A  nossa exposição, é feita no mundo de tal forma que os outros eleitos também se sujei-tem  ao  poder divino sem mais demora. O nosso modo de viver deve ser um testemunho vi-vo, para  os  da nossa casa, para os vizinhos e para o mundo; antes do novo nascimento éra-mos  escravos, éramos  tristes, éramos derrotados. Mas hoje Graças a Deus, somos alegres, somos  participantes  das  bênçãos  da vitória do nosso Rei, mesmo que hajam momentâneos problemas e embaraços, mas, pelos olhos da fé, que nós todos estejamos vendo a marcha vi-toriosa  do  Reino  de  Deus. Que  as momentâneas e passageiras lágrimas não nos turvem o olhar. Não  é  isto  que cantamos, então que este cântico seja vivo em meu viver e na vida da Igreja.

    
“Nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que  se  perdem”. O  fato de sermos um bom perfume para Deus, significa que ele se agrada em  nós  e  em  nossas  vidas. Este  perfume é a mensagem de Cristo e o seu próprio caráter formado  em nós, que atrai a atenção dos homens, ou para o bem ou para o juízo, dependen-do  de  aceitarem  eles  ou  não o conhecimento e a graça de Deus e seu Filho. Nós devemos transportar  este  perfume  em  nossas  vidas, como  sacrifícios  vivos, conforme  o próprio Apóstolo Paulo orientou os Romanos em sua epístola no capítulo 12:1,2.

    
“Nos que se salvam” - naqueles que são alcançados pela salvação, onde ocorrerá a trans-formação  segundo  a  imagem  de Cristo. Primeiro o ato da salvação e depois o processo da santificação. A  cada  dia  a  vida sendo lapidada, polida, conforme o que houver necessidade de ser realizado por Deus. Libertações, curas de enfermidades, etc.

   
“Nos que se perdem” - a  Justiça  de Deus recai sobre aqueles que rejeitam o senhorio de Cristo. Esta  realidade  produz conseqüências nas pessoas que assim procedem. A verdade é que  em  qualquer  lugar  em que estivessem os servos do Cristo, aí haverá a sua fragrância. Esse  perfume  pode  repelir  a alguns e também pode atrair outros. A pesquisa ainda nos diz que: “não  se  trata  meramente de um suave perfume, produzido por Cristo, mas é o próprio Cristo que serve de perfume que exala do caráter dos cristãos”.

     Eu  já vi pessoas transpirarem Polícia, toda hora, todo local, todo momento Polícia, Polí-cia, Polícia. Mas  exalar o bom perfume, transpirar Cristo em todos os lugares, fazer as pes-soas sentirem este aroma, enxergarem Cristo através da tua vida, dos teus atos. Imagine teus pais, verem  Cristo através de você, seus filhos, teu marido, tua esposa, poderem admitir: alí está um verdadeiro cristão. Que glória para Deus!

     Paulo  sabia  que  nenhuma pessoa por si mesma pode ser capaz de tal testemunho, viver em  verdadeiro  embaixador  do  Reino  de  Deus, mas que toda a capacitação para uma vida desta procede de Deus. Paulo queria que aqueles crentes de Cristo soubessem que toda a sua suficiência  vinha da parte de Deus, Paulo era o que era por força de uma capacitação divina, Paulo  não  dependia  de qualquer habilidade humana. Por isto ele diz no capítulo 3 que não é capaz  de  pensar  alguma  coisa  como se partisse de nós, pelo contrário a nossa suficiência vem  de Deus, suficiência para amar a Deus, suficiência para submeter-se à sua Palavra, su-ficiência  para  amar  o meu irmão. O qual nos habilitou para
"sermos ministros de uma nova aliança, não da letra (Lei) mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica".

     A  lei, para  aqueles  que não a obedeciam, gerava a morte, mas o Espírito, para aqueles a qual  se  submetem  à  ele gera a vida abundante, vida verdadeira, autêntica, vida de eleito, de salvo. Quem  porém  é  suficiente para estas coisas? Que coisas Paulinho? Andar em triunfo, através  de  nós, manifestar  a  fragrância  do seu conhecimento, seu bom perfume de Cristo para  com Deus, para  com os irmãos. Quem é suficiente? A nossa suficiência vem de Deus. Temos  capacidade  para isto através do amor de Deus. Ele nos capacita. Aproprie-se irmão! Tome posse!

     Paulo  não  pregava  o  Evangelho como meio de ganhar a vida, ele não
“mercadejava” a
Palavra de Deus, como era comum naquela época, fato que se repete em nossos dias. Exem-plos temos aos montes. Mas Paulo não, o seu ministério foi efetuado na presença de Deus, o seu alvo  não era adquirir qualquer estabilidade financeira ou qualquer recompensa, o alvo de Paulo era a glória de Deus, pregar o Evangelho para que Deus fosse glorificado

     Que  o  exemplo  de Paulo mexa conosco, nos inquiete, nos constranja, que as dores que ele  sofreu  por  pregar este Evangelho, nos levem a entender que realmente vale a pena viver esta  vida  que  nos é proposta como eleitos de Deus, como salvos. Devemos crer que o Se-nhor  já nos qualificou, já nos capacitou para ela, para vivermos uma vida que nos foi prepa-rada antes da fundação do mundo: A Prática do Perdão.

                                                                                    Seminarista Evaldo Moscibrovski
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