Capítulo
2
Verdade
ou Ficção?
Certo dia, Laura estava sem nada para
fazer, resolveu sair caminhando pelas ruas de Londres. O dia
estava ótimo para passear, a temperatura estava agradável
e, por incrível que pareça, não estava
chovendo, o que é raro em Londres!
Entrou em algumas lojas, comprou alguns
cds e livros e continuou caminhando pela Oxford Street. Estava
mergulhada nos seus pensamentos e sonhos. E, dizia para si mesma
"Bem que podia ser verdade....queria virar a esquina agora
e avistar a placa 'O Caldeirão Furado'...." Um dos
seus maiores sonhos é que o mundo de Harry Potter fosse
real.
Resolveu arriscar, observou que estava
na esquina da Charing Cross Road, exatamente onde ficava o famoso
bar e, em vez de seguir reto, dobrou a esquina.. A rua era bem
movimentada e....de repente, Laura parou. Sentiu um arrepio
em todo seu corpo.... Olhou em sua volta e para o outro lado
da rua. Avistou uma livraria...uma grande livraria. Quando o
sinal para pedestres abriu, Laura atravessou a rua. Avistou
também, enquanto se aproximava, uma loja de discos. Outro
arrepio... De longe não tinha visto...mas entre a livraria
e a loja de discos havia um bar. Parou em frente a esse bar
com um aspecto estranho e parecendo sujo. Olhou para a placa
bem envelhecida e meio apagada....quase não acreditou....estava
escrito "O Caldeirão Furado".
- Oh Merlim!! Não acredito! Devo
estar vendo coisas!! - Laura falava sozinha em voz alta. - Bom,
ilusão ou não, eu vou entrar!!! - As pessoas que
estavam passando ficaram olhando Laura, achando que estava completamente
doida.
Deu uma ajeitada no cabelo e nas roupas,
casualmente estava toda de preto, respirou fundo e entrou. Seu
coração batia cada vez mais forte.
Era um local um tanto sombrio. Havia
algumas mesas bem velhas e um balcão ao fundo. A iluminação
era com archotes. As pessoas que estavam no bar também
eram estranhas. Vestiam roupas diferentes, e, quando Laura entrou,
todos ficaram olhando para ela, pareciam que estavam diante
de um ET.
Laura não se preocupou com esses
olhares, fingiu que não viu, até porque, a emoção
era tão grande, que nem dava espaço no seu coração
para esse tipo de coisa. Sentou à mesa e o gorducho que
estava atrás do balcão veio atendê-la.
- Pois não, senhorita, o que deseja?
- Cerveja amant......ah! Desculpa! Um
suco, por favor!
- Um momento que já lhe sirvo.
O garçom saiu da mesa com uma
cara de quem estava achando tudo muito esquisito. Enquanto preparava
o suco no balcão, cochichava com dois homens que estavam
ali perto.
Laura observava cada detalhe do lugar
e avistou uma porta ao fundo do bar. Outra coincidência.....teria
que verificar...não custava nada! Quando terminou seu
suco, se dirigiu ao balcão para pagar e resolveu falar
com o garçom:
- Senhor!
- Sim?
- Essa porta ao fundo, o que tem do outro
lado?
- Essa porta? - ele fez um olhar de espanto
- Por que quer saber?
- Só curiosidade! - Laura deu
um sorriso.
- É....só o local onde
coloco a lixeira, mais nada!
- Posso ver?
- Quer ver uma lixeira? - o homem parecia
cada vez mais desconfiado.
- Sim, se o senhor me permitir.
- Tudo bem, fique a vontade.
Os outros que estavam no bar, ficaram
se olhando com expressões de espanto e curiosidade, mas
não disseram nada.
Laura abriu a porta, seu coração
parecia que ia sair pela boca, olhou a lixeira encostada numa
parede de tijolos...mais uma coincidência. Entrou. Todos
ficaram espiando o que Laura fazia.
- Bem, vamos ver Laura, não custa
nada tentar. - falava para si mesma. - Não tenho varinha,
vai ser com a caneta mesmo, que Merlim me ajude!!! Três
tijolos acima da lixeira e dois à direita. Aqui!!! -
E Laura bateu três vezes com a caneta no tijolo....fechou
os olhos por um minuto como se fizesse uma força de pensamento
positivo para que desse certo....
E....como num passe de mágica,
o seu desejo se realizou....a parede começou a se mover
e abriu uma passagem, para.....nada mais que o Beco Diagonal.
- Existe!!! Existe!!! Não acredito!!!
É o Beco Diagonal!!! Obrigada Merlim!!!
Laura começou a pular que nem
uma louca. Os homens de dentro do bar ficaram de boca aberta....
- Ela parecia ser uma trouxa...como conseguiu
entrar? falou o garçom
- Se fosse trouxa, não teria enxergado
o bar.... - disse outro.
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