|
Irmãos estes dois capítulos tratam do mesmo assunto, a necessidade de se socorrer os san-tos pobres de Jerusalém. Os irmãos que tinham necessidades em Jerusalém. O apóstolo Paulo escreve que a comunidade de Corinto saiba que é importante aprender a respeito da bem-aventurança de dar, movidos pelo amor altruísta - que se dedica ao seu seme-lhante, inverso do amor egoísta - que é aquele tipo de “amor de umbigo” que pensa somente em si próprio, que é a maneira que o mundo ama. O NT enfatiza os valores corretos antes de se entregar os dízimos ao Senhor - estes valores são: justiça, misericórdia, fé e amor. Vejamos Mateus 23:23,24 - O mosquito e o camelo eram dois animais imundos (segundo as leis cerimoniais dos judeus) e os fariseus naturalmente tinham o cuidado de tirar os mosquitos que porventura tivessem caído em seu cálice de vinho, mas não evitavam o contato com um animal imundo e muito maior que era o camelo. Jesus não queria dizer que eles não evitassem os camelos literais em seu cotidiano, mas quis dizer que a moral deles se caracterizava pelas falhas e pelas injustiças abundantes, havendo “camelos éti-cos” que eles sequer notavam enquanto que a todo tempo podiam ver claramente um mal ético do tamanho de um mosquito. Eles davam o dízimo da menta, plantinha esta que muitas vezes crescia por entre o assoalho da casa e das sinagogas. Era uma planta muito agradável em seu aroma. Existia também o anis, coentro e cominho que são sementes aromáticas, eram usadas como condimento e algumas ve-zes como medicamentos. Estas plantas tinham valor comercial, mas o dízimo destas plantas ti-nha um valor muito pequeno. Mas os fariseus se mostravam muito enérgicos com estas ques-tões tão sem importância, ao mesmo tempo que se mostravam endurecidos, invisíveis com as questões éticas e religiosas. É neste sentido que Jesus disse: “Ai de vós escribas e fariseus hi-pócritas” - pois eles negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fé, mas mostravam-se extrema-mente cuidadosos com relação aos dízimos. Jesus não negava a obrigação ou valor dos dízimos, mas nos mostra que a prática de tais coisas fora do contexto da vida em geral, não tem qualquer valor. Um negociante de escravos que fosse homem dedicado à oração, não poderia ser considera-do piedoso e moral. Um rico negociante que obtivesse seu dinheiro mediante a fraude e o enga-no, mas que desse o dízimo de todo o dinheiro assim obtido, jamais seria homem moral, não po-dendo receber a aprovação do Senhor. Enfim um homem que freqüente regularmente uma igreja evangélica mas que seja maldoso, cruel, e egoísta não tem valor algum para Deus. O NT enfatiza - a motivação certa e o espírito de sacrifício - Lucas 21:1-4; os ricos deposi-tam grandes quantias, mas eles davam o que lhes sobrava, era algo que não custava nada. O ato de dar o que não nos custa nada, tem um sentido de espetáculo ou dever e deixa um mal gosto em nossas bocas e uma frustração em nossos corações. O princípio de amor é que deve gover-nar todas as nossas ações. Jesus viu os ricos lançarem suas ofertas. Jesus cansado, assenta-se e por alguns minutos descansa. E neste momento de descanso, observa a multidão que saía e entrava no templo. E neste episódio onde a viúva entra e oferta, ele percebeu a grande lição. O gazofilácio era uma sala onde havia em um dos pórticos (entrada de edifício suntuoso ou de templo) o átrio das mulheres. Treze receptáculos em forma de trombeta haviam sido postos alí para receber as doações e estes eram guardados e supervisionados pelos sacerdotes. O doa-dor estava preparado a declarar a soma que estava prestes a oferecer, isto significava que qual-quer pessoa que estivesse a uma distância conveniente, poderia saber qual a quantia das ofertas. Somente este fato já fora motivo de embaraço para aquela viúva, porque ela tinha pouco para contribuir. E aquela era uma ocasião que os cidadãos abastados exploravam, pois declaravam em alta voz a grande e generosa quantia que estavam dando e assim obtinham certa glória nessa ostentação. Então: “Viu ambém a viúva lançar alí dois leptos”. A palavra “pobre” deriva de uma outra que significa “trabalhar para ganhar a vida”. Esta palavra usada no Evangelho de Lucas indica que apesar da mulher ser pobre, tendo de trabalhar para poder sobreviver, não es-tava reduzida à situação de mendicância. Dois leptos - esta era a menor moeda judaica em circulação naquela época, era feita de cobre ou bronze, valia muito pouco, era muito fininha. No versículo 3, Jesus diz que a viúva deu mais do que todos. As duas moedinhas eram toda a sua fortuna e agora ficara reduzida à mais pobreza. Deus julga em proporção aos meios e não de conformidade com a quantia exata dada (2 Coríntios 8:12 - Porque se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem). Deus julga de acordo com as intenções do coração. Os homens podem somente ver a exibição externa, mas isto não é o elemento mais importante na ética divina. O que tem importância para Deus é a motivação certa e não a ostentação pública. O NT enfatiza - a justa recompensa financeira pelo serviço cristão - Mateus 10:10 -“Digno é o trabalhador do seu alimento” - Jesus nos ensina aqui de forma muito clara que os ministros devem receber o sustento físico daqueles que são beneficiados por seus ministérios. Paulo cita essa passagem em 1 Coríntios 9:14 - “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o Evangelho, que vivam do Evangelho”. O NT enfatiza - o direito dos mestres na palavra de serem participantes das bênçãos materi-ais de seus discípulos. Gálatas 6:6 - “Mas aquele que está sendo instruído na palavra, faça participante em todas as boas coisas aquele que o instrui”. O fato de que as classes de ensino eram muito importantes e necessárias, nos mostra que o trabalho cristão era realmente levado a sério. Aqueles mestres cristãos se preparavam cuidadosamente, com antecedência, intelectual e espiritualmente, para que a igreja fosse verdadeiramente instruída. O termo “faça participante” - no grego temos o vocábulo "koinoneo" que significa “compartilhar, ter uma porção, partici-par”, um dar e receber mútuos ficam entendidos neste termo. Observe irmão o texto de 1 Timóteo 5:17,18 - “devem ser considerados merecedores de do-brados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino pois a Escritura declara: não amordaces o boi quando pisa o trigo. E ainda - o trabalhador é digno do seu salário”. |
|