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O problema da oposição Explicação/
Compreensão
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O problema da oposição
explicação/ compreensão remonta ao aparecimento da Ciência
Moderna que substituiu a física finalista aristotélica
por uma física causalista e mecanicista.
A revolução científica pretendeu impor como modelo de verdade e de cientificidade a matemática pelas suas características de rigor e objectividade. No século XIX surgem as ditas Ciências Humanas designadas por W. Dilthey (filósofo alemão 1833-1911) de Ciências do Espírito às quais dificilmente poderiam ser aplicados os métodos naturalistas e matemáticos. Assim, Dilthey estabeleceu para estas ciências um estatuto próprio dividindo os saberes em dois: Ciências da Natureza (cujo objectivo é explicar o real)e Ciências do Espírito (cujo objectivo é compreender o Homem). Esta distinção implica uma metodologia própria para as ciências do espírito,obviamente científica, mas adequada à especificidade dos objectivos deste tipo de saber. Ainda hoje notamos os efeitos desta diferenciação se observarmos, por exemplo, os centros de investigação e as universidades que se dividem em faculdades de Ciências e de Letras ou Humanidades. Por outro lado e, ao mesmo tempo, delineia-se hoje um novo posicionamento que a par da especialização de conhecimentos,aponta para uma tendência unificadora que se evidencia, por exemplo,no aparecimento de novas ciências onde se encontram questões comuns a várias especialidades, em que tudo se encadeia,nomeadamente,a Engenharia Genética, a Cibernética, a Ecologia, etc. Impõe-se, assim, a unidade do conhecimento quer pela interconexão dos problemas, quer pela própria unidade da razão humana. As diversas disciplinas são, pois, peças de um puzzle cuja organização coerente e articulada nos dará a “chave” para a compreensão do real na sua totalidade. Pode então concluir-se que explicação e compreensão são dois aspectos indissociáveis do conhecimento humano, duas dimensões do mesmo processo intelectual. |