"tornando visível o carisma inaciano"
boletim informativo "on line" do
Núcleo de Antigos-Alunos do Colégio Santo Inácio
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"âncora": Prof.Vicente Paim

jun-jul/2009 - n.° 69
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31 de julho
Dia de Santo In�cio
O Caminho do Peregrino
O Caminho de In�cio
Quem � esse Homem

P.Raul Paiva SJ
A Voca��o Universal do Jesu�ta
carta do Padre Geral
P.Adolfo Nicol�s SJ
reencontros
Centro Esportivo Santo In�cio

gente
voc� � not�cia

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31
JULHO
DIA DE SANTO IN�CIO

Missa Solene
�s 19h na Igreja do CSI

A Companhia de Jesus est� num processo de reafirma��o e revigoramento de sua identidade.
P.Adolfo Nicol�s SJ, Superior Geral da Companhia de Jesus, enviou uma mensagem a cada religioso, padres e irm�os, sobre a voca��o universal do jesu�ta, destacando a dimens�o constitutiva do carisma inaciano.
E por que a apresentar aqui?
Porque os antigos e antigas-alunas tamb�m testemunharam e agregaram em si mesmos este carisma.
O �tempo do Col�gio� permitiu que os antigos e antigas-alunas incorporassem em suas personalidades a vis�o de In�cio da vida, das rela��es interpessoais e, mais importante ainda, da refer�ncia e defer�ncia a Deus.
A carta, breve e direta, fundamenta uma consci�ncia renovada da voca��o universal dos jesu�tas na releitura das origens e da hist�ria da Companhia de Jesus. Retorna a consci�ncia do car�ter global de muitos problemas atuais, a implica��o da Companhia em um n�mero cada vez maior de redes e projetos supranacionais e interprovinciais e a necessidade de fortalecer a colabora��o com tantas pessoas de boa vontade e bom cora��o, com excelente forma��o, capacita��o e recursos para um planejamento conjunto e trabalho em redes internacionais.
Abaixo, trechos da carta, transcritos, traduzidos livremente, adaptados e com inclus�es de coment�rios, muitos feitos pelo P.Ernesto Cavassa SJ, peruano, atual presidente da Confer�ncia dos Provinciais Jesu�tas da Am�rica-Latina (CPAL).

A Voca��o Universal do Jesu�ta
'Nossa Casa � o Mundo'

Uma consci�ncia renovada da universalidade da voca��o jesu�ta
Durante a Congrega��o Geral 35, o sentido universal da voca��o jesu�ta emergiu como um elemento fundamental da identidade jesu�ta. (...)
A vis�o da voca��o universal de �ir a qualquer parte do mundo onde haja esperan�a para a maior gl�ria de Deus� era central para Santo In�cio e seus companheiros. Sua preocupa��o fundamental era colaborar com o plano de salva��o de Deus para todo o mundo. Esta perspectiva est� presente em todas as considera��es de In�cio, desde os Exerc�cios Espirituais at� as �ltimas p�ginas das Constitui��es da Companhia de Jesus. Ecos da miss�o universal, tal como aparece no final dos Evangelhos de Marcos e Mateus e na Primeira Carta aos Cor�ntios (1Cor 15, 24-28) est�o presentes nas medita��es do Rei Temporal e das Duas Bandeiras. As refer�ncias b�blicas que aparecem em outras partes dos Exerc�cios e das Constitui��es mostram claramente a intensa aten��o de In�cio � historia da Salva��o e ao imenso desejo de Deus por salvar toda a humanidade.Sua perspectiva � totalmente cristol�gica, pneumatol�gica e trinit�ria. Podemos imaginar In�cio ficar totalmente enlevado ao contemplar Jesus absolutamente receptivo e dispon�vel � vontade do Pai para a salva��o de todo o mundo. Hoje, do mesmo modo, seguimos a In�cio ao ressaltar de novo �esta disponibilidade para a miss�o universal da Igreja, o que marca a Companhia de uma maneira particular, d� sentido ao voto especial de obedi�ncia ao Papa e faz dos jesu�tas um �nico corpo apost�lico dedicado a servir, na Igreja, aos homens e mulheres em qualquer lugar� (CG35, d. 2 � 16).
Desde o tempo de In�cio esta vis�o da voca��o universal dos jesu�tas adotou formas diferentes na �ndia, �sia Oriental, �frica e nas diferentes partes da Europa e das Am�ricas. A historia deste servi�o universal da Companhia est� registrada em livros que est�o em bibliotecas. E, depois do per�odo da supress�o, a Companhia restaurada sob a lideran�a do P. Roothan se lan�ou com n�o menor entusiasmo � mesma miss�o universal, que agora � parte da pr�pria experi�ncia pessoal de cada jesu�ta.
� muito encorajador encontrar-se hoje com jesu�tas que vivem esta disponibilidade universal e que confirmam uma e outra vez sua abertura para serem enviados aos quatro pontos cardeais. Alguns o fazem apesar de sua avan�ada idade e sua vacilante sa�de. Para mim, tem resultado estimulante, comovedor e emocionante escutar de um jesu�ta o seguinte: �Confesso que receber esta miss�o para um lugar desconhecido me assusta, mas a aceito com muito gosto porque toca em algo muito profundo de minha identidade como jesu�ta�. Podem todos tomar esta afirma��o como o melhor resumo desta carta.
A Congrega��o Geral 35 reafirmou com for�a a voca��o universal dos jesu�tas.
Ao reunir-se a Companhia, na Congrega��o Geral 35 para meditar sobre miss�o hoje dos jesu�tas, formulou alguns decretos que respondem ao Convite do Santo Padre, � Identidade, � Miss�o, � Obedi�ncia, ao Governo e � Colabora��o. Em tudo isso podemos reconhecer um profundo sentido de viver uma voca��o universal que vincula o carisma inaciano descrito nas Constitui��es com os desafios que afrontam hoje o mundo.
Muitos dos principais problemas que nos preocupam, que afetam ao apostolado jesu�ta e desafiam o discernimento apost�lico, t�m uma dimens�o universal. A Companhia de Jesus est� envolvida num n�mero cada vez maior de projetos de car�ter supraprovincial, supranacional e supracontinental. Temos estado e estamos envolvidos em dar resposta, como corpo, a problemas de alcance universal como migra��o e refugiados, justi�a e estabelecimento de redes de trabalho social, ecologia ou desenvolvimento sustent�vel.
Ao mesmo tempo, somos plenamente conscientes de que muitos dos campos de trabalho nos quais os jesu�tas gostariam de servir nos superam. A pobreza, a globaliza��o, a paz, o desemprego, a educa��o e os que mencionei mais acima s�o temas que exigem uma colabora��o fervorosa com muitas outras pessoas. Por sua vez, nos alegra sermos capazes de trabalhar com tantas pessoas de boa vontade e bom cora��o, com excelente forma��o, capacita��o e recursos para um planejamento conjunto e trabalho em redes internacionais. � uma b�n��o cooperar com estes homens e mulheres pelo bem de toda a humanidade. E esta colabora��o salienta a necessidade de uma dimens�o universal em tudo o que fazemos.
A universalidade da miss�o e o modo de governo dos jesu�tas.
A Congrega��o Geral declarou a necessidade de reestruturar a Companhia em todos os seus n�veis (Prov�ncias, Confer�ncias e Governo Central) para que possa responder melhor aos novos e mais universais desafios. Esta resposta requer hoje em dia uma agilidade e uma flexibilidade grandes, de uma s� vez que se mant�m e estimula o n�vel de excel�ncia e a administra��o respons�vel em qualquer atividade local. Exige, ademais, uma maior disposi��o para compartilhar recursos entre Prov�ncias e Confer�ncias.
(...) [Est� sendo iniciado um processo interessante que nos vai levar, em breve, a um novo mapa da Companhia na Am�rica Latina e no mundo. Argentina e Uruguai caminham para a cria��o de uma nova prov�ncia em 2010; sete unidades diferentes no Caribe acabam de anunciar o �projeto Caribe�, que as deve levar a uma miss�o comum na �rea; as prov�ncias do Brasil unem planos apost�licos e se encaminham a um plano comum. Em outras �reas: as atuais cinco prov�ncias espanholas se reunir�o em uma �nica prov�ncia que abranja todo o estado espanhol em 2016. E nos USA, as atuais dez prov�ncias se converter�o gradualmente em cinco.]
Consequ�ncias para a forma��o jesu�ta.
(...) Um bom princ�pio e crit�rio da forma��o jesu�ta tem sido sempre o de oferecer a todos uma intensa educa��o geral. Desejamos ter homens bem formados que possam entender a realidade com profundidade de cora��o e amplitude de mente. Ao mesmo tempo devemos animar a todo jesu�ta a ser excepcionalmente bom �em alguma coisa�. Os campos de especializa��o podem ser muito variados: ci�ncia, teologia, quest�es sociais, pastoral, acompanhamento, arte� Se somos excelentes �em alguma coisa�, o mundo necessitar� de n�s e de nossa especialidade. Em certas partes do nosso mundo se desenvolvem pol�ticas de regula��o e limita��o crescente de possibilidades para quem vem �de fora�. Inclusive, nessas circunst�ncias, ter alguma capacidade especial pode abrir muitas portas para novas oportunidades apost�licas. Neste sentido, a prepara��o de jovens para o apostolado intelectual lhes far� estar melhor preparados para atender �s mais amplas necessidades da Companhia, da Igreja e, inclusive, do mundo �secular�.
Desejo finalizar esta carta lembrando o momento em que In�cio decidiu enviar Francisco Xavier � �ndia. N�o estava nos planos de In�cio enviar Xavier, que era seu Secret�rio. Sup�em-se que fora Nicol�s de Bobadilla quem partisse, mas este ficou enfermo. In�cio pediu a Xavier que ocupasse seu posto. Francisco, em total disponibilidade, respondeu com simplicidade, �Aqui estou. Envia-me�. Ele partiu pouco depois. Estou convencido de que esta breve historia de nossos primeiros Padres toca o cora��o de todo jesu�ta e suscita algo que todos temos interiorizado como parte de nossa voca��o. Pe�amos que como viviam nossos Primeiros Padres com tanta energia, generosidade e consola��o espiritual, continue movendo-nos e enchendo-nos da Gra�a que o Senhor lhes concedeu com tanta abund�ncia.



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