Em "Aquárius, a Nova Era Chegou", o padre Lauro Trevisan ressalta que a passagem de um ciclo para o outro não significa o fim do mundo, com mortes e destruição, hecatombes, terremotos e maremotos. "Sim, momentos de sofrimentos podem ocorrer, porque Aquárius
não é realidade no coração de todos os seres humanos" - assinala o religioso.
Nostradamus, profetas bíblicos e o próprio filho de Deus, nosso mestre Jesus, previram a alteração do eixo da terra; e a série de catástrofes decorrentes.
Segundo Nostradamus, "serão tão acentuadas as mudanças, que se acreditará que a força da gravidade da Terra tenha perdido sua função natural".
O profeta Isaías, na Bíblia, cita: "A Terra é feita em pedaços, estala, fende-se, é sacudida, cambaleia como um homem embriagado e balança como uma rede". (Isaías 24, 19-20).
Jesus foi claro: "O Sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências do céu serão abaladas" (Mateus, 24, 29).
São João também cita no Apocalipse: "O Sol se escureceu como um tecido de crina, a Lua tornou-se toda vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram na Terra como frutos verdes que caem da figueira agitada por forte ventania. O céu desapareceu como um pedaço de papiro que se enrola, e todos os montes e ilhas foram tirados de seus lugares" (Apocalipse 6, 12-14).
O Livro Juízo Final, de autoria de Roselis von Sass, (editado pela ordem do Graal) cita a vinda de um grande cometa, que causará a mudança da órbita da Terra.
Embora não de forma explícita, estas previsões têm preocupado nossos cientistas, principalmente depois de julho de 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 se chocou com Júpiter. Mais de 20 fragmentos atingiram aquele planeta, elevando até a estratosfera nuvens de gás e poeira com milhares de quilômetros de diâmetro.
Se a Terra tivesse sido alvo do Shoemaker-Levy 9, o impacto teria efeitos devastadores em todo o planeta.
Segundo o cientista William K. Hartmann, do Instituto de Ciência Planetária, dos Estados Unidos, "nosso sistema solar está repleto de corpos de todos os tamanhos. A maioria não oferece qualquer tipo de ameaça à Terra. Ou por serem muito pequenos ou por se encontrarem a uma grande distância. Todo o risco corre por conta dos asteróides e cometas. Quando um deles atravessa a atmosfera terrestre, ganha o nome de meteoro. Se atinge a superfície, passa a se chamar meteorito".
Por isso, foi instalado na montanha de Kitt Peaik, próximo à Tucson, Arizona, nos Estados Unidos, o telescópio de vigilância espacial Spacewatch. Neste observatório, a equipe liderada pelo astrônomo Tom Gehrels, identificou quase dois terços dos corpos já descobertos nas proximidades da atmosfera terrestre.
Outro programa de busca é desenvolvido em Pasadena, Califórnia, também nos EUA, pelo laboratório Near-Earth Asteroid Tracking (NEAT). Em apenas um mês, o NEAT descobriu quatro novos asteróides e um cometa veloz que poderão cruzar a órbita da Terra. 'Estas descobertas sugerem certamente que poderíamos vir a ter um encontro-surpresa com um objeto de grandes proporções, que até então, nem sabíamos que existia" - observa a pesquisadora-chefe Eleanor Helin.
Os asteróides são corpos rochosos ou metálicos de tamanhos variados: podem ser simples partículas ou pequenos planetas com até 900 quilômetros de diâmetro. A maioria transita em torno do Sol dentro de um cinturão principal de asteróides, situado entre Marte e Júpiter, ali se mantém devido à tremenda força gravitacional deste último planeta. De tempos em tempos, dois asteróides em órbita, neste cinturão colidem, produzido fragmentos que são lançados para o interior do sistema solar e podem acabar atravessando a órbita da Terra.
Os cometas são formados de rocha e poeira, que permanecem juntas graças a ação do gelo. O gelo vira vapor, a medida que o cometa se aproxima do Sol, produzindo uma longa e linda cauda. O núcleo do cometa pode ter até 200 quilômetros de diâmetro, embora a maioria não tenha mais do que 15 quilômetros. Alguns cometas têm a sua órbita em torno do Sol situada na faixa denominada de Kuiper, logo depois do planeta Netuno. Outros ficam na nebulosa Oort, fora dos sistema solar. A cada ano, diversos cometas desconhecidos, como o Hyakutake, em 1996, alcançam o interior do sistema solar, impelidos talvez pelas forças gravitacionais de estrelas próximas.
Até 1996, os astrônomos descobriram mais de 300 corpos celestes que poderiam atravessar a órbita da Terra. Felizmente, os objetos maiores raramente atingiram a superfície terrestre.
Os fragmentos de um asteróide com menos de alguns metros de diâmetros são pulverizados ao entrar na atmosfera de nosso planeta. Entretanto, um fragmento de dimensões maiores poderia explodir antes de colidir e danificar a superfície da Terra com sua onda de choque. Os cientistas estimam que corpos com medidas entre 450 metros e 4.500 metros possam atingir a Terra a cada período superior a 1.000 anos. Se um corpo com diâmetro de aproximadamente dois quilômetros atingir a Terra, o impacto criariam uma cratera com 4,5 quilômetros, trazendo destruição a uma área de 6.500 quilômetros ao redor. Se a colisão acontecesse em São Paulo, o número de vítimas poderia chegar a 25 milhões.
"Os corpos maiores, com mais de dois quilômetros de diâmetro, embora sejam relativamente raros, ameaçam todo o planeta com o seu potencial destruidor" - afirma o cientista Gregory Canavan, do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, à jornalista Dana Desonie, da revista Seleções.
Segundo notícia divulgada pelo jornal inglês "The Sunday Times", em sua edição do dia 14 de dezembro de 1997 - o próprio Vaticano vai instalar no deserto do Arizona, nos Estados Unidos, um dos mais poderosos observatórios astronômicos do planeta Terra. O observatório terá dois possantes telescópios, capazes de identificar gases e poeira cósmica em torno das estrelas e sistemas planetários.
No entanto, uma recente descoberta sobressaltou a comunidade científica, causando, como era de esperar, divisões no meio. A possibilidade de colisão de um asteróide de grandes dimensões com o planeta Terra ocupou todos os noticiários no dia 13 de março de 1998. A notícia, distribuída pela agência Associated Press, foi assim publicada por alguns jornais brasileiros :
O ESTADO DE SÃO PAULO (13/03/98)
"WASHINGTON - O asteróide 1997 XF11, que pode estar em curso de colisão com a Terra, é a maior ameaça desse tipo que o planeta já sofreu. Para o pesquisador da Sociedade Americana de Astronomia Steven Maran, "o asteróide tem um enorme potencial de destruição", mas faltam cerca de quatro anos de observação para que se possa ter certeza de seu curso. No entanto, de acordo com um relatório da União Internacional de Astronomia, "as chances reais de uma colisão são pequenas, mas existem".
O impacto do asteróide, com 1,6 quilômetro de diâmetro, criaria uma cratera de 32 quilômetros e espalharia poeira e vapor suficientes para encobrir a luz do sol por semanas - talvez meses - na região. Segundo o especialista em asteróides Jack G. Hills, o XF11, se caísse no oceano, provocaria ondas de centenas de metros, que arrasariam milhares de quilômetros ao longo da costa. Hills calculou também que a colisão, a 27,2 mil quilômetros por hora, equivaleria à explosão de 320 mil megatons de dinamite, ou quase 2 milhões de bombas de Hiroshima.
Segundo as pesquisas dos astrônomos da Universidade do Texas, o asteróide estará mais próximo da Terra - ou colidindo com ela - em 26 de outubro de 2028, às 18h30, no horário de Greenwich.
Os cálculos de Steven Maran chagaram à estimativa de que o XF11 entrará na órbita da lua, a 48 mil quilômetros do centro da Terra.
Essa conta, entretanto, admite uma margem de erro de 288 mil quilômetros, tornando possível a colisão com a Terra."
O GLOBO (13/03/98)
"WASHINGTON - Um asteróide passará perto da Terra em 2028 e poderá se chocar contra o planeta, advertiram ontem astrônomos. Segundo eles, o asteróide passará a cerca de 42 mil quilômetros da Terra, em uma proximidade nunca antes alcançada por qualquer outro objeto. ''A chance de uma colisão é pequena, mas isso não está fora de cogitação'', declarou o Sindicato Internacional dos Astrônomos (IAU).
Com diâmetro de 1,6 quilômetro, o asteróide foi batizado de 1997 XF11, depois de descoberto por Jim Scotti, do programa ''Spacewatch'' da Universidade de Arizona. Segundo o IAU, ele poderá passar a uma distância inferior à da Lua em relação à Terra.
''O asteróide foi incluído na lista de objetos perigosos, que precisam ser monitorados, porque estão destinados a se aproximar perigosamente da Terra nos próximos séculos.
Existem atualmente 108 desses objetos'', informou o IAU.
Segundo o sindicato, o 1997 XF11 poderá se chocar com a Terra às 15h30 (hora no Brasil) na quinta-feira, 26 de outubro de 2028. Naquele dia, ele deverá ser visível a olho nu.
Na Europa, onde isto aconteceria à noite, o objeto seria facilmente visto durante horas se movendo no céu, do Nordeste para o Sudeste.
O IAU informou que os cálculos ainda são imprecisos e que não está claro se o asteróide pode se aproximar ainda mais da Terra do que se prevê. O sindicato sugeriu a astrônomos amadores que procurem pelo XF11. Cientistas acreditam que o impacto de um asteróide que se chocou contra a Terra há 65 milhões de anos foi tão grande que provocou o desaparecimento dos dinossauros."
O GLOBO (14/03/98)
"Em 11 de março, o Sindicato Internacional dos Astrônomos assustou o mundo com a notícia de que um asteróide passará perto da Terra em 2028 e poderá se chocar contra o planeta. Segundo os astrônomos da entidade, o asteróide passará a cerca de 42 mil quilômetros da Terra, em uma proximidade nunca antes alcançada por qualquer outro objeto. ''A chance de uma colisão é pequena, mas isso não está fora de cogitação'', declarou o Sindicato Internacional dos Astrônomos (IAU).
Com diâmetro de 1,6 quilômetro, o asteróide foi batizado de 1997 XF11, depois de descoberto por Jim Scotti, do programa ''Spacewatch'' da Universidade de Arizona. Segundo o IAU, ele poderá passar a uma distância inferior à da Lua em relação à Terra.
Dois dias depois, a Nasa acalmou o espírito dos mais assustados, com explicações sobre o asteróide.
Segundo a agência, a possibilidade de um asteróide colidir com a Terra é muito pequena e não deve alarmar as pessoas. Foi o que garantiu, em 13 de fevereiro, o cientista da Nasa Donald K.Yeomans. Já o porta-voz da instituição americana, Doug Isbell, afirma que a trajetória do asteróide XF 11 1997, que, segundo a União Astronômica Internacional (UAI), passará em 2028 mais próximo do planeta do que qualquer outro corpo celeste, será estudada.
Asteróide poderá se chocar com a Terra no ano de 2028."
O GLOBO (14/03/98)
Os astrônomos estão excitados com a possibilidade de conhecer de perto um asteróide, mas não se surpreenderam com o fato de um astro desse tipo passar tão perto da Terra. Daniela Lazzaro, especialista em asteróides do Observatório Nacional, no Rio, afirmou que a descoberta do 1997 XF11 confirmou o que os astrônomos dizem há anos.
Ela acredita que a possibilidade de o 1997 XF11 se aproximar perigosamente da Terra fará com que o projeto de mísseis espaciais dos Estados Unidos, criado para evitar choques com a Terra, saia da gaveta.
- Temos alertado há anos que asteróides devem ser melhor estudados porque oferecem risco de colisão, ainda que remoto.
A aproximação do 1997 XF11 comprovou isso. Trinta anos é tempo suficiente para que se tente encontrar uma solução para o problema - disse.
O projeto americano prevê o desenvolvimento de mísseis nucleares capazes de atingir um asteróide quando ele ainda estiver bem longe da Terra e evitar o choque mudando sua rota ou destruindo-o. O problema é que ainda não existe a tecnologia necessária para lançar um míssil nuclear tão longe.
Além disso, teme-se que um acidente fizesse a explosão acontecer perto da Terra, afetando o planeta.
Enquanto não se chega a um acordo sobre a melhor forma de destruir um asteróide, a Nasa resolveu conhecê-los melhor. Para isso, lançou a nave "Near", que ano que vem chegará ao asteróide Eros para estudar sua órbita e composição. Dados obtidos pela "Near" podem ser importantes para avaliar os riscos que o 1997 XF11 oferece.
Daniela Lazzaro disse que a aproximação do 1997 XF11 dará aos cientistas uma boa chance de conhecer a região onde os asteróides se originam e encontrar formas de prever colisões.
O 1997 XF11 nos dará uma oportunidade de conhecer o que chamamos de caminho para a Terra, isto é, como um asteróide toma o rumo de nosso planeta.
Esse tipo de estudo poderá ajudar a prever aproximações perigosas - explicou Lazzaro."