ESTUDO DE 2 CORÍNTIOS 2
    Por  causa de uma visita que Paulo fizera à Corinto é que ele agora neste 1º versículo diz es-tas palavras “não ir ter convosco com tristeza”. A  tristeza de Paulo tinha origem nas acusações de ser ele leviano e mundano em suas ações, eles, oscoríntios, se baseavam em sua mudança de planos  de  viagem  que contradiziam o que ele havia escrito para eles. Os coríntios o acusavam de  ser  uma pessoa de duas palavras, astucioso, leviano. Estas acusações eram muito danosas à vida de Paulo, bem como são para a vida de qualquer pessoa. Através destas acusações os opo-sitores  de  Paulo  conseguiram  abalar a confiança que a igreja cristã depositava nele. Este era o alvo  daquelas  pessoas, minar, arruinar a confiança, para que cessasse a influência de Paulo na-quela comunidade.
     A partir do versículo 15 do 1º Capítulo desta 2ª Carta é que o Apóstolo Paulo explica o moti-vo da sua mudança de planos de viagem. Os  irmãos  de Corinto se esqueceram que um homem como  Paulo, que  estava  pronto a sofrer a morte por amor ao Evangelho, não iria se desviar de seus  propósitos com facilidade. Quando o coração de uma pessoa se volta contra alguém, tudo pode  ocorrer, distorção  da  verdade, contendas, amarguras, etc... Paulo não queria outra visita dolosa, ele  não  tinha  prazer sádico ao disciplinar aqueles irmãos aos quais amava. A alegria de Paulo  era possível na alegria deles mesmos, do seu crescimento na fé e no amor. Nós sabemos que  é  característica  do  amor  verdadeiro que aqueles a quem amamos tornam-se parte de nós mesmos, a  tristeza  deles  é  nossa também, a sua alegria é da mesma maneira nossa. Paulo não podia suportar ter de entristecê-los ainda mais através de uma disciplina severa, pois ainda havia problemas em Corinto.
     E  no versículo 3 Paulo diz que escreveu para eles, preferiu escrever aos coríntios a chama-da
“epístola severa” conforme 2 Coríntios 7:8. Paulo  resolveu  escrever para eles pois pareceu ser  a forma mais fácil de resolver o problema e evitar outros. No começo Paulo não tinha muita certeza  da eficácia desta carta, mas as pesquisas nos dizem que até mesmo os inimigos de Pau-lo admitiam  que  suas epístolas eram poderosa e eficazes. Paulo sentia tristeza e dor por ter que escrever carta tão dura mas lhe parece ser um mal menor do que fazer-lhes uma visita pessoal.
     Através  da  linguagem  que Paulo usa no versículo 4 podemos ver que Paulo os amava, não
era  uma  forma de falar que demonstrasse um orgulho ferido. Esta 2 Epístola de Paulo aos Co-ríntios  revela  seus  sentimentos íntimos em relação à eles. O amor mais elevado de Cristo tinha se  formado  em  Paulo, ao  ponto dele poder amar estes que agora se apresentavam como seus inimigos, porque seu alvo eram suas almas. Não queria que se perdessem.
     O  que  é  comum é vermos como uma pessoa que é ofendida por alguém antes amado, sem
demora  permite  que  este sentimento de amizade se transforme em ódio. Mas, não com Paulo, ele procurou com paciência conquistar aqueles que haviam afligido profundamente. Uma pessoa
menos  espiritual  certamente  poderia  querer vingar-se. Mas Paulo não, ele nos ensina com sua
atividade  que  o  que deve ser colocado em prática nestas horas é aquele amor que foi demons-trado  no  Calvário. Paulo  nos ensina que devemos perdoar os nosso defensores, assim, as pes-soas que  vêem  esta  nossa  atitude  podem agir da mesma forma, consideremos que somos re-presentantes do Reino de Deus aqui na terra. Precisamos influenciar os outros (somos Sal) nun-ca  ser  influenciado  pelos  ímpios. Conforme apresenta 2 Co. 11:4-20. Havia alguém pregando um  outro evangelho, um outro Jesus, tal pessoa  tinha  uma influência de ditador entre os cren-tes de Corinto e esta pessoa lançou-se contra o Apóstolo Paulo procurando  com isto diminuir a sua  fama, a  sua celebridade, o seu poder, fato que só gerou confusão na Igreja de Corinto. Al-guns estudiosos acham que tal pessoa fosse algum líder do
“partido de Cristo”. Ver 1 Co.1:12.
     Devemos  observar  esta  ilustração: tal como uma pedra lançada numa lagoa calma, assim o
pecado  envia  ondas  perturbadoras por toda a coletividade, cria desunião, divide a igreja, e, por
último  e  não  menos importante, debilita o testemunho da igreja e conseqüentemente bloqueia o
canal por meio do qual o Espírito Santo opera. Isto é conseqüência do pecado.Vigiemos irmãos! (Falta de unidade na Igreja).
     O  Apóstolo Paulo divinamente inspirado nos ensina que o pecado é prejudicial não só para o indivíduo  em  si, mas prejudica a coletividade. Aquele insulto feito a Paulo, não foi considerado
por  ele  como uma ofensa pessoal, mas aquilo que o difamara como líder da Igreja, e principal-mente como seu pai espiritual, na verdade foi um insulto contra a congregação inteira. O pecado devido a sua própria natureza é anti-social, é destruidor de grupos e não somente de pessoas. O pecado  é  semelhante à uma doença contagiosa, aparece em alguém e se não for extirpado pode afetar  toda  a  comunidade. No  versículo 8 Paulo  pede  aos irmãos que perdoem tais pessoas,
“confirmeis  para  com  ele o vosso amor”. Amados, a quem vocês perdoarem eu também per-dôo. Através da atitude de se perdoar alguém, nós frustramos os intentos de Satanás. Tanto mal tem  ocorrido pela falta de perdão dentro dos lares, com casais, entre filhos, parentes, nós esta-mos falando de pessoas que se dizem crentes não dos ímpios, pois estes fazem o que lhes é na-tural - praticam  toda sorte de pecados. A falta de perdão é munição para as diabólicas maquina-ções do inimigo.
     Paulo  chega  a Trôade que hoje é a atual Turquia. É aqui em Trôade que Paulo teve uma vi-são  de  um  homem  da Macedônia implorando-lhe que viesse ajudá-lo. A palavra nos confirma em Atos 16:9. Paulo compreende que Deus está lhe
“abrindo uma porta”, uma oportunidade de
pregar  o Evangelho na Macedônia. Ao invés de Paulo ir para Corinto, como era o plano original
da sua 2ª viagem missionária, ele vai para a Macedônia e depois volta para Corinto. Esta mudan-ça  de  planos gerou aquela rebelião em Corinto que nós vimos anteriormente. Paulo pensou que pioraria  a  situação  se  chegasse alí sem dar-lhes tempo para se arrependerem, depois do envio daquela
“epistola-severa”, a  qual  Tito  havia  sido o portador. Desta forma Paulo viajou para o Norte, partiu  de  Éfeso  para a Macedônia, ao invés de Oeste para Corinto. Por sua vez Tito vai para  o  Oeste  entregar  a  carta, daí Norte e para Leste através da Macedônia, com o intuito de encontrar Paulo, obviamente num lugar já combinado pelos dois, possivelmente este lugar fosse Trôade pois era um ponto e seria um local conveniente para este encontro.
     Devemos  entender  que  somos  cativos de Deus, sim, que somos seus troféus, os próprios
apóstolos  devem  ser  vistos  desta forma, pessoas sobre as quais o Senhor tem total vitória em sua  missão  remidora, através  da pessoa do Senhor Jesus Cristo.
“Graças, porém a Deus, que em Cristo, sempre nos conduz em triunfo...”.
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