"tornando visível o carisma inaciano" |
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Núcleo de Antigos-Alunos do Colégio Santo Inácio Rua São Clemente 226 / 22260-000 Rio de Janeiro - RJ / BRASIL tel.(21)3184-6200 / fax (21)2266-5367 "âncora": Prof.Vicente Paim jun-jul/2009 - n.° 69 |
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31 de julho
Dia de Santo In�cio O Caminho do Peregrino O Caminho de In�cio Quem � esse Homem P.Raul Paiva SJ A Voca��o Universal do Jesu�ta carta do Padre Geral P.Adolfo Nicol�s SJ reencontros Centro Esportivo Santo In�cio gente voc� � not�cia para imprimir o infoexCSI - arquivos em .pdf - p�gina 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 |
O CAMINHO DO PEREGRINO
Acham que nasci no ano de 1491. Nem eu mesmo sei, pois n�o havia registro dessas coisas naquele tempo. Festa de anivers�rio? Nosso costume era, e ainda �, celebrar o �onom�stico�, isto �, a festa do santo que nos deu o nome. Eu me chamava I�igo de Loyola. Mais tarde passei a assinar In�cio de Loyola. Hoje sou conhecido como Santo In�cio de Loyola. Mas nem sempre fui santo...
Nasci no pa�s basco. Lugar de montanhas, mar bravo, florestas, fronteira das terras de Espanha e da Fran�a. N�s, bascos, somos diferentes. Temos at� campeonato de levantamento de pedras, em tr�s categorias: esf�ricas, cil�ndricas e c�bicas. Minha l�ngua materna n�o foi o castelhano, mas o basco. � uma l�ngua �nica. At� hoje, no ano 2000, n�o descobriram de que outros falares ela � aparentada. Os fofoqueiros costumam dizer que o dem�nio n�o nos tenta porque n�o conseguiu aprender a l�ngua... Claro que isto � bobagem, e sou testemunha disso, pois fui tentado e ca� em tenta��o, como vou contar... Minha casa era uma pequena fortaleza, pois minha fam�lia fazia parte da nobreza local, o restrito grupo dos �parentes maiores�. Na porta principal t�nhamos esculpido na pedra nosso bras�o: dois lobos com as patas na panela, �ola�, dos camponeses (�lobos y ola� = �Loyola�). Vendo esta imagem esculpida na pedra todos sabiam com quem estavam lidando: com gente brava! Como n�o era o mais velho, e sim D. Beltr�o, nada herdaria, a n�o ser o nome limpo de minha fam�lia, boas maneiras e o manejo de minha espada... Por isso, pelo ano de 1506, peguei o caminho da fortaleza de Ar�volo, pondo-me a servi�o de Juan Velazquez de Cuellar, ministro do rei Fernando, o Cat�lico - aquele casado com Isabel, a rainha que enviou Colombo na sua grande aventura mar�tima, quando descobriu o Novo Mundo, a Am�rica. Gostava de espadas e arcabuzes, as espingardas do tempo, e treinei bastante no uso destas armas e na arte de montaria. Gostava de dan�ar, de namorar. Queria fazer alguma coisa grande que me elevasse aos olhos da corte e me pusesse na altura de uma bela de alta linhagem, mais elevada at� do que as marquesas e duquesas. Confesso: era bastante vaidoso, ansioso por honras. Cheguei a cometer um delito grave e fui processado (1515), mas, como �quem tem padrinho n�o morre pag�o�, as coisas se arrumaram... �Rei morto, rei posto�. Mudando o rei, mudavam os tempos e os ministros. D. Velasquez, ministro da Rainha Isabel, caiu em desgra�a e em relativa pobreza. Deu-me um cavalo e uma carta de recomenda��o para me ajudar a recome�ar a vida. Passei, ent�o, a servi�o do Vice-rei de Navarra, o Duque de N�jera, D. Ant�nio Manrique. As voltas da vida me faziam regressar bem perto de minha terra natal, junto � fronteira da Espanha com a Fran�a, zona de atritos e guerras. Corria o ano de 1517. Combati, como volunt�rio do Vice-rei, na reconquista de N�jera, mas n�o quis participar da partilha do saque, que era a paga dos soldados de ent�o. Mas participei de miss�o de paz com os bascos revoltados. Conseguimos um acordo de paz em 12 de abril de 1521. Logo reuni algumas for�as auxiliares e fui em socorro da capital de Navarra, Pamplona, amea�ada pelos invasores franceses. Impedi a rendi��o da cidade por um tempo. Mas uma bala de canh�o me partiu a perna direita e feriu a esquerda. Ca�mos eu e a cidade em m�os dos franceses. Lembro-me bem! Foi no dia 20 de maio de 1521. Os franceses fizeram um primeiro curativo e me enviaram ao castelo de minha fam�lia, Loyola... Afinal, �ramos advers�rios mas, em tempos de paz, os casamentos nos faziam aparentados de um e de outro lado dos Montes Pirineus, por onde passava a linha de fronteira. Eu n�o sabia, mas meu caminho estava para tomar um rumo inesperado. P.Raul Paiva, SJ
diretor de reda��o da revista �Mensageiro do Cora��o de Jesus� e orientador de exerc�cios espirituais; [email protected] a continua��o deste �caminho� est� em R.Paiva SJ, O Caminho do Peregrino, Ed.Loyola acesse
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