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TÍTULO DO PROJETO:
Estudos
em
Transporte Não
Motorizado (TNM): Diagnóstico dos Acidentes
de Trânsito
no Município
de Fortaleza envolvendo Ciclistas
e Pedestres
LINHA DE PESQUISA:
Planejamento e Operação de
Sistemas de Transportes
GRUPO DE PESQUISA:
Grupo de Pesquisa em
Transporte, Trânsito e
Meio Ambiente (GTTEMA-DET/UFC)
EQUIPE TÉCNICA:
Prof.
João Alencar Oliveira Júnior, D.Sc. (Coordenador)
Eng. Cesário Belo
Torres Júnior (Aluno de Mestrado do PETRAN)
Projeto de Dissertação de
Mestrado: Metodologia de Análise dos Acidentes
de
Trânsito do Transporte Não Motorizado por Bicicleta (TNMB)
Thiciane
Andrade de
Almeida (Aluna de Iniciação
Científica - Programa PIBIC/CNPq/UFC)
Projeto de Pesquisa: Caracterização
dos
Acidentes de Trânsito no Município de Fortaleza envolvendo
o Transporte Não
Motorizado (TNM) – enfoque no modo cicloviário
Início: Junho/2006
Término: Maio/2008
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CONTEXTUALIZAÇÃO E
IMPORTÂNCIA DO TEMA
A
análise dos acidentes ocorridos com os
ciclistas e os pedestres em Fortaleza permitirá ao
órgão gestor de trânsito
delinear políticas de segurança e engenharia de
tráfego que possibilite reduzir
o total de mortos e feridos que vitimam esses usuários da via
pública que disputam
espaço com os automóveis. Os pedestre e os ciclistas
compõem-se nos principais
usuários do Transporte Não
Motorizado (TNM) sendo o grupo mais vulnerável
no trânsito, respondem por 36,7% das vítimas feridas e por
59,7% das
fatalidades em acidentes de trânsito na cidade de Fortaleza. O
que demonstra a
importância de se estudar em profundidade tal temática, em
virtude do custo
social que representa tal externalidade do trânsito.
No
período de 2001 a 2005, os acidentes
envolvendo ciclistas em Fortaleza com vítimas feridas cresceu a
uma taxa de
22,5% a.a., enquanto que a dos pedestres cresceu 6,13% a.a., o que o
torna o
seguimento mais preocupante em termos de segurança de
trânsito voltado para o
Transporte Não Motorizado – TNM, o que se confirma quando se
analisa a taxa de
crescimento dos mortos no trânsito de Fortaleza, pois apresentou
uma taxa
positiva de 1,3% a.a., enquanto que os pedestres reduziram sua
participação
numa razão de -1,4% a.a. e o total da cidade em -1,26% a.a.
Tal
aparente paradoxo
necessita ser pesquisado, inclusive para que se possa identificar com
este
comportamento agregado se comporta na cidade a partir de
análises espaciais,
uma vez que os dados do Sistema de
Informações de Acidentes de Trânsito do
Município de Fortaleza – SIAT-FOR (versão
2.0), permite a localização georeferenciada dos acidentes
em aproximadamente
57% dos acidentes, principalmente em razão da
desatualização da base de
logradouros e ruas de Fortaleza, e não por uma deficiência
do software
desenvolvido para a AMC, em parceria com a ASTEF/DET/UFC mediante o
projeto de
extensão que coordenamos.
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OBJETIVO GERAL
O projeto de pesquisa
tem por objetivo
geral analisar o
fenômeno do acidente de trânsito
envolvendo os ciclistas e pedestres, a partir das
informações georeferenciadas
e do perfil dos acidentados, dos veículos envolvidos e do tipo
de via do local
do acidente, que serão disponibilizadas pelo SIAT-FOR. A
análise nesse nível de
desagregação permitirá um melhor
diagnóstico da problemática de acidentes do
TNM, assim como possibilitará subsidiar na
elaboração de políticas públicas
para o transporte não motorizado, que possam ser objeto de
regulamentação
jurídica futura, principalmente naqueles aspectos relacionados
à circulação de
trânsito e o direito urbanístico e municipal.
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OBJETIVOS
ESPECÍFICOS
Dentre os objetivos
específicos
destacam-se:
- A revisão do estado
da arte sobre acidentes envolvendo o TNM através de consulta nos
órgão gestores de trânsito, de bibliografia
consultada na Internet e em publicações especializadas.
- O levantamento dos
perfis sociais (sexo, grau de instrução,
profissão) dos pedestres e ciclistas que se envolveram em
acidentes de trânsito cadastrados pelo SIAT-FOR;
- A
identificação da tipologia e da gravidade das
lesões, indicando inclusive as partes do corpo humano atingidos
com maior freqüência em acidentes do TNM;
- A análise do
comportamento dos envolvidos no acidente, por exemplo, se permaneceu ou
evadiu-se no local, se socorreu a vitima, etc) e
correlacioná-los a sobrevida do acidentado do TNM;
- A
caracterização dos tipos, ano e modelo dos
veículos envolvidos no acidente com o TNM;
- A
classificação da tipologia do acidente quanto à
forma de colisão (traseira, frente, atropelamento, etc);
- A
identificação de quais os serviços públicos
acionados nos acidentes com TNM (DETRAN, CIOPS, SAMU, GSU, Juizado
Móvel, etc)
- Analisar a
correlação entre as condições e geometria
da via onde ocorrem os acidentes com o TNM (tipo de pista, tipo de
pavimento, tipo de alinhamento vertical, número de faixas,
canteiros centrais, se em cruzamento ou ao longo da via,etc)
- A
localização e classificação das principais
vias onde os acidentes são mais freqüentes em termos
absolutos e em termos de severidade dos acidentes do TNM;
- A
identificação de quais eram as condições
predominantes no local do acidente com o TNM (condições
do tempo, obras d'arte, tipo de cruzamento, uso do solo predominante no
local, existência de sinalização vertical,
horizontal e semafórica, horário e freqüência
do acidente em função da luminosidade natural ou
artificial do local) ;
- Quais os danos
ocorridos com os veículos envolvidos nos acidentes com o TNM;
- Analisar os planos de
transportes desenvolvidos para a cidade de Fortaleza, mediante um corte
setorial buscando identificar em que medida o transporte não
motorizado foi considerado no planejamento de transportes, como a
experiência das ruas exclusivas de pedestres e a
implantação de ciclovias;
- Analisar
a legislação de trânsito e o ordenamento
jurídico correlato, assim como, as políticas federais do
Ministério das Cidades e as municipais de Fortaleza procurando
identificar como TNM foi priorizado nas políticas de transportes
visando o aumento da mobilidade e acessibilidade desses usuários
na cidade;
- Propor um conjunto de
medidas de ordem política, legal e de planejamento de
transportes objetivando o
atendimento desses grupos de usuários do espaço
público que são histórica e
sistematicamente negligenciados nos planos e ações de
governo.
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