RATOS
- PERIGO PARA A HUMANIDADE
A convivência entre humanos e roedores sinantrópicos, teve início
provavelmente desde que o homem começou a estocar suprimentos. O
crescimento da população humana, a sua expansão por toda a terra, a
produção, o transporte e armazenamento de alimentos em grandes quantidades
geraram as condições necessárias para que ratos e camundongos se tornassem
pragas em todo o mundo. Os ratos causam grandes prejuízos na produção de
alimentos, desde o plantio até sua estocagem, quer nas residências, quer
nos armazéns. Isso ocorre pelo que consomem, pela contaminação que
fazem através das fezes, urina, pêlos, secreções e cadáveres, e também
pelos danos causados às embalagens, roendo-as. Os roedores também são
transmissores de várias doenças como leptospirose, peste bubônica, tifo,
salmoneloses e algumas viroses, inclusive o
hantavirus.
A INSECT CONTROL faz o controle efetivo desta praga através da
utilização de uma série de instruções e medidas que terão de ser
aplicadas, como o uso correto da educação sanitária e de adequadas
técnicas de estocagem de alimentos, como também o destino adequado dos
refugos humanos, animais e de todo o lixo, além de medidas que
impeçam a invasão dos ratos no ambiente.
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE RATOS NO
BRASIL
Designação comum aos mamíferos roedores, miomorfos, das famílias
dos murídeos e cricetídeos, que apresentam os molares com a fórmula 3/3.
Os molares nunca param de crescer, obrigando os ratos a desgastarem os
molares roendo objetos duros. Os ratos pertencem à classe dos mamíferos,
Ordem Rodentia, que contém mais de 3.000
espécies.
RATAZANA OU RATO DE ESGOTO - Rattus norvegicus - Habita o
solo (terrestre) com característica extradomiciliar. Dotado de habilidades
para escavar, nadar e roer, podendo girar em torno de seu ninho até 40
metros. Abriga tocas e galerias no subsolo, na beira de rios,
córregos e lixões. Come até 30 gramas por dia de lixo orgânico, cereais,
raízes e consome água até 30 ml por dia.
É um mamífero roedor, da família dos murídeos - Rattus norvegious
(Berk.), cosmopolita, mais comum na região litorânea do Brasil. Dorso
cinzento-amarelado, ventre mais claro, queixo e garganta brancos. Mede
cerca de 20 cm de cabeça e corpo, e 18 cm de cauda. Começa a procriar com
três a quatro meses, pare de quatro a cinco vezes por ano, de cinco a 15
filhotes, e o período de gestação é de 21 dias. Pesa, em média, de 250 a
400 g. É onívoro, de hábitos semi-aquáticos, prefere viver em locais com
cursos de água, pântanos, esgotos, etc., e cava galerias no solo. Também
conhecido como: ratona, rato-de-esgoto, rabo-de-couro,
arganaz.
RATO DE TELHADO OU RATO PRETO - Rattus rattus - Habita
acima do solo, com características intra e extradomiciliar. Dotado de
habilidades para escalar, equilibrar-se e roer podendo explorar em torno
de seu ninho até 60 metros. Habita o forro das casas, depósitos e
armazéns. Costuma ser encontrado nas proximidades de áreas portuárias.
Come até 30 gramas por dia de legumes, frutas, cereais, raízes e pequenos
insetos e consome água até 30 ml por dia.
É
um mamífero roedor, da família dos murídeos (Rattus r. rattus (1.)),
cosmopolita, de dorso preto-brilhante, ventre mais claro, com
aproximadamente 190 mm de cabeça e corpo, e 260 mm de cauda. Pare três a
quatro vezes por ano, de três a quatro filhos de cada vez. Freqüenta
habitações humanas e prefere viver em lugares secos. Também conhecido
como: rato-de-casa, rato-caseiro, gabiru. Pl.:
ratos-pretos.
CAMUNDONGOS - Mus musculus - Habita o solo e também
partes superiores, com característica intradomiciliar. Dotado de
habilidades como escalar e roer pode explorar em torno de seu ninho até 9
metros. Constrói o ninho em móveis, despensas, gabinetes de cozinha e
qualquer orifício capaz de acomodá-lo. Come até 3 gramas por dia de
cereais, pão, queijo e seu consumo de água é inexpressivo.
É um mamífero roedor, da família dos murídeos (Mus
musculus brevirostris (Wat.)), comum em todas as regiões habitadas do
Brasil. Coloração bruno-cinzento-amarelada; superfície ventral pouco mais
clara que a dorsal; mede 90 mm de corpo e 90 mm de cauda. São
essencialmente caseiros, e parem quatro a cinco vezes por ano, quatro a 10
filhotes de cada vez. Também conhecido como catito, murganho,
rato-calunga, rato-catita.
BIOLOGIA DOS RATOS
SENTIDOS
AUDIÇÃO
É um dos
sentidos mais desenvolvidos e ajuda a detectar e escapar do perigo com
antecedência. São sensíveis aos ultra-sons, mas adaptam-se aos mesmos, em
pouco tempo.
VISÃO
Os ratos
enxergam mal e não conseguem distinguir cores. Mas são bastante sensíveis
às variações de intensidade luminosa, o que lhes confere a capacidade
imediata de perceber movimentos.
TATO
O sentido mais
desenvolvido, ao nível de certos pêlos sensoriais distribuidos pelo corpo
e dos bigodes ou vibrissas, que são de grande utilidade para o seu
deslocamento, beirando as superfícies laterais das paredes e dos
obstáculos.
OLFATO
Bastante
apurado e sensível, com o qual é capaz de localizar um determinado
alimento que o interessou. Não estranha o odor
humano.
PALADAR
Bem apurado,
com memorização dos diferentes gostos experimentados. Repelem alimentos
deteriorados.
HABILIDADES FÍSICAS
Passando a cabeça são capazes de se locomoverem pelo interior de
canos, conduítes e tubulações de diversos
tamanhos.
Roem vários tipos de materiais considerados duros, entre eles,
madeira, tijolos, chumbo, alumínio etc.
Sustam a respiração por até 3 minutos, e nadando dentro de um cano
de esgoto, podem facilmente penetrar em uma residência através do vaso
sanitário.
Exímios nadadores, alcançando distâncias até 800
metros.
Sobem pelo exterior de canos e calhas verticais que estejam
separados de uma parede por até 7,5 cm de distância, apoiando as patas no
cano e as costas na parede ou
vice-versa.
Sobem pelo exterior de canos e calhas verticais que tenham até 9,5
cm de diâmetro, abraçando-se neles.
Caminham e equilibram-se sobre qualquer tipo de cano ou conduíte
horizontal.
Pulam verticalmente cerca de 1 metro de altura, partindo do
chão.
Acessam andares superiores de edificações, através do interior de
canos e calhas com diâmetro entre 4 e 10 cm, usando para isso o
apoio de suas patas e costas.
Cavam tocas verticais no solo podendo atingir até 1,25 metros de
profundidade.
Não sofrem qualquer tipo de ferimento em quedas de até 15 metros
de altura.
Sobem até os andares superiores de construções fazendo uso
somente da quina de duas paredes como
sustentação.
Saltam horizontalmente até 1,2 metros de distância, partindo da
imobilidade.
A MANEIRA DE VIVER E AGIR DOS
RATOS
As ratazanas e os ratos de telhado ou ratos pretos vivem em
colônias localizadas em lugares bem definidos. Já os camundondos formam
apenas casais que se mantém juntos até o fim da
vida.
Ao formarem suas colônias, seu número varia de acordo com as
condições ambientais do local habitado. Tanto machos como fêmeas se
dividem em dominantes e dominados. Os dominantes são mais fortes,
espertos e agressivos, conquistando a preferência no acesso a
alimentos, escolha de parceiro (a) para acasalamento e melhores abrigos,
enquanto os dominados ficam com as sobras. Estabelecida esta relação entre
dominantes e dominados, quando surge um novo alimento na área por eles
ocupada como iscas granuladas ou iscas parafinadas, o dominante não
consome sem que antes o dominado tenha experimentado previamente. Se nada
lhe acontecer, só então o dominante se aproxima e ingere a isca. Por este
motivo os raticidas ou produtos que matam instantaneamente, apresentavam
resultado positivo somente nas primeiras aplicações. Os sobreviventes
(dominantes) associavam a ingestão da isca preparada, tanto líquida como
sólida, com a morte e não mais a ingeriam, atitude esta acompanhada
por toda a colônia.
Os roedores exercem suas atividades predominantemente à noite.
Iniciam a procura de alimentos ao anoitecer e um repasse antes do nascer
do dia. Apenas quando houver uma superpopulação ou falta de alimento ou de
perigo serão vistos durante o dia.
Como os demais grupos animais, existe um processo natural de
autolimitação entre os ratos, de forma que a espécie seja preservada.
Através de alguns mecanismos biológicos os ratos conseguem conter o avanço
da população, como: baixa fecundidade, baixa fertilidade das fêmeas,
interrupção de cio e canibalismo dos recém-nascidos. Todos estes
mecanismos desaparecem, caso as condições ambientais tornem-se novamente
favoráveis. E assim a colônia cresce novamente até atingir o limite da
saturação.
COMO NOSSO RATICIDA MATA OS
RATOS
Age como antagonista da vitamina K1, necessária ao metabolismo dos
fatores de coagulação II, VII, IX e X, sintetizados principalmente no
fígado. Os ratos, após ingerirem qualquer quantidade do produto,
apresentam hemorragias internas maciças, que se devem ao aumento da
permeabilidade capilar e à diminuição da coagulabidade sangúinea, vindo a
morrer num prazo de até 10 dias.
ANTÍDOTO E
TRATAMENTO
Vitamina K1 e tratamento
sintomático.
INSECT CONTROL
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DEDETIZAÇÃO - Registro na FEEMA nº 10000131/556121
LIMPEZA DE CISTERNAS E CAIXAS D'ÁGUA Registro na FEEMA nº 10008934/556199
Bibliografia
Além da experiência de 16 anos técnico-profissional internacional
dos especialistas da INSECT CONTROL, utilizamos também dados do Manual Técnico da
Casa Bernardo Ltda. de São Paulo -
Brasil.
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