Osteoporose - epidemiologia


by Dr Imar Cris�gno Fernandes
    As fraturas t�m sido associadas h� mais de 100 anos com perda �ssea (osteoporose) decorrente da idade (Cooper, 1842).   Em 2030 haver� em torno de 1,2 bilh�es de mulheres acima de 50 anos de idade, comparado com 467 milh�es em 1990 (Meirik, 2000),  e este aumento na expectativa de vida, especialmente nos pa�ses de primeiro mundo, est� causando uma maior preval�ncia de osteoporose (Raisz et Prestwood, 2000).
     No Brasil, na d�cada de 90, as mulheres responderam por 55% da popula��o acima de 60 anos de idade, e de 1995 para 1999, nesta faixa et�ria a popula��o masculina passou de 7,6% para 8,3% e a feminina de 9,0% para 9,8% (PNDA99).     Considerando toda a popula��o brasileira, as pessoas brancas em 1999 representavam 54%, as morenas 39,9% e as negras 5,4%.  No Sul est� a maior propor��o de brancos, 83,6%, e na regi�o Centro-Oeste, onde se situa Goi�nia, 46,2% de brancos e 49,4% de morenos.
     Se considerarmos que o risco de fraturas de quadril em mulheres brancas a partir da menopausa se situa entre 15-17%, e que o risco de outras fraturas, principalmente vertebrais, tamb�m est� nesta faixa, conclu�mos que no restante de vida de uma mulher ap�s os 50 anos, no m�nimo 1/3 delas sofrer� uma fratura osteopor�tica (Melton et coll, 1991).  Este valor seria de 13% para os homens.  Isto apenas considerando as fraturas mais comuns e que chamam maior aten��o cl�nica.   Isto nos leva a concluir conservadoramente que no Brasil em torno de 16 milh�es de brasi-leiras est�o sob a amea�a da osteoporose.  E o desenvolvimento de estrat�gias preventivas e terap�uticas se torna cr�tico em vista da imensid�o do problema.
     Nguyen et coll (1993) observaram que entre homens e mulheres a incid�ncia de fraturas aumenta com a idade, e que a incid�ncia de fraturas atraum�ticas em mulheres � consistentemente mais alta do que em homens em todas as idades, embora esta diferen�a diminua nos grupos mais idosos.
     At� os 60 anos, as fraturas fora do quadril respondem por mais de 50% da morbidade e custos da osteoporose na Su�cia.  Em torno dos 75 anos, quando os custos da osteoporose come�am a aumentar assustadoramente, as fraturas de quadril come�am a dominar.
     Al�m da alta morbidade e mortalidade que se segue �s fraturas osteopor�ticas mais comuns, em torno de U$ 14 bilh�es s�o gastos nos EUA em conseq��ncia de 1,5 milh�es de fraturas que ocorrem anualmente (Ray, 1997).      Sem considerar os custos indiretos de sal�rios perdidos e da produtividade diminu�da.  Tamb�m, 10% das afro-americanas acima dos 50 anos apresentam osteoporose e 29% tem baixa massa �ssea.  S� que este � um fen�meno de propor��es mundiais.  Os pa�ses Escandinavos apresentam atualmente a maior preval�ncia de fraturas osteopor�ticas na Europa, e a incid�ncia est� aumentando acima do esperado (Cooper et coll, 1992).
     Nos EUA atualmente, a osteoporose atinge 10 milh�es de pessoas, enquanto 18 milh�es t�m baixa massa �ssea, o que os tamb�m coloca sob maior risco para esta patologia.  Ela � um processo bastante relacionado � idade (Cooper, 1842), embora o d�ficit de estrog�nio tamb�m apresente alto valor.  Levando em considera��o o aumento na freq��ncia e severidade do trauma com as quedas (Cummings et Nevitt, 1992), bem como a maior fragilidade esquel�tica com o avan�ar da idade, as taxas de incid�ncia para fraturas do quadril, v�rtebras e punho tendem a aumentar em ambos os sexos, embora elas sejam maiores entre as mulheres em quase todas as faixas et�rias.
Uma grande problem�tica nestas pacientes � que em geral ap�s ter ocorrido o tratamento da fratura, apenas uma pequena percentagem delas recebe tratamento antiosteoporose, o que preveniria futuras fraturas; outras vezes, apenas uma parcela delas adere ao tratamento orientado.
     O ac�mulo de osso n�o est� completo at� a terceira d�cada de vida, ap�s cessar o crescimento linear.  A massa �ssea atingida nos primeiros anos da vida � talvez o fator mais importante da sa�de esquel�tica pelo resto da vida.  A massa �ssea pode estar relacionada n�o apenas com a osteoporose e fragilidade futuras, mas tamb�m com fraturas na inf�ncia e adolesc�ncia.  Maximizar a massa �ssea no in�cio da vida representa uma oportunidade cr�tica para reduzir o impacto da perda �ssea com o envelhecimento.  Al�m de que � na inf�ncia quando temos a grande chance de desenvolver h�bitos de vida que conduzam � boa sa�de �ssea por toda a vida.
    Apresentam menor risco de desenvolver osteoporose as mult�paras, pessoas com alta ingest�o de c�lcio, os obesos e aqueles que ingerem �gua tratada com fl�or.  Mas principalmente aqueles indiv�duos que no decorrer da vida, da inf�ncia at� os 30-35 anos de idade conseguiram adquirir uma grande massa �ssea.
Est�o sob maior risco as caucasianas e  asi�ticas, os tabagistas, alcoolistas, os que apresentam longos per�odos de imobiliza��o e inatividade f�sica, portadores de insufici�ncia renal cr�nica, menopausa precoce (idiop�tica ou ooforectomia), as nul�paras, os que apresentam baixos n�veis de testosterona, os que ingerem pouco c�lcio, muito caf� e s�dio.  E influem tamb�m drogas como cortic�ides, anticonvulsivantes, anti�cidos e heparina.

         
   

Skribu Miajn Vortojn en vian koron, kaj primeditu ilin diligente; en tempo de tento ili estos al vi tre necesaj.











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