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Nosso homem em Pasárgada é romance cíclico, composto das novelas relacionadas ao lado. Foram escritas, reescritas e nunca ficam prontas. Esta é a vantagem da internet: é possível deixar as sinfonias sempre inacabadas. Vão mudando com o autor, mas como o autor só muda na aparência, elas no fundo permanecem as mesmas, quando não pioram. Por conta própria, publiquei a primeira em 2001, com o título de O homem de duas palavras. Reaparece, neste site, com outro título: O harém de Platão. Também andei mexendo no texto, de lá pra cá. Acredito sinceramente que ficou pior. Voltaria à primeira versão ou aos próprios rascunhos, se ainda existissem. O ‘poblema’ da Fernanda foi publicada aqui, pela primeira vez, em 2007. Os demais títulos virão em breve. O personagem central das novelas é Hildo Rielli — o William Wilson que mereço. Vive destinos mais ou menos diferentes em cada novela do conjunto, embora a alma permaneça a mesma. "É impossível limpar as manchas do leopardo", disse o trágico grego Eugene O’Neill. |
O harém de Platão
Padre deixa a batina por causa das mulheres. Sem batina, refaz o voto de castidade.
O ‘poblema’ da Fernanda
O poeta e bancário Hildo é convidado a falar num simpósio de literatura e descobre o fascinante mundo acadêmico.
Mal de Shakespeare
O compositor Hildo vai com a namorada pro sítio. Ela quer um filho e ele não, apoiado em trechos famosos e menos famosos do poeta inglês.
Consagro-vos a minha língua
Filha de Hildo decide reaproximá-lo da mãe, agora viúva do segundo casamento. Mas o pai está envolvido com uma prostituta, que o chantageia.
As damas do jogo
Hildo e as mulheres da sua vida: mãe, avó, irmã, tias, primas.
O imperador da valsa
Professor Hildo é removido pra pequena cidade na divisa com Minas, onde espera viver em paz com a mulher. Aluna maluquinha, porém, faz tudo pra impedir.
Vago mestre
Hildo e as várias escolas da sua vida: ginásio, tiro de guerra, universidade. Problemas pessoais do personagem sobre o pano de fundo da eterna crise do ensino brasileiro.
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