| Zíper
1891 - Witcomb L.
Judson inventou um produto que sem sombra de dúvida facilitou muito
a vida das pessoas de sua época (e até hoje é claro). Ele chamou
seu invento de “fecho relâmpago” e foi colocado pela primeira
vez em um sapato. Depois com novas versões onde foram usados em
praticamente todo o vestuário e foi graças a colaboração do
Engenheiro Gideon Sundback que em 1914 que o zipper se tornou
realmente prático. Foi o proprietário da empresa B. F. Goodrich
que acabou batizando o invento com o nome que hoje conhecemos.
A Hiller Mecatrônica
não produz apenas o protótipo do seu invento, mas principalmente
possibilita ao inventores fazerem as modificações necessárias em
sua patente e no produto para que este tenha o desempenho desejado.
Xampu
Desenvolvido em 1890
na Alemanha e após a Primeira Guerra Mundial passou a ser
comercializado como um produto para a limpeza dos cabelos. Foi na
Inglaterra que na época dominava a Índia onde a palavra champo
significava massagear ou amassar que obteve este nome.
Velcro
Inventado em 1948
pelo engenheiro suíço George deMestral que ficava incomodado com
os carrapichos que grudavam na sua roupa e no pêlo do seu cachorro.
Decidiu então descobrir de que modo eles conseguiam agarrar-se tão
teimosamente, sem nenhuma substância adesiva.
Ao Olhar pelo microscópio, ele descobriu que as patas do carrapicho
terminam em pequeninos ganchinhos, que se prendiam a qualquer coisa
peluda.
Assim nasceu o fecho feito de numerosos ganchinhos e lacinhos. O
nome "velcro" é a combinação de duas palavras
francesas: "velours" (veludo) e "crochet"
(gancho).
Urna eletrônica
Foi em Brusque, Santa
Catarina, em 1989 que Carlos Prudêncio experimentou pela primeira
vez. Ele era juiz da 5ª Seção Eleitoral do Estado e contou com a
ajuda do irmão, Roberto, que fez o modelo do programa utilizado
até hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foi o ministro Sepúlveda Pertence que resolveu informatizar as
eleições e a primeira eleição totalmente informatizada ocorreu
em Xaxim em 12 de fevereiro de 1995. No mesmo ano, o inventor Carlos
Prudêncio fechou contrato com a multinacional Unisys para
construção em escala industrial da urna. O protótipo foi entregue
ao TSE em 1996 e o processo de votação eletrônica atingiu 100%
dos municípios brasileiros na eleição de 2000.
Sorvete
No século XVI, o
italiano Bernardo Buontalenti inventou o sorvete à base de leite,
mais macio e nutritivo.
Na Idade Média, os chineses já faziam sorvetes, adicionando a neve
ao leite, Marco Polo (1254-1324), o explorador veneziano, levou o
sorvete para a Itália. Dali, os famosos sucos de fruta congelados
alcançaram a França e logo depois o resto do mundo.
Existem registros de que os egípcios a mais de 4.000 anos já
fabricavam sorvetes.
Relógio de pulso
Esse invento não
tiraram de Santos Dumont.
Ele precisava cronometrar o tempo de vôo de seus aviões durante as
experiêncais e como naquele tempo, os relógios ficavam nos bolsos,
presos a uma corrente e Santos Dumont não podia tirar as mãos do
manche para pegar o relógio, encomendou ao joalheiro Cartier um
modelo que ficasse fixo no braço e facilitasse o controle das
horas.
Náilon
A primeira fibra
sintética, o náilon, foi descoberta em 1935. Um dos objetivos de
seus criadores era encontrar um substituto para a seda natural.
Conseguiram mais do que isso. Uma equipe de pesquisadores da empresa
americana Du Pont, chefiada pelo químico Wallace H. Carothers,
levou oito anos para chegar ao objetivo.
Na verdade, o princípio básico estava pronto desde 1920, quando o
químico alemão Hermann Staudigger descobriu o processo de
polimerização. Ele permite que moléculas simples, os monômeros,
se combinem em longas cadeiras, os polímeros, extremamente fáceis
de ser trabalhadas. Esse foi o primeiro passo para a criação dos
plásticos. O problema era chegar a um método de fabricação
prático e barato. Foi o que Carothers obteve inspirado, de acordo
com uma história nunca confirmada, nos fios de uma teia de aranha
vista em um jardim.
Máquina de
calcular
A primeira máquina
de somar de verdade foi construída em 1642 pelo francês Blaise
Pascal (1623-62), filho de um cobrador de impostos. Filósofo e
matemático, Pascal cresceu observando seu pai ocupado em horas de
cálculos tediosos. Determinado a reduzir o trabalho do pai (e
possivelmente o seu próprio no futuro, pois também pensava em se
tornar um cobrador de impostos), construiu aos 19 anos um aparelho
automático que, girando suas pequenas rodas, adicionava e
subtraía. Por mais precisa e rápida que fosse para sua época, a
máquina de calcular de Pascal nunca foi bem aceita: os
funcionários, cujo ganha-pão advinha de cálculos à mão, viram
no dispositivo uma ameaça a seu trabalho e se recusaram a usá-lo.
Em 1671, o matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz
(co-inventor do cálculo com Isaac Newton) construiu um mecanismo, a
"roda graduada", capaz de fazer as quatro operações
fundamentais e ainda extrair raiz quadrada.
O cartão perfurado foi criado na primeira metade do século XVIII,
mas a aplicação de seu princípio à máquina de calcular só se
deu em 1880, por iniciativa do americano Herman Hollerith
(1860-1929) Ele abriu sua própria empresa em 1896 e, ao lado de
dois sócios em 1924, fundou a IBM (International Business Machines).
Máquina de
escrever
O inglês Henry Mill
apresentou, em 1714, o primeiro pedido de patente de uma
"máquina artificial para impressão de letras". Mas o
invento não pegou. Muitas outras tentativas foram feitas, mas o
primeiro modelo de máquina de escrever que realmente funcionou só
apareceu em 1867. O inventor americano Christopher Latham Sholes
(1819-1890), com os colaboradores Carlos Glidden e Samuel Soule,
construiu uma máquina de escrever com dois sérios inconvenientes -
escrevia somente com letras maiúsculas e apresentava dificuldades
para leitura. Suas teclas eram dispostas em ordem alfabética.
Tentando criar método mais "científico", Sholes pediu
ajuda a seu amigo, James Densmore. Em 1872, Densmore surgiu com o
teclado QWERTY, assim chamado por causa das seis primeiras letras da
fila superior, na mão esquerda. Ele estudou as letras e suas
combinações mais freqüentes na língua inglesa para colocá-las
distantes uma das outras, a fim de que as hastes não subissem
juntas, embolando-se durante a datilografia.
O segundo modelo de Sholes, produzido um ano depois, havia sido
aperfeiçoado a tal ponto que sua velocidade ultrapassava a da
escrita à mão. Sholes continuou a aperfeiçoar suas máquinas e,
em 1873, assinou um contrato com a Remington para produzir máquinas
de escrever. Eliphalet Remington e seu filho, Philo, que eram
fabricantes de armas introduziram seu modelo comercial em 1874,
porém, não deram a ele o nome de seu inventor, mas o deles
próprios.
O público só aceitou a máquina de escrever depois que um
italiano, Camilo Olivetti, lançou em 1910 um modelo muito parecido
ao que é utilizado hoje. Olivetti lançou o modelo portátil em
1932.
Máquina
fotográfica
O primeiro inventor a
obter a uma imagem fixada pela ação da luz (que é o princípio da
fotografia) foi o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833)
que, em 1827, demorou mais de oito horas para conseguir a primeira
"fotografia". Captada em uma lâmina de estanho e feita
com a luz do Sol, a imagem mostrava parte de um celeiro e uma
árvore, a visão que Niépce tinha de sua oficina.
Em 1929, ele passou a trabalhar com seu amigo Louis Jacques Mandé
Daguerre (1787-1851), que acabou inventando a primeira máquina
fotográfica 12 anos depois. O "daguerreotype" exigia
"apenas" 30 minutos de exposição da imagem à luz e
impedia que ela desaparecesse - um grande avanço para o projeto
original de Niépce.
Leite condensado e
Leite
em pó
Ao pensar numa
maneira de facilitar o transporte e o armazenamento de leite, o
americano Gail Borden teve a idéia de desidratá-lo. Dependendo do
estágio dessa operação, ele obtinha tanto leite condensado quanto
leite em pó. Quando sua descoberta foi patenteada, em 1856, a
invenção não despertou interesse, até que veio a Guerra Civil
dos Estados Unidos e Borden ficou rico.
Lâmpada
Em 21 de outubro de
1879 o americano Thomas Alva Edison (1847-1931), desenvolveu a
primeira lâmpada prática, que ficou acesa por 45 horas seguidas.
Numa época em que o normal era o cientista trabalhar sozinho,
Edison chegou a contar com o apoio de sessenta pesquisadores. Só
para a lâmpada, eles testaram dezenas e dezenas de filamentos -
até fios de barba de colegas - antes de chegar ao algodão
carbonizado usado no primeiro modelo de sucesso. O filamento (hoje
se usa o de tungstênio) é aquecido a ponto de emitir luz.
Ele foi o fundador da Edison Eletric Light Company, embrião da
atual General Eletric, gigante conglomerado da indústria
eletrônica.
Helicóptero
O gênio italiano
Leonardo da Vinci desenhou, em 1480, uma máquina que levantava vôo
horizontalmente. Ele inspirou o perito em aeronáutica Igor Sikorski,
um americano de origem russa, que passou a estudar o assunto em
1908. Há controvérsias sobre os primeiros vôos de helicóptero.
Ele teria sido realizado pelo francês Étienne Oehmichen, que voou
um quilômetro em 1924. Outros reconhecem o italiano D'Ascanio como
o pioneiro, em 1930. De qualquer modo, os modelos ainda apresentavam
problemas. Até que o primeiro avião de Igor, o Sikorsky VS-300
(1939), viria a ser o projeto definitivo de todos os futuros
helicópteros. Era o primeiro helicóptero de rotor único e sua
idéia foi acolhida prontamente pelos fabricantes. O veículo podia
ser controlado, pairava ao subir e descer verticalmente, além de
voar para trás e para os lados. Sikorsky engavetou os planos de
produção em massa durante a Segunda Guerra Mundial para trabalhar
em outros projetos aeronáuticos. Mas em 1945, ele imediatamente
mergulhou no trabalho de aperfeiçoar seu projeto anterior e
conceber naves militares e domésticas, cujos propósitos incluíam
operações de socorro e salvamento além de missões de combate em
baixas altitudes.
Fralda
descartável
A fralda descartável
foi inventada pela americana Marion Donovan em 1951. Ela resolveu o
problema de milhões de mulheres, cansadas de lavar as fraldas de
pano, criadas por outra americana, Maria Allen, em 1887. O produto
chegou ao mercado brasileiro, por intermédio da Johnson &
Johnson, em 1975.
Escada rolante
A escada rolante
nasceu, em 1892, dos esforços de dois americanos, Jesse W. Reno e
George H. Wheeler. Reno patenteou sua idéia em 15 de março de 1892
e a inaugurou no antigo pier de ferro em Coney Island, Nova York, no
outono de 1896. A escada de Reno era uma esteira inclinada sem fim,
feita de placas de madeira, cada uma com 10 centímetros de largura
e 60 centímetros de comprimento. Essas madeiras tinham ranhuras
revestidas de borracha, direcionadas para a frente, para que os
sapatos do usuário aderissem bem. Passavam debaixo de um pente nas
duas extremidades da esteira, como acontece numa escada rolante
moderna. Um motor elétrico acionava a escada e também o corrimão
de borracha, coberto de pelúcia, a uma velocidade de 2,5
quilômetros por hora. A primeira escada rolante com degraus planos
foi patenteada por George H. Wheeler, em 2 de agosto de 1892. Esta
não tinha um mecanismo tipo pente e os passageiros entravam e
saíam por uma entrada lateral. Embora a escada de Wheeler nunca
tenha sido construída, sua patente foi comprada em 1898 por Charles
D. Seeberger, que incorporou a idéia dos degraus planos num desenho
aperfeiçoado, de sua autoria. O protótipo de Seeberg foi
construído pela Companhia de Elevadores Otis, com quem ele fez um
acordo, e entrou em operação na sua fábrica em 1899.
Canudinho
Marvin Stone era dono
de uma fábrica de piteiras de papel nos Estados Unidos - costumava
descer o quarteirão para tomar seu drinque habitual depois do
expediente. Era uma bebida feita de uísque, açúcar e menta,
chamada mint julep, que precisava estar sempre bem gelada. Por isso,
as pessoas costumavam bebê-la através de canudos naturais de capim
para que suas mãos não tocassem o copo. Infelizmente, os canudos
naturais estavam longe de ser uma solução satisfatória, uma vez
que faziam o líquido ficar com gosto de grama. Stone notou a
relação entre o processo de fabricação de suas piteiras e a
possibilidade de fazer canudos artificiais de papel.
Excitado pela possibilidade de beber um mint julep ainda mais
saboroso, ele tentou colocar sua idéia em prática, enrolando
longas e finas faixas de papel ao redor de um lápis e prendendo as
extremidades com uma pincelada de cola para evitar que o papel
desenrolasse. Em 1888, Stone fez vários desses canudos e deixou-os
com o barman da taverna para seu uso pessoal.
A limonada era outra bebida muito popular naquele tempo, e Stone
pensou que as pessoas também gostariam de bebê-la com um
canudinho. Assim, ele projetou um canudo de papel de 20
centímetros, com um diâmetro suficiente para impedir que sementes
de limão bloqueassem o tubo. Ele utilizou papel manilha recoberto
com parafina para que o canudo não se encharcasse em contato com o
líquido. Reconhecendo o interesse de todos por sua invenção,
Stone colocou a maior parte de seus empregados para enrolar canudos.
Marvin Stone inventou também o apontador de lápis e o suporte de
caneta tinteiro.
Bicicleta
Em 1790, o conde
francês Sivrac construiu o que alguns historiadores consideram o
mais antigo ancestral da bicicleta moderna. O celerífero, como se
chamava, era apenas um pedaço de madeira ligando duas rodas.
Impulsionava-se a engenhoca com os pés.
Claro que havia alguns inconvenientes, como o fato de não se poder
dirigi-la, já que a roda dianteira era fixa. Mais criativo foi
outro aristocrata, o alemão Carl Friedrich Ludwig Christian, barão
Drais von Sauerbronn (1785-1851). Inspetor florestal e inventor nas
horas vagas, ele foi o primeiro a construir um biciclo dirigível,
em 1816, que ficou conhecido como draisiana.
Em 1839, o escocês Kirkpatrick Mac Millan (1810-1878), um humilde
ferreiro do interior, fez o que Drais havia tentado sem sucesso:
criou pedais que, ligados por barras de ferro ao eixo da roda
traseira, movimentavam o velocípede. Foram quatro anos de árduos
experimentos. Mac Millan percorria com ele o caminho de 22
quilômetros entre seu povoado, Courthill, e a capital do condado,
Dumfries.
Sem vocação para os negócios, MacMillan não sabia ao certo o que
fazer com o veículo, que logo foi esquecido. No ano de 1861, o
francês Pierre Michaux (1813-83) voltou a construir bicicletas com
pedais, dessa vez adaptados diretamente à roda da frente. Ao
contrário do escocês, Pierre e seu filho Ernest prosperaram ao
fundar a primeira fábrica de bicicletas do mundo. A nova máquina
imediatamente conquistou entusiastas, apesar de sua estrutura
rígida de ferro e madeira lhe ter trazido o apelido de “chacoalha-ossos”.
Em um ano, Pierre e Ernest Michaux produziram 142 máquinas. Por
volta de 1865, eles estavam produzindo cerca de 400 por ano.
Gilete
A lâmina de barbear
ficou conhecida como "gilete" por causa do nome de seu
inventor, o americano Camp Gillette, um vendedor de rolha. Em 1895,
ele estava no banheiro de sua casa, fazendo a barba diante do
espelho, como todos os dias. Reparou que só a ponta da lâmina da
navalha era necessária para se barbear. Pensou então em fabricar
uma lâmina de aço pequena e descartável. Os industriais não
acreditavam ser possível fazer uma lâmina pequena, de bom corte e
barata a ponto de ser jogada fora depois. Com a ajuda do mecânico
William Nickerson, os problemas técnicos foram resolvidos e assim
surgiu a Gillette Safety Company, em 28 de setembro de 1901. A
produção começou em 1903 e no primeiro ano foram vendidos 51
aparelhos e 168 lâminas. Os negócios dispararam em 1905. Durante a
Primeira Guerra Mundial, o governo americano encomendou 3,5 milhões
de aparelhos e 36 milhões de lâminas para seus soldados. Nessa
época, a empresa já vendia 1 milhão de aparelhos e 120 milhões
de lâminas por ano.
A Gillette lançou o conceito de duas lâminas paralelas em 1971 e o
Sensor, em 1990.
Grampeador
O primeiro grampeador
foi patenteado pelo inglês C.H. Gould em 1868 e era usado pelos
sapateiros para pregar solas e saltos. O grampeador de papel só
apareceu na década de 1890.
Fósforo
Os chineses
utilizavam "pauzinhos de fogo" no ano 1000. Mas foi em
1669 que o alquimista alemão Hennig Brandt descobriu acidentalmente
o elemento fósforo ("o que traz a luz", em grego) numa de
suas tentativas de transformar metais em ouro. A descoberta chegou
ao conhecimento do físico inglês Robert Boyle (1627-1691), que
inventou, 11 anos mais tarde, uma folha de papel áspero coberta de
fósforo, acompanhada de uma varinha com enxofre numa das pontas. O
invento, no entanto, era apenas uma curiosidade muito cara. Somente
em 1826 o químico inglês John Walker apresentou os palitos de
fósforo, então com 8 centímetros de comprimento. Na verdade, ele
estava usando um palito para misturar potassa e antimônio, que se
incendiou quando foi raspado ao chão de pedra. O perigo era que os
palitos costumavam se incendiar sozinhos dentro da embalagem. Esse
problema seria resolvido somente em 1855, com o surgimento do
fósforo de segurança, criado pelo sueco Johan Edvard Lundstrom.
Nele, os ingredientes inflamáveis foram separados em dois: parte na
cabeça do palito, parte do lado de fora da caixa, junto com o
material abrasivo.
A primeira caixinha de fósforos foi patenteada pelo advogado
americano Joshua Pusey, em 1892, e produzida por uma empresa de Ohio
4 anos depois.
Escova de dentes
A escova mais antiga
de que se tem notícia foi encontrada numa tumba egípcia de 3 mil
anos a.C. Era um pequeno ramo com ponta desfiada até chegar às
fibras, que eram esfregadas contra os dentes. A primeira escova de
cerdas, parecida com a que conhecemos, surgiu na China, no fim do
século XV. Feita de pêlo de corpo, as cerdas eram amarradas em
varinhas de bambu ou pedaços de ossos. Muito tempo depois,
percebeu-se que as escovas de pêlos de animais juntavam umidade,
prejudicial à higiene da boca, por causar mofo. Além disso, as
extremidades pontiagudas das cerdas feriam as gengivas. O problema
seria resolvido com o surgimento da escova de dentes com cerdas de
náilon, em 1938, nos Estados Unidos.
A escova de dente elétrica tinha design suíço, mas foi
desenvolvida nos Estados Unidos, em 1961, pela empresa Squibb. O
nome da escova era Broxodent.
As primeiras referências a um "fio de seda encerado" para
limpar as sujeiras dos dentes e da gengiva são de 1850. Mas o fio
dental só ganharia força depois de ter sido lançado pela Johnson
& Johnson em 1896. Durante a Segunda Guerra Mundial, como a seda
era destinada à fabricação de pára-quedas, o fio dental foi
feito com náilon. Na década de 1970, apareceu o fio dental com
sabor.
Dinamite
Foi o químico Alfred
Nobel, criador do Prêmio Nobel da Paz, o inventor da dinamite. Sua
família possuía uma pequena metalúrgica em São Petersburgo, na
Rússia, que fabricava minas submarinas. Com o final da Guerra da
Criméia (1854-1856), as encomendas do produto acabaram e eles foram
à falência. Pouco tempo depois, já de volta à cidade de
Helensburgo, Alfred, seu irmão caçula e seu pai começaram a
fabricar nitroglicerina. A preparação da fórmula, apesar de
simples, era perigosa. Em 1864, no início da produção, a fábrica
foi pelos ares, matando Emil e mais quatro funcionários. A
Prefeitura negou-lhe, então, a permissão para o funcionamento do
negócio. Ele instalou uma nova fábrica numa balsa ancorada num
lago, fora da jurisdição municipal. Os negócios prosperaram
rápido, e Nobel mudou-se para Hamburgo, na Alemanha.
Os riscos de acidente continuaram elevados até 1867, quando Nobel
teve a idéia de misturar à nitroglicerina uma substância inerte,
na esperança de evitar explosões acidentais. A nova mistura foi
chamada de dinamite (a palavra vem do grego dynamis, que significa
“força”), e deixou Nobel milionário.
Clipe
Os pequenos artefatos
de metal para prender papel foram inventados pelo norueguês Johann
Waaler, que os patenteou na Alemanha em 1900.
Cafeteira
Em 1802, o
farmacêutico francês François-Antoine Descroisilles inventou a
cafeteira, feita de dois recipientes sobrepostos e separados por um
filtro. Descroisilles chamava a sua invenção de "caféolette".
O químico e agrônomo francês Antoine Cadet de Vaux criou a
cafeteira de porcelana em 1806. A máquina de café expresso seria
inventada em 1946 pelo italiano Achille Gaggia, revolucionando a
maneira de fazer café.
Barbeador
elétrico
O tenente-coronel
Jacob Schick, do exército americano, estava bastante satisfeito com
o resultado das lâminas de barbear que recebera. Ou melhor, quase
satisfeito. Quando não havia água ou creme, ele não conseguia
fazer a barba. Durante o inverno, quando a água quente acabava, era
outro sacrifício. Ao deixar o exército, em 1918, ele pensou num
“barbeador a seco”, operado por um motor elétrico, inicialmente
patenteado no ano de 1923. O seu barbeador elétrico foi lançado
comercialmente em 1931, depois de ele hipotecar sua casa e se
afundar em dívidas. No primeiro ano, Shick vendeu trezentos
barbeadores elétricos. Em 1937, os números já haviam saltado para
2 milhões.
Abridor de latas
O primeiro foi o
modelo cabeça-de-boi, de 1855, criado pelo inglês Robert Yates.
Ele dispunha de uma lâmina de aço num corpo de ferro fundido.
Asa delta
Foi concebida no
final dos anos 40 por Francis Rogallo, da Nasa. A idéia era fazer
um pára-quedas manobrável para a reentrada das naves espaciais
tripuladas, mas o projeto acabou engavetado. Os australianos John
Dickerson, Bill Moyes e Bill Benett, que usavam grandes pipas para
subir aos céus rebocados por uma lancha, aprimoraram o projeto em
1969. |