-lhante, inverso  do  amor  egoísta - que  é  aquele tipo de
“amor de umbigo” que pensa somente em si próprio, que é a maneira que o mundo ama.
     O NT enfatiza os valores corretos antes  de se entregar os dízimos ao Senhor - estes valores são: justiça, misericórdia, fé e amor. Vejamos  Mateus 23:23,24  -  O mosquito e o camelo eram dois  animais  imundos (segundo  as  leis  cerimoniais  dos  judeus) e  os  fariseus  naturalmente tinham  o  cuidado de tirar os mosquitos que porventura tivessem caído em seu cálice de vinho, mas  não evitavam o contato com um animal imundo e muito maior que era o camelo. Jesus não queria  dizer  que  eles  não evitassem os camelos literais em seu cotidiano, mas quis dizer que a moral  deles  se  caracterizava  pelas falhas e pelas injustiças abundantes, havendo
“camelos éti-cos” que  eles sequer notavam enquanto que a todo tempo podiam  ver claramente um mal ético do tamanho de um mosquito.
     Eles  davam o dízimo da menta, plantinha esta que muitas vezes crescia por entre o assoalho
da  casa e das sinagogas. Era uma planta muito agradável em seu aroma. Existia também o anis,
coentro  e cominho que são sementes aromáticas, eram usadas como condimento e algumas ve-zes como medicamentos. Estas  plantas  tinham valor comercial, mas o dízimo destas plantas ti-nha um valor muito pequeno. Mas  os  fariseus  se mostravam muito enérgicos com estas ques-tões  tão  sem  importância, ao mesmo tempo que se mostravam endurecidos, invisíveis com as questões  éticas  e religiosas. É  neste sentido que Jesus disse:
“Ai de vós escribas e fariseus hi-pócritas” - pois eles negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fé, mas mostravam-se extrema-mente cuidadosos com relação aos dízimos. Jesus não negava a obrigação ou valor dos dízimos, mas nos mostra que a prática de tais coisas fora do contexto da vida em geral, não tem qualquer valor.
     Um negociante de escravos que fosse homem dedicado à oração, não poderia ser considera-do  piedoso e moral. Um rico negociante que obtivesse seu dinheiro mediante a fraude e o enga-no, mas que desse o dízimo de todo o dinheiro assim obtido, jamais seria homem moral, não po-dendo receber a aprovação do Senhor. Enfim um homem que freqüente regularmente uma igreja evangélica mas que seja maldoso, cruel, e egoísta não tem valor algum para Deus.
     O NT enfatiza - a  motivação certa e o espírito de sacrifício - Lucas 21:1-4; os ricos deposi-tam grandes quantias, mas eles davam o que lhes sobrava, era algo que não custava nada. O ato de  dar  o que não nos custa nada, tem um sentido de espetáculo ou dever e deixa um mal gosto em  nossas bocas e uma frustração em nossos corações. O princípio de amor é que deve gover-nar todas as nossas ações.
     Jesus  viu  os  ricos  lançarem  suas ofertas. Jesus cansado, assenta-se e por alguns minutos
descansa. E  neste  momento  de  descanso, observa a multidão que saía e entrava no templo. E neste episódio onde a viúva entra e oferta, ele percebeu a grande lição.
     O  gazofilácio  era uma sala onde havia em um dos pórticos (entrada de edifício suntuoso ou
de templo) o átrio das mulheres. Treze  receptáculos  em forma de trombeta haviam sido postos alí  para  receber as doações e estes eram guardados e supervisionados pelos sacerdotes. O doa-dor estava preparado a declarar a soma  que estava prestes a oferecer, isto significava que qual-quer pessoa que estivesse a uma distância conveniente, poderia saber qual a quantia das ofertas. Somente  este  fato  já  fora  motivo de embaraço para aquela viúva, porque ela tinha pouco para contribuir. E  aquela  era  uma  ocasião que os cidadãos abastados exploravam, pois declaravam em  alta voz a grande e generosa quantia que estavam dando e assim obtinham certa glória nessa ostentação. Então:
“Viu   ambém  a  viúva  lançar alí dois leptos”. A palavra “pobre” deriva de uma  outra  que  significa “trabalhar  para ganhar a vida”. Esta palavra usada no Evangelho de Lucas  indica que apesar da mulher ser pobre, tendo de trabalhar para poder sobreviver, não es-tava reduzida à situação de mendicância.
    
Dois leptos - esta era a menor moeda judaica em circulação naquela época, era feita de cobre
ou bronze, valia muito pouco, era muito fininha.
     No versículo 3, Jesus diz que a viúva deu mais do que todos. As  duas moedinhas eram toda
a  sua fortuna e agora ficara reduzida à mais pobreza. Deus julga em proporção aos meios e não
de conformidade  com  a quantia exata dada (2 Coríntios 8:12 -
Porque se há boa vontade, será
aceita  conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem
). Deus  julga  de  acordo com as intenções do coração. Os homens podem somente ver a exibição externa, mas isto não é o  elemento  mais  importante  na  ética  divina. O que tem importância para Deus é a motivação certa e não a ostentação pública.
     O NT enfatiza - a justa recompensa financeira pelo serviço cristão - Mateus 10:10 -
“Digno é o  trabalhador  do  seu alimento” - Jesus nos ensina aqui de forma muito clara que os ministros devem  receber  o sustento físico daqueles que são beneficiados por seus ministérios. Paulo cita essa  passagem  em  1 Coríntios 9:14 - “Assim  ordenou  também  o  Senhor  aos que pregam o Evangelho, que vivam do Evangelho”.
     O NT enfatiza -  o direito dos mestres na palavra de serem participantes das bênçãos materi-ais de seus discípulos. Gálatas 6:6 -
“Mas  aquele  que  está  sendo  instruído  na palavra, faça participante  em  todas  as boas coisas aquele que o instrui”. O fato de que as classes de ensino eram  muito importantes e necessárias, nos mostra que o trabalho cristão era realmente levado a sério. Aqueles mestres cristãos se preparavam cuidadosamente, com  antecedência, intelectual e espiritualmente, para que a igreja fosse verdadeiramente instruída. O  termo “faça participante” - no  grego temos o vocábulo "koinoneo" que significa “compartilhar, ter uma porção, partici-par”, um dar e receber mútuos ficam entendidos neste termo.
     Observe  irmão o texto de 1 Timóteo 5:17,18 -
“devem ser considerados merecedores de do-brados  honorários  os  presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra  e  no  ensino  pois  a  Escritura  declara: não  amordaces o boi quando pisa o trigo. E ainda - o trabalhador é digno do seu salário”.
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