

MUMBAI - VEJA ABAIXO O MAPA DA ÍNDIA
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AJUDANDO A OBRA MISSIONÁRIA EM MUMBAI NA ÍNDIA MANDE UM E-MAIL AO PASTOR ROBSON E
SOLICITE
Ao
querido irmão Francisco
O
decorrer dos oito primeiros meses, foi um tempo de intenso contato com vários líderes em
Mumbai. A visão de resgate das Raabes foi o maior desafio que já enfrentei na minha
vida. Buscamos conselhos, líderes e ajuda
até do governo indiano. Tudo parecia impossível.Fomos abertamente desencorajados por
todos.Temi muito tudo dar em nada e sermos somados no rol dos que tentaram fazer este
trabalho e não conseguiram.
Entretanto,
à medida que íamos batendo nas portas, tentando encontrar o caminho, as estratégias e
os colaboradores, outras portas se abriram. Trabalho com crianças aidéticas, poderia ser
começado imediatamente; com leprosos; duas Igrejas poderiam ser implantadas entre
aidéticos muçulmanos e hindus; implantação imediata de igrejas em algumas favelas; uma
casa de recuperação com uns 20 viciados poderia iniciar em apenas dois dias; casas para
resgatar mendigos (como o trabalho das irmãs
da Madre Teresa de Calcuta) e obreiros indianos foram-nos apresentados para ajudar esses
ministérios.
Fiquei
maravilhado com a possibilidade de Deus usar-nos para sermos ponte de contacto e
proclamadores destas urgentes necessidades, nesta imensa ceara do Senhor. Trabalhos que
poderiam demorar meses ou anos para ser iniciados, tínhamos encontrado a fonte para ser
realizados de imediato. Enviei centenas de e-mail e cartas, na esperança de que alguns
obreiros, igrejas ou missões pudessem ouvir este apelo de socorro. Foi frustrante o
retorno; nínguem se posicionou dizendo: eis-me aqui Senhor, envia-me a mim.
A cada
dia, o Diabo, enche os porões das trevas de almas que clamam por ajuda. Onde está a
Igreja? Foi arrebatada ou está dentro dos templos? Onde estão os obreiros? Nos
púlpitos, em seus confortáveis e bem sucedidos ministérios ou em gabinetes pastorais?
Sei da importância dos trabalhos e ministérios locais, mas, tendo luz desta necessidade
não posso crer que estamos atingindo com
graça e misericórdia o coração quebrantado de Deus.
Ouvindo
as lastimáveis notícias de meninas e adolescentes sendo vendidas nos mercados abertos,
nas cidades e aldeias divisa Paquistão/Índia - orfãos da guerra - eu e Phelipe fomos
àquela região vermos de perto àquela situação. Foi apenas pisar naquela terra para
entender que: Caximir é a terra do fogo e do gelo. O cenário da região era
belíssimo. Ali começa o Himaláia, estendendo-se além do Nepal e terminando em
Nagaland, fronteira com China. Daquelas montanhas, cobertas de gelo e com lindos
contornos, as nascentes, com lindas cachoeiras, formam lagos cristalinos e rios de águas
verdes, pinheiros, mata nativa, vales e abismos e muito macacos e animais selvagens. O
frio era intenso.
Ao meio
de tanta beleza criada por Deus, está o poder do inferno. Tomamos um carro na capital de
Jamur, viajamos 250 kms até Caximir, divisa com Paquistão. Era nostálgica a presença do exército indiano. Aquele intenso tráfego de
comboios usando sofisticadas armas de guerra
era nosso maior obstáculo na estrada. Barreiras, soldados
armados de 100 em 100 metros, preparados para um eventual ataque. Várias vezes fomos
parados e investigados. Igualmente, o exército paquistanes é uma ameaça constante.
Em toda
região são 700 mil soldados e outros 300 mil agentes, mecânicos, enfermeiros, médicos
e outros em toda infra-estrutura de guerra. Estrangeiros e jornalistas não são bem
vindos.
Ali em
Sirinagar, capital de Caximir, (95% são muçulmanos) e em outra cidade da fronteira,
tivemos que nos arricar para fazermos importantes contactos, para saber a real condição
dos arfãos de guerra. São mais de 100 mil orfãos. Líderes dos militantes muçulmanos,
estão totalmente abertos para aceitar a proposta da Igreja em abrir centros de apoio ou
orfanatos. Perguntei a uma certa pessoa: Quantas crianças vocês podem nos entregar
de imediato? Ele disse-me: se você quiser 1000, 500 ou no mínimo 300, ajuntamos em
poucos dias. Fiquei maravilhado com a possibilidade de discipularmos de uma só vêz
mais de 300 crianças muçulmanas.
Visitei
um pequeno orfanato na capital, os parentes
daquelas crianças, militantes muçulmanos, entregaram suas vidas a Jesus. Dois deles
vieram para uma reunião de oração). O impacto de verem o amor daqueles missionários indianos por suas crianças, falou mais alto que eloquentes mensagens. Quanto mais crianças
resgatadas, maior será o número de salvos.
Ali,
entre os muçulmanos, está um firme contacto para iniciarmos qualquer trabalho nesta
área.
Retornando
para Jamur, (capital do Estado de Jamur) reunimos com alguns obreiros indianos. Foi
surpreendente também a resposta positiva de abrirmos igrejas em algumas aldeias, que estão esperando pela chegada da
Igreja. Poderemos abrir de imediato 3 igrejas entre alguns daqueles povos não
alcançados.
Agora,
uma nova tragédia abateu sobre este povo. Nos dias do maior festival religioso do mundo,
onde estava concentrada 20 milhões de almas, na esperança de banhar-se nas águas
purificadores do rio Ganjes, um lastimável terromoto arrasou com o Estado de Gujarat.
Este Estado, onde o hinduísmo é mais forte, havia uma lastimátivel perseguição contra
a Igreja do Senhor. Ali o mais ferrenho partido político (RSS) que tem dado toda
sustentação ao PJP (também partido hindu), está agora completamente arruinado. Foram
mais de 100 mil mortos; mais de 500 mil feridos e 1 milhão estão sem lares. Por questão
política e religiosa não querem oficializar estes números, mas, apenas 30 mil mortos.
Foram 949
aldeias atingidas, algumas delas desapareceram do mapa. Como nunca, estão desesperados e
buscam ajuda de todos os lados. Hoje, 04/02, recebi dois telefonemas dizendo: temos
9 meninas, 6 a 14 anos, que perderam seus pais, casas e tudo mais no terremoto, você pode
abrir uma casa para elas em Mumbai? Respondi-lhe: meu coração doí em dizer-lhe,
que não temos obreiros, que nosso trabalho é com meninas e moças lançadas na
prostuição, mas, eu irei escrever isto para a Igreja brasileira, espere até eu receber
resposta.
Até
mesmo o Diabo da Índia, (o Paquistão), sensibilizado com a situação tem oferecido
ajuda e a mesma aceita pela Índia.
Em
qualquer destas aldeias podemos iniciar uma igreja; estão clamando por socorro.
Este é
um tempo decisivo para a Igreja brasileira. Se esta noiva não ouvir a voz do Noivo
haverá a mácula da passividade; descanso e conforto em dias de alarido de guerra. Se
não agirmos onde estará nosso amor pelo Noivo? Como poderei orar e dizer: Maranata, ora
vem Senhor Jesus!!
Mais
nobre para Deus e fulminante para as trevas, não é a sua posição na Igreja, seu nome
entre os santos da sua cidade, seu sucesso ministerial, sua contribuição na
evangelização destes povos. Eu e você precisamos fazer para estes povos mais do que
temos feito para nossa cidade e pelo nosso povo.
Se a sua
visão e chamado for menor do que isto, como um profeta da Verdade, como um ataláia
tocando sua trombeta e no nome Dele quero dizer-lhe: não ore, não olhe nos olhos
de Jesus e diga: Maranata! Te amo intensamente Jesus!!
Robson
Oliveira
-
Por favor, repasse esta carta. [email protected]
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Rebecas
e Gadarenos Diante do Trono 23/01/01
Esta foi a palavra profética que Abraão deu a
Eliezer quando enviou-lhe a Padã-Arã, para daquela terra e da sua parentela tomar uma
esposa para Isaque. A bíblia não relata detalhes daquela longa e cansativa viagem;
alguns dizem que foram 8 mêses de ida e volta.
Anos e anos se passaram e lá estava Jesus, orientado
pelo mesmo Deus, com outros 12 homens, atravessando um mar violento, buscando promover
outra núpcia; agora a Rebeca era um Gadareno. Esta preciosa alma estava desprovida de
todo bem e dignidade. Era um louco, ferindo-se com pedras, morando nos túmulos, sujo, nú
e violento, mais conhecido por uma aberração da natureza do que um ser humano.
Entretanto, ele era a mais nobre e valiosa de todas as coisas criadas por Deus.
Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca. ...Ele
a amou. ... (Gen. 24:67b). Na tenda de Sara - o
átrio do Diante do Trono - muitas Rebecas e gadarenos têem sido conduzidos à
presença de Deus. Ali há refúgio, segurança e delícias perpétuas.
Ainda hoje travessias estão sendo feitas e preciosas
almas levadas aos pés do Cordeiro.
Como era àquele Gadareno aos olhos daquela geração,
assim, não há nada mais abominável na cultura indiana do que a casta das prostitutas.
Os filhos, estão arrolados na casta dos intocáveis e as filhas destas mulheres, nem
casta têm. Estas filhas estão destinadas a seguir o mesmo destino da mãe. Por isto,
quando resgatamos uma filha, estamos quebrando seu futuro sombrio. Mas, infelismente, 80%
destas meninas, ainda no broto de seus anos,
já estão mutiladas na alma e no corpo.
Temos aos nossos cuidados meninas de até 6 anos que,
se não houver uma correção orgânica natural, será preciso operá-la para correção
de seus orgãos genitais. Vivem entre mendigos, ou, aos cuidados dos mesmos; morando em
templos hindus e dali alimentando-se das oferendas entregues aos ídolos; em estações
ferroviárias; literalmente confinadas em lugares escusos e imundos ou levadas pelas
próprias mães aos lugares de prostituições.
Há 15 dias atrás, após muita insistência e
trabalho do Ian e Daúte, conseguimos resgatar uma menina de 14 anos que dormia na mesma
cama com a mãe, no coração da Luz Vermelha. Centenas de vezes assistiu ao vivo as
orgias sexuais da mãe. Ao treze-la para aos cuidados da Luciene, a mãe entregou-lhe
alguns medicamentos, insistindo que ela tomasse regularmente. A mãe, ao visitá-la,
trouxe mais uma caixa dos mesmos remédios e
foi logo dizendo a Luciene: quero minha filha de volta em 3 mêses.
Impulsionado por uma forte curiosidade, Luciene levou-a à nossa médica. Mostrando-lhe os
remédios, foi um choque para ambas constatar que eram anabolizante e esteróide para
estimular as glandúlas de crescimento. Meu Deus!! Como alguém ingordando um porco e como
frutas amadurecida por carboreto, assim era aquela mãe, preparando a filha antes do tempo
para a prostituição. É bastante óbvio que a menina já abastecia seu comércio, mas,
era muito perigoso introduzi-la claramente no
mercado do sexo, tendo corpinho de 12 anos.
Estaremos levando este caso a justiça. Jamais ela terá de volta sua filha.
Uma outra menina de apenas 11 anos, que eu e Phelipe
conseguimos resgatar das mãos de uma máfia na Estação férrea de Hiderabady, ao ser
examinada pela Imaculada, foi triste e chocante ouvi-la dizer: ela era regularmente
usada.
Outra linda menina de 14 anos, a qual lutamos muito
para resgatar, só foi possível o seu resgate devido o assasinato da avô, ou, conforme a
versão extra-oficial, suiçidou-se ensopando-se com querosene e colocando fogo. Por ser
muito bonita, as pessoas que brigavam por ela, tinham planos imediatos e malignos para sua
vida. Ao meio de investigação policial e pânico, a menina, por diversos motivos, foi
escondida por um amigo da mãe. Foi um momento muito especial aqule dia para Ana Paula.
Era seu segundo dia trabalhando ao lado da Imaculada em uma das casas do Diante do Trono.
Ana e Ima, juntamente comigo e Phelipe, ao chegarmos naquele pequena casa nos arredores da
cidade, esperando pela chegada da menina, tal foi a opressão (tontura e dor de cabeça)
que ambas foram obrigadas a nos esperar dentro do jeep; ali intercediam, quebrando todos
os obstáculos que queriam impedir que a menina fosse-nos entregue. Após 1 hora de
conversa a mãe, uma prostituta aidética, que já nos havia entregue sua filha de 11
anos, a qual tentou nos vender por 25 mil rupias (U$ 550), com a desculpa de se tratar,
chamou-nos e nos entregou esta outra linda menina. Disse-nos: ela agora é de
vocês, leve-a.
Como uma cordeirinha, sempre calada, demostrando
tristeza, ao chegarmos em casa, por um minuto, festejou o reencontro com sua irmã.
Infelismente, Deus permitiu, que o mistério da
iniquidade sacrificasse uma alma para que ela fosse salva. Do amargo saiu doçura.
Pela graça de Deus são 43 meninas, trazidas aos pés
do Cordeiro. Quase todas tem uma triste história, um poderoso milagre de resgate e o
mesmo futuro da Rebeca e do Gadareno.
Agradecemos ao nosso querido Jesus pela chegada da Ana
Paula e da Márcia. As mesmas estarão liderando outras duas casas de moças. A Ana
estará em Hiderabady com Ima e a Márcia em Mumbay com Luciene.
Glória a Deus também pela compra de um terreno de 26
mil m2 nos arredores de Hiderabady. Ali temos uma grande plantação de uvas e vegetais.
Anualmente serão umas 15 toneladas destes produtos que serão vendidos no mercado da
cidade. Em pouco tempo o ministério deste cidade se auto-sustentará.
Construiremos também casas, para nossas meninas e
para meninos de rua. Estes rapazes (10 a 16 anos) ao serem resgatados e discipulados,
serão os futuros maridos das nossas moças. Somente assim elas se casarão e
constituirão famílias num futuro próximo. Também cremos que, nisto está o futuro
deste projeto. Nínguem melhor do que eles e elas para impartar este ministério em suas
vidas. Somente eles sabem o que é viver na terra dos gerasenos.
Estamos orando por um terreno nos arredores de Mumbai;
por 2 carros e mais obreiros.
Só Deus para recompensar-lhes por estarem segurando
as pontas desta corda enquanto estamos descendo ao poço, cruzando a mesopotânia e o mar
da Galiléia.
Sejam prósperos em tudo; sejam grandemente
abençoados, pois, suas orações tem abençoado e subido ao coração do nosso Pai. Que
bom marcar a memória de Deus!!
A IBL, o ministério Diante do Trono e a nossa
secretária de missões tem o privilégio de estar com vocês nestas benditas e
maravilhosas conquistas.
Robson e equipe. Mumbai-Índia
23/01/2001 e-mail:
[email protected]
